Guia de preço · Migração de ERP
Quanto custa migração de ERP de provedor: o que pesa na troca
Quanto custa migração de ERP de provedor é a soma de quatro contas: a implantação cobrada pelo fornecedor do sistema novo, a migração dos dados de rede e das integrações, o período em que os dois sistemas convivem e as horas da sua equipe conferindo cadastro. Não existe faixa de mercado publicada por fonte oficial, e o que mais move o valor é a qualidade do cadastro antigo, o formato das senhas PPPoE e quanto tempo a convivência precisa durar.
Resumo
- Orçar só a implantação do sistema novo deixa de fora a parte de rede, a convivência e o trabalho interno da equipe.
- Um sistema antigo que não exporta as senhas PPPoE pode alongar a convivência por meses e pesar mais que o tamanho da base.
- Títulos em aberto, convênio bancário e régua de cobrança são onde um erro de migração vira prejuízo no primeiro mês.
- Sem ensaio e sem plano de volta, a proposta está orçando uma importação de dados, e não uma migração.
Quanto custa migração de ERP de provedor e em que partes o valor se divide?
O valor se divide entre o fornecedor do sistema novo, quem cuida da rede, o período de convivência e o trabalho interno. Somar só a primeira parte é o erro mais comum de quem orça a troca.
Migrar o ERP de provedor é tirar do sistema antigo tudo o que a operação usa, como cadastro de clientes, contratos, títulos de cobrança e dados de rede, e fazer o sistema novo assumir sem que o assinante perceba. Cada camada tem um responsável e um jeito de cobrar.
A migração de ERP de provedor custa mais quando o cadastro antigo tem duplicidades e senhas que não saem na exportação, e custa menos quando o banco vem completo e a base cabe numa virada curta. O tamanho da base pesa, mas pesa menos que a qualidade do que está guardado nela.
A Táquion Tech cuida da parte que toca a rede na migração de ERP de provedor: logins, planos, IPs fixos, seriais de ONU, RADIUS e integrações, com ensaio antes da virada. Faixa de preço da Táquion Tech para essa parte: [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
| Conta | Quem costuma fazer | Como costuma ser cobrada |
|---|---|---|
| Implantação no sistema novo | Fornecedor do ERP novo | Taxa de implantação e importação de cadastro, contratos e títulos [CONFIRMAR com o fornecedor] |
| Dados de rede e integrações | Equipe técnica da casa ou empresa contratada | Projeto fechado, depois do inventário |
| Convivência dos sistemas | Os dois fornecedores | Mensalidade dos dois enquanto o antigo não é desligado |
| Trabalho interno | Atendimento, financeiro e suporte da casa | Horas de conferência, treinamento e lançamento em dobro |
Quanto a números de mercado, não há tabela de órgão regulador ou entidade do setor para o serviço de migração de sistema de provedor, e valores soltos sem fonte não servem de comparação. Use a tabela acima para pedir o preço de cada linha separado.
O que pesa no preço: dados, contratos e cobrança
Pesam o estado do cadastro, o quanto do histórico financeiro precisa ir junto e o formato em que o sistema antigo entrega as senhas. A tabela mostra onde enxergar cada fator no seu próprio sistema.
| Fator | Sinal no sistema antigo | Por que encarece |
|---|---|---|
| Duplicidade de cadastro | Mesmo CPF em dois clientes, IP fixo repetido, logins parecidos | Cada caso é resolvido à mão antes da importação |
| Senhas PPPoE | O sistema não mostra a senha, só deixa trocar | Obriga a manter o RADIUS antigo por um tempo ou a trocar senhas aos poucos |
| Histórico financeiro | Anos de títulos pagos e acordos de parcelamento | Quanto mais histórico vai junto, mais conversão e conferência |
| Títulos em aberto | Boletos emitidos e ainda não vencidos no dia da troca | Precisam ser baixados num sistema só, sem cobrar duas vezes |
| Contratos e fidelidade | Aditivos, multas e datas de fim diferentes por cliente | Campos que o sistema novo pode não ter no mesmo formato |
| Planos legados | Dezenas de planos sem venda nova, com nomes parecidos | Cada um precisa de destino no sistema novo e no concentrador |
| Integrações de rede | OLTs, ACS, TV, voz e scripts ligados ao sistema | Cada uma é religada e testada antes da virada |
| Fusão de bases | Dois provedores, dois sistemas, logins que podem colidir | Pede regra de unificação antes de importar |
A senha PPPoE é a que o roteador do assinante usa para se identificar no concentrador, e o RADIUS é o servidor que confere essa senha. Se ela não pode sair do sistema antigo, alguém precisa decidir como os clientes vão continuar entrando na rede depois da troca.
