Guia de preço · Suporte a CGNAT
Quanto custa suporte a CGNAT: o preço do NAT já em produção
Quanto custa suporte a CGNAT depende de quantos equipamentos fazem NAT, de como as portas são distribuídas e de quantos ofícios judiciais o provedor recebe por mês. É o preço de manter funcionando um NAT que já está em produção, com portas, jogos, desempenho e consulta de log, e não o de instalar um novo.
Resumo
- O modelo de tradução, se NAT determinístico, por blocos de portas ou dinâmico, muda o esforço de cada consulta de log.
- Volume de ofícios é um item de preço próprio, incluído na mensalidade ou cobrado por consulta.
- NAT rodando no mesmo concentrador do PPPoE junta dois diagnósticos e alonga os chamados.
- O custo de não ter retaguarda aparece em reclamação de jogos, IPv4 dado a quem reclama e ofício sem resposta.
Quanto custa suporte a CGNAT em produção?
O valor sai depois de conhecer o equipamento de NAT, o modelo de portas e a rotina de ofícios do provedor. Não existe tabela oficial nem pesquisa independente de preço para esse serviço, por isso aqui não há faixa de mercado.
CGNAT é a tradução de endereços que faz muitos assinantes dividirem poucos IPv4 públicos, cada um usando uma faixa de portas. Quando ela falha, a reclamação vem espalhada e o técnico da casa raramente acha a regra culpada sozinho.
A Táquion Tech cuida do suporte a CGNAT com proposta escrita depois de mapear pools, faixas de portas e onde o log fica guardado. Faixa de preço da Táquion Tech para esse contrato: [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
Se o provedor ainda não tem CGNAT ou vai trocar o equipamento, a conta é outra, explicada no guia sobre quanto custa a implantação de CGNAT. Este artigo trata só do NAT que já roda.
Os quatro tipos de chamado que o contrato precisa cobrir
Cada tipo de chamado tem um esforço diferente, e a proposta deve dizer como cada um é tratado. A tabela mostra onde o tempo do Especialista vai parar.
| Chamado | Trabalho do Especialista | Peso no preço |
|---|---|---|
| Portas no pico | Medir uso por assinante às 21h e ajustar faixa ou tempo de expiração | Médio; costuma voltar quando a base cresce |
| NAT estrito em jogos | Rever mapeamento e filtro do NAT por perfil e testar com console real | Médio; muitos chamados pequenos, pouca urgência |
| CPU ou tabela cheia | Separar o que é ajuste do que é limite do equipamento | Alto quando acontece no pico e derruba a navegação |
| Consulta para ofício | Cruzar IP, porta e horário com o log do NAT e o RADIUS | Varia muito com o modelo de NAT e a qualidade do log |
Por que o modelo de NAT muda o preço da consulta de log?
Porque ele define quanto trabalho existe entre um ofício com IP, porta e horário e o nome do assinante. No NAT determinístico a resposta sai de uma conta; no dinâmico, de uma busca em registros muito maiores.
| Modelo | Como as portas são dadas | Esforço numa consulta |
|---|---|---|
| Determinístico | Faixa fixa por assinante, calculada por fórmula | Baixo, desde que a data de cada mudança de faixa esteja registrada |
| Blocos de portas | Bloco entregue sob demanda, com registro só na abertura e no fecho do bloco | Moderado; depende de o log de blocos estar inteiro e com horário confiável |
| Dinâmico | Cada sessão recebe uma porta qualquer | Alto; o log é volumoso e a busca demora, às vezes sem resultado único |
O modelo determinístico está descrito na RFC 7422 e é o que mais reduz o custo da rotina de consultas. Os outros dois funcionam, mas cada ofício custa mais tempo de leitura e de conferência.
O Marco Civil da Internet obriga o provedor de conexão a guardar os registros de conexão por um ano, sob sigilo [CONFIRMAR na norma]. Uma consulta que não acha o assinante é um problema jurídico do provedor, e não só técnico.
Quanto custa suporte a CGNAT com consulta de log incluída?
Custa mais na mensalidade e menos por ofício, e compensa para quem recebe pedidos com frequência. Para quem recebe poucos, cobrar por consulta costuma sair menor no ano.
Conte quantos ofícios chegaram nos últimos doze meses antes de pedir proposta. Esse número, junto com o modelo de NAT, diz se a consulta deve estar no pacote ou fora dele.
