Guia de preço · Energia solar para POPs
Quanto custa energia solar para POPs: guia para provedores
Quanto custa energia solar para POPs sai de uma conta de energia: o que o POP gasta num dia inteiro, quantos dias seguidos sem sol o local costuma ter e quanta luz chega no pior mês do ano. Esses três números definem quantos painéis e quantas baterias entram, e são eles, mais que a marca, que fazem um sistema custar o dobro de outro.
Resumo
- O POP consome de noite o mesmo que de dia, então metade ou mais da geração vai para recarregar o banco.
- O tamanho dos painéis vem do mês com menos sol do local, e não da média do ano.
- Os dias seguidos nublados definem o banco de baterias, que costuma ser a parte mais cara do sistema isolado.
- Diesel, viagens de reabastecimento e furto de combustível são a conta que o solar substitui.
Quanto custa energia solar para POPs e por que a conta começa no consumo?
O valor começa no consumo porque cada watt que o POP puxa sem parar precisa ser gerado de dia e guardado para a noite e para os dias sem sol. Um POP que gasta pouco pede sistema pequeno, e um que gasta o dobro pede quase o dobro.
Num POP isolado, a energia vem só do sol. Os painéis geram durante o dia, o controlador de carga decide quanto dessa energia vai para as baterias e protege o banco contra carga demais, e as baterias alimentam a OLT e os rádios à noite e nos dias encobertos. Não há rede elétrica para socorrer.
Na energia solar para POPs, o cálculo parte da medição do POP funcionando e da radiação do pior mês do local. A faixa da Táquion Tech para o projeto de cada POP é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech], com painéis, baterias e montagem cotados à parte pelo provedor.
O CRESESB, centro de referência em energia solar ligado ao Cepel, publica a radiação solar de cada ponto do país, mas não publica preço de sistema. Como não há tabela oficial de valores para solar em POP, este guia mostra a conta que define o tamanho, e o tamanho é o que define a cotação.
Do consumo ao tamanho do sistema, em quatro contas
As contas abaixo usam números redondos só para mostrar o caminho. Os fatores de perda e de descarga mudam com o equipamento e precisam vir da ficha do fabricante.
- Energia do dia: um POP de 150 W ligado o dia todo gasta 150 W vezes 24, ou 3,6 kWh por dia.
- Dias sem sol: se o local costuma ter três dias seguidos encobertos, o banco precisa entregar 10,8 kWh sem recarga.
- Folga da bateria: com chumbo-ácido descarregando só até a metade, o banco nominal fica perto do dobro [CONFIRMAR na ficha do fabricante].
- Painéis: com 3 horas de sol pleno no pior mês, gerar 3,6 kWh pede cerca de 1,2 kWp, antes das perdas de cabo, calor e controlador [CONFIRMAR fatores com o fabricante].
Horas de sol pleno é a radiação do dia convertida em horas de sol forte, e o kWp é a potência de pico dos painéis. A ferramenta SunData, do CRESESB, dá a radiação média de cada mês para a coordenada do POP.
Fatores que mudam o preço da energia solar num POP isolado
O preço muda com o consumo contínuo, com o pior mês de sol, com os dias nublados seguidos e com o acesso ao local. Cada fator pesa mais sobre painéis ou sobre baterias, e a tabela separa os dois efeitos.
| Fator | Efeito nos painéis | Efeito nas baterias | Efeito no serviço |
|---|---|---|---|
| Consumo contínuo | Mais watts pedem mais painel | Mais watts pedem banco maior | Medição mais longa se a carga varia |
| Pior mês de sol | Menos radiação pede mais painel | Pouco efeito direto | Consulta aos dados do local |
| Dias seguidos nublados | Pouco efeito direto | Cada dia a mais soma um dia de banco | Análise do histórico da região |
| Química da bateria | Nenhum | Lítio pede menos folga que chumbo | Ajuste do controlador ao tipo |
| Sombra e espaço | Painel em sombra parcial gera bem menos | Nenhum | Estudo de sombra no local |
| Acesso ao local | Estrutura levada em partes | Baterias pesadas no transporte | Mais tempo de visita e montagem |
| Risco de furto | Estrutura com fixação antifurto | Gabinete trancado e alarme | Mais itens a especificar |
Repare que o pior mês e os dias nublados pesam em lugares diferentes. Um local com inverno fraco de sol pede mais painel; um local com semanas encobertas pede mais bateria, mesmo que a média anual de sol seja boa.
Isolado ou híbrido, qual sai mais em conta no POP?
Onde existe rede elétrica, mesmo instável, o sistema híbrido costuma sair menor. A rede ou um gerador recarregam o banco quando o sol falha, e os dias de autonomia caem.
