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Guia explicativo · Telecom para obras

Como funciona projeto de telecomunicações para construtoras: etapas

Como funciona projeto de telecomunicações para construtoras: o projetista lê a arquitetura, posiciona entrada, prumada e salas no anteprojeto, ajusta tudo com estrutura e elétrica na compatibilização e entrega o executivo com lista de materiais. Depois, confere a tubulação na obra antes do reboco e registra o que foi construído de fato.

Resumo

  • O projeto define a geometria dos caminhos, como dutos, curvas e caixas, que decide se a fibra vai passar anos depois.
  • Ele anda no mesmo calendário dos projetos complementares, do anteprojeto ao executivo.
  • A construtora fornece arquitetura, estrutura, elétrica e o memorial de vendas, e aprova cada fase antes da seguinte.
  • No fim, a obra recebe pranchas, memorial, lista de materiais, relatórios de conferência e as plantas do que foi construído.

Que infraestrutura o projeto de telecom define no prédio?

O projeto define caminhos e espaços, não cabos: dutos, caixas de passagem, shafts, salas técnicas e quadros nas unidades. Os cabos de cada operadora entram depois, pelo caminho que o projeto deixou.

Para quem toca a obra, telecom costuma aparecer como "uns tubos a mais". Na prática, o projeto de telecomunicações para construtoras desenha uma rede de caminhos que precisa servir a operadoras que ainda nem existem no dia do habite-se, com cabos que a obra nunca vai ver.

Por isso o projeto trabalha com geometria. O diâmetro do duto, o número de curvas entre duas caixas e o espaço livre dentro de cada caixa decidem se um técnico, daqui a dez anos, consegue puxar uma fibra nova sem quebrar parede.

Por que curva e ocupação do duto importam

Cada curva aumenta o atrito na hora de puxar o cabo, e a fibra óptica não aceita ser dobrada além de um raio mínimo sem perder sinal. O projeto limita as curvas entre caixas e põe caixas de passagem nos trechos longos [CONFIRMAR na norma, ABNT NBR 16415].

O duto também não pode ser ocupado até a boca. Deixar uma parte livre permite passar o segundo cabo, de outra operadora, sem arrancar o primeiro [CONFIRMAR na norma a taxa de ocupação].

Os espaços que o projeto reserva

Além dos caminhos, o projeto reserva espaço físico: a sala de entrada no térreo, o shaft que sobe pelos andares, as salas ou armários de telecom por pavimento e o quadro dentro de cada unidade.

  • Sala de entrada: onde as operadoras chegam da rua e deixam seus equipamentos.
  • Shaft: o vão vertical do prédio por onde sobe a prumada de telecom, separada da elétrica.
  • Armário por andar: o ponto de onde saem os dutos para as unidades daquele pavimento.
  • Quadro da unidade: a caixa dentro do apartamento ou da sala que recebe a fibra e o roteador.

Como funciona projeto de telecomunicações para construtoras no calendário da obra

O projeto passa por seis fases, que seguem as fases dos outros complementares e terminam depois da obra, com as plantas do que foi construído. Cada fase precisa da aprovação da construtora antes de a próxima começar.

Caminho do projeto de telecom, da planta de arquitetura ao prédio entregue
  1. Fase 1

    Leitura e premissas

    Arquitetura, número de unidades, uso de cada pavimento e o que o memorial de vendas promete de conectividade.

  2. Fase 2

    Anteprojeto

    Posição da entrada, do shaft, das salas e dos quadros, discutida com arquitetura antes de qualquer detalhe.

  3. Fase 3

    Compatibilização

    Cruzamento com estrutura, elétrica, hidráulica e incêndio para nenhum duto bater em viga ou cano.

  4. Fase 4

    Executivo

    Plantas por pavimento, cortes da prumada, detalhes das caixas, memorial e lista de materiais.

  5. Fase 5

    Conferência na obra

    Visita com a tubulação aparente, antes do reboco e do forro, para conferir trajeto, caixas e guias.

  6. Fase 6

    Como construído

    Plantas atualizadas com o que a obra mudou, prontas para o manual do prédio.

As fases 1 a 4 acontecem no escritório e acompanham os outros projetos. As fases 5 e 6 dependem do ritmo da obra e podem ficar meses distantes do executivo.

Em que momento da obra cada fase acontece e quanto pesa
FaseMomento da obraDuração relativaO que sai dela
Leitura e premissasArquitetura em estudo ou anteprojetoCurtaLista de premissas aprovada pela construtora
AnteprojetoAntes do cálculo da estruturaMédiaPlantas com espaços e caminhos principais
CompatibilizaçãoJunto com a estrutura e a elétricaA mais variávelInterferências resolvidas e registradas
ExecutivoAntes da concretagem dos primeiros pavimentosA mais longaPranchas finais, memorial e lista de materiais
Conferência na obraTubulação montada, antes do fechamentoUma ou mais visitasRelatório com fotos e pendências
Como construídoFim da obraCurtaPlantas finais para o condomínio

O prazo de cada fase depende do tamanho do empreendimento e de quanto a arquitetura muda no caminho; o do seu caso sai na proposta [PREENCHER prazo típico da Táquion Tech].

