Guia de preço · Fibra em prédios
Quanto custa cabear um prédio com fibra: guia para provedores
Quanto custa cabear um prédio com fibra depende de três contas separadas: o projeto, a rede comum que sobe pela prumada e a ligação de cada apartamento que vira assinante. O que mais move o total é o estado da prumada e a obra civil que ela exige, e não o metro de cabo; o valor do projeto feito pela Táquion Tech fica em [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
Resumo
- O orçamento tem três partes que costumam chegar misturadas, projeto, rede comum da prumada e ligação de cada unidade.
- O estado do duto vertical e a obra civil pesam mais no total do que o cabo ou a quantidade de apartamentos.
- Sem rede comum, cada instalação vira uma obra pequena, e o duto lota antes de o prédio ficar atendido.
- A proposta de menor valor costuma cortar selagem entre andares, identificação por unidade e medição final.
Quanto custa cabear um prédio com fibra e por que o orçamento vem em três partes?
Cabear um prédio com fibra exige três orçamentos que costumam chegar misturados: o projeto, a rede comum do edifício e a ligação de cada apartamento. Separar os três explica por que duas propostas para a mesma torre ficam tão distantes.
O projeto define por onde a fibra entra, onde acontece a divisão óptica e como cada unidade é identificada. A rede comum é a obra que sai da calçada, passa pela sala técnica e sobe pela prumada até as caixas de andar. A ligação do apartamento é o cabo curto entre a caixa do andar e a tomada óptica, feito só quando o morador assina.
A Táquion Tech faz a primeira parte: o projeto de rede óptica para condomínios verticais resolve o caminho antes do cabo e entrega o memorial que o síndico leva à assembleia. A obra é orçada à parte, e a compra de cabos e caixas fica com o provedor, porque a Táquion Tech não vende material.
Quem precisa orçar uma área inteira, e não um edifício, encontra a rede de rua no guia de quanto custa um projeto FTTH. Aqui o foco é o trecho vertical, que tem custos que não existem no poste.
O que entra na rede comum do prédio
É a parte paga uma vez e que serve a todas as unidades, assinantes ou não. Ela soma cinco itens de obra:
- Entrada: duto ou furação da calçada até o subsolo, com caixa de passagem quando o trecho é longo.
- Sala técnica: distribuidor óptico, bandejas de emenda e, conforme o desenho, os splitters do primeiro nível.
- Prumada: cabo vertical com fibras para todos os pavimentos, fixado em cada andar e com sobra nas caixas.
- Caixas de andar: ponto onde as fibras deixam a prumada e recebem o número do apartamento.
- Selagem: vedação corta-fogo nos furos entre pavimentos e canaleta nos trechos aparentes [CONFIRMAR na instrução técnica do Corpo de Bombeiros].
O que fica para cada assinante
A ligação de cada unidade é um custo que se repete a cada venda, e não no dia da obra. Ela soma o cabo de descida, a conectorização nas duas pontas, a tomada óptica e a ONU.
Muitos orçamentos juntam essa parte com a rede comum e mostram um valor por apartamento que supõe o prédio todo ligado. Peça as duas linhas separadas, a rede comum por prédio e a ativação por unidade, porque só a primeira é paga de uma vez.
O que muda o preço do cabeamento vertical
O metro de cabo pesa pouco no total; pesam o caminho, a mão de obra em cada andar e a obra civil. A tabela mostra os itens que mais afastam um orçamento do outro num edifício.
| Item da obra | O que encarece | O que reduz |
|---|---|---|
| Prumada | Duto tomado por cabos antigos, ou inexistente, com canaleta pela escada | Shaft com folga e cabos abandonados retirados pelo condomínio antes da obra |
| Ponto de divisão | Splitters em cada andar, com caixa maior em todo pavimento | Divisão concentrada na sala técnica em prédios baixos |
| Tipo de cabo | Capa de baixa emissão de fumaça exigida em toda a área interna | Trecho externo curto e um só modelo de cabo interno |
| Emenda ou conector | Fusão em cada caixa, com máquina e técnico subindo andar por andar | Cabos pré-conectorizados que encaixam sem fusão |
| Acesso e horário | Obra liberada só em horário restrito, com zelador acompanhando | Sala técnica e shafts liberados no mesmo dia |
| Provedores atendidos | Fibra dedicada por unidade para qualquer operador poder entrar | Rede compartilhada com portas para vários provedores |
| Distância do POP | Prédio colado ao POP, com atenuação para evitar sobrecarga da ONU | Conta de potência feita antes, com splitter dimensionado |
Repare que nenhuma linha fala em quantidade de apartamentos. O número de unidades multiplica caixas e etiquetas, mas é o estado da prumada que decide se a obra é simples ou se exige quebrar parede.
