Como solicitar bloco IPv4 no Registro.br: passo a passo do provedor
Como solicitar bloco IPv4 no Registro.br: com a conta do CNPJ do provedor em dia, abra no painel uma solicitação de recursos de numeração com o plano de uso dos endereços e entre na fila de quem nunca recebeu IPv4 [CONFIRMAR na norma]. O bloco tende a ser pequeno, então o pedido vem junto com o IPv6 e com um plano para o tempo de espera.
Resumo
- Depois do esgotamento, o IPv4 do Registro.br sai de uma fila, com bloco pequeno e prioridade para quem nunca recebeu.
- A justificativa precisa mostrar o uso de cada endereço, como pool do CGNAT, IP fixo e infraestrutura.
- O pedido de IPv6 entra no mesmo processo e não tem fila, o que garante o crescimento enquanto o IPv4 não chega.
- Bloco recebido só vai para assinantes depois de ROA, DNS reverso e conferência de reputação.
Como solicitar bloco IPv4 no Registro.br depois do esgotamento
O pedido continua existindo, mas não funciona mais como antes: o estoque comum da América Latina acabou, e o IPv4 que ainda é distribuído vem de endereços devolvidos ou recuperados [CONFIRMAR na norma]. Por isso o pedido entra numa fila e o bloco concedido é pequeno.
O Registro.br distribui no Brasil os recursos da LACNIC, e as regras de esgotamento vêm da política de numeração dela. Na prática, isso muda o objetivo do pedido: em vez de cobrir toda a base, o bloco IPv4 próprio passa a servir ao que não funciona bem atrás do CGNAT, como o IP fixo de empresas e o lado público do próprio CGNAT.
O trabalho de montar o pedido, responder às perguntas da análise e colocar o bloco em produção é o da solicitação de blocos IPv4 para provedores. Este guia mostra o caminho para quem quer entender cada etapa antes de começar.
Quem ainda pode pedir IPv4 ao Registro.br?
A fila de esgotamento costuma priorizar organizações que nunca receberam IPv4 do registro [CONFIRMAR na norma]. A situação do seu provedor define se o pedido faz sentido ou se o caminho é outro.
| Situação | Pedido na fila | Caminho mais provável |
|---|---|---|
| Nunca recebeu bloco e usa IP da operadora | Tende a ser aceito | Fila, com IPv6 e ASN no mesmo processo |
| Já recebeu um bloco do Registro.br | Tende a não ser aceito | Transferência de outra empresa |
| Empresa nova de um grupo que já tem bloco | Depende da análise do vínculo | Confirmar com o Registro.br antes |
| Provedor comprado com bloco próprio | Não se aplica | Transferir o bloco para o CNPJ do comprador |
O que deixar pronto antes de pedir o bloco
Antes de abrir a solicitação, o provedor precisa ter a conta do CNPJ acessível, os contatos atualizados e os números da base em mãos. Pedidos que param na análise quase sempre param por um desses três itens.
Os documentos da empresa e a criação dos contatos são os mesmos do pedido de ASN, e o guia de como tirar ASN do provedor detalha essa parte. Para o IPv4, pesa mais o que vem a seguir: dados que mostrem por que a empresa precisa de endereços públicos.
Confira antes de abrir a solicitação
- O login da conta no Registro.br está com o provedor, e não com um ex-funcionário ou fornecedor.
- Contatos técnico, de cobrança e de abuso usam e-mails de função do domínio da empresa.
- Você sabe quantos assinantes tem por POP e quanto a base cresceu nos últimos doze meses.
- Há uma lista dos clientes empresariais que pagam ou pediram IP fixo.
- O dimensionamento do CGNAT diz quantos endereços públicos o pool precisa.
- O plano de endereçamento IPv6 está esboçado, para pedir o bloco IPv6 no mesmo processo.
Com todos os itens marcados, a justificativa sai em uma tarde. Cada item faltando costuma virar um pedido de complemento, e cada complemento atrasa a sua posição na análise.
