Quanto custa implantação de CGNAT: as contas para provedores
Quanto custa implantação de CGNAT é a soma de quatro contas: o serviço de projeto e migração, o equipamento com licenças, o servidor que guarda os logs e o IPv4 público que vai para o pool. Nenhuma delas tem preço de tabela, mas três dependem de números que o próprio provedor consegue calcular antes de pedir proposta.
Resumo
- O serviço de implantação é só uma das contas; equipamento, logs e IPv4 público entram à parte.
- A quantidade de portas por assinante define quantos IPv4 o pool consome, e isso muda a conta do bloco.
- NAT no concentrador ou em equipamento dedicado é a decisão que mais mexe no valor final.
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Quanto custa implantação de CGNAT e por que não há preço fechado
O preço varia porque o CGNAT de um provedor com mil assinantes num POP não tem nada a ver com o de um provedor com dez mil em quatro cidades. O que se compara não é o valor da proposta, e sim o que ela inclui.
O CGNAT divide poucos IPv4 públicos entre muitos assinantes, usando a faixa 100.64.0.0/10 do lado de dentro. Montar isso em produção envolve calcular portas, escrever as regras, ligar o registro de cada tradução e migrar a base sem derrubar ninguém.
A implantação de CGNAT da Táquion Tech cobre o projeto, a configuração, os logs e a migração em grupos. O equipamento e as licenças são comprados pelo provedor, com indicação técnica, e o valor do serviço é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
As quatro contas de um CGNAT
Separar as contas ajuda a comparar propostas que juntam ou escondem itens. Uma proposta que parece menor pode só ter deixado uma delas de fora.
- Serviço: dimensionamento, regras, exceções, testes e migração. É o que a empresa contratada cobra.
- Equipamento e licenças: concentrador com capacidade sobrando ou caixa dedicada ao NAT, com licença por sessão ou por banda quando a marca exige.
- Guarda de logs: servidor, disco e rotina de consulta por IP, porta e horário, mantidos por um ano [CONFIRMAR na norma].
- IPv4 público: o pool para onde os assinantes são traduzidos, que vem do bloco próprio, da fila ou de compra.
O que perguntar ao fabricante antes de cotar o equipamento
O equipamento costuma ser a conta mais alta, e o valor dele depende menos do número de assinantes e mais do número de sessões simultâneas no horário de pico. Por isso a cotação só faz sentido depois da medição.
- Sessões simultâneas: quantas o modelo sustenta com as regras e o log ligados, e não só no teste do fabricante.
- Licença: se cobra por sessão, por banda ou por recurso de log, e o que para de funcionar se ela vencer.
- Crescimento: se dá para somar capacidade no mesmo equipamento ou se a próxima etapa exige trocar a caixa.
- Exportação do log: se o equipamento envia os registros num formato que o seu servidor consegue guardar e consultar.
Respostas vagas nessas quatro perguntas viram custo depois da compra. Peça os números por escrito e compare com o pico que a sua rede mede hoje, com folga para o crescimento previsto.
Quantos IPv4 públicos o seu CGNAT vai consumir?
O consumo de IPv4 sai de uma divisão: portas úteis por endereço público dividido pelas portas que cada assinante recebe. Com esse número, o provedor sabe se o bloco atual basta ou se precisa de mais.
Cada IP público tem 64.512 portas utilizáveis se o NAT usar a faixa de 1024 a 65535. O guia de CGNAT no MikroTik mostra a mesma conta do lado da configuração; aqui ela serve para estimar o custo do pool.
| Portas por assinante | Assinantes por IP público | IPs para 4.000 assinantes | Cabe em |
|---|---|---|---|
| 1.000 | 64 | 63 | Um /26, sem folga |
| 2.000 | 32 | 125 | Um /25, quase cheio |
| 4.000 | 16 | 250 | Um /24 inteiro |
As portas por assinante são decisão de projeto, não regra: pouca porta trava jogos e aplicativos, e porta demais consome IPv4. Os números da tabela são exemplos de cálculo, e o valor certo sai do uso medido no pico da sua rede.
