Guia explicativo · Migração de ERP
Como funciona migração de ERP de provedor: do inventário à virada
Como funciona migração de ERP de provedor: o cadastro do sistema antigo é exportado, convertido campo a campo e importado num ambiente de teste, onde um lote de assinantes autentica antes de qualquer mudança na rede. Só depois o RADIUS e as integrações passam a obedecer ao sistema novo, em janela, com o antigo pronto para voltar até a confirmação.
Resumo
- O assinante só percebe a troca quando o roteador reconecta, porque a sessão aberta não consulta o sistema a cada minuto.
- A conversão de campos é o coração técnico, e o campo mais delicado é a senha PPPoE.
- O ensaio prova a conversão com logins reais autenticando no RADIUS novo, sem tocar no resto da base.
- A virada força a reconexão em janela, para os erros aparecerem com a equipe olhando e não na manhã seguinte.
Como funciona migração de ERP de provedor: o que sai e o que entra
Saem do sistema antigo três camadas: o comercial, os dados de rede e as integrações. Cada camada tem um responsável, e a falha de qualquer uma aparece num lugar diferente da operação.
O ERP de provedor é o sistema de gestão onde ficam cliente, contrato, cobrança e os dados que a rede consulta. Na migração de ERP de provedor, a Táquion Tech cuida das duas camadas que tocam a rede, enquanto boletos, contratos e notas costumam ficar com o fornecedor do sistema novo.
- Comercial e financeiro: clientes, contratos, títulos e notas. Erro aqui aparece como cobrança errada no fechamento do mês.
- Dados de rede: login, senha, plano, IP fixo, serial da ONU e porta. Erro aqui aparece como assinante sem navegar.
- Integrações: RADIUS, OLTs, ACS, plataformas de TV e voz e scripts antigos. Erro aqui aparece dias depois, num corte que não acontece.
Por que o assinante só sente a troca na reconexão?
Porque o concentrador consulta o RADIUS no momento em que o roteador do cliente se conecta, e não durante a sessão. Um login convertido errado continua navegando até a próxima queda de energia ou reinício do roteador.
Esse detalhe explica as migrações que parecem perfeitas na noite da virada e enchem o suporte dois dias depois, e é por isso que o processo força a reconexão em janela.
Como funciona a migração de ERP de provedor, etapa por etapa
São cinco etapas, e a rede só muda na quarta. Cada uma tem algo que o provedor prepara e um resultado que ele aprova antes de seguir.
O tempo de cada etapa varia com a base e o estado do cadastro, e o prazo do seu caso sai depois do inventário [PREENCHER prazo típico da Táquion Tech]. O que pesa no valor de cada uma está explicado no guia de quanto custa migração de ERP de provedor.
1. Inventário: tudo o que o antigo guarda e com quem conversa
A primeira exportação completa mostra o que o sistema antigo entrega e em que formato. Junto, faz-se a lista de tudo o que lê ou escreve nele, inclusive o script de corte que alguém escreveu anos atrás.
- Provedor prepara: acesso à exportação, lista de concentradores, OLTs e plataformas, e a data limite do contrato antigo.
- Sai desta etapa: inventário de dados e integrações, com os pontos que exigem decisão.
- Peso no prazo: curto, a menos que a exportação precise ser pedida ao fornecedor antigo.
2. Mapa de campos: a regra de cada dado
Cada campo do sistema antigo ganha um destino no novo e uma regra de conversão. A etapa também produz o relatório de cadastros que precisam de correção antes de importar.
- Provedor prepara: decisão sobre planos sem venda nova e alguém do atendimento para corrigir duplicidades.
- Sai desta etapa: mapa de campos aprovado e lista de correções feitas na origem.
- Peso no prazo: médio, maior quando o cadastro tem muitos planos parecidos.
3. Ensaio: logins reais no sistema novo
Os dados convertidos entram num ambiente de teste, e um lote de clientes passa a autenticar por ele. É a etapa mais longa, porque cada erro achado volta ao mapa de campos e o ensaio se repete.
- Provedor prepara: lista de clientes de ensaio de perfis variados, inclusive IP fixo, plano antigo e combo com TV.
- Sai desta etapa: relatório do ensaio, com cada falha e a correção aplicada.
- Peso no prazo: o mais longo do projeto.
4. Virada: a rede passa a obedecer ao novo
Em janela de pouco uso, o RADIUS e as integrações apontam para o sistema novo, um concentrador por vez quando a rede tem mais de um. Antes da janela, o plano de volta é escrito e aprovado.
- Provedor prepara: janela combinada, suporte avisado e cadastro congelado durante a troca.
- Sai desta etapa: base autenticando pelo sistema novo e lista de quem não reconectou.
- Peso no prazo: uma ou poucas noites, conforme a estratégia escolhida.
5. Acompanhamento até desligar o antigo
Os clientes que não voltaram são tratados um a um, e os eventos de corte, troca de plano e cancelamento são conferidos no sistema novo. O antigo só sai de cena depois da confirmação do provedor.
