Guia explicativo · Suporte a CGNAT
Como funciona suporte a CGNAT: o atendimento do NAT para provedores
Como funciona suporte a CGNAT: o Especialista mapeia pools, portas, tempos e log do NAT que já roda e mede o equipamento no horário de pico antes do primeiro chamado. Quando a equipe do provedor abre um caso, ele é medido sem alterar nada, ajustado em janela com a data registrada e só fecha depois de uma consulta de log de teste.
Resumo
- O contrato começa com um mapa do NAT e uma medição de pico, que viram a referência de todos os chamados seguintes.
- Os chamados se dividem em portas, comportamento do NAT, desempenho e consulta de log, cada um com um caminho próprio.
- Toda mudança de faixa de portas ganha data no histórico, porque ofícios antigos dependem da faixa que valia naquele dia.
- O atendimento só fecha quando uma consulta de teste devolve um único assinante para um IP público, porta e horário.
Como funciona suporte a CGNAT: o NAT mapeado antes da primeira reclamação
O suporte começa por um levantamento do NAT que já está em produção, feito só com leitura. Sem esse mapa, cada chamado começaria descobrindo como as portas são distribuídas.
O CGNAT é a tradução que faz muitos assinantes dividirem poucos IPv4 públicos, cada um usando uma parte das portas de um endereço. O suporte cuida desse NAT depois que ele foi implantado: portas que faltam, consoles no estrito, CPU no teto e ofícios que o log não responde.
A Táquion Tech cuida do suporte a CGNAT de forma remota, com usuário próprio no equipamento e ajustes só em janela aprovada. Instalar ou trocar o equipamento é outro trabalho, feito na implantação de CGNAT.
O que entra no mapa do NAT
O mapa é um documento curto que o provedor recebe e que o Especialista consulta a cada chamado. Ele responde de cara as perguntas que mais atrasam um atendimento de NAT.
- Pools: quais IPv4 públicos traduzem quais assinantes e como cada pool é anunciado na borda.
- Modelo de portas: determinístico, por blocos ou dinâmico, com o tamanho da faixa e o limite por assinante.
- Tempos de expiração: quanto cada tipo de sessão TCP e UDP segura a porta depois do último pacote.
- Log: para onde os registros vão, por quanto tempo ficam e de qual fonte de relógio vem o horário.
- Onde roda: equipamento dedicado ou concentrador PPPoE que também faz filas e autenticação.
A medição de pico que vira referência
Na preparação, o equipamento é medido de manhã e no horário de maior uso: conexões abertas, CPU, memória e quantos assinantes chegam perto do limite de portas. Esses números ficam no registro como o retrato do NAT saudável.
Quando um chamado chega, a primeira pergunta é o que mudou em relação a esse retrato. A lógica de medir o uso de portas em campo está no guia sobre quantas portas por cliente no CGNAT.
Que tipo de chamado chega ao suporte de CGNAT e como cada um é tratado?
Chegam quatro tipos de chamado, e cada um começa por uma medição diferente. A tabela mostra o que o técnico manda, o que é medido e como se confirma que deu certo.
| Chamado | O técnico manda | O Especialista mede | Como se confirma |
|---|---|---|---|
| Portas no pico | Assinantes e horários das falhas | Uso de portas por assinante às 21h contra o limite | Ninguém mais encosta no limite no pico seguinte |
| NAT estrito | Console, jogo e tipo de NAT exibido | Mapeamento e filtro aplicados àquele tráfego | O mesmo console mostra NAT moderado ou aberto |
| Desempenho | Horário da lentidão e gráficos de CPU | CPU, tabela de sessões e fila de log | A carga no pico volta para perto da medição de referência |
| Consulta de log | IP público, porta, data e hora do ofício | Log do NAT cruzado com o RADIUS | Um único assinante para o trio IP, porta e horário |
A gravidade de cada tipo define o prazo de resposta: NAT parado tira a base inteira do ar, enquanto um console no estrito atinge poucos assinantes [PREENCHER prazos por gravidade] [CONFIRMAR oferta].
Agrupar as reclamações antes de abrir o chamado
A reclamação de CGNAT chega espalhada, um banco aqui e um jogo ali, e isolada parece defeito do assinante. Agrupada por horário, aplicativo e IP público, ela mostra o padrão que leva à regra certa.
Reclamação concentrada em jogos tem roteiro próprio, descrito no guia sobre CGNAT travando jogos, que vale ler antes de alguém mexer no comportamento do NAT.
