Guia de preço · Projeto de torres
Quanto custa projeto de torres: o que muda o preço para provedores
Quanto custa projeto de torres varia com a carga que a estrutura vai receber, o solo, o local e a energia que ela precisa ter, e não só com a altura. O orçamento junta quatro partes, planejamento de ocupação e energia, cálculo estrutural, licenças e obra, e cada uma costuma vir de um fornecedor diferente; o planejamento feito pela Táquion Tech fica em [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
Resumo
- O orçamento tem quatro partes, ocupação e energia, estrutura e fundação, licenças e obra, com responsáveis diferentes.
- O estudo de carga soma peso e área ao vento de cada antena e define se a torre aguenta o que vai receber.
- Solo, proximidade de aeródromo e falta de rede elétrica estável são os fatores que mais mudam a conta de uma torre para outra.
- A economia vira prejuízo quando a torre sobe sem folga para crescer ou com aterramento improvisado.
Quanto custa projeto de torres e quais partes entram no orçamento?
Entram quatro partes que costumam ser contratadas separadas: planejamento, estrutura, licenças e obra. Comparar propostas sem saber quais delas estão incluídas é a origem da maioria dos sustos.
O planejamento decide o que vai na torre: altura de cada antena, energia, baterias, aterramento e caminho dos cabos. A Táquion Tech faz esse projeto de torres para provedores e entrega a lista de cargas que o profissional de estruturas usa, sem vender torre, rádio nem bateria.
- Planejamento: ocupação por altura, consumo, banco de baterias, aterramento e organização dos cabos.
- Estrutura: estudo de carga, cálculo estrutural e projeto de fundação, assinados por profissional habilitado [CONFIRMAR parceiro para cálculo estrutural].
- Licenças: prefeitura, contrato do terreno e, conforme altura e local, consulta à Aeronáutica [CONFIRMAR na norma].
- Obra: fabricação, fundação, montagem, pintura, sinalização e cerca.
Só a primeira parte é trabalho de rádio e energia. As outras três dependem de engenharia civil, de órgãos públicos e de fornecedores de estrutura, e por isso não há um preço único que cubra tudo.
Quem assina o cálculo e a responsabilidade técnica
O cálculo estrutural e o laudo da torre são feitos por profissional habilitado em estruturas, com registro e anotação de responsabilidade técnica conforme as regras do conselho profissional [CONFIRMAR responsável técnico]. Esse custo é cotado por quem assina, e não pelo planejamento.
Na proposta, a pergunta certa é quem assina cada parte e se a lista de cargas vai junto para o cálculo. A emissão de ART para a parte de telecomunicações é outro documento, que vale conferir caso a caso [CONFIRMAR na norma].
O que muda quanto custa projeto de torres
Dez fatores separam uma torre simples de uma torre cara, e boa parte deles está no terreno e no entorno. A tabela diz como conferir cada um e qual parte do orçamento ele empurra para cima.
| Fator | Como conferir | Parte que encarece |
|---|---|---|
| Torre nova ou ocupada | Existe estrutura e inventário do que está nela? | Planejamento e levantamento |
| Altura necessária | Perfil dos enlaces que a torre precisa fechar | Estrutura e obra |
| Carga prevista | Quantas antenas e parábolas, hoje e nos próximos anos | Estrutura e fundação |
| Solo | Sondagem ou histórico de obras vizinhas | Fundação |
| Tipo de estrutura | Autoportante, estaiada ou mastro em prédio | Estrutura, terreno e obra |
| Vento na região | Exposição do local, topo de morro ou litoral | Cálculo estrutural |
| Proximidade de aeródromo | Distância até pistas e auxílios à navegação | Licenças e sinalização |
| Energia disponível | Rede elétrica estável, painel solar ou gerador | Planejamento e materiais |
| Raios e surtos | Histórico de equipamento queimado no local | Aterramento |
| Acesso ao terreno | Estrada para caminhão e guindaste | Obra |
As linhas de solo, vento e aeródromo não dependem de nenhuma escolha do provedor, e por isso duas torres de mesma altura em cidades diferentes podem ter orçamentos bem distantes.
Estudo de carga, o item que define o tamanho da torre
O estudo de carga lista peso e área exposta ao vento de cada antena, suporte e cabo, nas alturas em que vão ficar. A força do vento usada no cálculo segue a NBR 6123 e muda com a região e com a altura [CONFIRMAR na norma].
Uma parábola grande de enlace pesa na conta muito mais que um rádio pequeno, por causa da área que oferece ao vento. Por isso o planejamento reserva posições para as antenas futuras: incluir a carga delas agora custa pouco no cálculo, e reforçar a torre depois custa uma obra.
