Guia explicativo · Integração com SGP
Como funciona integração com SGP: etapas e piloto para provedores
Como funciona integração com SGP: o SGP continua sendo onde o atendimento cadastra e fecha ordens de serviço, e cada um desses atos passa a chegar sozinho ao RADIUS, à OLT e ao ACS. O projeto começa conferindo o que a versão do sistema já faz, desenha os eventos, prova tudo numa OLT piloto e só então leva o fluxo às outras OLTs, uma por vez.
Resumo
- O SGP dá a ordem, o RADIUS libera o login, a OLT autoriza a ONU e o ACS grava o Wi-Fi do assinante.
- A primeira etapa separa o que a versão contratada já faz do que precisa de uma ponte construída fora do sistema.
- A OLT piloto é a etapa mais longa, porque roda instalações reais e só termina quando os critérios fecham.
- No fim o provedor recebe fluxos escritos, usuários dedicados em cada equipamento e um roteiro para quando algo falha.
Como funciona integração com SGP: quem dá a ordem e quem obedece
O SGP guarda o contrato e a ordem de serviço, e três sistemas da rede executam o que ele decide. A integração é o conjunto de ligações que faz essa decisão sair do sistema e virar configuração no equipamento certo.
Sem integração, o SGP anota e alguém da equipe repete a anotação na rede: o suporte digita o serial da ONU na OLT, cria o login no concentrador e liga para o assinante ditando a senha do Wi-Fi. Com a integração com SGP, o mesmo cadastro alimenta cada equipamento, e a Táquion Tech faz esse trabalho por acesso remoto, sem tirar o provedor do sistema que já usa.
| Peça | Papel na rede | O que recebe do SGP | Onde a equipe confere |
|---|---|---|---|
| SGP | Cadastro, contrato, cobrança e ordem de serviço | Nada: é a origem de toda ordem | Histórico do contrato e da ordem |
| RADIUS e concentrador | Confere login e senha e aplica a velocidade | Login, senha, plano e situação do contrato | Sessão ativa e perfil aplicado |
| OLT | Liga a fibra do cliente à rede e autoriza a ONU | Serial ou porta, perfil de linha e VLANs | ONU autorizada e sinal óptico |
| ACS | Configura a ONU à distância pelo protocolo TR-069 | Nome e senha do Wi-Fi e firmware desejado | Última conversa da ONU com o servidor |
O RADIUS é o servidor que responde ao concentrador se um login pode navegar e com qual velocidade; o protocolo está explicado em RADIUS para provedores. Já a ligação entre o sistema e a OLT, peça mais trabalhosa da integração, tem passo a passo próprio no guia de como integrar OLT com ERP.
O que a sua versão do SGP já faz sozinha?
A resposta muda o tamanho de todo o resto do projeto. Parte dos recursos de RADIUS e de comunicação com OLT pode vir pronta no sistema, conforme a versão e os módulos contratados [CONFIRMAR na documentação do fornecedor].
- Autenticação: o SGP responde como RADIUS ou entrega os dados a um servidor separado?
- OLT: a versão contratada envia comandos à marca de OLT da rede ou só registra o serial da ONU?
- ACS: existe ligação nativa com um servidor de gerência das ONUs ou ela precisa ser construída?
O que o SGP alcança é configurado nele. O que ele não alcança vira uma ponte: um pequeno serviço que lê o evento do sistema e executa a ação no equipamento, com registro de cada tentativa.
As cinco etapas do projeto, na ordem
O projeto anda em cinco etapas, cada uma com um resultado que o provedor confere antes de liberar a próxima. As instalações seguem normais em todas elas, porque nenhuma OLT muda de processo antes de o piloto ser aprovado.
- Leitura da versão e do processo: o Especialista acompanha como cada evento é feito hoje e confere o que o SGP oferece. É uma etapa curta e termina num mapa dos passos manuais.
- Desenho evento por evento: para cliente novo, troca de plano, corte, religação, troca de ONU, mudança de endereço e cancelamento, define-se a ação em cada peça. Também é curta e termina num documento aprovado pelo provedor.
- Padronização e ligação: perfis e VLANs ganham os mesmos nomes em todas as OLTs, e o SGP é ligado ao RADIUS, à OLT piloto e ao ACS. Leva tempo médio, mais quando a rede mistura marcas.
