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Guia explicativo · Integração com ERP

Como funciona integração com ERP de provedor: etapas e entregas

Como funciona integração com ERP de provedor: cada mudança no cadastro vira um evento, uma ponte leva esse evento até o RADIUS, a OLT ou o ACS, e um registro confirma se a ação deu certo. O trabalho segue cinco etapas, do mapa do que é manual hoje até a virada com documentação, e nenhum fluxo vale para a base antes de passar por contratos de teste.

Resumo

  • Toda integração tem três peças, o evento no cadastro, a ponte que o transporta e a ação no equipamento.
  • As etapas vão do mapa dos passos manuais ao desenho, à ligação, aos testes e à virada em janela.
  • O provedor separa acessos, lista de equipamentos e contratos de teste, e recebe fluxos escritos e registro de ações.
  • Cada etapa tem uma falha típica, e quase todas aparecem antes da base quando o teste inclui o caso de erro.

Como funciona integração com ERP de provedor por dentro

A integração transforma cada mudança de cadastro num evento e leva esse evento até o equipamento que precisa agir. Por trás há três peças: o gatilho no ERP, a ponte de transporte e o registro do resultado.

O ERP de provedor é onde o atendimento cadastra, bloqueia, troca plano e cancela. Os equipamentos, porém, só obedecem ao que chega até eles: o concentrador PPPoE aplica o perfil que o RADIUS devolve, a OLT autoriza a ONU que alguém mandou autorizar e o ACS grava a configuração que recebeu. A integração é a costura entre esses dois lados.

Na integração com ERP de provedor, essa costura é desenhada evento por evento, e a Táquion Tech não liga nenhum fluxo à base antes de ele passar por contratos de teste. As peças abaixo aparecem em qualquer sistema de gestão, instalado no POP ou hospedado na nuvem.

O que é um evento do ERP?

Evento é qualquer mudança no contrato que precisa produzir efeito na rede. Os mais comuns são seis, e cada um pede uma ação diferente nos equipamentos.

  • Contrato novo: login criado no cadastro que o RADIUS consulta, ONU autorizada e Wi-Fi gravado pelo ACS.
  • Troca de plano: perfil de velocidade novo aplicado na sessão aberta, sem esperar o cliente reconectar.
  • Bloqueio por atraso: sessão derrubada e cliente levado à página de aviso de pagamento.
  • Desbloqueio: sessão liberada assim que a baixa do pagamento entra no sistema.
  • Mudança de endereço: ONU retirada de uma porta PON e autorizada em outra, às vezes em outra OLT.
  • Cancelamento: login, ONU e IP fixo devolvidos, sem sobra em nenhum dos sistemas.

As pontes que levam o evento até a rede

A ponte é o meio de transporte do evento, e a escolha dela depende do que o ERP oferece. Na prática, uma mesma integração usa duas ou três pontes ao mesmo tempo.

  • Consulta RADIUS: o concentrador pergunta ao servidor a cada conexão, e o servidor responde com o que está no cadastro.
  • Autorização dinâmica: o servidor avisa o concentrador de que uma sessão já aberta precisa cair ou mudar de perfil.
  • Chamada de API: um programa consulta ou altera o ERP por código, no lugar de alguém clicando na tela.
  • Webhook: o próprio ERP chama um endereço combinado no instante em que o contrato muda [CONFIRMAR na documentação do fornecedor].

A autorização dinâmica, descrita na RFC 5176 [CONFIRMAR na norma], faz o bloqueio valer na hora. Sem ela, a regra nova só vale quando o roteador do cliente reconecta.

As cinco etapas da integração e o que cada uma entrega

A integração anda em cinco etapas, e cada uma termina com um entregável que o provedor confere antes da próxima. A tabela mostra também o que a sua equipe prepara e o peso de cada etapa no tempo total.

Etapas da integração com ERP de provedor, com o que o provedor prepara e o que recebe
EtapaO que aconteceO que o provedor preparaEntregávelPeso no tempo
1. Mapa do atualConversa com atendimento e técnicos e leitura das telas usadas em cada eventoAcesso de leitura ao ERP e meia hora de cada pessoa que mexe no cadastroMapa dos passos manuais e dos pontos onde o processo travaCurto
2. DesenhoPara cada evento, a ação em cada sistema, a origem de cada dado e o plano para falhaDecisão sobre onde o bloqueio acontece e quais planos seguem à vendaDocumento de eventos aprovado pelo provedorCurto a médio
3. LigaçãoRADIUS, concentradores, OLTs e ACS conectados ao ERP pelos recursos dele ou por serviço intermediárioUsuários de integração criados em cada sistema, com permissão limitadaIntegração rodando no ambiente de testeO mais longo
4. TestesCada evento disparado em contratos de teste, inclusive com um equipamento fora do ar de propósitoContratos de teste e uma ONU de bancada por fabricante de OLTRoteiro de testes com o resultado de cada casoMédio
5. ViradaAutomação ligada para a base em janela, conferência em clientes reais e treino da equipeJanela combinada e alguém do atendimento acompanhandoFluxos escritos, registro de ações ativo e lista de acessosCurto

O peso de cada etapa muda de um provedor para outro. Cadastro com muitos planos parados alonga o desenho, e rede com OLTs de várias marcas alonga a ligação; o prazo total do seu caso vai na proposta [PREENCHER prazo típico da Táquion Tech].

