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Guia de preço · IPv4

Quanto custa IPv4: fila, transferência e aluguel para provedores

Quanto custa IPv4 depende do caminho: pela fila do NIC.br, o provedor paga a taxa da categoria, como R$ 3.480,58 por ano na Nano em 2026, mas ninguém garante quando o bloco chega [CONFIRMAR valor vigente]. Na transferência, o Registro.br cobra R$ 5.500,00 ou R$ 8.250,00 além do preço negociado com o vendedor, e no aluguel o provedor paga uma mensalidade sem nunca ser o titular do bloco.

Resumo

  • O estoque de IPv4 da região acabou, e a fila do Registro.br só anda quando endereços são devolvidos ou recuperados.
  • Na alocação pela fila, o custo é só a taxa da categoria, mas o prazo é incerto e a vaga fica presa ao CNPJ.
  • Na transferência, há taxa do Registro.br, preço por endereço combinado entre as partes e manutenção anual depois.
  • O aluguel tira o custo de entrada, mas o bloco continua de outra empresa e volta para ela no fim do contrato.

Quanto custa IPv4 em cada caminho: fila, transferência ou aluguel

Há três formas de um provedor conseguir IPv4 hoje, e cada uma cobra coisas diferentes de pessoas diferentes. A tabela coloca as três lado a lado antes de entrar nos números.

Comparação dos caminhos para conseguir IPv4 no Brasil
CaminhoO que se pagaA quemPrazoTitular do bloco
Fila do NIC.brTaxa da categoria na alocação e manutenção anualRegistro.brSem previsãoO seu provedor
TransferênciaPreço por endereço, taxa de transferência e manutenção anualVendedor e Registro.brDepende da análiseO seu provedor
AluguelMensalidade combinada em contratoEmpresa dona do blocoRápidoContinua sendo o dono original

A taxa do Registro.br é pública e igual para todos; o preço por endereço na transferência e a mensalidade do aluguel não têm tabela oficial e são negociados caso a caso. Este guia só traz número onde há fonte oficial.

Para o pedido direto, a solicitação de blocos IPv4 prepara a justificativa, pede IPv6 e ASN junto e acompanha a fila. Para a compra, a assessoria para transferência de IPv4 confere o bloco antes de qualquer pagamento.

Por que o IPv4 ficou caro

O IPv4 tem cerca de 4,3 bilhões de endereços no total, e o estoque comum da América Latina se esgotou. Desde então, o Registro.br avisa que não há como garantir novas alocações e que elas só ocorrem quando endereços voltam ao estoque.

Além da escassez, as próprias taxas sobem. Em maio de 2024, a assembleia da LACNIC aprovou reajustar todo ano os valores de IPv4 pela inflação dos Estados Unidos, e para 2026 o reajuste foi de 3,0% [CONFIRMAR valor vigente].

Fila do NIC.br: quanto custa o IPv4 alocado pelo registro?

Pela fila, o provedor paga só a taxa da categoria em que vai ficar, sem preço por endereço. O custo real é o tempo, porque o pedido espera sem data para ser atendido.

Categorias de ISP para blocos IPv4 pequenos no Registro.br, valores de 2026 [CONFIRMAR valor vigente]
CategoriaTamanho do IPv4Valor de 2026Para quem costuma servir
NanoMenor que /22R$ 3.480,58Provedor com o primeiro bloco, de um /24 a um /23
MicroMenor que /20R$ 5.800,96Provedor com alguns blocos somados até perto de um /20
SmallMenor que /18R$ 12.182,02Provedor regional maior, com vários POPs

A alocação tem custo inicial e, depois, manutenção anual no mês de aniversário da primeira alocação. Quem pede bloco pela primeira vez precisa pedir também um ASN, e o ISP que pede o número junto com os blocos fica isento da taxa de alocação dele.

Regras da fila que afetam o custo

A posição na fila é ligada só ao CNPJ que pediu e não pode ser passada a terceiros. Isso pesa em fusões e na venda do provedor, porque a vaga não acompanha a rede.

  • Ordem de chegada: o Registro.br atende os pedidos pela data, sem tratamento especial para ninguém.
  • Ticket perdido: a organização na fila que transfere recursos de numeração tem o ticket removido.
  • IPv6 sem espera: IPv6 e ASN são pedidos normalmente, e o pedido de IPv4 pode andar junto com eles.