Pré-conectorizado ou com fusão, qual sai mais em conta?
Depende de quem paga a mão de obra e de quantas torres parecidas o provedor vai atender. O cabo pré-conectorizado custa mais no material e menos na instalação, e a fusão faz o contrário.
- Pré-conectorizado: combina com torre alta, de andares iguais, ou com equipe que não tem máquina de fusão livre.
- Fusão: combina com prumada de curvas e comprimentos difíceis de prever, ou com prédio baixo de poucas caixas.
- Misto: fusão na sala técnica e conector nas caixas de andar, para trocar a porta de um morador sem abrir emenda.
Qualquer que seja a escolha, a perda de cada conector e de cada emenda entra na conta de potência. O guia de cálculo do orçamento de potência óptica mostra como somar essas perdas até a tomada do último andar.
Exemplo: quanto custa cabear um prédio com fibra em dois cenários
Duas torres com a mesma quantidade de apartamentos podem ter orçamentos muito diferentes, e o exemplo mostra qual fator decide. Os valores ficam de fora de propósito, porque mudam com a região e com a data da cotação.
Imagine duas torres residenciais na mesma cidade, com a mesma altura e o mesmo número de unidades por andar. Uma foi entregue há pouco, com tubulação de telecomunicações vazia; a outra é antiga, com a prumada tomada por fios de telefone e de TV a cabo.
| Item | Torre nova | Torre antiga |
|---|---|---|
| Prumada | Duto vazio, com guia de passagem deixada pela construtora | Ocupada por cabos sem uso e sem dono identificado |
| Sala técnica | Prevista no projeto do edifício | Inexistente; o distribuidor vai para um armário na garagem |
| Obra civil | Só a vedação dos furos que já existem | Furação entre andares, canaleta e vedação nova |
| Aprovação | Representante da construtora aprova por escrito | Assembleia com memorial, plantas e fotos |
| Fator que mais pesou | Quantidade de caixas e de etiquetas | Retirada de cabos e obra civil |
Na torre nova, o orçamento cresce quase só com o número de caixas. Na antiga, a mesma quantidade de apartamentos custa mais porque metade do trabalho é abrir caminho, e esse trabalho é obra do condomínio, que precisa aparecer separado na proposta.
Seu orçamento mistura projeto, obra e ativação?
No projeto de rede óptica para condomínios verticais, um Especialista vistoria a prumada, escolhe o ponto de divisão e separa o que é rede comum do que é ligação de cada apartamento.
Quanto custa não ter rede comum no prédio?
Sem rede comum, cada instalação vira uma obra pequena, com um cabo novo da rua até o apartamento passando por onde der. Esse custo não aparece em orçamento nenhum, mas aparece no tempo de cada técnico e na paciência do síndico.
O provedor que entra num edifício sem projeto costuma ligar os primeiros assinantes com um cabo individual cada. Funciona nas primeiras unidades; depois o duto lota, o cabo passa a correr pelo corredor e o condomínio ameaça proibir instalações novas, inclusive as dos concorrentes.
Para saber se a rede comum se paga no seu caso, faça a conta com os seus números. O roteiro compara as duas formas de atender o mesmo prédio ao longo do tempo:
Instalações previstas = apartamentos x fatia de mercado esperada no prédio
Custo do cabo individual = (horas por instalação x custo da hora + cabo da rua) x instalações
Retrabalho = visitas de retorno por cabo rompido ou duto lotado x custo da visita
Total sem rede comum = custo do cabo individual + retrabalho
Total com rede comum = projeto + obra da rede comum + (ativação por unidade x instalações)
Ponto de equilíbrio = número de instalações a partir do qual o total com rede comum fica menor
Se o ponto de equilíbrio chega antes da fatia de mercado que você espera no prédio, a rede comum se paga. Se chega depois, pode valer dividir a conta com outros operadores numa rede compartilhada, que é o caso do projeto de rede neutra.
Erros comuns: quando o menor preço sai caro no prédio
A proposta de menor valor costuma cortar o que não se vê no dia da entrega, como selagem, identificação e medição. A conta chega na terceira instalação, na vistoria dos bombeiros ou na primeira troca de provedor.
Evite
- Cotar só pelo metro de cabo, sem caixas de andar, tomadas ópticas e vedação entre pavimentos.
- Aceitar cabo de uso externo correndo pela escada e pelos corredores internos.