Como funciona projeto de telecomunicações para construtoras quando a obra já começou?

Funciona, mas a ordem se inverte em parte. Com a estrutura pronta, o projeto parte do que existe: levanta lajes, vigas e shafts já executados e procura caminhos que não exijam furar estrutura.

Nesse cenário, a compatibilização vira negociação caso a caso com o calculista e a elétrica, e a conferência na obra ganha peso. O resultado ainda evita o quebra-quebra pós-entrega, mas com menos liberdade de escolha.

O que a construtora fornece em cada fase

A construtora fornece os projetos das outras disciplinas, as decisões comerciais do empreendimento e acesso à obra. Atraso em qualquer desses itens trava a fase seguinte do projeto de telecom.

O que a construtora deixa à disposição do projetista

  • Arquitetura atualizada em arquivo editável, com cortes e fachadas.
  • Projeto estrutural com vigas, lajes e furos previstos, assim que existir.
  • Projeto elétrico, para separar os caminhos de energia e de telecom.
  • Memorial de vendas, com o que foi prometido ao comprador sobre internet, Wi-Fi e portaria.
  • Lista dos sistemas das áreas comuns, como câmeras, controle de acesso e interfone.
  • Nome de quem aprova cada fase e de quem coordena a compatibilização.
  • Calendário da obra, com a data prevista para o fechamento das paredes de cada pavimento.

O memorial de vendas é o item mais esquecido. Se ele promete escolha de operadora ou Wi-Fi no clube, o projeto precisa saber disso já na fase 1, e não no executivo.

Quando a obra trabalha em modelo BIM, a modelagem da informação da construção em 3D, a compatibilização pode acontecer dentro do mesmo modelo das outras disciplinas [CONFIRMAR formatos de entrega da Táquion Tech].

Sua obra está na fase dos complementares?

No projeto de telecomunicações para construtoras, um Especialista entra no calendário da obra, compatibiliza com as outras disciplinas e confere a tubulação antes do reboco.

Pedir orçamento de cabeamento para sua obra

E o valor do projeto, quando aparece?

A proposta sai depois da leitura da arquitetura, porque é ela que mostra o volume de desenho. Os fatores que mudam esse valor estão no guia sobre quanto custa projeto de telecomunicações para construtoras.

Erros comuns em cada fase e o sinal que aparece na obra

Cada fase tem um erro típico, e a maioria aparece na obra como um tubo que não chega ou uma caixa no lugar errado. Pegar o erro na conferência custa uma correção; pegar depois do reboco custa uma parede.

Erro típico de cada fase do projeto e como ele aparece no canteiro
FaseErro típicoComo aparece na obra
Leitura e premissasIgnorar o memorial de vendasO clube é entregue sem ponto para o Wi-Fi prometido
AnteprojetoShaft de telecom colado no elétricoEletricista e equipe de telecom disputam o mesmo vão
CompatibilizaçãoDuto cruzando viga sem furo previstoA equipe desvia o tubo pelo forro e soma curvas
ExecutivoCaixa de passagem faltando em trecho longoO arame-guia não passa e o duto fica inutilizado
ConferênciaVisita marcada depois do rebocoO defeito só aparece quando a operadora tenta passar o cabo
Como construídoMudanças da obra não registradasO condomínio não sabe qual duto está livre

Atalhos que desfazem o projeto no canteiro

  • Trocar o duto especificado por um mais fino: a economia aparece na compra e o problema na primeira fibra.
  • Deixar o duto sem arame-guia: sem o fio de puxada, o tubo vazio vira obstáculo em vez de caminho.
  • Aproveitar o shaft de telecom para outra instalação: o espaço reservado some antes da entrega.
  • Fechar o forro sem avisar o projetista: a conferência deixa de ver justamente os trechos mais críticos.

O que a conferência na obra olha

A visita acontece com a tubulação ainda aparente. O Especialista percorre o trajeto da entrada até algumas unidades de amostra e compara com as pranchas.

  • Trajeto: se o duto segue o caminho desenhado ou ganhou desvios e curvas.
  • Caixas: posição, tamanho e tampa acessível depois do acabamento.
  • Guias: arame-guia presente em todos os dutos vazios.
  • Separação: distância entre telecom e energia nos trechos paralelos [CONFIRMAR na norma].