Como a fila não tem prazo, ninguém deve planejar a base em cima dela. Enquanto espera, o provedor segura o crescimento com CGNAT e IPv6; o guia sobre como funciona o CGNAT mostra como poucos endereços atendem muitos assinantes.

Mercado de transferência: o que entra no preço do IPv4 comprado

Na transferência direta, o provedor paga o preço combinado com quem cede o bloco e uma taxa fixa ao Registro.br. Depois, o bloco entra na categoria do provedor e passa a ter manutenção anual.

Taxas do Registro.br para transferência direta de blocos IPv4 [CONFIRMAR valor vigente]
ItemValorQuando se paga
Bloco menor que /19R$ 5.500,00R$ 1.100,00 antes da análise e o restante se aprovada
Bloco de /19 ou maiorR$ 8.250,00R$ 1.100,00 antes da análise e o restante se aprovada
AdiantamentoR$ 1.100,00Não é devolvido, mesmo se a transferência for negada
Receptor fora da região da LACNICMesmas taxasPagas pela organização que cede o bloco

O preço por endereço é negociado entre as partes e não aparece em nenhuma tabela oficial do Registro.br ou da LACNIC. Referência de mercado: [PREENCHER referência de mercado com a fonte]. Desconfie de valor apresentado sem data e sem a origem da informação.

Recebeu uma oferta de bloco IPv4?

Antes de pagar, um Especialista confere reputação, geolocalização, rotas e titular do bloco, e calcula se a sua base precisa mesmo de tantos endereços.

Pedir proposta de solicitação de blocos IPv4

Regras que mudam o valor do bloco comprado

As regras do Registro.br limitam o que pode ser vendido e por quem. Conhecê-las evita pagar por um bloco que não vai passar na análise.

  • Tamanho mínimo: a transferência direta aceita blocos a partir de /24, com 256 endereços.
  • Justificativa: quem recebe precisa justificar o total de endereços pelas políticas da região.
  • Carência de três anos: blocos alocados pelo Registro.br não podem ser transferidos nos três anos seguintes.
  • Revenda travada: o bloco recebido não pode ser transferido de novo por um ano.
  • Cedente fora da fila: quem cede fica um ano sem poder receber alocação de IPv4.

Compra de outro provedor ou transferência direta?

Quando o bloco vem junto com a compra da empresa, da rede ou da carteira de clientes, o processo é outro. O Registro.br pede o documento legal da operação e um inventário de equipamentos e clientes que usam os endereços.

Nesse caso não há preço por endereço separado, porque o bloco entra no valor do negócio. Mesmo assim, vale conferir a reputação dele antes de fechar, porque o histórico vem junto com a rede comprada.

Aluguel de IPv4, quando a mensalidade compensa

O aluguel compensa quando o provedor precisa de endereços já e não tem caixa para comprar. Ele troca o custo de entrada por uma conta mensal e pela dependência de quem é dono do bloco.

Alugar IPv4 é usar um bloco que continua registrado em nome de outra empresa, mediante contrato. Não existe tabela oficial de mensalidade, e o Registro.br trata os recursos como concessão de uso ligada à necessidade técnica, não como bem que se vende ou se aluga livremente [CONFIRMAR na norma].

  • Reputação herdada: o bloco pode chegar com histórico de spam de quem usou antes.
  • ROA e DNS reverso: dependem do titular, e cada ajuste vira pedido à empresa dona.
  • Fim do contrato: o bloco volta ao dono e todos os clientes nele precisam ser renumerados.
  • IP da operadora: o bloco emprestado junto com o link é um aluguel disfarçado, com os mesmos riscos.

Comprar ou alugar IPv4: como decidir?

Compare quanto tempo os endereços vão ficar em uso. Para uso longo e clientes que pagam por IP fixo, comprar tende a fazer mais sentido; para uma necessidade curta, enquanto o IPv6 avança, o aluguel pode bastar.

  • Prazo de uso: some as mensalidades pelo tempo previsto e compare com o preço de compra mais as taxas.
  • Controle: só o titular cria ROA, troca contatos e responde às listas de bloqueio sem intermediário.
  • Saída: confira quanto custa renumerar os clientes se o contrato não for renovado.

Exemplo: 256 endereços por três caminhos

Um /24 tem 256 endereços, e o mesmo /24 tem custos bem diferentes em cada caminho. O que decide não é a taxa, e sim o prazo e o uso que o provedor vai dar aos endereços.