- Dobrar fibra comum em caixas pequenas, onde a fibra resistente a curvas era a indicada [CONFIRMAR na norma ITU-T G.657].
- Receber a obra sem a tabela que diz qual porta atende qual apartamento.
- Fechar a rede sem medir a perda de cada unidade e sem laudo assinado.
- Ligar um prédio colado ao POP sem prever atenuação para a ONU.
O último item engana porque sinal forte parece vantagem. Uma ONU acima do limite de sobrecarga falha como se o sinal estivesse fraco, e o guia sobre ONU com sinal alto mostra como reconhecer o sintoma antes de trocar equipamento.
Por que a medição final faz parte do preço
Sem medição, ninguém prova que a rede ficou como o projeto previu, e o defeito de uma emenda vira chamado de assinante meses depois. A certificação de rede óptica mede a perda até cada apartamento e deixa o laudo com o condomínio.
Para o síndico, o laudo também é a prova de que a obra terminou e de que um provedor novo pode atender o morador sem abrir outra parede.
Como comparar propostas para cabear o prédio
Compare o que cada proposta entrega por prédio e por apartamento ativado, com as mesmas exclusões. O checklist coloca as propostas na mesma régua antes de olhar o total.
Confira em cada proposta de cabeamento do prédio
- A rede comum aparece separada da ligação de cada apartamento.
- O cabo interno está especificado, inclusive a capa própria para área interna.
- Está escrito onde fica a divisão óptica e quantas portas sobram em cada andar.
- A vedação corta-fogo entre pavimentos aparece como incluída ou como excluída, sem dúvida.
- A retirada de cabos abandonados tem responsável definido, seja o condomínio, a empreiteira ou o provedor.
- A medição por unidade e a entrega do laudo estão no escopo.
- O memorial para aprovação do condomínio faz parte do trabalho.
Cada item sem resposta é um custo que vai surgir depois, na obra ou na assembleia. Peça que o fornecedor complete a proposta antes de comparar os valores.
Provedor, condomínio ou construtora, quem paga a rede do prédio?
Não há regra única: é um acordo entre as partes, e cada modelo muda o que entra no orçamento. Em prédio novo, a construtora costuma deixar dutos e sala técnica; em prédio antigo, o provedor investe para ganhar acesso.
- Construtora: prevê a tubulação durante a obra e entrega o prédio pronto para fibra, sem adaptação cara depois.
- Condomínio: paga a rede comum e a deixa aberta a qualquer operador, o que pede fibra por unidade ou rede neutra.
- Provedor: paga a rede comum em troca do acesso ao prédio e recupera o valor com as ativações ao longo do tempo.
Quando o condomínio também quer sinal na piscina e no salão de festas, o guia sobre Wi-Fi para condomínio ajuda a decidir se vale aproveitar a mesma fibra que já chega ao prédio.
Perguntas frequentes
Cabear o prédio inteiro custa mais do que ligar só os primeiros assinantes?
No começo, sim, porque a rede comum é paga de uma vez. Com o tempo, costuma custar menos, porque cada ligação nova usa a fibra que já espera na caixa do andar.
O condomínio pode cobrar do provedor pelo uso da prumada?
Pode haver acordo de uso de espaço, definido em contrato ou em assembleia [CONFIRMAR regras do condomínio e da legislação local]. Pergunte ao síndico antes de orçar a obra, porque essa cobrança muda a conta do provedor.
Prédio comercial custa diferente de prédio residencial?
O caminho é parecido, mas prédio comercial costuma pedir mais fibras por andar, ter salas que trocam de inquilino e exigir obra fora do expediente. Esses três pontos aumentam o trabalho mesmo com menos unidades.
Quanto tempo leva para cabear um prédio com fibra?
Depende do estado da prumada, da obra civil e da aprovação do condomínio, que às vezes exige assembleia. O prazo do projeto feito pela Táquion Tech fica em [PREENCHER prazo do projeto para prédios].
Dá para reaproveitar a tubulação de telefone para passar a fibra?
Muitas vezes, sim, desde que o duto tenha espaço livre e curvas suaves. A vistoria confere se os fios antigos podem sair e se as curvas da tubulação aceitam o cabo óptico.
Fontes
- ITU-T G.657: fibras monomodo resistentes a curvas: categorias de fibra para caixas pequenas e curvas apertadas, comuns em prumadas e caixas de andar
- ITU-T G.984.2: camada física do GPON: limites de potência recebida pela ONU, que explicam a atenuação em prédios muito perto do POP