- Provedor prepara: atendimento registrando qualquer chamado que pareça ligado à troca.
- Sai desta etapa: confirmação por escrito e data de desligamento do sistema antigo.
- Peso no prazo: curto a médio, até o primeiro ciclo de cortes passar pelo sistema novo.
Como um cadastro é convertido campo a campo?
Cada dado de rede tem uma regra que diz de onde vem, para onde vai e o que fazer quando não bate. A tabela mostra os campos que mais exigem atenção e o defeito típico de cada um.
| Campo | Regra de conversão | Defeito típico | Como aparece |
|---|---|---|---|
| Login PPPoE | Copiado sem mudança, com conferência de duplicados | Espaço ou maiúscula a mais no texto | Cliente recusado na reconexão |
| Senha PPPoE | Copiada, ou trocada aos poucos se não exportar | Senha que não sai do sistema antigo | Falha de autenticação em massa |
| Plano | Cada plano antigo ligado a um plano novo | Dois planos com o mesmo nome e velocidades diferentes | Cliente navegando na velocidade errada |
| IP fixo | Endereço ligado ao contrato, e não ao plano | Mesmo IP em dois cadastros | Um dos clientes sem acesso |
| Serial da ONU | Copiado com a porta e a OLT de cada cliente | Serial antigo de ONU já trocada | Integração com a OLT recusando comando |
| Situação do contrato | Ativo, bloqueado e cancelado com o mesmo sentido | Bloqueio parcial sem equivalente no novo | Cliente em atraso navegando ou bloqueado sem dever |
Repare que quase todos os defeitos só aparecem com a rede consultando o dado. Por isso a migração de ERP de provedor exige ensaio: a conversão termina quando o login convertido autentica, e não no relatório da importação.
Senha guardada em texto ou embaralhada muda o caminho?
Muda bastante. Alguns sistemas guardam a senha PPPoE só em forma embaralhada e não conseguem devolvê-la em texto [CONFIRMAR na documentação do fornecedor].
Com autenticação PAP, o servidor recebe a senha digitada e pode compará-la com a versão embaralhada. Com CHAP, o servidor precisa conhecer a senha original, e aí sobram duas saídas: o RADIUS antigo segue respondendo por um tempo ou as senhas são trocadas aos poucos, pelo ACS ou na visita.
O caminho de um login do ensaio até a virada
O mesmo login passa por exportação, conversão, teste isolado e, só no fim, pela rede de produção. O diagrama mostra essa sequência e onde cada erro é pego.
1 · Antigo
Exportação do cadastro
Login, senha, plano, IP fixo e serial saem do sistema antigo para uma cópia de trabalho com acesso restrito.
2 · Conversão
Regras do mapa de campos
Cada campo é convertido, e o que não bate vai para a lista de correção em vez de entrar errado.
3 · Teste
Autenticação isolada
O RADIUS do ambiente de teste responde ao login convertido sem que nenhum assinante seja afetado.
4 · Virada
Concentrador aponta para o novo
Na janela, o concentrador passa a consultar o sistema novo, e as sessões são derrubadas em lotes.
5 · Conferência
Quem não voltou
A lista de logins sem sessão nova é tratada ali mesmo, com o plano de volta a postos.
Derrubar as sessões em lotes parece arriscado, mas é o que traz os erros para dentro da janela. Sem isso, eles aparecem um a um nos dias seguintes, misturados aos chamados comuns.
No passo 3, um teste simples confirma se o login convertido autentica antes de algum cliente depender dele. O exemplo usa o utilitário do FreeRADIUS e endereços de documentação.
# radtest <login> <senha> <servidor RADIUS> <porta NAS> <segredo>
radtest cliente.ensaio01 SenhaConvertida 192.0.2.20 0 segredo-de-teste
# Resposta esperada: Access-Accept, com o perfil de velocidade do plano novo
# Access-Reject indica senha, login ou plano convertidos com erro
Vai trocar de sistema e não quer descobrir os erros pelo suporte?
A migração de ERP de provedor da Táquion Tech ensaia com logins reais e faz a virada em janela, com a lista de quem não reconectou tratada na hora.
O que o RADIUS faz durante a troca
O RADIUS é o servidor que diz ao concentrador se um login entra e com qual velocidade; o papel dele está detalhado em RADIUS para provedores. Na virada, ou o mesmo servidor passa a ler a base nova, ou o concentrador passa a consultar outro servidor.
Quando os dois sistemas precisam conviver, o RADIUS pode consultar ambos por um tempo, com uma regra clara de qual vale para cada cliente.
Exemplo: troca de sistema num provedor com dois concentradores
Um caso de referência mostra a sequência do primeiro arquivo exportado ao desligamento do antigo. Os números são ilustrativos e servem para mostrar a ordem dos acontecimentos.
- Inventário: a exportação vem completa, com senhas, mas aparece um script de corte rodando num servidor esquecido, que lê o banco antigo toda madrugada.
- Mapa de campos: dois planos com o mesmo nome e velocidades diferentes viram dois planos distintos no sistema novo, e onze IPs fixos repetidos são corrigidos na origem.
