Quanto custa projeto de rede 5G privativa: guia para empresas
Quanto custa projeto de rede 5G privativa: o projeto é a menor fatia do investimento, e o valor dele cresce com o número de aplicações críticas, com a área a cobrir e com a decisão de testar num piloto antes. Rádios, núcleo, chips e taxas da Anatel são orçados à parte e costumam pesar mais que o próprio projeto.
Resumo
- O valor do projeto nasce das aplicações críticas, porque cada uma traz requisitos de latência e capacidade que precisam ser medidos.
- Espectro, núcleo, rádios e transporte formam a conta da rede, e o projeto decide quanto de cada um entra nela.
- Um piloto numa célula custa menos do que descobrir, com a planta inteira coberta, que a aplicação não roda.
- Taxas da Anatel, licença do núcleo e módulos dos dispositivos costumam ficar fora da primeira proposta.
Quanto custa projeto de rede 5G privativa: o que entra na conta
Entram o estudo de viabilidade, o piloto e o desenho da rede completa, que juntos formam o projeto. A compra dos equipamentos e as taxas vêm depois e respondem pela maior parte do investimento.
Uma rede 5G privativa é uma rede celular de quinta geração que só atende os equipamentos da sua operação, dentro da sua área. Em vez de depender da cobertura de uma operadora, a empresa tem antenas próprias, um núcleo próprio, que é o sistema que autentica os chips e organiza o tráfego, e chips que só funcionam ali.
Quem vai pagar pela rede precisa separar duas contas. A primeira é o projeto de rede 5G privativa, com estudo, piloto e desenho; a segunda é a implantação, com rádios, servidores, chips, obra e taxas.
A Táquion Tech não divulga tabela de preço e não vende equipamento: a proposta sai por escrito, depois de entender as aplicações da operação. Faixa de preço da Táquion Tech para o estudo de viabilidade: [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
As três etapas que formam o preço do projeto
O projeto é dividido em etapas para que a empresa possa parar no meio, se os números mostrarem que o 5G não compensa.
- Estudo de viabilidade: define os requisitos, compara 5G com LTE e Wi-Fi e levanta faixa e dispositivos disponíveis. É a etapa que pode concluir que o 5G não é necessário.
- Piloto: uma célula numa área da operação, rodando a aplicação real, com metas de aprovação escritas antes do teste. Soma horas de acompanhamento e de medição.
- Rede completa: cobertura, núcleo, transporte e lista de equipamentos para o resto da área, desenhados a partir do que o piloto mostrou.
Muitas empresas fecham só o estudo e pedem o orçamento do piloto depois, com o relatório na mão.
Por que não existe tabela pública de preço de 5G privativa?
Nenhum órgão publica preço de projeto de rede privativa, e os números de sites de revenda não trazem fonte conferível. Por isso este guia não cita faixa de mercado em reais.
O que tem valor público é a parte regulatória. A Lei 5.070/1966 criou a Taxa de Fiscalização de Instalação (TFI), paga por estação licenciada, e a Taxa de Fiscalização de Funcionamento, cobrada todo ano [CONFIRMAR na norma]. Os valores vigentes ficam na tabela aplicada pela Anatel [CONFIRMAR valor vigente].
O que muda o preço de uma rede 5G privativa?
Mudam o preço as aplicações, a área, a faixa de frequência, o lugar do núcleo, o transporte até as antenas e os dispositivos que a operação já tem. A tabela mostra cada fator do ponto de vista de quem assina o investimento.
| Fator | O que o gestor precisa responder | Efeito no orçamento |
|---|---|---|
| Aplicações críticas | Quais máquinas param se a conexão oscilar? | Cada uma pede requisito próprio, teste no piloto e capacidade reservada |
| Área e ambiente | A rede cobre um galpão, um pátio aberto ou os dois? | Pátio com contêineres ou estrutura metálica pede mais células e mais simulação |
| Espectro | A rede vai usar faixa destinada a uso privativo ou faixa de operadora? | Muda o caminho de autorização, as taxas por estação e o prazo [CONFIRMAR na norma] |
| Local do núcleo | Os dados da operação podem sair da planta? | Núcleo dentro da área pede servidor, redundância e energia próprios |
| Transporte até as células | Existe fibra entre os prédios? | Sem fibra, entram enlaces de rádio, como os de 60 GHz em trechos curtos |
| Sincronismo | Há outra rede celular privativa na vizinhança? | Alinhar o tempo com o vizinho exige receptor de relógio e configuração combinada |
| Dispositivos | Robôs, câmeras e controladores já têm módulo 5G na faixa? | Sem módulo compatível, entra adaptador ou troca de equipamento, fora do projeto |
Dois termos aparecem em quase toda proposta. TDD é o modo em que a antena envia e recebe na mesma faixa, alternando no tempo, e por isso redes vizinhas precisam combinar o mesmo ritmo para não se atrapalharem.
O outro é SA, o 5G autônomo com núcleo próprio, o único que entrega a latência baixa e estável. O modo NSA se apoia numa rede 4G e entrega só parte dos ganhos.