- OLT piloto: instalações reais de uma OLT passam pelo fluxo, com a equipe de campo e o Especialista acompanhando. É a etapa mais longa.
- Expansão e entrega: as outras OLTs entram uma por vez, e o projeto fecha com documentação e treino do suporte. O ritmo depende do número de OLTs e de marcas.
O prazo em dias de cada etapa sai na proposta, depois da leitura da versão [PREENCHER prazo típico da Táquion Tech]. Os fatores que pesam no valor estão no guia de quanto custa integração com SGP; este texto fica no que acontece dentro de cada etapa.
O que o provedor separa antes da primeira etapa
A leitura da versão anda rápido quando o material está à mão. Peça à equipe que reúna estes itens antes da primeira conversa.
- Acesso ao SGP: usuário de leitura para conferir planos, contratos e o registro das ordens de serviço.
- Lista da rede: OLTs e concentradores com marca, modelo, versão de firmware e endereço de gerência.
- Planos à venda: velocidade, VLANs e serviços de cada plano, inclusive os combos com TV ou voz.
- Contratos de teste: dois ou três cadastros fictícios no SGP e uma ONU de bancada por marca de OLT.
Por que padronizar a OLT antes de ligar o SGP?
Porque o SGP envia o nome de um perfil, e a OLT só obedece se aquele nome existir nela. Quando cada OLT tem perfis batizados por um técnico diferente, o fluxo vira uma lista de exceções que quebra na primeira OLT nova.
O caminho de uma troca de ONU com o SGP integrado
A troca de ONU queimada é o evento que mais se repete depois da instalação, e mostra bem por onde o dado passa. O técnico informa o serial novo no SGP, e o resto acontece sem o suporte abrir a OLT.
1 · SGP
Ordem de troca fechada
O técnico registra o serial da ONU nova na ordem de serviço, pelo aplicativo ou pela tela do sistema.
2 · Ponte
Evento lido e conferido
O fluxo confere se o serial novo não pertence a outro contrato e se a porta da OLT continua a mesma.
3 · OLT
ONU antiga sai, nova entra
O registro da ONU queimada é removido e a nova é autorizada na mesma porta, com o perfil e as VLANs do plano.
4 · RADIUS
Login segue o mesmo
A sessão PPPoE sobe com o login e a velocidade que já estavam no cadastro, sem nada a refazer.
5 · ACS
Wi-Fi regravado
Nome e senha da rede sem fio voltam iguais aos da ONU antiga, e o assinante não reconfigura os aparelhos.
Cada passo deixa uma linha no registro de ações. Se a OLT não responder, o fluxo para no passo 3 e avisa o suporte, em vez de deixar o cliente com metade da configuração aplicada.
Repare no passo 5: é ele que evita a ligação do assinante dizendo que a TV e o celular não conectam mais. Como o servidor grava o Wi-Fi à distância está no guia de gerência de CPEs via TR-069.
Como funciona a OLT piloto na integração com SGP?
Uma OLT passa a ser comandada pelo SGP enquanto as demais seguem no processo antigo, e cada instalação dela é acompanhada. O piloto só termina quando todos os eventos do desenho rodaram em clientes reais sem intervenção manual.
A escolha da OLT piloto importa. O ideal é uma OLT com instalações frequentes, para os eventos aparecerem rápido, mas fora do POP mais crítico, para um erro atingir poucos assinantes enquanto o fluxo amadurece.
Critérios para aprovar a OLT piloto e liberar a expansão
- Instalações novas terminaram com o cliente navegando sem ninguém abrir a OLT.
- Uma troca de plano mudou a velocidade sem visita e sem o assinante reiniciar o roteador.
- Um corte por atraso derrubou a sessão e a religação devolveu o acesso logo após a baixa.
- Uma troca de ONU manteve o Wi-Fi igual ao da ONU antiga.
- Um cancelamento removeu a ONU da OLT e liberou a porta.
- Uma falha provocada de propósito, com a OLT inacessível, gerou aviso ao suporte.
Item que não fechou volta para o desenho e é testado de novo na mesma OLT. Levar o fluxo para a rede inteira com um evento pendente só multiplica a correção.