Como calcular quantos endereços IPv4 justificar
Some o que cada uso exige: endereços públicos do pool do CGNAT, IPs fixos de clientes empresariais e infraestrutura que precisa ser alcançada de fora. O total, com o crescimento previsto, é o que o plano de uso apresenta.
| Uso | Como calcular | O que mostrar no pedido |
|---|---|---|
| Pool público do CGNAT | Assinantes no pico divididos pela quantidade de assinantes por IP do seu dimensionamento | Número de assinantes e a proporção usada |
| IP fixo de empresas | Um endereço por cliente, ou um bloco pequeno para quem tem vários serviços | Lista de contratos atuais e previstos |
| Infraestrutura | Borda, DNS recursivo, servidores e gerência que precisam de endereço público | Desenho da rede por POP |
| Crescimento | Projeção a partir do crescimento dos últimos meses | Histórico de assinantes ativos |
A proporção de assinantes por IP no CGNAT depende de quantas portas cada cliente recebe, e o guia quantas portas por cliente no CGNAT mostra como chegar a esse número. Use a proporção que a sua rede realmente usa, porque é ela que a análise pode questionar.
Quer a justificativa montada com os números da sua base?
Na solicitação de blocos IPv4, um Especialista calcula o uso de cada endereço, pede o IPv6 junto e responde às perguntas da análise até o bloco chegar.
Exemplo: a conta de um provedor com 2.000 assinantes
Um provedor tem 2.000 assinantes, usa IP emprestado da operadora e quer bloco próprio. O dimensionamento do CGNAT dele coloca 16 assinantes por endereço público, e a base cresceu 20% no último ano.
- CGNAT hoje: 2.000 assinantes divididos por 16 dão 125 endereços públicos.
- CGNAT com crescimento: com mais 20%, a base vai a 2.400 assinantes, que pedem 150 endereços.
- IP fixo: 40 clientes empresariais com um endereço cada somam mais 40.
- Infraestrutura: borda, DNS e gerência de dois POPs ocupam cerca de 16 endereços.
- Total: 206 endereços, o que cabe num /24, com 256, e mostra uso para quase todo o bloco.
A proporção de 16 e o crescimento de 20% são do exemplo; troque pelos números da sua rede. O que dá força ao pedido é a ligação clara entre cada endereço e um uso que existe ou que tem previsão concreta.
Passo a passo da solicitação de bloco IPv4 no Registro.br
O pedido segue sete etapas, da conferência de elegibilidade ao pagamento da taxa. Só a espera na fila depende do Registro.br; o resto depende da qualidade do que o provedor envia.
- Elegibilidade: confira na política vigente se o seu CNPJ entra na fila e qual o tamanho máximo de bloco [CONFIRMAR na norma].
- Plano de uso: transforme a conta de endereços numa tabela por uso e por POP, com o crescimento previsto.
- IPv6 junto: inclua o pedido do bloco IPv6 na mesma solicitação, já com o esboço de divisão por POP.
- Solicitação: abra o pedido de recursos de numeração no painel e anexe o que a tela pedir [CONFIRMAR na versão atual do painel].
- Fila e análise: acompanhe a posição e responda cada pergunta do analista pelo painel, com dado concreto.
- Taxas: com a aprovação, pague as taxas de cadastro e de manutenção para o bloco ficar ativo [CONFIRMAR valores na tabela do Registro.br].
- Alocação: confira no whois que o bloco aparece no CNPJ certo, com os contatos certos.
O que fazer enquanto o pedido está na fila?
A espera na fila não tem prazo garantido, e a base não para de crescer enquanto isso. O tempo de espera é o momento de colocar o IPv6 nos assinantes e ajustar o CGNAT, para que o bloco IPv4, quando chegar, cubra só o que realmente precisa de IPv4.
- IPv6 primeiro: o bloco IPv6 costuma sair antes e já tira tráfego do CGNAT emprestado.
- CGNAT ajustado: portas por cliente revisadas fazem o IP da operadora render até a troca.
- Transferência como reserva: se a espera travar contratos de IP fixo, a compra de bloco entra na conta.
Os custos de cada caminho, da fila à compra e ao aluguel, estão comparados em quanto custa IPv4.
O que fazer quando o bloco IPv4 chega
Bloco aprovado ainda não é bloco pronto para assinante. Antes de colocar clientes nele, cadastre o ROA, delegue o DNS reverso e confira a reputação dos endereços.
