Guia de preço · Integração com SGP
Quanto custa integração com SGP: o que pesa no preço para provedores
Quanto custa integração com SGP depende menos do tamanho da base e mais da distância entre o que a versão contratada do sistema já faz sozinha e o que a rede exige em marcas de OLT, concentradores, ACS e eventos do contrato. Não há preço de mercado publicado por fonte oficial, então o valor sai de um levantamento. Para julgá-lo, compare com o que o provedor já perde em instalação parada no fim de semana, técnico esperando liberação e Wi-Fi refeito na casa do cliente.
Resumo
- O que encarece a integração é a parte que o SGP não cobre na sua versão, e não o número de assinantes da base.
- Cada marca de OLT soma comandos, perfis e testes; rede de marca única e perfis padronizados custa menos para ligar.
- Corrigir uma ponte antiga e sem documento pode pesar mais que começar do zero, porque exige ler o que já está rodando.
- Dividir o projeto em etapas não reduz o total, mas deixa a ativação funcionando antes e começa pela base que mais trava.
Quanto custa integração com SGP e por que não existe tabela?
O preço é montado sobre a combinação entre a versão do SGP, as OLTs e os concentradores de cada provedor, e essa combinação quase nunca se repete. Por isso um valor fechado sem olhar a rede é chute, e não orçamento.
O SGP é um sistema de gestão de provedor (o chamado ERP) que reúne cadastro, contratos, cobrança e ordens de serviço [CONFIRMAR na documentação do fornecedor]. Integrar é fazer cada evento desse cadastro virar uma ação na rede: liberar o login, autorizar a ONU, gravar o Wi-Fi do cliente e derrubar a sessão no corte por atraso.
A integração com SGP custa mais quando o sistema precisa de uma ponte própria para alcançar o equipamento, e custa menos quando a versão contratada já conversa com as OLTs e os concentradores da rede. Boa parte do orçamento, portanto, é descobrir onde termina o que o SGP faz e onde começa o que precisa ser construído.
A Táquion Tech faz a integração com SGP por acesso remoto ao sistema, às OLTs e ao ACS, depois de um levantamento que vira escopo escrito. Faixa de preço da Táquion Tech para esse trabalho: [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
Quanto a valores de mercado, não existe tabela pública de órgão regulador, entidade do setor ou fabricante com preço de integração de sistema de provedor. Número que circula sem fonte não serve de régua, e por isso este guia não traz faixa em reais. A visão que vale para qualquer sistema está em quanto custa integração com ERP de provedor; aqui ficam só os pontos próprios do SGP.
Três contas que costumam chegar misturadas
Antes de comparar valores, separe quem cobra cada parte do projeto. Um número único esconde o que é pago uma vez e o que volta todo mês.
- Fornecedor do SGP: licença, mensalidade e módulos extras, como provisionamento ou aplicativo de campo, quando cobrados à parte [CONFIRMAR com o fornecedor do sistema].
- Quem integra: levantamento, padronização de perfis, ligação com RADIUS, OLTs e ACS, piloto e documento dos fluxos.
- Equipamento: servidor para o ACS ou para a ponte, quando ainda não existe, comprado de quem o provedor preferir.
Exemplo: dois provedores no SGP com orçamentos distantes
Dois provedores com bases parecidas pediram a mesma integração e receberam propostas bem diferentes. O fator decisivo foi o ponto de partida, e não o tamanho da rede.
| Item | Provedor A | Provedor B |
|---|---|---|
| Assinantes | Cerca de seis mil | Cerca de cinco mil |
| OLTs | Sete OLTs de duas marcas | Quatro OLTs de uma marca |
| Concentradores | Dois, da mesma marca | Três, de duas marcas |
| Integração anterior | Nenhuma, tudo manual | Ponte feita por um técnico que saiu, sem documento |
| ONUs fora do padrão | Poucas, com perfis já iguais | Boa parte da base com VLAN diferente do plano |
| Escopo pedido | Ativação, corte e cancelamento | Ativação, corte e cancelamento |
O provedor B, com menos OLTs e uma marca só, recebeu a proposta maior. Pesaram a leitura da ponte antiga, para entender o que ela fazia em cada equipamento, e a correção das ONUs ativadas fora do padrão antes de o fluxo novo assumir.
No provedor A, as duas marcas de OLT somaram trabalho, mas a rede limpa permitiu ir direto ao desenho dos eventos. Quando existe uma integração antiga que ninguém entende, vale perguntar se compensa desmontá-la e começar do zero em vez de remendar o que já roda.