O que pesa no valor de cada etapa está no guia de quanto custa integração com ERP de provedor. Aqui o foco é o que acontece dentro de cada uma.

Por que o mapa do atual vem antes de qualquer código?

Porque a integração automatiza um processo, e quem não conhece o processo automatiza o erro junto. O mapa mostra, por exemplo, que o desbloqueio depende de alguém conferir o extrato do banco às dez da manhã.

Essa etapa revela regras que ninguém escreveu, como o cliente empresarial que nunca é bloqueado. Cada regra vira uma linha no desenho, e não uma surpresa depois da virada.

O documento de eventos, peça central da entrega

Para cada evento, o documento diz qual sistema é a fonte do dado, que ação acontece em cada equipamento e o que fazer se um deles não responder. A integração com ERP de provedor exige um dono para cada dado, e uma resposta em branco ali mostra que o desenho ainda não fechou.

Por onde passa um evento, do clique ao equipamento

O evento sai do ERP, atravessa a ponte, entra numa fila e chega ao equipamento, que devolve uma resposta para o registro. O diagrama mostra esse caminho num bloqueio por atraso.

Caminho de um bloqueio por atraso, do ERP até a sessão do assinante
  1. 1 · ERP

    Contrato muda de situação

    A régua de cobrança marca o contrato como bloqueado, e o ERP gera o evento com o código do cliente e o status novo.

  2. 2 · Ponte

    Evento entregue

    Webhook, API ou consulta periódica levam o evento ao serviço de integração ou direto ao RADIUS.

  3. 3 · Fila

    Pedido guardado

    O pedido espera a vez e é refeito se o concentrador não responder, com alerta depois de algumas tentativas.

  4. 4 · Rede

    Sessão derrubada

    O RADIUS manda a desconexão ao concentrador certo, e o roteador do cliente reconecta caindo na página de aviso.

  5. 5 · Registro

    Resultado anotado

    Data, equipamento, resposta e tempo total ficam gravados para o suporte consultar quando o cliente ligar.

O desbloqueio faz o mesmo caminho no sentido contrário. Se a etapa 4 falhar, o cliente pagou e continua sem internet, e é o registro da etapa 5 que mostra em que ponto o pedido travou.

Repare que a fila aparece antes da rede. É ela que mantém a integração de pé quando um POP perde o link por vinte minutos numa tarde de chuva.

Seu bloqueio chega ao concentrador na hora?

Um Especialista desenha o caminho de cada evento do seu ERP até a rede, com fila, nova tentativa e registro de cada ação automática.

Pedir proposta de integração com ERP de provedor

RADIUS ou OLT: onde o bloqueio deve acontecer?

O bloqueio pode acontecer na sessão, pelo RADIUS, ou na ONU, pela OLT, e quem decide é o desenho. A maioria dos provedores bloqueia no RADIUS, porque a ONU fica intacta e o cliente ainda vê a página de aviso.

Bloquear na OLT corta qualquer serviço, inclusive IPTV e telefone, mas exige uma ação na OLT a cada atraso e outra a cada pagamento. O guia de como integrar OLT com ERP mostra o lado da OLT dessa decisão.

Exemplo: como funciona integração com ERP de provedor num contrato novo

Um contrato novo atravessa quase todas as peças da integração, por isso serve de exemplo do começo ao fim. O caso é de um provedor com um concentrador, uma marca de OLT e servidor ACS.

  1. Venda: o atendimento cadastra o cliente no ERP com o plano de 500 Mbps e agenda a instalação para a manhã seguinte.
  2. Login: o evento de contrato novo cria o usuário PPPoE no cadastro que o RADIUS consulta, já ligado ao perfil do plano.
  3. Instalação: o técnico liga a ONU na casa, a OLT avisa uma ONU nova na porta PON e a integração confere o número de série contra a ordem de serviço.
  4. Autorização: a ONU é autorizada com a VLAN de internet e os perfis do plano, e a descrição recebe o código do contrato.
  5. Configuração: a ONU procura o ACS, que grava o nome e a senha do Wi-Fi escolhidos pelo cliente na venda.
  6. Primeira conexão: o roteador abre a sessão PPPoE, o RADIUS responde com a velocidade do plano e o endereço, e o cliente navega.
  7. Fechamento: cada passo aparece no histórico do contrato, e a ordem de serviço fecha sozinha quando a sessão sobe.

O mesmo caminho, com a ONU reconhecida sem nenhuma intervenção, é o tema da automação de ativação de clientes. Para o Wi-Fi gravado à distância, veja a gerência de CPEs via TR-069.