Imagine um provedor com 40 clientes empresariais pedindo IP fixo e uma base residencial atrás do CGNAT. Ele precisa de um /24 para as empresas e para o pool público do CGNAT.

  1. Fila: paga a taxa da categoria Nano quando o bloco chegar, mas não sabe quando; até lá, as empresas ficam sem IP fixo.
  2. Transferência: paga o preço combinado, R$ 5.500,00 de taxa e a manutenção anual da categoria, e recebe o bloco quando a análise do registro termina.
  3. Aluguel: começa a usar logo, paga todo mês e continua sem controle do ROA nem da reputação.
  4. O que pesou: a receita parada dos 40 clientes empresariais, que torna a espera da fila a opção mais cara.

Faça a mesma conta com os seus números: multiplique o valor mensal do IP fixo pelos clientes que aguardam e pelos meses de espera. O resultado é o custo de não ter o bloco, e ele costuma ser maior que a taxa do registro.

Para a base residencial, o caminho costuma ser outro. O guia sobre IPv6 e CGNAT mostra quanto do tráfego sai pelo IPv6 e deixa de disputar os poucos IPv4, e o guia de preço do bloco IPv6 traz as taxas desse lado.

Erros comuns: quando o menor preço por IP sai caro

O menor preço por endereço sai caro quando o bloco chega sujo, quando a transferência é negada ou quando o provedor compra mais do que usa. Todos esses erros aparecem depois do pagamento.

  • Pagar antes da análise: se o Registro.br negar a transferência, o vendedor pode demorar a devolver, e o adiantamento da taxa não volta.
  • Ignorar a reputação: bloco em lista de bloqueio faz o assinante não mandar e-mail nem acessar bancos.
  • Esquecer a geolocalização: bloco que aparece em outro país trava streaming e lojas para quem está atrás dele.
  • Comprar de quem não é titular: intermediário sem poderes trava o processo no registro.
  • Comprar além da necessidade: sem a conta de CGNAT e IPv6, o dinheiro fica parado em endereços sem uso.
  • Mudar de categoria sem perceber: o bloco novo pode empurrar o provedor para uma faixa de manutenção maior.

Antes de fechar qualquer negócio de IPv4, confira

  • Quantos endereços a base precisa de fato, com CGNAT e IPv6 já contados.
  • Se o vendedor é o titular registrado e tem poderes para assinar.
  • Se o bloco está em listas de bloqueio ou geolocalizado fora do Brasil.
  • Se alguém ainda anuncia o bloco ou mantém ROA com outro ASN.
  • Em que categoria o provedor fica depois de receber o bloco.
  • Quem paga a taxa do Registro.br e o que acontece se a análise negar.

Item sem resposta é risco que passa para o seu lado no dia do pagamento. Peça tudo por escrito antes de transferir qualquer valor.

Perguntas frequentes

Ainda dá para pedir IPv4 de graça ao Registro.br?

Não existe alocação de graça: quem recebe paga a taxa da categoria e a manutenção anual. O pedido entra numa fila sem prazo, porque o estoque da região acabou.

Quanto custa transferir um bloco IPv4 no Registro.br?

A taxa de transferência direta é de R$ 5.500,00 para blocos menores que /19 e de R$ 8.250,00 para /19 ou maior [CONFIRMAR valor vigente]. R$ 1.100,00 são pagos antes da análise e não são devolvidos.

Qual o preço de mercado de um endereço IPv4?

Não há tabela oficial, porque o valor é negociado entre quem cede e quem recebe. Referência de mercado: [PREENCHER referência de mercado com a fonte].

Posso vender meu lugar na fila de IPv4?

Não. A posição na fila está atrelada ao CNPJ que pediu e não pode ser transferida a terceiros, nem na venda da empresa.

Comprar IPv4 dispensa o CGNAT?

Raramente. Para a base residencial, CGNAT com IPv6 costuma custar menos que comprar um endereço por assinante; o IPv4 comprado vai para IP fixo, empresas e o pool público do CGNAT.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

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Fontes

  1. Custos de numeração, Registro.br: categorias Nano, Micro e Small, valores de 2026 e reajuste anual do IPv4 pela inflação dos Estados Unidos
  2. Transferências de recursos de numeração, Registro.br: taxas de transferência direta, adiantamento não reembolsável, tamanho mínimo e carências
  3. Como solicitar recursos de numeração, Registro.br: fila de IPv4 por ordem de chegada, atrelada ao CNPJ

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