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Guia de preço · Energia de POPs

Quanto custa projeto de energia para POPs: guia para provedores

Quanto custa projeto de energia para POPs depende de três números que o provedor costuma ter à mão: quantos POPs entram, quanto cada um consome e por quantas horas cada um precisa ficar ligado sem a distribuidora. Projeto, equipamentos e obra elétrica são orçados em separado, e a autonomia escolhida é o que mais mexe na soma das três contas.

Resumo

  • O valor do projeto é uma conta; baterias, retificador e gerador são outra, e a obra elétrica é uma terceira.
  • Horas de autonomia pesam mais que qualquer marca, porque dobrar o tempo sem rede quase dobra o banco de baterias.
  • Um POP longe da equipe ou num abrigo quente pede mais bateria e mais cuidado que outro de mesmo consumo.
  • Proposta sem medição de carga e sem teste com a rede desligada entrega um número que ninguém conferiu.

Quanto custa projeto de energia para POPs e o que entra nessa conta?

Paga-se o trabalho de medir o consumo, calcular a autonomia, especificar os equipamentos e testar o resultado em cada POP. Não existe tabela oficial de preço para esse serviço, então a comparação se faz pelo escopo escrito.

POP, sigla de ponto de presença, é o abrigo onde o provedor deixa a OLT, os switches e o roteador que atendem um bairro ou uma cidade. Pode ser um armário na calçada, um contêiner ao pé da torre ou uma sala alugada. Quando a energia da rua acaba, tudo o que está ali para ao mesmo tempo, e com ele os assinantes daquela região.

O projeto de energia para POPs define quanto tempo cada abrigo aguenta sozinho e com quais peças. A faixa da Táquion Tech por POP é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech], e o valor fechado sai por escrito depois do levantamento de carga.

Órgãos como a Anatel e a ABNT não publicam preço de referência para esse tipo de projeto. Valores soltos que circulam em grupos de provedores raramente dizem quantos POPs, quantas horas de bateria ou se o gerador estava incluído, e por isso este guia não repete números sem origem.

As três contas de um POP com energia projetada

Quem compara orçamentos costuma misturar o serviço com os equipamentos. Separar as contas mostra onde está o dinheiro e quem cobra cada parte.

As contas que aparecem quando o provedor projeta a energia de um POP
ContaO que entraQuem costuma cobrarQuando aparece
ProjetoMedição, cálculo de autonomia, especificação, alarmes e testeEmpresa que projetaAntes da compra
EquipamentosRetificador, nobreak, baterias, gerador e quadro de transferênciaFornecedor que o provedor escolherDepois da aprovação
Obra elétricaCircuitos, disjuntores, cabos e ligações do quadroProfissional habilitado [CONFIRMAR parceiro elétrico e emissão de ART]Na instalação
Vida do sistemaTroca do banco, combustível, teste anual do geradorO próprio provedorAo longo dos anos

A Táquion Tech não vende baterias, retificadores nem geradores. A especificação sai com modelo genérico e capacidade, para o provedor cotar com quem quiser.

Fatores que mudam o preço da energia de cada POP

Os fatores que mais mexem no valor são a carga real, as horas de autonomia, o tipo de abrigo e a presença de gerador. O número de POPs muda o total, mas POPs parecidos ganham escala com um projeto padrão.

O que encarece ou alivia o projeto e os equipamentos de energia de um POP
FatorPor que pesaPergunta para levar ao levantamento
Carga em wattsCada watt contínuo precisa de bateria durante todas as horas sem redeAlguém já mediu o consumo no horário de pico?
Horas de autonomiaO banco cresce quase na mesma proporção das horasQuanto tempo a equipe leva para chegar com um gerador?
Tipo de abrigoArmário de rua esquenta e encurta a vida das bateriasO POP tem ventilação ou ar-condicionado?
Gerador fixoSoma o gerador, a base, o quadro de transferência e o combustívelA queda desse POP derruba muitos assinantes?
Equipamento de tomadaServidor de cache ou rádio sem fonte DC exige nobreak ao lado do 48 VTudo no rack aceita alimentação em 48 V?
Histórico das bateriasBanco sem data de compra precisa de teste antes de entrar na contaQuando o banco atual foi trocado?
POPs iguaisUm desenho repetido em vários abrigos reduz horas de cálculoOs armários de bairro têm a mesma montagem?

A carga é medida em watts, a potência que o equipamento puxa de verdade. A etiqueta da fonte mostra o máximo que ela aguenta, não o consumo do dia a dia, e somar etiquetas costuma inflar o banco de baterias sem necessidade.

Por que a autonomia é o fator que mais move a conta?

Autonomia é o tempo que o POP fica ligado só com as baterias. Como a energia guardada é carga vezes horas, pedir o dobro do tempo pede quase o dobro de bateria.