Como o pool muda a conta do bloco
Se a conta pede mais endereços do que o provedor tem, o CGNAT passa a depender de conseguir IPv4. O guia sobre quanto custa IPv4 compara fila, transferência e aluguel.
O caminho inverso também vale. Quanto mais tráfego sai pelo IPv6, menos sessões passam pelo NAT, e o mesmo pool atende mais assinantes com folga.
O que muda o preço da implantação de CGNAT
Seis decisões de projeto explicam quase toda a diferença entre duas propostas. Para cada uma, há um caminho mais simples e um mais trabalhoso, e o preço acompanha.
| Decisão | Caminho mais simples | Caminho mais trabalhoso | O que encarece |
|---|---|---|---|
| Onde o NAT roda | No concentrador que já existe | Em equipamento dedicado, por POP | Compra, instalação e roteamento novo |
| Como as portas são divididas | Determinístico, por fórmula | Blocos dinâmicos com log de cada alocação | Servidor de logs maior e consulta mais elaborada |
| Guarda de logs | Fórmula documentada e arquivo da configuração | Coletor central com busca por IP e porta | Disco, retenção e teste de consulta |
| Migração da base | Base pequena num grupo só | Vários grupos em janelas separadas | Horas de janela e acompanhamento |
| Exceções com IP público | Nenhuma | Empresas, câmeras e servidores fora do NAT | Regras e pools separados |
| Disponibilidade | Um equipamento | Par com troca automática | Segundo equipamento e teste de falha |
A primeira linha pesa mais que as outras. Rodar o NAT no concentrador evita comprar equipamento, mas soma carga num ponto que já faz PPPoE e controle de banda; separar custa mais na entrada e deixa cada parte crescer no seu ritmo.
Quer uma proposta que separe cada conta?
Na implantação de CGNAT, um Especialista mede o pico, calcula portas e pool, indica o equipamento e entrega o NAT com logs testados antes da migração.
NAT determinístico ou blocos de portas: qual sai mais em conta?
No determinístico, o endereço interno e o público se ligam por fórmula, e quase não há log para guardar. O guia de NAT determinístico mostra como montar a fórmula.
Na alocação por blocos, cada assinante recebe lotes de portas sob demanda e cada lote gera um registro, o que aproveita melhor o IPv4 e pede um coletor de logs. O guia de alocação de portas em blocos detalha esse caminho.
Exemplo: dois provedores com a mesma base e propostas diferentes
Dois provedores com 5 mil assinantes podem receber propostas de CGNAT muito diferentes, e as duas podem estar corretas. O que muda é o ponto de partida de cada rede.
O primeiro já faz NAT no concentrador, com uma regra geral e sem log, e tem um /23 próprio. O segundo usa IPv4 da operadora, não tem NAT nenhum e quer crescer para outra cidade no ano que vem.
- Provedor com NAT sem log: o trabalho é refazer as regras por assinante, ligar o registro e migrar em grupos, usando o equipamento que já existe.
- Provedor sem NAT: precisa de bloco próprio ou de um plano de transição, equipamento novo, logs desde o primeiro dia e roteamento para a segunda cidade.
- O que pesou: não foi o número de assinantes, que é igual, e sim ter ou não bloco próprio e ter ou não onde rodar o NAT.
- O que é igual nos dois: a exigência de achar o assinante por IP, porta e horário quando chega um pedido judicial.
Peça às duas empresas a mesma lista de entregas e compare item a item. Proposta sem servidor de logs, sem teste de consulta ou sem plano de volta está mais em conta porque entrega menos.
Quanto custa não implantar o CGNAT do jeito certo?
Adiar ou fazer pela metade também tem preço, só que ele aparece espalhado em outras contas. Dá para estimá-lo com quatro números da sua própria operação.
