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Guia de preço · Telecom para obras

Quanto custa projeto de telecomunicações para construtoras: guia

Quanto custa projeto de telecomunicações para construtoras depende do número de pavimentos, das plantas de unidade, do uso do prédio e da fase em que o projeto entra na obra. O valor do projeto costuma ser bem menor que o da execução, mas é ele que define quanto tubo, caixa e sala a obra vai comprar e se haverá quebra-quebra depois da entrega.

Resumo

  • O preço é do projeto, um documento com plantas, memorial e lista de materiais; a execução fica com a obra.
  • Mais pavimentos, mais tipos de planta e uso misto aumentam o número de detalhes e de rodadas de ajuste.
  • Entrar junto com os outros projetos complementares custa menos do que encaixar a tubulação depois da estrutura pronta.
  • Sem projeto, o custo aparece na assistência técnica pós-entrega, com canaleta aparente e operadora que não consegue entrar.

Quanto custa projeto de telecomunicações para construtoras e o que está sendo comprado?

Compra-se o desenho da infraestrutura de comunicação do prédio: entrada das operadoras, salas técnicas, prumada e tubulação até cada unidade e área comum. O preço cobre plantas, detalhes, memorial descritivo e a lista de materiais que a obra usa para orçar.

O projeto de telecomunicações para construtoras é um dos projetos complementares, ao lado de elétrica, hidráulica e incêndio. Ele não compra cabo nem passa tubo: diz onde cada duto passa, quantas caixas existem por andar e de que tamanho são as salas que vão receber os equipamentos das operadoras e do condomínio.

No projeto de telecomunicações para construtoras, a faixa da Táquion Tech por empreendimento é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech], e o modelo de cobrança por empreendimento ou por área construída vai definido na proposta [CONFIRMAR modelo de cobrança].

Não encontramos tabela oficial pública de honorários para esse tipo de projeto, e valores por metro quadrado que circulam em grupos de obra raramente dizem o que foi incluído. Em vez de faixa de mercado, o guia mostra o que faz um projeto de telecom dar mais trabalho que outro.

O que o projeto entrega e o que fica para a obra

A confusão mais comum é comparar o preço do projeto com o custo de executar a rede. São duas contas diferentes, e a primeira define o tamanho da segunda.

Separação entre o que o projeto de telecom entrega e o que a obra executa e compra
ParteO projeto entregaA obra executa e compra
EntradaPosição da caixa na divisa, número de dutos e sala de entradaEscavação, dutos e caixa de entrada
PrumadaDuto vertical, caixas de passagem por andar e reserva para crescerEletrodutos, caixas e fixação
UnidadesQuadro de telecom, pontos por cômodo e caminho até a prumadaTubulação embutida e quadros
Áreas comunsPontos de portaria, câmeras, controle de acesso e Wi-FiTubulação e rack do condomínio
DocumentaçãoMemorial descritivo, lista de materiais e plantas por pavimentoCompra conforme a lista

Prumada é o caminho vertical que sobe do térreo à cobertura, por onde passam os cabos de todas as operadoras. Quando ela é estreita ou não tem caixa em cada andar, nenhum provedor consegue atender bem o prédio.

Do que depende o preço do projeto de telecom da obra

Depende da quantidade de desenho e de compatibilização que o empreendimento exige. Pavimentos, tipologias e sistemas de área comum são os itens que mais aumentam esse volume.

Fatores que mudam o esforço e o preço do projeto de telecomunicações de um empreendimento
FatorPor que pesaSituação que pesa mais
Pavimentos e subsolosCada andar soma planta, caixas e trecho de prumadaTorre alta com garagens em vários subsolos
Tipologias de unidadeCada planta diferente pede um detalhe próprio de tubulaçãoStudios, apartamentos de dois e três quartos e coberturas
Uso do prédioUso misto pede entradas e salas separadas por parte do prédioTérreo de lojas, salas comerciais e torre residencial
Sistemas de área comumPortaria remota, câmeras e Wi-Fi somam pontos e rack próprioClube com piscina, academia, salão e coworking
Operadoras previstasMais dutos reserva e sala de entrada maiorMemorial de vendas que promete escolha de operadora
Fase de entradaArquitetura fechada pede mais rodadas de ajusteProjeto pedido com a estrutura já calculada
Conferências na obraCada visita soma deslocamento e relatórioVárias visitas antes do reboco e do forro

A linha das operadoras costuma ser esquecida. Se o memorial de vendas promete que o comprador escolhe o provedor, a entrada e a prumada precisam de dutos para várias empresas, e isso precisa estar no projeto desde o anteprojeto.