Um exemplo de conta: um POP que consome 600 W por 4 horas precisa de 2,4 kWh. Num banco de 48 V, isso dá 50 Ah antes das correções de eficiência, temperatura e descarga permitida [CONFIRMAR fatores com o fabricante]. Se a equipe leva 8 horas para chegar, o mesmo POP precisa de 100 Ah antes das mesmas correções.

Por isso o tempo de deslocamento até cada POP é o dado mais útil que o provedor pode levar à primeira conversa. Um POP a dez minutos da base não precisa da mesma autonomia de uma repetidora no alto do morro.

Retificador, banco de baterias e gerador pesam quanto na conta?

O banco de baterias costuma ser a peça que mais cresce com a autonomia, o retificador cresce com a carga e o gerador entra só onde a queda atinge muitos assinantes. Cada um tem um custo de compra e um custo de manutenção.

  • Retificador: aparelho que transforma a energia da rua em 48 V contínuos e mantém as baterias carregadas; cresce com a potência do POP e com o módulo de reserva.
  • Banco de baterias: conjunto de baterias ligadas em série que segura o POP quando a rua apaga; cresce com as horas de autonomia e com a temperatura do abrigo.
  • Nobreak: aparelho que entrega energia em tomada a partir de baterias; aparece quando há servidor ou equipamento sem entrada de 48 V.
  • Gerador: motor a diesel ou gás que assume as quedas longas; soma base, combustível, partida e teste periódico.
  • Quadro de transferência: chave que passa a alimentação da rua para o gerador e volta; pode ser automática ou manual.

Bateria de chumbo-ácido selada, a mais comum em POP, custa menos na compra e perde vida rápido no calor. A de lítio custa mais na compra, aceita descarga mais profunda e dura mais ciclos [CONFIRMAR na ficha do fabricante]. A comparação justa olha o custo dividido pelos anos de uso no abrigo real, não só o preço da nota.

Quer saber quanto tempo cada POP aguenta de verdade?

No projeto de energia para POPs, um Especialista mede a carga, calcula a autonomia pelo tempo de chegada da sua equipe e testa o banco com a rede desligada em janela combinada.

Pedir proposta de projeto de energia para POPs

Gerador fixo ou engate para gerador móvel, quando vale cada um?

Gerador fixo vale onde a parada derruba muitos assinantes de uma vez, como o POP de núcleo e o da borda. Nos POPs de bairro, um engate pronto no quadro e um gerador móvel levado pela equipe costumam resolver.

O engate é uma tomada industrial ligada ao quadro, onde a equipe pluga o gerador portátil sem mexer na fiação. Ele custa bem menos que um gerador fixo, mas só funciona se a autonomia das baterias cobrir o tempo de viagem com folga. O plano de quem leva o gerador, e em que ordem, fica no plano de contingência de POP.

Exemplo: quanto custa projeto de energia para POPs em dois casos

Dois POPs que puxam a mesma carga podem ter projetos e listas de compra muito diferentes. O exemplo é ilustrativo e mostra qual fator decidiu o tamanho de cada um.

Exemplo ilustrativo de dois POPs de mesmo consumo e o fator que mais pesou em cada orçamento
SituaçãoPOP de núcleo na cidadeRepetidora em morro rural
Consumo medidoIgual nos doisIgual nos dois
Assinantes que dependem deleA base inteira da cidadeDuas comunidades rurais
Tempo de chegada da equipeQuinze minutosDuas horas em estrada de terra
AbrigoSala com ar-condicionadoArmário metálico ao sol
Solução indicadaBateria curta e gerador fixo com transferência automáticaBanco grande, engate para gerador móvel e baterias para calor
Fator que pesouGerador e quadro de transferênciaHoras de autonomia e temperatura do abrigo

No POP de núcleo, as baterias só precisam segurar os segundos até o gerador partir e um tempo extra se ele falhar. Na repetidora, não há gerador esperando: o banco precisa cobrir a viagem inteira, num armário que envelhece a bateria mais rápido.

Se a repetidora fica onde a rede elétrica cai toda semana ou nem chega, vale comparar com painéis carregando o banco. O guia sobre quanto custa energia solar para POPs mostra o que muda nessa conta.

Quanto custa deixar o POP cair junto com a luz?

Custa assinantes sem serviço, chamados no suporte, viagens às pressas e, com o tempo, cancelamentos. A conta abaixo usa os números do seu provedor e cabe numa planilha simples.

  1. Assinantes por POP: anote quantos clientes caem quando aquele abrigo fica sem energia.
  2. Quedas no último ano: conte quantas vezes a falta de luz derrubou o POP e quanto tempo durou cada uma.
  3. Chamados por queda: veja no sistema de atendimento quantos tickets cada parada gerou.
  4. Viagens de emergência: some as idas com gerador fora do horário, com combustível e hora extra.
  5. Clientes perdidos: compare os cancelamentos do mês seguinte às quedas longas com os de um mês normal.