O relógio que alonga ou encurta cada ofício
Poucos segundos de diferença entre o NAT, o servidor de log e o RADIUS bastam para apontar o assinante errado. Com todos usando a mesma fonte NTP, a conferência de horário deixa de ser parte do trabalho.
Quando o relógio está fora, cada consulta inclui reconstruir a diferença de horário. Corrigir isso uma vez é mais em conta do que pagar a correção a cada pedido.
Fatores que mudam o preço do suporte a CGNAT
Além do modelo de NAT, pesam onde o NAT roda, quantos assinantes dividem cada IPv4 e o prazo exigido para NAT parado. A tabela mostra o que reduz e o que aumenta o trabalho.
| Fator | Mais leve | Mais pesado |
|---|---|---|
| Onde o NAT roda | Equipamento dedicado só ao NAT | Mesmo concentrador faz PPPoE, filas e NAT ao mesmo tempo |
| Equipamentos de NAT | Um equipamento, uma configuração | NAT espalhado em vários concentradores, cada um com pool próprio |
| Assinantes por IPv4 | Poucos assinantes dividindo cada endereço | Muitos por endereço, com mais bloqueios e verificações em sites |
| Guarda dos registros | Log centralizado, com retenção conferida | Log no próprio equipamento ou em servidor sem conferência |
| IPv6 na base | Boa parte do tráfego já sai por IPv6, fora do NAT | Base só em IPv4, com todo acesso passando pela tradução |
| Prazo para NAT parado | Resposta no próximo período útil | Resposta curta em qualquer horário, porque a base inteira cai junto |
O IPv6 merece atenção especial: cada acesso que sai por ele é uma sessão a menos ocupando portas, CPU e log no NAT. Uma base com IPv6 bem implantado gera menos chamados de CGNAT, e isso aparece no preço do suporte.
Exemplo: duas bases parecidas, dois escopos de suporte
Dois provedores com o mesmo número de assinantes pediram suporte para o CGNAT. O exemplo é ilustrativo e mostra o fator que separou as propostas.
- Provedor A: NAT determinístico em equipamento dedicado, relógios no mesmo NTP, log centralizado e poucos ofícios por ano.
- Provedor B: NAT dinâmico no mesmo concentrador do PPPoE, log guardado no equipamento, relógio sem sincronia e ofícios toda semana.
O porte era igual, mas o provedor B paga por consultas longas e frequentes e por diagnósticos que misturam PPPoE e NAT. O fator que pesou foi o modelo de tradução somado ao volume de ofícios.
Suporte ou projeto de CGNAT, qual conta fazer?
Faça a conta do suporte quando o NAT funciona e os problemas chegam em chamados soltos. Faça a do projeto quando o mesmo ajuste volta todo mês ou quando não há log centralizado.
Um sinal claro de que o suporte não basta é a CPU no teto mesmo depois dos ajustes. Nesse ponto, pagar chamado todo mês sai mais caro do que medir e trocar o equipamento, e a decisão passa a ser de projeto.
Quer saber o que o seu CGNAT vai exigir do contrato?
No suporte a CGNAT da Táquion Tech, um Especialista mapeia pools, portas e log e devolve escopo, prazos e valor por escrito.
Na prática: medir o NAT no pico antes de pedir proposta
Medir o equipamento no horário de maior uso ajuda o fornecedor a dimensionar o contrato com dados, e não com suposição. Os comandos abaixo são só de leitura.
# Carga do equipamento e total de conexões rastreadas
/system resource print
/ip firewall connection print count-only
# Conexões de um assinante (endereço interno de exemplo)
/ip firewall connection print count-only where src-address~"100.64.10.25"
# Regras de NAT com contadores e estado do relógio
/ip firewall nat print stats where action=src-nat
/system ntp client printRode no pico e de manhã, e mande os dois resultados. A diferença entre os horários é o que mostra se o problema é de portas, de CPU ou de configuração.
Quanto custa deixar o CGNAT sem retaguarda?
Custa tempo do atendimento com reclamação espalhada, IPv4 público gasto para calar quem reclama e risco num ofício sem resposta. A conta abaixo usa os números do seu provedor.
- Chamados de NAT: conte quantos chamados de jogos, bancos e câmeras chegaram no último mês.
- Tempo da equipe: multiplique pelo tempo médio que o N1 e o N2 gastam em cada um, somando retornos.
- IPv4 entregue: some quantos assinantes ganharam IP público só para parar de reclamar e quanto cada endereço custa ao provedor.
- Cancelamentos: marque quantos saíram citando jogos ou aplicativos que não funcionavam.