Exemplo: um prédio de salas comerciais, do estudo às plantas finais

O caso é ilustrativo e acompanha um prédio de oito pavimentos de salas comerciais, do primeiro arquivo de arquitetura ao manual do condomínio. Ele mostra o que cada fase muda no desenho.

  1. Premissas: o memorial de vendas promete que cada sala pode contratar qualquer operadora. O projeto parte de dutos reserva na entrada e de um armário de telecom por andar.
  2. Anteprojeto: a sala de entrada sai do subsolo, onde havia risco de água, e vai para o térreo ao lado da portaria. O shaft de telecom fica no núcleo dos elevadores, separado do elétrico.
  3. Compatibilização: a estrutura mostra uma viga de transição no segundo pavimento. A prumada ganha um furo previsto pelo calculista, em vez de um desvio com quatro curvas.
  4. Executivo: cada sala recebe um quadro de telecom e dutos até duas paredes. A lista de materiais sai por pavimento, para a obra comprar em lotes.
  5. Conferência: no quinto pavimento, um trecho de duto foi trocado por um diâmetro menor. A troca é refeita antes do forro, com custo de algumas horas de equipe.
  6. Como construído: as plantas finais registram a mudança do quinto andar e indicam quais dutos da entrada estão livres.

Sem a conferência, o duto mais fino do quinto andar só apareceria quando a segunda operadora tentasse atender uma sala. O guia sobre como levar fibra óptica a um prédio mostra esse mesmo momento do lado do provedor.

O que a construtora recebe no fim do projeto?

A construtora recebe um conjunto de documentos para orçar, executar, conferir e depois entregar ao condomínio. Cada documento tem um dono diferente na obra.

Documentos do projeto de telecom e quem usa cada um na construtora
DocumentoQuem usaPara quê
Pranchas por pavimentoMestre de obras e equipe de instalaçõesExecutar dutos, caixas e quadros
Cortes da prumadaCoordenação de projetosConferir a passagem pelos pavimentos e pelo shaft
Memorial descritivoEngenharia de custos e qualidadeSaber o padrão de cada material e a norma aplicada
Lista de materiaisSuprimentosCotar e comprar por pavimento
Relatórios de conferênciaGerente da obraCorrigir pendências antes do fechamento
Plantas do que foi construídoPós-obra e condomínioReceber operadoras sem procurar dutos

A Táquion Tech projeta caminhos e espaços e não executa a tubulação da obra nem vende material. As normas que o memorial costuma citar são a ABNT NBR 16264, para o residencial, e a ABNT NBR 14565, para o comercial [CONFIRMAR na norma].

Projeto de telecom separado ou dentro do projeto elétrico?

Muitas obras deixam a tubulação de telecom com o projetista elétrico, que desenha os dutos ao lado dos circuitos. Funciona em prédios pequenos e de uso único, com poucas exigências de operadora.

O projeto separado vale quando o prédio tem várias operadoras previstas, uso misto, sistemas de área comum ou salas comerciais que vão receber rede própria. Nesses casos, entender o backbone do cabeamento estruturado ajuda a ver por que a prumada merece desenho próprio, e as salas de cada andar seguem a lógica da montagem de sala técnica.

Perguntas frequentes

O projeto de telecom precisa ser aprovado na prefeitura?

Depende do município, porque algumas cidades pedem a infraestrutura de telecom no projeto aprovado [CONFIRMAR na norma, código de obras do município]. Mesmo onde não é exigido, o projeto evita retrabalho na obra e no pós-entrega.

Quantas visitas de conferência a obra costuma ter?

O número depende de quantos pavimentos e quantas etapas de fechamento a obra tem. A quantidade de visitas vai definida na proposta [PREENCHER número padrão de visitas].

O projetista de telecom conversa direto com o calculista?

Conversa, normalmente por meio da coordenação de projetos da construtora. É nessa conversa que se combinam os furos em viga e laje para a prumada, antes de a estrutura ser detalhada.

O que muda num condomínio de casas em vez de prédio?

Em vez de prumada vertical, o projeto desenha dutos enterrados e caixas no arruamento até cada lote. A lógica de entrada, reserva para várias operadoras e quadro em cada unidade continua a mesma.

Quem assina o projeto de telecomunicações?

O projeto é assinado por profissional habilitado, com o registro que o município e a construtora exigirem [CONFIRMAR responsável técnico e registro profissional]. A assinatura vai nas pranchas e no memorial.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

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Fontes

  1. Lei nº 13.116, de 20 de abril de 2015 (Planalto): lei sobre infraestrutura de telecomunicações, com regras que alcançam edificações
  2. Building information modeling (Wikipédia em inglês): o que é o BIM e como ele permite compatibilizar as disciplinas da obra num mesmo modelo

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Thiago ManoelResponsável técnico