- IPv4 comprado sem necessidade: multiplique os endereços que a base consome sem CGNAT pelo preço por endereço que você recebeu de oferta.
- Chamados de jogos: some os chamados de NAT estrito do último mês e multiplique pelo tempo médio de cada atendimento.
- Pedido judicial sem resposta: conte quantos ofícios chegaram no ano e quantos você conseguiria responder hoje com IP, porta e horário.
- Queda sem redundância: multiplique os assinantes atrás do CGNAT pelos minutos que a troca manual do equipamento levaria.
O guia sobre CGNAT travando jogos mostra de onde vem boa parte desses chamados. Quando eles somam várias horas de atendimento por semana, a revisão do CGNAT costuma se pagar só nessa linha.
O registro de conexão é guardado por um ano, sob sigilo, pelo Marco Civil da Internet [CONFIRMAR na norma]. Com IP compartilhado, o registro só identifica alguém se trouxer a porta e o horário certo, e é isso que um CGNAT sem log não entrega.
Erros comuns ao contratar CGNAT: quando o menor preço sai caro
O menor preço sai caro quando a proposta deixa de fora o log, o teste ou a volta. Esses itens não aparecem no dia da ativação, só no primeiro problema.
- Log sem teste de consulta: o servidor grava, mas ninguém tentou achar um assinante a partir de IP, porta e horário.
- Faixa privada no lado de dentro: usar 192.168.0.0/16 no lugar da 100.64.0.0/10 conflita com a rede da casa do cliente.
- Relógio fora de sincronia: log com horário errado não identifica ninguém, por mais completo que seja.
- Migração de uma vez: a base inteira reconecta junto e qualquer erro atinge todos.
- Sem plano de volta: se algo falha, ninguém sabe desfazer a mudança sem derrubar a rede.
Compare as propostas de implantação de CGNAT por estes itens
- Traz o cálculo de portas por assinante e o tamanho do pool.
- Diz onde o NAT vai rodar e por que, com base no pico medido.
- Inclui servidor de logs e um teste de consulta por IP, porta e horário.
- Prevê exceções para clientes com IP público.
- Divide a migração em grupos, com janela e plano de volta.
- Separa o valor do serviço do valor de equipamento e licenças.
Proposta que não responde a três ou mais itens está mais em conta porque entrega menos. Peça que ela seja completada antes de comparar valores.
Perguntas frequentes
O equipamento de CGNAT entra no preço do serviço?
Na Táquion Tech, não. O equipamento e as licenças são comprados pelo provedor, com indicação técnica e sem comissão, e o serviço cobre projeto, configuração, logs e migração.
Quantos assinantes cabem em cada IP público no CGNAT?
Depende das portas que cada um recebe. Com 1.000 portas por assinante, cabem 64 por endereço; com 4.000, cabem 16, e o número certo sai do uso medido na sua rede.
Preciso comprar IPv4 para implantar CGNAT?
Precisa ter algum IPv4 público para o pool, próprio ou da operadora. Com o cálculo de portas, muitas vezes o bloco que o provedor já tem basta para a base atual.
Dá para implantar CGNAT só com MikroTik?
Dá, para bases que cabem na capacidade do modelo e com regras geradas por script. Acima disso, um equipamento dedicado costuma ser mais seguro, e a decisão sai do pico medido.
Quanto tempo leva a implantação de CGNAT?
Depende do tamanho da base, do número de grupos de migração e de haver equipamento novo. O prazo típico é [PREENCHER], e o do seu caso vai escrito na proposta.
Fontes
- RFC 6888, Common Requirements for Carrier-Grade NATs (CGNs): requisitos de comportamento, limites de portas por assinante e registro num CGNAT
- RFC 6598, IANA-Reserved IPv4 Prefix for Shared Address Space: faixa 100.64.0.0/10 para o lado interno do CGNAT
- Lei nº 12.965/2014, Marco Civil da Internet: guarda dos registros de conexão pelo provedor de conexão