- ROA: crie a autorização de origem para o seu ASN, ou redes que validam RPKI descartam o anúncio.
- DNS reverso: delegue a zona reversa para os seus servidores, porque serviços de e-mail e bancos consultam.
- Reputação: consulte o bloco em listas de bloqueio, já que endereços devolvidos podem ter histórico ruim.
- Localização: confira em bases de geolocalização se o bloco aparece no Brasil e na sua cidade.
- Anúncio: anuncie com filtro por operadora e confirme de fora da rede que o prefixo chegou.
A Táquion Tech cuida dessas etapas antes de qualquer assinante entrar no bloco novo, e não registra recurso nenhum em nome dela: conta, bloco e senhas ficam com o provedor.
Na prática: bloco novo que aparece como de outro país
Um caso comum com endereço devolvido: o bloco chega, o pool do CGNAT passa a usá-lo e, no dia seguinte, assinantes reclamam que um serviço de streaming mostra catálogo estrangeiro e que o banco pede verificação a cada acesso.
A causa é a base de geolocalização, que ainda associa o bloco ao dono anterior. A correção é pedir a atualização a cada base e esperar a propagação, por isso a conferência vem antes de mover clientes.
Erros comuns ao solicitar bloco IPv4
Os erros que mais atrasam o pedido são de cadastro e de justificativa, e não de regra. Quase todos podem ser evitados antes de clicar em enviar.
Evite
- Justificar pela base inteira: pedir um endereço por assinante, ignorando o CGNAT, gera pergunta da análise e corte no tamanho.
- Deixar o IPv6 para depois: o pedido de IPv6 sai rápido e é o que segura o crescimento durante a fila.
- Responder complemento dias depois: cada pergunta parada é tempo perdido numa fila que já é longa.
- Mover assinantes no primeiro dia: sem conferir reputação e localização, o bloco novo vira chamado de banco e streaming.
- Esquecer a manutenção anual: sem pagamento, o recurso pode ser revogado e voltar ao estoque [CONFIRMAR na norma].
Vale esperar a fila ou partir para a transferência?
Vale esperar quando o provedor nunca recebeu bloco, o CGNAT segura a base residencial e a demanda de IP fixo é pequena. Nesse caso, o IPv6 e o CGNAT bem dimensionado cobrem a espera.
Vale partir para a transferência quando há contratos empresariais parados por falta de IP fixo ou quando o provedor já recebeu bloco e não entra mais na fila. A assessoria para transferência de IPv4 cobre esse caminho.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora a fila de IPv4 do Registro.br?
Não há prazo garantido, porque a fila depende de quantos endereços são devolvidos ou recuperados [CONFIRMAR na norma]. Ninguém pode prometer a data, nem quem monta o pedido.
Posso pedir IPv4 se hoje uso o bloco da operadora?
Pode, e é o caso mais comum na fila, porque o bloco da operadora não é do seu CNPJ [CONFIRMAR na norma]. Com bloco próprio, o provedor deixa de renumerar clientes quando troca de link.
Dá para pedir bloco IPv4 sem ter ASN?
Dá, mas sem ASN o bloco só pode ser anunciado pela operadora, o que tira boa parte da vantagem. Por isso o mais comum é pedir ASN, IPv4 e IPv6 no mesmo processo.
O Registro.br confere depois se o bloco está em uso?
As regras de numeração preveem comprovação de uso e podem pedir informações sobre os recursos alocados [CONFIRMAR na norma]. Guardar o plano de uso e mantê-lo atualizado facilita qualquer conferência.
Pedir IPv6 junto atrasa o pedido de IPv4?
Não deveria, porque o IPv6 não depende da fila de esgotamento. Na prática, o bloco IPv6 costuma ser alocado antes e já pode entrar em produção enquanto o IPv4 espera.
Fontes
- Registro.br, como solicitar recursos de numeração: documentos e etapas do pedido de IPv4, IPv6 e ASN feito pelo painel do Registro.br
- Manual de Políticas da LACNIC: política de esgotamento do IPv4 e critérios da fila para novos membros
- RFC 6598, IANA-Reserved IPv4 Prefix for Shared Address Space: faixa 100.64.0.0/10, usada no lado interno do CGNAT enquanto o bloco próprio não chega