- Isolado: sem nenhuma rede no ponto da torre; o banco precisa cobrir todos os dias nublados sozinho.
- Híbrido com rede: a distribuidora recarrega o banco quando volta; os painéis cortam as quedas e a conta de luz.
- Híbrido com gerador: o gerador parte só quando a bateria chega no limite, e o consumo de diesel cai bastante.
O sistema ligado à rede para gerar crédito, a geração distribuída, segue a Lei 14.300 e as regras da distribuidora [CONFIRMAR na norma]. Ele não mantém o POP ligado no apagão, porque desliga junto com a rede.
Painéis, baterias ou controlador, onde vai a maior parte do dinheiro?
Num POP isolado, o banco de baterias costuma levar a maior fatia, porque precisa guardar energia para vários dias. Painéis e controlador crescem com o consumo, e estrutura e proteção completam a lista.
- Painéis: quantidade definida pela energia do dia e pelo pior mês; voltados para o norte e sem sombra.
- Controlador de carga: o modelo MPPT tira mais energia dos painéis que o PWM, mais simples, e conversa melhor com o monitoramento.
- Banco de baterias: guarda a energia de vários dias e trabalha em 48 V na maioria dos POPs.
- Estrutura e fixação: suporte dos painéis em solo, telhado do abrigo ou na própria torre, com parafusos antifurto.
- Proteções: fusíveis, disjuntores de corrente contínua e protetores de surto entre painel, controlador e bateria.
Como o banco trabalha em 48 V, ele conversa direto com a OLT e os rádios que já aceitam essa tensão, sem inversor no caminho. O guia sobre quanto custa projeto de energia para POPs mostra como essa mesma base de 48 V se comporta quando há rede elétrica e gerador.
Quer o solar calculado pelo pior mês do seu POP?
Na energia solar para POPs, um Especialista mede o consumo, consulta a radiação do local e entrega a lista de painéis, controlador e baterias para você cotar com quem preferir.
Bateria de lítio ou chumbo-ácido no POP solar?
No POP solar, a bateria descarrega toda noite e recarrega todo dia, então o número de ciclos pesa muito mais que num POP com rede, onde ela passa meses parada em flutuação. Essa diferença muda a conta entre as duas.
| Ponto | Chumbo-ácido | Lítio |
|---|---|---|
| Compra | Menor | Maior |
| Descarga diária aceitável | Rasa, para não perder vida | Mais profunda [CONFIRMAR na ficha do fabricante] |
| Banco nominal para a mesma autonomia | Maior | Menor |
| Calor do abrigo | Perde vida rápido | Sofre menos, dentro da faixa do fabricante |
| Peso no transporte ao morro | Alto | Menor |
A conta justa divide o custo de cada opção pelos anos que ela dura no ciclo diário do local. Em POP de acesso difícil, cada troca de banco a menos também é uma viagem a menos.
Exemplo: quanto custa energia solar para POPs em dois climas
Mesmo consumo não garante mesmo sistema quando o clima e o acesso mudam. O exemplo é ilustrativo, sem valores, e aponta o fator que decidiu cada caso.
| Situação | Repetidora no interior | POP com OLT na serra perto do litoral |
|---|---|---|
| Consumo medido | Igual nos dois | Igual nos dois |
| Sol no pior mês | Inverno seco e de céu limpo | Inverno com mais nuvens |
| Dias seguidos encobertos | Raros | Sequências frequentes no inverno |
| Rede elétrica perto | Nenhuma | Rede rural que cai com vento |
| Solução indicada | Isolado com banco moderado | Híbrido com a rede rural e banco maior |
| Fator que pesou | Consumo e transporte das baterias | Dias nublados seguidos |
Na repetidora, o sol firme deixa o banco moderado, e o custo extra vem de levar painéis e baterias por estrada ruim. No POP da serra, as semanas encobertas obrigam a guardar mais energia, e a rede rural, mesmo instável, ajuda a não exagerar no banco.
Quanto custa manter um POP isolado só com gerador?
Custa diesel, viagens para reabastecer, manutenção do motor e as horas paradas quando o gerador falha. A conta abaixo compara esse gasto com o sistema solar usando os números do seu POP.
- Diesel por mês: anote quantos litros o gerador queima e o preço pago por litro na região.
- Viagens de reabastecimento: conte as idas ao POP, com veículo, horas da equipe e o tempo de estrada.
- Manutenção do motor: some troca de óleo, filtros e peças nos últimos doze meses.
- Furto e perdas: inclua combustível desviado e baterias de partida trocadas fora do previsto.