Por que entrar cedo custa menos?

Porque o projeto de telecom precisa de espaço em forro, laje e shaft que os outros sistemas também disputam. Shaft é o vão vertical reservado para tubulações, e quem chega por último fica com o que sobrou.

Com a estrutura calculada, cada duto novo pede furo em viga aprovado pelo calculista ou desvio pelo forro, e cada desvio vira uma rodada de revisão. Entrando junto com elétrica e hidráulica, a compatibilização acontece na planta, quando mudar uma linha não custa nada à obra.

Exemplo: quanto custa projeto de telecomunicações para construtoras em dois empreendimentos

Os casos abaixo são ilustrativos e não trazem valores. Eles mostram como dois prédios de área parecida chegam a volumes de projeto bem diferentes.

Exemplo ilustrativo de dois empreendimentos e o fator que mais pesou no projeto de telecom
SituaçãoTorre residencial no litoralPrédio de uso misto no centro
PavimentosMuitos andares-tipo iguaisMenos andares, cada um com uso diferente
TipologiasDuas plantas de apartamentoLojas, salas comerciais e apart-hotel
Áreas comunsSalão, academia e portaria remotaRecepção do hotel, Wi-Fi por unidade e salas técnicas por andar
Fase de entradaJunto com os complementaresDepois da estrutura calculada
Fator que pesouAltura da prumada e caixas por andarRedes separadas por uso e rodadas de compatibilização

Na torre residencial, os andares se repetem e o desenho de um vale para quase todos; o trabalho está na prumada e na sala de entrada. No prédio misto, cada parte do prédio precisa da própria rede, e a entrada tardia multiplicou as revisões com estrutura e elétrica.

Quer o projeto de telecom no mesmo calendário dos complementares?

No projeto de telecomunicações para construtoras, um Especialista lê a arquitetura, desenha entrada, prumada e unidades e entrega a lista de materiais para a obra orçar.

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Quanto custa entregar o prédio sem projeto de telecom?

Custa em assistência técnica, em reclamação de morador e em obra feita com o prédio ocupado. A conta abaixo usa os números do seu último empreendimento entregue.

  1. Chamados de telecom no pós-obra: conte quantas unidades abriram chamado por falta de ponto, duto entupido ou fibra que não chega.
  2. Custo de cada visita: some equipe, deslocamento e material de cada atendimento de assistência técnica.
  3. Obras nas áreas comuns: inclua canaletas, furos e caixas abertos depois do habite-se, quando o prédio já tem moradores.
  4. Operadoras recusadas: anote quantas empresas não conseguiram entrar por falta de duto ou de espaço na sala.
  5. Efeito na venda: considere o peso de reclamações públicas sobre internet no próximo lançamento da construtora.

Habite-se é o documento da prefeitura que libera o uso do prédio. Depois dele, qualquer furo ou canaleta passa a disputar com moradores, síndico e regulamento interno, e o custo de cada metro de duto sobe.

Erros comuns que viram retrabalho depois da entrega

A maior parte do retrabalho vem de decisões pequenas tomadas na planta. A lista resume as que mais aparecem nas vistorias.

Decisões de planta que voltam como chamado

  • Quadro da unidade sem tomada: o roteador do provedor fica pendurado num cabo de extensão.
  • Tubulação só até a sala de estar: os quartos ficam dependentes de Wi-Fi atravessando paredes.
  • Sala de entrada no subsolo alagável: os equipamentos das operadoras ficam expostos a água.
  • Prumada sem caixa de passagem: a fibra não vence trechos longos com curvas e o duto fica inútil.
  • Telecom no duto da energia: o cabo de dados sofre interferência e as normas pedem caminhos separados [CONFIRMAR na norma].

Como comparar propostas de projeto de telecom para a obra

Compare o que cada proposta entrega no fim e quantas rodadas de ajuste e visitas estão incluídas. Duas propostas com o mesmo valor podem entregar volumes de desenho muito diferentes.