Erros de cada etapa e como perceber cedo

Cada etapa tem uma falha típica, e quase todas dão sinal antes de chegar ao assinante. A tabela liga o erro à etapa e ao sintoma que o denuncia.

O que costuma dar errado em cada etapa da integração e como perceber
EtapaErro típicoComo se percebe
Mapa do atualOuvir só o técnico e esquecer atendimento e financeiroNo desenho surgem regras de bloqueio que ninguém sabe explicar
DesenhoDois sistemas como fonte do mesmo dado, como o plano no ERP e no concentradorVelocidade diferente do plano logo depois da primeira troca
LigaçãoUsuário de administrador usado pela integraçãoO log dos equipamentos mostra comandos sem dono claro
TestesTestar só o caso feliz, com todos os equipamentos no arA primeira queda de um POP deixa pedidos perdidos e nenhum alerta
ViradaLigar todos os eventos para a base de uma vezChamados de vários tipos ao mesmo tempo, sem saber qual fluxo causou

O último erro tem um remédio simples, que é ligar os eventos aos poucos. Muitos provedores começam pelo bloqueio e pelo desbloqueio, onde a receita escapa, e deixam OLT e ACS para uma segunda janela.

O que acompanhar nas semanas depois da virada?

Depois da virada, alguém precisa olhar o registro e a fila, principalmente nas primeiras semanas. Três números dizem se a integração está saudável.

  • Pedidos com falha: quantos eventos ficaram sem resposta do equipamento e por quanto tempo.
  • Bloqueados com sessão: quantos contratos bloqueados ainda aparecem conectados no concentrador.
  • Divergências: diferença entre clientes ativos no ERP, no RADIUS e na OLT, conferida toda semana.

O que o provedor prepara e o que recebe no fim?

O provedor prepara acessos, informações e pessoas, e recebe a integração funcionando com registro e documentação para operar sem depender de quem montou. O checklist adianta a primeira etapa.

Separe antes da primeira reunião de integração

  • Nome do ERP, versão em uso e módulos contratados.
  • Lista de concentradores, OLTs e ACS, com marca, modelo e versão.
  • Planos vendidos hoje e planos antigos que ainda têm clientes.
  • Quem faz cada evento hoje, do cadastro ao cancelamento.
  • Dois ou três contratos de teste que possam ser bloqueados e cancelados à vontade.
  • Um contato no fornecedor do ERP para dúvidas sobre API e webhook.
  • Uma janela de pouco uso aprovada para a virada.

Com seis ou sete itens prontos, o mapa do atual começa já na primeira conversa. Com menos de quatro, a primeira etapa vira coleta de informação e o cronograma inteiro anda mais devagar.

No fim, o provedor recebe e guarda estes itens.

  • Documento de eventos: o que cada mudança de contrato faz em cada equipamento, com o plano para falha.
  • Roteiro de testes: os contratos de teste, os casos rodados e o resultado, para repetir depois de atualizações.
  • Registro de ações: histórico de cada evento automático, consultável pelo suporte.
  • Lista de acessos: usuários de integração criados em cada sistema, com as permissões de cada um.
  • Código do serviço intermediário: quando existir, com manual de instalação e de manutenção.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva cada etapa da integração?

A ligação costuma ser a etapa mais longa, e o mapa do atual e a virada, as mais curtas. O prazo total depende do ERP, do número de equipamentos e do estado do cadastro, e o típico da Táquion Tech é [PREENCHER prazo típico].

A integração funciona se o ERP não tiver webhook?

Funciona. Sem aviso de evento, um programa consulta o ERP em intervalos curtos e percebe as mudanças, com um pequeno atraso entre o clique no cadastro e a ação na rede.

O provedor precisa parar o atendimento durante a virada?

Não. A virada acontece em janela de pouco uso e o atendimento segue cadastrando normalmente; a diferença é que, dali em diante, a rede obedece ao cadastro sem passo manual.

Quem mantém a integração depois da entrega?

A equipe do provedor opera com o documento de eventos e o roteiro de testes, e a manutenção do serviço intermediário pode ficar com a Táquion Tech ou com quem o provedor escolher [CONFIRMAR oferta]. O código e os acessos ficam sempre com o provedor.

Dá para integrar só o bloqueio primeiro?

Dá, e costuma ser o começo mais sensato, porque é no bloqueio que não derruba a sessão que a receita escapa. OLT e ACS entram depois, sobre um cadastro que já foi conferido.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

Conheça a equipe da Táquion Tech

Fontes

  1. RFC 5176: Dynamic Authorization Extensions to RADIUS: autorização dinâmica, que derruba ou muda a sessão aberta quando o contrato muda no ERP
  2. RFC 2865: Remote Authentication Dial In User Service (RADIUS): consulta feita pelo concentrador a cada conexão, respondida com os dados do cadastro
  3. RFC 2866: RADIUS Accounting: contabilização das sessões, usada para conferir se o evento chegou à rede

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