O caminho de um chamado de portas no horário de pico
O chamado de portas é o mais comum e mostra bem o método: medir no pico, ajustar em janela, registrar a data e testar o log. A ordem importa, porque pular o registro quebra ofícios futuros.
1 · Sintoma
Falhas que só aparecem à noite
Aplicativos e sites falham no pico e funcionam de manhã, para assinantes atrás de vários IPs públicos.
2 · Medição
Uso de portas no pico
Conexões por assinante às 21h comparadas ao limite configurado e à medição de referência.
3 · Ajuste
Mudança em janela
Limite, tamanho de bloco ou tempo de expiração alterado com a configuração anterior copiada.
4 · Histórico
Data da mudança registrada
O dia e a hora da troca entram no histórico, para que ofícios antigos usem a regra que valia na época.
5 · Teste de log
Consulta de conferência
Uma sessão real depois do ajuste é procurada no log e precisa devolver um único assinante.
Se a medição mostra que o pool não comporta mais portas por assinante, o chamado para no passo 2 e vira recomendação de dimensionamento de CGNAT.
Como funciona suporte a CGNAT quando o ajuste muda a faixa de portas?
No NAT determinístico, a faixa de cada assinante sai de uma fórmula, e mudar o tamanho da faixa muda a resposta de qualquer ofício sobre datas anteriores. Por isso a fórmula antiga e a data da troca ficam guardadas junto com a nova.
Na alocação por blocos, a mudança de tamanho ou de limite costuma afetar só blocos novos, mas a data também é registrada. O guia de configuração de port block allocation mostra o que cada linha desse log contém.
# Quem usava 198.51.100.20, porta 40123, entre 21h14 e 21h15 de 03/11
grep "198.51.100.20" /var/log/cgnat/2026-11-03.log \
| grep -E "21:1[45]:" \
| awk '$0 ~ /40123/'
# Resultado esperado: uma linha, com o endereço interno do assinante
# 2026-11-03 21:14:52 nat 100.64.18.77 -> 198.51.100.20 portas 40000-40511
# Depois, o endereço interno é procurado no RADIUS no mesmo horário
# para chegar ao login PPPoE do assinanteSe a consulta devolve duas linhas ou nenhuma, o chamado não fecha: algo no ajuste, no relógio ou no envio do log precisa ser revisto antes.
O que a equipe do provedor tem à mão quando abre um chamado de NAT?
A equipe precisa de dados do assinante e do momento da falha, porque o NAT só pode ser lido para um endereço e um horário. Sem isso, a medição vira uma varredura do equipamento inteiro.
Confira antes de abrir um chamado de CGNAT
- O login PPPoE ou o endereço interno de cada assinante que reclamou.
- O horário aproximado de cada falha e se ela se repete no mesmo período.
- O aplicativo, jogo ou serviço que falha, e se é em celular, computador, console ou câmera.
- Se outros assinantes atrás do mesmo IP público relatam o mesmo problema.
- Para ofício, o IP público, a porta, a data, a hora e o fuso informados no documento.
- Qualquer mudança recente no NAT, no concentrador ou na borda.
Com quatro itens ou mais, a medição começa direto no assinante certo. Para ofício, o quinto item sozinho já permite a consulta, e a falta do fuso é a causa mais comum de resposta errada.
Quando o problema é um IP do pool em lista de bloqueio, o chamado também traz o endereço e o nome da lista. O guia sobre IP do provedor em blacklist explica por que um assinante afeta dezenas.
Seu CGNAT precisa de alguém que já conheça pools e portas?
No suporte a CGNAT da Táquion Tech, um Especialista mapeia o NAT, mede o pico e fecha cada chamado com uma consulta de log conferida.
O que o provedor recebe no fim de cada chamado de CGNAT
O provedor recebe o registro do chamado, o histórico de mudanças do NAT atualizado e o resultado da consulta de conferência. Quando o caso passa do que um ajuste resolve, vem também a recomendação do projeto certo.
- Registro do chamado: sintoma, medição, causa e o ajuste aplicado, com a configuração de antes e de depois.
- Histórico do NAT: cada mudança de faixa, limite ou tempo com data e hora, base para responder ofícios futuros.
- Consulta de conferência: o trio IP público, porta e horário testado e o assinante que ele devolveu.
- Recomendação: quando o ajuste não basta, a indicação de dimensionamento, guarda de logs ou correção de NAT estrito.