Em torre de terceiros, o dono costuma exigir esse estudo antes de liberar a ocupação. Sem a lista pronta, o contrato não anda e o enlace previsto atrasa.
Exemplo: torre nova no morro e torre antiga lotada na cidade
Uma torre nova pode custar menos de planejamento e mais de estrutura, enquanto uma torre antiga faz o contrário. O fator que pesa em cada caso é diferente, e a proposta precisa mostrar qual é.
| Item | Torre nova no morro | Torre antiga na cidade |
|---|---|---|
| Ponto de partida | Terreno vazio, enlaces já calculados | Estrutura antiga, antenas sem identificação |
| Energia | Sem rede elétrica estável, painel solar e baterias | Rede elétrica com quedas curtas |
| Solo e acesso | Rocha e estrada de terra | Laje de prédio ou terreno pequeno |
| Licenças | Prefeitura e consulta de altura | Prefeitura e condomínio |
| Fator que mais pesou | Fundação e sistema de energia | Inventário e remanejamento de antenas |
No morro, o planejamento anda rápido porque não há nada instalado, e o peso vai para a fundação e para a energia fora da rede. Na cidade, a estrutura já existe, mas metade do trabalho é descobrir o que está lá em cima e o que pode ser retirado sem derrubar clientes.
Quer separar o planejamento da parte estrutural?
No projeto de torres, um Especialista faz o inventário, planeja ocupação, energia e aterramento e entrega a lista de cargas pronta para quem assina o cálculo.
Fundação, aterramento e licenças pesam quanto no preço?
Pesam de forma muito diferente de um terreno para outro, e por isso são os itens com maior variação entre propostas. Nenhum deles tem valor de referência oficial em reais, e cada um depende de dados do local.
Os três itens têm em comum a dependência de algo que só se conhece no local: o solo, a resistência de terra e as regras do município. Uma proposta que dá valor fechado para eles sem visita ou sem dados está estimando.
Fundação e sondagem do solo
A fundação segura a torre contra o tombamento causado pelo vento, e o tamanho dela sai do cálculo estrutural junto com o tipo de solo. Rocha, aterro e terreno alagadiço levam a soluções e custos bem diferentes [CONFIRMAR parceiro para cálculo estrutural].
Por isso o profissional de estruturas pode pedir sondagem antes de fechar o projeto da fundação. Pular essa etapa costuma gerar fundação maior que o necessário, por segurança, ou menor do que deveria.
Aterramento e proteção contra surtos
O aterramento liga torre, quadro de energia e rack num mesmo ponto de terra, para que um raio não faça a corrente passar pelos equipamentos. A proteção contra descargas atmosféricas segue a NBR 5419 [CONFIRMAR na norma].
O custo cresce com o solo de resistência alta, que pede mais hastes ou tratamento, e com o número de equipamentos que precisam de protetor de surto. O aterramento de equipamentos cuida do sistema completo do POP ao pé da torre.
Licenças, terreno e Aeronáutica
A licença municipal para instalar a torre segue a lei local e a Lei Geral das Antenas, a Lei 13.116/2015 [CONFIRMAR na norma]. Prazos e taxas mudam de uma prefeitura para outra.
Torres perto de aeródromos ou acima de certa altura podem precisar de análise do DECEA, com pintura e luz de obstáculo [CONFIRMAR na norma]. Os enlaces que vão na torre também têm cadastro próprio, explicado no guia sobre como registrar estação na Anatel.
Quanto custa uma torre que sobe sem projeto?
Custa equipamento queimado, horas de região sem sinal e, às vezes, desmontar e remontar a torre para caber o que não foi previsto. Faça a conta com o histórico das suas torres, e não com uma estimativa de mercado.
- Equipamento queimado: some o valor dos rádios e fontes trocados depois de tempestades nos últimos dois anos.
- Quedas por falta de energia: anote quantas horas a torre ficou fora quando a luz caiu e quantos clientes dependiam dela.
- Receita parada: multiplique os clientes afetados pela mensalidade média e pela fração do mês em que ficaram sem sinal.
- Remanejamento: estime quantas subidas foram gastas para mudar antenas de posição por falta de espaço planejado.
- Reforço: se a torre já precisou de reforço estrutural, inclua esse valor como custo de não ter estudo de carga.
- Resultado: compare o total com o valor de planejar a próxima torre antes da compra.
Boa parte desse custo só aparece quando alguém mede. O guia de implantação de Prometheus mostra como acompanhar tensão de bateria e temperatura de cada torre num painel, antes de a falta de energia derrubar a região.
Torre própria, de terceiros ou mastro em prédio, e o que a proposta deixa de fora
O tipo de ocupação muda o que entra no orçamento, e cada um deixa itens diferentes para depois. Vale saber os dois antes de comparar valores.