O que muda o preço da integração com SGP, ponto a ponto
Nove pontos explicam quase toda a diferença entre propostas para integrar o mesmo sistema. A tabela traz a pergunta que o fornecedor deveria fazer antes de cotar cada um.
| Ponto | Pergunta que define o custo | Quando encarece |
|---|---|---|
| Versão e módulos do SGP | O que a versão contratada já faz com OLT e RADIUS? | O recurso necessário não existe e a ponte precisa ser escrita |
| Concentradores | Quantos equipamentos autenticam o PPPoE, e de quais marcas? | Marcas misturadas, com atributos de velocidade diferentes |
| OLTs e fabricantes | Quantas OLTs e quantos fabricantes entram no fluxo? | Duas ou três marcas, cada uma com sua sintaxe de comando |
| Reconhecimento da ONU | Serial na ordem de serviço, porta reservada ou descoberta? | Descoberta com confirmação, que pede regra para conflito |
| Servidor ACS | Existe ACS com as ONUs já apontadas para ele? | Não existe, e o Wi-Fi depende de configurar na casa |
| Base legada | Quantas ONUs foram ativadas à mão fora do padrão? | Milhares de ONUs com VLAN ou perfil diferente do cadastro |
| Integração anterior | Já há scripts ou ponte feitos por outra equipe? | Código sem documento, que precisa ser lido antes de mexer |
| Serviços do combo | O plano inclui TV ou voz além da internet? | Cada serviço soma VLAN, regra de corte e teste próprio |
| Eventos cobertos | Além da ativação, entram corte, troca de plano e cancelamento? | O ciclo inteiro do contrato fica no escopo |
Os termos da tabela têm papéis simples: o RADIUS é o servidor que confere login e senha do assinante, a OLT é o equipamento da central que liga as ONUs da fibra, e o ACS grava o Wi-Fi à distância. A ponte entre o sistema e a OLT está explicada no guia de como integrar OLT com ERP.
Já existe uma ponte antiga entre o SGP e a OLT?
Um Especialista lê o que está rodando, confere as ONUs fora do padrão e diz se vale corrigir ou refazer a integração com SGP.
Por que a forma de reconhecer a ONU mexe no orçamento
Entre os nove pontos, este é o que mais muda o desenho e o teste. Ele define quem avisa ao SGP qual ONU pertence a qual contrato.
- Serial na ordem de serviço: pede pouca lógica na ponte, mas exige estoque controlado e leitura do serial por código de barras.
- Porta reservada: depende do mapa da rede óptica estar certo; se não estiver, parte do custo vai para acertar o cadastro de CTOs.
- Descoberta com confirmação: dá liberdade ao técnico e exige mais regras, como o que fazer quando duas ONUs surgem na mesma porta PON.
Quando o provedor identifica o cliente pela porta no DHCP, e não por login PPPoE, a conta muda de novo. O guia de configuração de DHCP Option 82 mostra como essa porta chega ao cadastro.
Integrar o SGP de uma vez ou em etapas?
Em etapas, quando a base tem muitas ONUs fora do padrão ou o caixa pede parcelas menores. De uma vez, quando a rede já está padronizada e a equipe consegue acompanhar o piloto inteiro sem parar as instalações.
Etapa 1 · Base
Conferir ONUs e perfis
As ONUs ativadas à mão são comparadas com o cadastro, e VLANs e perfis divergentes são corrigidos.
Etapa 2 · Ativação
Ordem de serviço libera o acesso
Fechar a ordem no SGP autoriza a ONU na OLT e libera o login, primeiro numa OLT piloto.
Etapa 3 · Contrato
Corte, troca de plano e cancelamento
Os eventos depois da instalação passam a sair do SGP, com teste de cada um em cliente de teste.
Etapa 4 · Wi-Fi
ACS ligado ao cadastro
Nome e senha da rede sem fio saem do contrato e chegam à ONU sem visita.
A ordem pode mudar: quem já tem ACS em uso costuma antecipar a etapa 4, porque ela tira chamados do suporte logo no começo.
Dividir não deixa o projeto mais em conta; em geral o total fica igual ou um pouco maior, porque cada etapa tem seu próprio teste. O ganho está em ver resultado antes e em começar pelo que mais trava, que na maioria dos provedores é a base legada.
Uma pergunta ajuda a decidir: quantas ONUs da base foram ativadas fora do padrão do plano? Se a resposta é "não sei", a etapa 1 já se justifica sozinha, porque sem ela qualquer fluxo novo esbarra em exceções.
Quanto custa deixar o SGP sem integração com a rede?
Custa em instalação que demora mais, em mensalidade que começa tarde e em chamado que se repete. A conta abaixo usa números que o provedor já tem no SGP e na agenda da equipe de campo.
- Ativação de fim de semana: some as ordens de serviço fechadas em sábado, domingo ou feriado que só viraram acesso no dia útil seguinte e converta em dias de mensalidade.
- Técnico esperando: meça quantos minutos o instalador fica na casa do cliente até o escritório autorizar a ONU e veja quantas instalações por dia isso tira da agenda.
- Wi-Fi refeito: conte os chamados de assinante pedindo para trocar nome ou senha da rede sem fio que saiu de fábrica.