- Comparação: some os três itens do ano e compare com doze meses de suporte.
Dar IP público a quem reclama resolve um assinante e esconde a causa dos outros. O guia sobre quanto custa um bloco IPv4 ajuda a pôr preço em cada endereço consumido assim.
Partidas que não fecham e consoles no estrito são o sintoma mais visível. O guia sobre CGNAT travando jogos explica o que costuma estar por trás antes de alguém mexer no NAT.
Pedidos que surgem depois do primeiro chamado
Alguns pedidos surgem quando o primeiro chamado revela algo maior. Pergunte de antemão como cada um entra na conta.
- Servidor de log: montar ou ampliar a guarda dos registros é projeto, com custo próprio de disco e retenção.
- Segundo equipamento: alta disponibilidade com troca automática é outro serviço, não ajuste.
- Troca do modelo de NAT: passar de dinâmico para determinístico muda a fórmula do log e pede janela e planejamento.
- Resposta jurídica: o texto enviado à Justiça é do provedor e do advogado, não do suporte técnico.
Como escolher entre propostas de suporte a CGNAT
Mande a todos o mesmo retrato do NAT, com equipamento, modelo de portas e volume de ofícios, e compare o que cada um inclui. Proposta que não pergunta pelo modelo de NAT não tem como estimar o trabalho com log.
Pontos a conferir em cada proposta de suporte a CGNAT
- Se a consulta de log para ofício está incluída ou é cobrada por pedido.
- Prazo de resposta para NAT parado e para chamados de jogos, separadamente.
- Se todo ajuste de faixa de portas tem a data registrada no histórico.
- Se a mudança é conferida com uma consulta de log real antes de o chamado fechar.
- Se o fornecedor mede o equipamento no horário de pico antes de propor aumento de portas.
- Quem tem acesso ao equipamento e se o usuário é nominal, com log de comandos.
Respostas escritas para cada ponto tornam a comparação justa. Três ou mais lacunas indicam que o valor menor vem de algo que não será feito.
Erros comuns ao contratar suporte de CGNAT
A maior parte dos erros nasce de informação que fica de fora do pedido. Corrigi-los antes da proposta evita cobrança extra e chamados mal dimensionados.
Evite ao contratar suporte a CGNAT
- Omitir os ofícios: o volume de pedidos da Justiça é um dos itens que mais mudam o valor.
- Medir às dez da manhã: números fora do pico escondem o problema que você quer resolver.
- Mudar portas sem anotar: no NAT determinístico, ofícios antigos passam a apontar o assinante errado.
- Deixar o IPv6 para depois: cada mês sem ele mantém todo o tráfego passando pelo NAT.
Perguntas frequentes
O suporte a CGNAT responde ao ofício judicial por mim?
Não, a resposta à Justiça é do provedor e do seu advogado. O suporte faz a consulta técnica, cruzando o log do NAT com o RADIUS, e entrega o resultado para embasar essa resposta.
Aumentar as portas por assinante resolve sem contratar suporte?
Às vezes resolve, mas reduz quantos assinantes cabem em cada IPv4 e pode mudar a fórmula do log. Sem medir o uso no pico, o ajuste costuma trocar um problema por outro.
NAT no concentrador PPPoE deixa o suporte mais caro?
Costuma deixar, porque o diagnóstico precisa separar o que é PPPoE, o que é fila e o que é tradução no mesmo equipamento. Em equipamento dedicado, o chamado vai direto ao NAT.
Dá para pagar o suporte a CGNAT com banco de horas?
Dá, quando os chamados são poucos e o volume de ofícios é baixo. Para quem recebe pedidos toda semana, a consulta incluída numa mensalidade costuma sair mais previsível.
Implantar IPv6 reduz o custo do suporte ao NAT?
Tende a reduzir, porque cada acesso por IPv6 deixa de ocupar portas, CPU e log no CGNAT. O efeito cresce à medida que mais conteúdo e mais equipamentos dos assinantes passam a usar IPv6.
Fontes
- RFC 6888, Common Requirements for Carrier-Grade NATs (IETF): requisitos de comportamento do CGNAT, como mapeamento previsível e limite de portas por assinante
- RFC 7422, Deterministic Address Mapping to Reduce Logging (IETF): NAT determinístico, em que a faixa de portas é calculada e o volume de log cai
- Lei nº 12.965/2014, Marco Civil da Internet (Planalto): guarda dos registros de conexão pelo provedor de conexão