- Torre própria: paga terreno, fundação, estrutura e licença, mas dá controle sobre altura e espaço para crescer.
- Torre de terceiros: troca a obra por aluguel mensal e pela exigência de lista de cargas antes de cada antena nova.
- Mastro em prédio: custa pouco de estrutura, depende da laje e do condomínio e aguenta pouca carga no topo.
O que costuma aparecer como cobrança extra
Os itens abaixo raramente estão na primeira proposta de quem faz a estrutura ou a montagem. Pergunte por eles antes, para saber quem paga cada um.
- Sondagem do solo: pedida pelo profissional de estruturas antes de fechar a fundação.
- Energia fora da rede: painel solar, controlador e banco de baterias quando a rede elétrica não é confiável; veja o projeto de energia para POPs.
- Sinalização: pintura e luz de obstáculo, quando exigidas para a altura e o local [CONFIRMAR na norma].
- Cerca e acesso: portão, cadeado, estrada para o caminhão e limpeza do terreno.
- Inspeção periódica: reaperto, estais e âncoras conferidos ao longo dos anos.
Erros comuns ao planejar a torre
Quase tudo nesta lista é decidido antes da compra e cobrado anos depois. A raiz costuma ser a mesma: planejar para os enlaces de hoje e esquecer os próximos.
Escolhas que a torre cobra anos depois
- Comprar a torre na altura exata dos enlaces atuais, sem posição livre para os próximos.
- Pular o estudo de carga e instalar antenas até a estrutura dar sinal de esforço.
- Dimensionar baterias pela potência da fonte, e não pelo consumo medido.
- Fazer hastes de terra separadas para torre, quadro e rack, sem ligação entre elas.
- Deixar cabos sem esteira e sem etiqueta, e não saber o que pode ser desligado.
Como ler duas propostas de projeto de torres
Antes de olhar o valor, confirme que as propostas cobrem as mesmas partes do orçamento e dizem quem assina cada uma. Sem essa base, uma proposta menor costuma ser apenas uma proposta com menos partes.
Pontos que a proposta de torre precisa deixar claros
- Quais das quatro partes estão incluídas, planejamento, estrutura, licenças e obra.
- Quem assina o cálculo estrutural e se a lista de cargas faz parte da entrega [CONFIRMAR responsável técnico].
- Se há espaço reservado para antenas futuras no plano de ocupação.
- Como a autonomia das baterias foi calculada e a partir de qual consumo.
- Se o aterramento liga torre, quadro e rack num ponto comum.
- Quais licenças o fornecedor levantou para o local e quais ficam com o provedor.
- Se o desenho final traz cada antena com altura, direção e dono.
Quando a assinatura do cálculo e a lista de cargas não aparecem, a estrutura fica sem dono técnico. Esse é o ponto a resolver primeiro, antes de qualquer negociação de valor.
Se a torre faz parte de uma rede que mistura cabo e rádio, o guia de quanto custa projeto de rede híbrida de rádio e fibra mostra onde ela entra no desenho maior.
Perguntas frequentes
Projeto de torre de terceiros custa menos que de torre nova?
Costuma custar menos de estrutura e de licença, porque a torre já existe. Em compensação, o inventário do que está instalado e a lista de cargas exigida pelo dono podem pedir mais horas de levantamento.
Preciso de sondagem do solo para uma torre pequena?
Quem decide é o profissional que assina a fundação, de acordo com a altura, a carga e o terreno [CONFIRMAR parceiro para cálculo estrutural]. Em solo conhecido e torre baixa, ele pode usar dados de obras vizinhas.
A altura da torre é o que mais pesa no preço?
Pesa, mas não sozinha. Uma torre mais baixa com muitas parábolas grandes pode exigir mais estrutura que uma alta com poucos rádios pequenos, porque a área ao vento manda no cálculo.
Painel solar encarece muito o projeto da torre?
Encarece os materiais e o dimensionamento, porque o banco de baterias precisa cobrir noites e dias nublados. Em torre sem rede elétrica estável, costuma sair mais em conta do que levar uma linha nova até o local.
Com que frequência a torre precisa de inspeção?
Depende do tipo de estrutura, do clima e da recomendação de quem assinou o cálculo [CONFIRMAR na norma]. Torres estaiadas e no litoral pedem atenção maior a estais, âncoras e corrosão.
Fontes
- Lei 13.116/2015, Lei Geral das Antenas: regras gerais para licenciamento e instalação de infraestrutura de telecomunicações, como torres
- Radio masts and towers (Wikipédia em inglês): tipos de estrutura, como autoportante e estaiada, e os esforços de vento e carga que elas suportam