Espectro: o fator que o gestor costuma esquecer
A faixa de frequência é o caminho por onde o sinal viaja, e no Brasil o uso dela depende de regra da Anatel.
A Anatel destinou a faixa de 3,7 a 3,8 GHz a redes privativas em área restrita, com autorização de serviço limitado privado, o SLP [CONFIRMAR na norma]. Cada estação pode exigir licença e taxas próprias, então o número de antenas também mexe no custo regulatório [CONFIRMAR na norma].
Outro caminho é usar a faixa de uma operadora por acordo comercial, trocando a taxa por estação por um contrato com ela [CONFIRMAR na norma]. O guia de quanto custa a outorga SCM mostra como as taxas crescem a cada estação que entra na rede.
Exemplo: um porto e uma indústria com orçamentos diferentes
Dois projetos com quantidade parecida de células podem ter orçamentos bem diferentes. O que separa um do outro é o fator que domina em cada operação.
- Terminal portuário: pátio aberto com pilhas de contêineres, guindastes operados à distância e caminhões internos com coletores. A área é grande e o metal cria sombras, então o projeto pede mais simulação, mais células externas e transporte entre torres espalhadas pelo pátio.
- Indústria com robôs móveis: um galpão fechado de montagem, com veículos guiados que trocam de célula o tempo todo. A área é pequena, mas a latência exigida obriga o núcleo dentro da planta, com servidor redundante e medição fina da troca de célula.
No porto, pesou a área cheia de obstáculos; na indústria, pesou o requisito de latência. Comparar as duas propostas pelo número de antenas engana, porque a indústria pode ter menos células e um projeto mais trabalhoso.
Quer saber qual fator pesa na sua operação?
No projeto de rede 5G privativa, um Especialista levanta as aplicações, compara 5G com LTE e Wi-Fi e propõe um piloto com metas escritas antes do teste.
Na prática: o que o piloto mede
O piloto transforma a promessa do catálogo em número medido com a máquina da própria operação.
- Latência ponta a ponta: do dispositivo ao servidor da aplicação, com carga, e não só no trecho de rádio.
- Troca de célula: quanto tempo o robô ou o veículo fica sem conexão ao passar de uma antena para outra.
- Capacidade de subida: se as câmeras de inspeção conseguem enviar vídeo todas ao mesmo tempo.
- Perda de pacotes: quantos dados se perdem quando a área está cheia de equipamentos ligados.
Se o piloto não bate as metas, a empresa perde o valor do piloto, e não o da rede inteira.
Núcleo na planta, em nuvem ou como serviço: como escolher
A escolha do núcleo muda o investimento inicial, o custo mensal e a latência que a aplicação sente. Não há opção certa para todos, mas há a que combina com o requisito de cada operação.
| Modelo | Como funciona | Efeito no custo | Quando costuma servir |
|---|---|---|---|
| Núcleo na planta | Servidor do núcleo dentro da área do cliente | Investimento maior em servidor, redundância e energia; não depende da internet | Latência mínima e dados que não podem sair da área |
| Núcleo em nuvem | Núcleo roda num datacenter, e as células se ligam a ele | Menos equipamento local; mensalidade e dependência do link | Aplicações que toleram mais atraso, como sensores e vídeo gravado |
| Rede como serviço | Um fornecedor opera núcleo e chips e cobra por mês | Pouco investimento inicial; contrato longo e menos controle | Empresa sem equipe para operar a rede [CONFIRMAR modelos disponíveis no mercado] |
Para comparar os três, some cinco anos de mensalidade ao investimento inicial de cada modelo. A licença de software do núcleo costuma ser cobrada por assinatura, por número de chips ou por capacidade [CONFIRMAR modelo do fabricante].
O núcleo também cria a fatia de rede, que reserva capacidade para cada uso, a mesma lógica do guia de configuração de filas de tráfego.
Quando começar pela LTE sai mais em conta
Se nenhuma aplicação exige latência muito baixa nem fatias de rede, uma rede 4G privativa atende hoje e pode receber células 5G depois, aproveitando torres e transporte.
Nesse caso, o projeto de rede LTE privativa costuma pedir investimento menor. Se o tráfego crítico cruza o backbone de um provedor, veja a implantação de segment routing.
Quanto a operação perde quando a conexão falha?
A perda se mede em minutos de máquina parada, e cada empresa tem esse número no próprio controle de produção. A conta abaixo usa apenas dados da sua operação.
Pegue o registro de paradas dos últimos meses e separe as que tiveram a rede como causa.
P = paradas por turno causadas por falha de conexão
T = minutos parados em cada parada
H = custo de um minuto de linha ou de pátio parado
N = turnos por mês
Custo mensal das paradas = P x T x H x N
Meses para pagar a rede = investimento total / custo mensal das paradasSe a conta der muitos anos, talvez a conexão não seja o gargalo, ou a LTE e o Wi-Fi bem ajustados resolvam por menos. Se der poucos meses, o piloto se justifica com folga.