- Upgrade atrasado: confira quantas mudanças de plano foram cobradas antes de a velocidade nova chegar ao concentrador.
- Total do mês: transforme cada linha em reais com o valor médio do plano e o custo-hora das equipes, e some tudo.
Divida o valor da proposta pelo total mensal. O resultado aproxima quantos meses a integração leva para se pagar, antes de contar as horas que o suporte deixa de gastar digitando comandos na OLT.
Fica fora da planilha a rede que cada técnico configurou do seu jeito. Ela cobra numa troca de firmware, quando parte das ONUs responde diferente, como mostra o guia sobre OLT derrubando ONU.
Erros comuns: o que fica fora do orçamento e volta depois
Os itens que somem das propostas mais curtas são os que aparecem nos primeiros meses de uso. A tabela mostra cada um e o momento em que ele costuma cobrar a conta.
| Item esquecido | Quando aparece | Quem acaba pagando |
|---|---|---|
| Versão nova do SGP | O fornecedor lança atualização e uma resposta muda de formato | O provedor, como chamado avulso |
| OLT ou marca a mais | A rede cresce e a OLT nova fica fora do fluxo | O provedor, como projeto novo |
| Correção da base legada | O fluxo encontra ONUs que não batem com o cadastro | A equipe da casa, à mão |
| Usuário dedicado nos equipamentos | Alguém precisa saber quem rodou um comando | Ninguém, porque o registro não existe |
| Troca de ONU e mudança de endereço | O primeiro equipamento queima ou o cliente muda de casa | O suporte, que volta a digitar comandos |
| Roteiro manual | O fluxo falha num sábado | O cliente, que fica sem acesso até segunda |
A troca de ONU merece atenção porque é o evento que mais se repete depois da instalação. Quando a automação da ativação entra no mesmo projeto, o guia de quanto custa automação de ativação de clientes mostra como esse escopo pesa na conta.
Como escolher entre propostas de integração com SGP?
Mande a todos os fornecedores a mesma descrição da rede e compare as respostas linha por linha, e não pelo total. O checklist vale para qualquer empresa, inclusive a Táquion Tech.
Confira em cada proposta de integração com SGP
- Diz quais recursos da sua versão do SGP serão usados e o que será construído fora dele.
- Lista OLTs e concentradores por marca e modelo, com o teste previsto para cada um.
- Define a forma de reconhecer a ONU e a regra para conflito na mesma porta PON.
- Separa a conferência das ONUs antigas do desenho dos fluxos novos.
- Indica se o ACS será ligado a um servidor existente ou montado do zero.
- Prevê uma OLT piloto com critério de aprovação antes de expandir.
- Explica o que é cobrado uma vez e o que vira mensalidade depois da entrega.
Proposta que deixa três desses itens sem resposta ainda não está pronta para comparar. Devolva a lista e peça que o fornecedor complete antes de decidir.
Se o provedor ainda não tem servidor de gerência das ONUs, a montagem dele é outro serviço, o servidor ACS para provedores. Quando ele aparece dentro do preço da integração, peça que venha em linha separada para comparar com as outras propostas.
Perguntas frequentes
A licença do SGP entra no preço da integração?
Não. Licença, mensalidade e módulos extras são contratados com o fornecedor do sistema, e a integração cobre o trabalho entre o SGP e os equipamentos [CONFIRMAR com o fornecedor do sistema].
Existe parceria formal entre a Táquion Tech e o SGP?
A integração é feita de forma independente, sobre o SGP que o provedor já contratou [CONFIRMAR se há parceria formal com o fornecedor]. Licença e recursos novos do sistema continuam tratados com o fornecedor.
O SGP hospedado na nuvem custa mais para integrar?
Pode custar, porque o sistema precisa de um caminho seguro até a gerência das OLTs e dos concentradores, em geral por VPN. Confira com o fornecedor como a versão em nuvem alcança a rede [CONFIRMAR na documentação do fornecedor].
Ter duas marcas de OLT dobra o custo da integração?
Não dobra, mas soma. Cada marca exige comandos, perfis e testes próprios, enquanto o desenho dos eventos no SGP é feito uma vez e vale para todas.
Existe custo mensal depois que a integração fica pronta?
Pode existir, se houver acompanhamento contratado ou módulos do SGP cobrados por mês. Mesmo sem contrato contínuo, defina antes quem ajusta o fluxo quando o SGP ou a OLT forem atualizados.
Fontes
- RADIUS (Wikipédia em inglês): protocolo que confere login e senha do assinante e recebe do SGP a velocidade de cada plano
- TR-069 (Wikipédia em inglês): protocolo do ACS que grava nome e senha do Wi-Fi na ONU a partir do cadastro
- ITU-T G.988: ONU management and control interface (OMCI): padrão que explica por que cada fabricante de OLT exige comandos e testes próprios