Multiplique as horas paradas pelos assinantes afetados e pela receita por hora de cada um, e some as viagens e os cancelamentos. Para clientes empresariais com contrato de nível de serviço, acrescente os descontos previstos quando a disponibilidade combinada não é cumprida.

Há quedas que nem parecem de energia. A OLT que reinicia na troca da rua para o gerador aparece como defeito de placa, e o guia sobre OLT reiniciando sozinha ajuda a separar uma coisa da outra.

Erros que encarecem a energia do POP depois de pronta

Alguns descuidos não aparecem no orçamento, mas voltam como conta no primeiro temporal. A lista resume os mais caros.

Descuidos que viram gasto depois da instalação

  • Comprar bateria antes de medir: o banco sai grande demais ou curto demais para a carga real.
  • Esquecer o envelhecimento: a capacidade cai com os anos, e o cálculo precisa valer no fim da vida do banco.
  • Sem corte por tensão baixa: a bateria descarrega até o fim e perde capacidade de vez.
  • Alarme local: o apito dentro do armário não avisa ninguém; o aviso precisa chegar ao monitoramento.
  • Gerador parado meses: diesel velho e bateria de partida fraca só são descobertos na emergência.

Como comparar propostas de projeto de energia para POPs

Compare se cada proposta mede a carga, parte do tempo de chegada da equipe e termina com um teste de autonomia registrado. Preço por POP sem esses três itens está calculando no escuro.

O que precisa estar escrito na proposta de energia do POP

  • Medição de consumo de cada equipamento, feita no horário de pico.
  • Autonomia definida POP por POP, com o tempo de chegada da equipe usado no cálculo.
  • Capacidade do banco já corrigida pelo envelhecimento e pela temperatura do abrigo.
  • Divisão da carga entre 48 V e tomada, com o nobreak só onde ele é necessário.
  • Critério para gerador fixo ou engate para gerador móvel em cada POP.
  • Alarmes de falta de rede e bateria baixa entregues ao monitoramento.
  • Teste com a rede desligada e o tempo real anotado no relatório.
  • Data prevista para a troca de cada banco de baterias.

Proposta que marca menos de seis itens está deixando decisões para depois da compra. Peça a medição e o teste antes de comparar valores.

O que fica fora da proposta e aparece depois

Algumas despesas só surgem quando o eletricista abre o quadro ou quando o primeiro raio cai perto da torre. Vale perguntar por elas antes de assinar.

  • Circuito e quadro novos: feitos por profissional habilitado, com a responsabilidade técnica que a obra pedir [CONFIRMAR parceiro elétrico e emissão de ART].
  • Aterramento: a malha de terra e a medição ficam no aterramento de equipamentos.
  • Surtos e raios: protetores e para-raios entram na proteção contra descargas em POPs.
  • Calor do abrigo: ventilação ou ar-condicionado para a bateria durar o que a ficha promete.
  • Combustível e manutenção: diesel, troca de óleo e teste em carga do gerador ao longo do ano.

Se o POP fica numa torre nova, a estrutura e o abrigo entram em outro orçamento, tratado no guia sobre quanto custa projeto de torres.

Perguntas frequentes

Dá para fazer o projeto de energia só de um POP?

Dá, e muitos provedores começam pelo POP que mais derruba assinantes. Projetar vários de uma vez ajuda quando os abrigos são parecidos, porque o mesmo desenho serve para todos.

O provedor pode medir o consumo sozinho para reduzir o custo do levantamento?

Pode, com um roteiro de medição e um alicate amperímetro ou a leitura do nobreak e do retificador. As leituras são conferidas no cálculo, e a visita fica para o que não dá para medir à distância.

De quanto em quanto tempo o banco de baterias precisa ser trocado?

Depende do tipo de bateria, do número de descargas e principalmente da temperatura do abrigo [CONFIRMAR na ficha do fabricante]. O teste anual de autonomia mostra a hora certa melhor que a data da nota.

Vale reaproveitar o nobreak que já está no POP?

Vale quando ele está bem dimensionado, tem baterias em bom estado e alimenta só o que precisa de tomada. Se ele segura OLT e switches com entrada de 48 V, passar essa carga para o retificador costuma simplificar o POP.

Quem instala os equipamentos depois do projeto aprovado?

A instalação elétrica é feita por profissional habilitado, contratado pelo provedor ou indicado na proposta [CONFIRMAR parceiro elétrico]. O projeto define o que comprar e como ligar, e o teste final confere o resultado.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

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Fontes

  1. VRLA battery (Wikipédia em inglês): baterias de chumbo-ácido seladas usadas em bancos de telecom e nobreaks
  2. Transfer switch (Wikipédia em inglês): chave que passa a carga da rede para o gerador, de forma manual ou automática
  3. Battery room (Wikipédia em inglês): bancos de baterias em série de 12, 24, 48 ou 60 volts em centrais de telecomunicações

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Thiago ManoelResponsável técnico