Sinais de que a conexão já custa caro
Antes de contratar o estudo, confira se a operação já mostra o preço da conexão instável no dia a dia.
Marque o que acontece hoje na sua operação
- Veículos guiados param ao passar de um ponto de acesso Wi-Fi para outro.
- Câmeras de inspeção perdem imagem quando muitas enviam vídeo ao mesmo tempo.
- O controle remoto de uma máquina já atrasou um comando.
- Sensores somem do sistema em certas áreas do pátio ou do galpão.
- Uma automação nova foi adiada porque a rede atual não aguentaria.
Com duas marcas ou mais, vale medir a aplicação num piloto. Sem nenhuma, o 5G privativo dificilmente se paga agora.
O que fica fora quando se pergunta quanto custa projeto de rede 5G privativa
Ficam fora, com frequência, as taxas da Anatel, a licença do núcleo, os módulos dos dispositivos e a operação da rede. Saber disso antes evita que o investimento cresça depois da assinatura.
- Taxas regulatórias: licença de cada estação e taxa anual de funcionamento, pagas à Anatel [CONFIRMAR na norma].
- Licença do núcleo: assinatura de software, muitas vezes cobrada por chip ou por capacidade [CONFIRMAR modelo do fabricante].
- Módulos e adaptadores: robôs e câmeras antigos sem 5G autônomo precisam de adaptador ou de troca.
- Relógio de sincronismo: receptor de tempo e antena para manter o TDD alinhado com redes vizinhas.
- Energia protegida: células e núcleo precisam de nobreak, porque uma queda de luz derruba a rede inteira.
- Operação contínua: gestão dos chips, atualização do núcleo e atendimento quando uma célula falha [CONFIRMAR oferta].
A proposta de projeto 5G privativo responde
- Quais aplicações foram consideradas e qual requisito de latência cada uma tem.
- Se o piloto está incluído, em que área e com quais metas de aprovação.
- Qual faixa de frequência foi considerada e quem cuida da autorização.
- Onde fica o núcleo e o que acontece se o link de internet cair.
- Quais dispositivos da operação já são compatíveis e quais precisam de troca.
- Quais custos recorrentes aparecem depois da entrega, como licença e taxa anual.
Item sem resposta não é motivo para descartar a proposta, mas é pergunta obrigatória antes de assinar. Três itens em branco indicam que o fornecedor orçou equipamento, e não a operação.
Erros que encarecem a rede 5G privativa
Os erros mais caros acontecem antes da compra, quando ainda seria simples corrigir o rumo do projeto.
Evite na contratação
- Comprar a rede completa sem piloto com a aplicação real.
- Colocar o núcleo num datacenter distante quando a aplicação exige latência mínima.
- Ignorar a rede celular do vizinho e descobrir a interferência depois da instalação.
- Escolher a faixa antes de conferir se os dispositivos da operação funcionam nela.
- Comparar propostas pelo número de antenas, sem olhar requisitos e medição.
É assim que a economia vira prejuízo: o fornecedor que pula o piloto entrega antes, e a planta descobre depois que a máquina não roda na rede nova. A Táquion Tech trabalha com piloto medido antes da rede completa e entrega a lista de equipamentos por especificação, para a empresa cotar com quem preferir.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva um projeto de rede 5G privativa?
O estudo de viabilidade e o projeto do piloto levam [PREENCHER prazo da Táquion Tech]. A autorização da faixa e a entrega dos equipamentos seguem prazos da Anatel e dos fabricantes, que não dependem do projeto.
O provedor regional pode oferecer 5G privativa aos clientes?
Pode, desde que tenha a outorga adequada e que a faixa permita operar para terceiros [CONFIRMAR na norma]. Para o provedor, a rede privativa vira um serviço de valor maior para indústrias e portos da região.
Rede 5G privativa substitui o Wi-Fi da empresa?
Em geral, não. O Wi-Fi continua atendendo o escritório e os celulares das pessoas, e o 5G fica com as máquinas que exigem latência estável e mobilidade.
Os celulares dos funcionários funcionam na rede 5G privativa?
Só os aparelhos que suportam a faixa usada e aceitam o chip da rede privativa. Na maioria das operações, a rede fica reservada a máquinas, coletores e câmeras.
O estudo de viabilidade pode concluir que não preciso de 5G?
Pode, e essa conclusão faz parte do trabalho. Se LTE ou Wi-Fi atendem os requisitos com menos investimento, o estudo mostra isso com os números medidos.
Fontes
- Anatel: destinação da faixa de 3,7 a 3,8 GHz a redes privativas, autorização de serviço limitado privado e homologação de equipamentos [CONFIRMAR na norma].
- Lei nº 5.070/1966, Fundo de Fiscalização das Telecomunicações: taxas de fiscalização de instalação e de funcionamento cobradas por estação licenciada.
- 5G NR (Wikipédia em inglês): modos autônomo (SA) e dependente (NSA), faixas e operação em TDD.