O que a proposta de projeto de telecom precisa deixar claro

  • Lista de pranchas, com plantas por pavimento, detalhes e cortes da prumada.
  • Memorial descritivo com as normas aplicadas [CONFIRMAR na norma, ABNT NBR 16264, NBR 14565 e NBR 16415].
  • Lista de materiais por pavimento, pronta para cotação.
  • Número de rodadas de compatibilização com estrutura, elétrica e hidráulica.
  • Quantidade de visitas de conferência na obra e o relatório de cada uma.
  • Formato dos arquivos entregues e quem fica com eles [CONFIRMAR formatos].
  • Quem assina o projeto e com qual registro profissional [CONFIRMAR responsável técnico].

Proposta sem lista de pranchas e sem número de rodadas deixa aberto o que acontece quando a arquitetura muda. Peça esses itens antes de comparar valores.

A Lei 13.116/2015 trata da infraestrutura de telecomunicações e tem regras que alcançam edificações novas [CONFIRMAR na norma o artigo aplicável]. O código de obras de algumas cidades também pede tubulação de telecom no projeto aprovado [CONFIRMAR na norma, código de obras do município].

O que costuma ficar fora da proposta e aparece depois

O projeto deixa os caminhos prontos. Alguns serviços vizinhos têm orçamento próprio e convém prever cedo.

O que o projeto deixa pronto para o condomínio?

Deixa a documentação que o síndico e as operadoras vão usar por décadas: onde passa cada duto, o que tem em cada sala e quanto espaço sobrou. Sem esse registro, o condomínio paga para redescobrir o próprio prédio.

Na entrega, a construtora passa ao condomínio o manual do prédio. Quando o projeto de telecom foi seguido, esse manual pode trazer as plantas atualizadas da obra, a identificação dos dutos e a posição das caixas, o que encurta a instalação de cada operadora nova.

  • Plantas como construído: o desenho final, com as mudanças feitas durante a obra.
  • Identificação dos dutos: qual duto da entrada e da prumada está livre e qual já tem operadora.
  • Salas técnicas descritas: energia disponível, ventilação e quem tem a chave.

Para a sala de entrada e as salas por andar, a montagem também tem custo próprio; o guia sobre quanto custa montagem de sala técnica mostra o que pesa nela. Já a parte da fibra, do provedor até cada apartamento, está em quanto custa cabear um prédio com fibra.

Projetista de telecom ou instalador da operadora: quando vale cada um?

O instalador da operadora resolve a rede dele, depois que o prédio existe. O projetista de telecom vale quando a obra ainda está na planta e o prédio precisa receber qualquer operadora, não só uma.

Deixar o desenho para a primeira operadora costuma gerar duto exclusivo e sala dimensionada para um único equipamento. O guia como levar fibra óptica a um prédio mostra o lado do provedor nessa conversa.

A Táquion Tech não indica operadora nem recebe de provedor pela entrada no prédio. O projeto deixa a entrada, a prumada e as salas abertas a qualquer empresa que o morador escolher.

Perguntas frequentes

Em que fase da incorporação o projeto de telecom deve ser contratado?

Junto com os demais projetos complementares, antes de a estrutura ser calculada. Nessa fase, os dutos e shafts são reservados na planta, sem furo em viga nem desvio pelo forro.

O projeto de telecom pode ser cobrado por metro quadrado?

Pode, e é um modelo comum em projetos complementares, mas a área sozinha não diz tudo. Prédios com muitas tipologias ou uso misto dão mais trabalho por metro quadrado [CONFIRMAR modelo de cobrança da Táquion Tech].

A construtora precisa prever espaço para mais de uma operadora?

É o recomendado, porque o morador espera escolher o provedor. Dutos reserva na entrada e na prumada e uma sala de entrada com espaço para vários racks resolvem isso no projeto.

O projeto inclui pontos de Wi-Fi nas áreas comuns?

Inclui a tubulação e os pontos para os equipamentos de Wi-Fi, câmeras, portaria e controle de acesso. Os equipamentos e a configuração da rede do condomínio ficam para depois da entrega.

Quem fica com os arquivos do projeto depois da obra?

Os arquivos ficam com a construtora, que pode repassá-los ao condomínio no manual do prédio. O formato de entrega é definido na proposta [CONFIRMAR formatos].

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

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Fontes

  1. Lei nº 13.116, de 20 de abril de 2015 (Planalto): lei geral das antenas, com regras sobre infraestrutura de telecomunicações em edificações
  2. Structured cabling (Wikipédia em inglês): subsistemas do cabeamento de um prédio, da entrada às áreas de trabalho

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Thiago ManoelResponsável técnico