Cobrança no mês da troca: onde mora o risco
Trocar de sistema no meio de um ciclo de faturamento é o que mais gera retrabalho no financeiro. O mais seguro é a virada cair logo depois de um fechamento, com os títulos abertos já definidos.
- Convênio bancário: a carteira de cobrança registrada no banco é configurada no sistema novo, com os arquivos de remessa e retorno testados [CONFIRMAR com o banco e o fornecedor].
- Débito automático e cartão: as autorizações dos clientes podem não migrar sozinhas e pedir novo cadastro [CONFIRMAR com o fornecedor].
- Notas fiscais: série e numeração continuam do ponto em que o sistema antigo parou [CONFIRMAR na norma].
- Régua de cobrança: aviso e corte por atraso rodam num sistema só, ou o cliente é cobrado e cortado em dobro.
Essa parte costuma ficar com o fornecedor do sistema novo, e não com quem cuida da rede. Mesmo assim, o corte por atraso depende das duas pontas, e o teste dele precisa estar na proposta de quem migra o RADIUS.
Quanto tempo os dois sistemas convivem e quanto isso custa?
A convivência vai do primeiro lote de clientes no sistema novo até o desligamento do antigo, e cada mês dela soma duas mensalidades e lançamentos em dobro. Ela encurta com ensaio bem feito, e não com pressa.
| Estratégia | Custo da convivência | Risco que vem junto |
|---|---|---|
| Virada numa noite | Baixo, porque os sistemas convivem só no ensaio | Um erro no mapa de campos atinge a base inteira |
| Virada por POP | Médio, com semanas de cadastro novo indo para o sistema certo | O atendimento precisa saber em qual sistema está cada cliente |
| Convivência longa | Alto, com meses de duas mensalidades e RADIUS consultando os dois | Cadastro divergente se a regra de cada cliente não for clara |
A convivência longa é a saída natural quando o sistema antigo não exporta as senhas PPPoE. O RADIUS antigo segue autenticando quem ainda não trocou de senha, e o novo assume os demais, até a base inteira passar.
Antes de assinar com o sistema novo, pergunte aos dois fornecedores quantos meses de convivência aceitam e a que preço. A janela de virada, por sua vez, segue a lógica de qualquer mudança grande na rede, com aprovação e plano de volta, como no guia de ITIL na operação de rede.
Quanto tempo o seu provedor vai pagar dois sistemas?
Um Especialista faz o inventário do sistema antigo, testa um lote de clientes no novo e mostra qual estratégia de virada encurta a convivência.
Na prática: quanto custa migração de ERP de provedor em dois cenários
O provedor com a base menor recebeu a proposta maior, e o motivo estava num campo do sistema antigo. A tabela mostra os dois casos sem valores.
| Item | Provedor E | Provedor F |
|---|---|---|
| Assinantes | Cerca de três mil | Cerca de oito mil |
| Exportação do sistema antigo | Planilha, sem as senhas PPPoE | Banco completo, com senhas e seriais |
| Cadastro | Logins duplicados e planos com o mesmo nome | Revisado no ano anterior |
| Concentradores | Um | Quatro, em três cidades |
| Integrações | Script antigo de corte, sem documento | OLT e ACS documentados |
| Estratégia escolhida | Convivência longa com o RADIUS antigo | Virada por POP, uma cidade por noite |
O provedor E pagou mais por três motivos que nada têm a ver com tamanho: a falta das senhas obrigou meses de convivência, os duplicados foram resolvidos um a um e o script de corte precisou ser lido antes de ser trocado.
O provedor F tinha quatro concentradores e mais que o dobro de clientes, mas a exportação completa permitiu um ensaio limpo e quatro noites curtas de virada. Quando quem escreveu os scripts já saiu, como no provedor E, o guia sobre o técnico de rede que saiu do provedor mostra o que levantar primeiro.
Quanto custa uma virada sem ensaio?
Custa em assinantes que não reconectam, em chamados na manhã seguinte e em cobrança refeita. A conta abaixo usa números do seu provedor para medir o problema antes de decidir pular o ensaio.
- Clientes sem reconectar: estime quantos assinantes falhariam se um único campo viesse errado, por exemplo todos os que têm IP fixo ou plano antigo.
- Pico de chamados: multiplique esse número pelo tempo médio de atendimento e pelo custo-hora do suporte, lembrando que todos ligam na mesma manhã.
- Cobrança refeita: conte os títulos abertos no dia da troca e quanto custa reemitir e explicar cada boleto duplicado ou faltando.
- Cancelamentos: aplique sobre os clientes afetados a taxa de cancelamento que o provedor já vê depois de uma queda grande.
- Comparação: some tudo e compare com o custo do ensaio na proposta; essa diferença decide se ele vale.