- Horas paradas: multiplique as horas sem serviço quando o gerador falhou pelos assinantes do POP.
Some o gasto anual e compare com o valor do sistema solar dividido pelos anos de vida dos painéis e com as trocas de banco previstas no período. Em POP de acesso difícil, a conta das viagens costuma ser a que mais pesa.
Para quem está levando internet a comunidades sem infraestrutura, o guia sobre quanto custa conectividade rural mostra os outros custos que andam junto com a energia.
Erros que fazem o POP solar desligar no primeiro inverno
A maior parte das falhas de solar em POP nasce no cálculo, não no equipamento. Estes são os descuidos que mais aparecem.
Descuidos que desligam o POP solar
- Calcular pela média anual: o sistema sobra no verão e falta justamente no mês com menos sol.
- Usar kit de casa: o kit residencial ligado à rede desliga no apagão e não tem banco para a noite.
- Ignorar a sombra futura: uma árvore que cresce ou uma antena nova derruba a geração do conjunto.
- Descarregar o chumbo até o fim: o banco perde capacidade em poucos meses de ciclo diário.
- Sem alarme de carga: ninguém percebe a bateria baixando até o POP apagar de madrugada.
Como comparar propostas de energia solar para POPs
Compare se a proposta mostra o consumo medido, a radiação do pior mês com a fonte e os dias de autonomia usados. Sem esses três dados, dois orçamentos de solar não falam do mesmo sistema.
O que a proposta de solar para POP precisa mostrar
- Consumo do POP medido ao longo de um dia inteiro, e não somado das etiquetas.
- Radiação do pior mês do local, com a base de dados citada.
- Dias de autonomia sem sol e a descarga máxima permitida no banco.
- Potência dos painéis e capacidade do banco com a conta aberta.
- Tipo de controlador e a forma de mandar carga e geração ao monitoramento.
- Estudo de sombra e posição dos painéis em relação ao norte.
- Itens antifurto e proteção contra surtos incluídos.
- Plano de manutenção e data prevista para a troca do banco.
Proposta que não abre a conta de painéis e baterias impede a comparação. Peça o cálculo antes de comparar o preço do kit.
O que fica fora da proposta e aparece depois
No alto de um morro, parte do custo está em levar e prender as peças, não nelas. Pergunte por estes itens antes de assinar.
- Base e estrutura: fundação dos suportes no solo ou reforço do telhado do abrigo.
- Transporte: subida de painéis e baterias por estrada de terra, às vezes em várias viagens.
- Montagem: feita por profissional habilitado, com a responsabilidade técnica que a obra pedir [CONFIRMAR parceiro de instalação e emissão de ART].
- Raios: painéis ao lado da torre entram na proteção contra descargas em POPs.
- Troca do banco: a bateria tem vida menor que a dos painéis e volta ao orçamento alguns anos depois.
Se o POP solar fica numa torre nova, o abrigo e a estrutura entram no orçamento tratado no guia sobre quanto custa projeto de torres.
Perguntas frequentes
Energia solar dá conta de uma OLT ou só de rádios?
Dá conta de uma OLT, desde que o sistema seja calculado pelo consumo real dela e pelo pior mês do local. OLT consome bem mais que um rádio, e por isso o banco e os painéis crescem na mesma proporção.
Quantos dias de autonomia um POP solar deve ter?
Os que o histórico de dias encobertos do local pedir, com alguma folga. Em Santa Catarina, a conta costuma prever alguns dias seguidos sem sol no inverno [CONFIRMAR para o local].
Precisa pedir autorização da distribuidora para o solar do POP?
O sistema isolado, sem ligação com a rede, em geral não passa pela distribuidora. Ligar painéis à rede para gerar crédito exige pedido de acesso e segue a Lei 14.300 [CONFIRMAR na norma].
Dá para acompanhar a carga das baterias à distância?
Dá, com controlador que tenha porta de rede ou um medidor ligado ao banco. A carga e a geração chegam ao monitoramento de rede, com alarme antes de o POP desligar.
O sistema solar precisa de manutenção frequente?
Pede pouco: limpeza dos painéis, aperto de conexões e acompanhamento da carga do banco. O que mais exige atenção é a troca das baterias, que acontece antes da troca dos painéis.
Fontes
- SunData v3.0 (CRESESB/Cepel): radiação solar diária média de cada mês por coordenada, com base no Atlas Brasileiro de Energia Solar do INPE
- Stand-alone power system (Wikipédia em inglês): sistemas isolados que juntam painéis ou gerador com baterias e controle
- Charge controller (Wikipédia em inglês): função do controlador de carga e diferença entre os tipos usados em solar