O histórico do NAT é a entrega que mais protege o provedor. A guarda dos registros de conexão é exigida pelo Marco Civil da Internet [CONFIRMAR na norma], e uma consulta que aponta o assinante errado vira problema jurídico.
Como esse atendimento entra numa proposta, com consultas incluídas ou cobradas à parte, é tema do guia sobre quanto custa suporte a CGNAT.
Erros que comprometem o atendimento do NAT
Os erros que mais custam são os que mexem nas portas sem registro ou fecham o chamado sem testar o log. O efeito aparece semanas depois, num ofício ou no pico seguinte.
Evite durante um chamado de CGNAT
- Medir só de manhã: o problema de portas não existe fora do pico, e a medição sai limpa.
- Dar IP público a quem reclama: resolve um assinante e esconde a causa que atinge os outros.
- Trocar a faixa sem anotar a data: ofícios sobre dias anteriores passam a apontar outra pessoa.
- Fechar sem consulta de teste: um log que parou de chegar ao servidor só é notado no próximo ofício.
- Aumentar portas sem olhar o pool: cada assinante com mais portas reduz quantos cabem em cada IPv4.
O sinal de que algo passou despercebido costuma ser o mesmo ajuste pedido de novo poucos meses depois. Nesse ponto, o chamado deixa de ser suporte e o assunto passa a ser capacidade ou projeto.
Exemplo: aplicativo de banco falhando às 21h
O caso é ilustrativo e mostra um chamado de portas do começo ao fim, num NAT por blocos. O ajuste foi pequeno; o cuidado com o log foi o que levou mais tempo.
Um provedor com NAT por blocos de 512 portas e limite de um bloco por assinante recebeu, numa semana, reclamações de aplicativo de banco e de câmeras que caíam à noite. De manhã, os mesmos assinantes não tinham problema.
| Medida | Manhã | Pico das 21h |
|---|---|---|
| Assinantes no limite de portas | Nenhum | Uma pequena fração, quase todos com câmeras e muitos aparelhos |
| CPU do equipamento | Folgada | Folgada |
| Uso do pool público | Baixo | Com espaço para mais blocos |
A CPU e o pool tinham folga, então a causa era o limite de um bloco, e não o equipamento. O ajuste permitiu um segundo bloco por assinante, aplicado de madrugada, com a data e a hora anotadas no histórico do NAT.
No pico seguinte, ninguém encostou no limite. A consulta de conferência pegou uma sessão de um assinante com dois blocos e devolveu o login certo nos dois, e só então o chamado foi fechado com o registro.
Para entender de onde vêm as portas que cada casa consome, o guia sobre como funciona CGNAT mostra a tabela de traduções no caminho de um pacote.
Perguntas frequentes
O Especialista precisa de acesso ao servidor de log do CGNAT?
Precisa de acesso de leitura, porque a consulta de conferência é feita nele. Esse acesso é separado do acesso ao equipamento de NAT e pode ser limitado à pasta dos registros.
O suporte a CGNAT também olha o IPv6 da base?
Olha na medida em que afeta o NAT, porque cada acesso que sai por IPv6 deixa de ocupar portas. Implantar ou corrigir o IPv6 da base é um projeto à parte.
Quanto tempo depois do ajuste dá para saber se funcionou?
Para chamados de portas e desempenho, a prova vem no pico seguinte, quando a medição é repetida. A consulta de log, por outro lado, é testada logo depois do ajuste.
O suporte responde ao ofício em nome do provedor?
Não. O suporte faz a consulta técnica e entrega o resultado, e a resposta à Justiça é do provedor e do advogado dele.
Dá para atender CGNAT que roda no mesmo concentrador do PPPoE?
Dá, e é comum em provedores regionais. A medição separa o que é autenticação, fila e tradução no mesmo equipamento, o que torna o mapa do NAT ainda mais importante.
Fontes
- RFC 6888, Common Requirements for Carrier-Grade NATs (IETF): requisitos de comportamento do CGNAT, como limite de portas por assinante e mapeamento previsível
- RFC 4787, NAT Behavioral Requirements for Unicast UDP (IETF): tipos de mapeamento e filtro do NAT, que explicam o NAT estrito em consoles
- RFC 6598, IANA-Reserved IPv4 Prefix for Shared Address Space (IETF): a faixa 100.64.0.0/10, usada nos endereços internos dos assinantes atrás do CGNAT