Se a virada falhar mesmo assim, a primeira suspeita costuma ser a autenticação. O guia de PPPoE caindo para todos os clientes ajuda a separar erro de cadastro de falha no concentrador.
E se adiar a troca?
Ficar no sistema antigo também tem preço, mesmo sem nota fiscal. Versão que não conversa com a OLT nova, servidor sem suporte e mensalidade de um contrato que já se queria encerrar entram na mesma conta, mês a mês.
Erros comuns: o que fica fora da proposta de migração
Ficam de fora o que acontece antes da importação e depois da virada, como limpeza do cadastro e guarda do histórico. São esses itens que voltam como cobrança extra nos meses seguintes.
Evite fechar a migração sem saber quem faz
- Limpeza do cadastro: quem resolve duplicidades e planos repetidos antes da importação, e em quantas horas.
- Consulta ao histórico: se o sistema antigo fica em modo de leitura para títulos e atendimentos antigos, e por quanto tempo.
- Registros de conexão: onde ficam os registros guardados no sistema antigo durante o prazo de guarda [CONFIRMAR na norma].
- Cópias de trabalho: quem apaga as planilhas e exportações do ensaio, com registro do descarte [CONFIRMAR na norma].
- Treinamento: se atendimento e financeiro aprendem o sistema novo antes da virada ou com a base já rodando.
- Fluxos novos: se recursos que o sistema antigo não tinha entram agora ou ficam para outro projeto.
O último item engana muito: o provedor troca de sistema para ganhar automação e descobre que ela não estava no escopo. A ligação do sistema novo com OLT, RADIUS e ACS tem preço próprio, explicado em quanto custa integração com ERP de provedor.
A guarda dos registros antigos e o tratamento dos dados pessoais durante a cópia também têm donos próprios, nas páginas de registros de conexão e de adequação à LGPD.
Como comparar propostas de migração de ERP?
Peça a cada fornecedor o valor de cada conta separada e compare escopo antes de preço. O checklist serve para qualquer proposta, inclusive a da Táquion Tech.
O que conferir numa proposta de migração de ERP de provedor
- Começa por um inventário do sistema antigo, com a exportação e a lista de integrações.
- Diz como as senhas PPPoE serão tratadas se o sistema antigo não as exportar.
- Inclui um ensaio com clientes reais autenticando pelo sistema novo antes da virada.
- Define a estratégia de virada e quantas janelas ela vai usar.
- Traz plano de volta escrito, com o tempo para o RADIUS apontar de novo ao sistema antigo.
- Separa o que é do fornecedor do sistema novo, como títulos e notas, do que é da rede.
- Diz até quando o sistema antigo fica disponível e quem paga por esse período.
Proposta que não fala em ensaio nem em plano de volta está orçando uma cópia de dados. Peça a revisão antes de colocar o valor dela ao lado dos outros.
Perguntas frequentes
Quem migra boletos, contratos e notas fiscais?
Em geral, o fornecedor do sistema novo, que conhece o formato do próprio banco de dados [CONFIRMAR com o fornecedor]. Quem cuida da rede migra logins, planos, IPs e integrações, e as duas equipes testam juntas o corte por atraso.
Dá para migrar o ERP sem pagar dois sistemas ao mesmo tempo?
Quase nunca por completo, porque o antigo precisa ficar pronto como plano de volta e para consulta. O que dá para fazer é encurtar a convivência com ensaio bem feito e virada por POP.
Vale trocar o ERP e o servidor onde ele roda ao mesmo tempo?
Pode valer, porque o ambiente novo já recebe o sistema certo e o planejamento é feito uma vez. Muitos provedores, porém, preferem mudar primeiro a hospedagem de ERP de provedor e depois o sistema, para não somar dois riscos na mesma noite.
Por que a proposta de migração muda depois do inventário?
Porque é no inventário que aparecem duplicidades, senhas que não exportam e scripts esquecidos. Uma proposta firme antes dele precisa de margem grande ou de lista de exclusões, e vale perguntar qual das duas.
Comprei outro provedor; a migração fica mais cara?
Costuma ficar, porque duas bases viram uma e logins, IPs e planos podem colidir. A unificação é feita antes da importação, e a virada em geral acontece POP a POP.
Fontes
- Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados (Planalto): regras para tratar os dados pessoais dos assinantes durante a exportação, o ensaio e o descarte das cópias
- Lei nº 12.965/2014, Marco Civil da Internet (Planalto): obrigação de guarda dos registros de conexão, que continua valendo depois da troca de sistema
- RFC 2865: Remote Authentication Dial In User Service (RADIUS): protocolo que confere a senha PPPoE e precisa apontar para o sistema novo na virada