- Ensaio: de cinquenta logins de teste, três falham porque o login antigo tinha espaço no fim. A regra de conversão ganha uma limpeza, e o ensaio repete sem falhas.
- Virada: o primeiro concentrador vira numa noite, com as sessões derrubadas em quatro lotes. O segundo vira na semana seguinte, depois de confirmado o primeiro.
- Acompanhamento: o primeiro ciclo de cortes por atraso roda no sistema novo, o script esquecido é desligado e o provedor confirma a troca por escrito.
O script de corte é o tipo de achado que só o inventário revela. Quando ninguém da casa sabe o que ele faz, o guia sobre o técnico de rede que saiu do provedor ajuda a levantar o que mais ficou sem dono.
Virar na data marcada ou adiar a janela?
Vira-se quando o ensaio fecha sem falhas abertas e o caminho de volta foi testado; fora disso, adiar custa menos que corrigir com a base inteira no telefone. O checklist ajuda a decidir na véspera.
Teste de prontidão para a janela de virada
- O último ensaio passou sem nenhuma falha aberta no relatório.
- Clientes com IP fixo, plano antigo e combo com TV estavam no lote de ensaio.
- O plano de volta foi testado, e se sabe quanto tempo o RADIUS leva para voltar ao antigo.
- O cadastro fica congelado durante a janela, sem venda nem troca de plano lançada.
- O suporte sabe da janela e tem um roteiro para chamados de quem não reconectou.
- Todas as integrações do inventário têm destino no sistema novo, inclusive scripts antigos.
Um item em aberto já justifica mover a janela. A lógica de aprovação e plano de volta é a mesma de qualquer mudança grande, descrita no guia de ITIL na operação de rede.
Erros comuns que derrubam a virada
Os erros abaixo aparecem em trocas feitas às pressas e quase sempre dão sinal antes da janela. Quando todos os clientes PPPoE caem juntos, o guia de PPPoE caindo para todos os clientes separa cadastro de concentrador.
Evite estes atalhos na migração
- Virar sem derrubar as sessões e confiar que ninguém reclamou na primeira hora.
- Deixar vendas entrando no sistema antigo durante a janela.
- Desligar o sistema antigo antes do primeiro ciclo de cortes passar pelo novo.
- Guardar as cópias de trabalho em planilha compartilhada sem controle de acesso.
O que fica com o provedor quando o antigo é desligado
O provedor fica com a base autenticando pelo sistema novo e com os documentos que explicam como ela chegou lá. O sistema antigo deixa a operação, mas não some antes de resolvida a guarda do que ele contém.
- Mapa de campos: a regra de cada dado convertido, útil se uma divergência aparecer meses depois.
- Relatório do ensaio: falhas encontradas e correções aplicadas antes da virada.
- Integrações religadas: RADIUS, OLTs, ACS e plataformas apontando para o sistema novo, com a lista do que foi desligado.
- Registro do descarte: confirmação de que as cópias de trabalho foram apagadas no fim [CONFIRMAR na norma].
Os registros de conexão guardados no sistema antigo seguem sob a obrigação de guarda do provedor depois da troca [CONFIRMAR na norma]; onde ficam e como consultá-los está nos registros de conexão. Fluxos que o antigo não tinha entram na integração com ERP de provedor, cujo passo a passo está em como funciona integração com ERP de provedor.
Perguntas frequentes
Os assinantes precisam reconfigurar o roteador depois da migração?
Não, quando login e senha passam iguais para o sistema novo. A troca de senha só entra no plano quando o sistema antigo não consegue exportá-la, e aí ela é feita aos poucos.
Dá para migrar o ERP sem janela de manutenção?
Não é o recomendado. A janela concentra a reconexão num horário de pouco uso, com a equipe olhando, e sem ela os erros aparecem espalhados pelos dias seguintes.
Quantos clientes entram no lote de ensaio?
O número depende da base, mas a variedade importa mais que a quantidade. O lote precisa ter IP fixo, planos antigos, combos e clientes de cada concentrador.
O que acontece com quem não reconecta na noite da virada?
Cada login sem sessão nova vai para uma lista tratada na própria janela. Se muitos falham pelo mesmo motivo, o plano de volta devolve aquele concentrador ao sistema antigo.
A migração de ERP muda algo na OLT?
A OLT continua com as mesmas ONUs, mas a integração que a comanda passa a receber ordens do sistema novo. Os seriais convertidos precisam bater com o que está na OLT, ou a primeira troca de ONU falha.
Fontes
- RFC 2865: Remote Authentication Dial In User Service (RADIUS): como o concentrador consulta o servidor no momento da conexão, base da virada por reconexão em lotes
- RFC 1994: PPP Challenge Handshake Authentication Protocol (CHAP): explica por que o CHAP exige a senha original no servidor, o que pesa quando ela não sai do sistema antigo
- Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados (Planalto): base para restringir o acesso às cópias de trabalho e registrar o descarte no fim da migração