Quer ver o SGP ativando clientes numa OLT antes de mexer no resto?
A integração com SGP começa por uma OLT piloto, com instalações reais acompanhadas, e só avança quando cada evento do contrato passa sem ajuste manual.
O papel da equipe de campo durante o piloto
O instalador é quem primeiro percebe se o fluxo funciona, porque espera na casa do cliente. Durante o piloto ele avisa quanto tempo a ONU levou para ser autorizada e se o Wi-Fi já subiu com o nome certo.
O guia de como funciona automação de ativação de clientes aprofunda a ativação vista pelo técnico, em qualquer sistema de gestão.
Exemplo: um provedor com cinco OLTs de duas marcas
Um caso de referência mostra a sequência inteira, do primeiro acesso ao SGP até a última OLT no fluxo. Os números são ilustrativos e servem para mostrar a ordem dos acontecimentos.
O provedor usa o SGP no comercial e no financeiro, tem cinco OLTs, três de uma marca e duas de outra, dois concentradores e um ACS que hoje só atualiza firmware. Toda ONU é autorizada pelo suporte, por telefone, enquanto o instalador espera.
- Leitura: a conferência mostra que a versão do SGP já atende como RADIUS, mas não envia comandos a uma das marcas de OLT. Para essa marca, o desenho prevê uma ponte.
- Desenho: sete eventos são descritos em ação por peça. O provedor decide que o corte acontece no RADIUS e que a ONU só sai da OLT no cancelamento.
- Padronização: os perfis das cinco OLTs ganham os mesmos nomes, e uma lista com as ONUs fora do plano é corrigida em janela noturna.
- Piloto: a OLT escolhida é da marca que o SGP já comanda. Uma troca de ONU falha porque o serial antigo não saía da OLT, prova de que testar só a instalação não basta.
- Expansão: as outras OLTs da mesma marca entram primeiro. As duas da segunda marca vêm depois, com a ponte própria testada numa ONU de bancada.
- Entrega: o suporte recebe o documento dos fluxos e o roteiro de falha, e passa a acompanhar o registro de ações em vez de digitar comandos.
Erros comuns em cada etapa e como eles aparecem
Cada etapa tem uma falha típica, e quase todas dão sinal antes de chegar à base inteira. O segredo é saber onde olhar em cada momento do projeto.
- Na leitura: confiar no folheto do sistema em vez da versão instalada. Aparece no desenho, quando um recurso prometido não está na tela.
- No desenho: esquecer a mudança de endereço, que tira a ONU de uma porta e a coloca em outra OLT. Aparece no primeiro cliente que muda de casa.
- Na ligação: usar o usuário administrador da OLT no fluxo. Aparece numa auditoria, quando ninguém sabe quem rodou um comando.
- No piloto: testar só instalações novas. Aparece semanas depois, no primeiro cancelamento que deixa a ONU ativa.
Evite estes atalhos durante a integração
- Liberar todas as OLTs de uma vez porque o piloto foi bem na primeira semana.
- Deixar o servidor ACS aceitando conexão de qualquer endereço da internet.
- Corrigir uma ativação com falha à mão sem registrar, o que esconde o defeito do fluxo.
Uma OLT que passa a derrubar ONUs depois da integração nem sempre é culpa do fluxo. O guia sobre OLT derrubando ONU ajuda a separar defeito de rede de comando errado.
O que fica com o provedor depois da última OLT
O provedor recebe a integração funcionando e os papéis para mantê-la sem depender de quem a construiu. É essa documentação que a equipe consulta quando algo falha num sábado.
- Documento dos fluxos: cada evento do SGP com a ação em cada equipamento, escrito para o suporte entender.
- Usuários dedicados: um usuário de integração por OLT, concentrador e ACS, com permissão só para o que o fluxo faz.
- Registro de ações: onde ver, para cada contrato, o que o sistema tentou fazer e a resposta de cada equipamento.
- Roteiro de falha: o passo manual para ativar um cliente quando a OLT ou o SGP estiverem fora do ar.
Quem ajusta o fluxo quando o SGP muda de versão?
Defina isso antes da entrega, porque atualização do sistema ou firmware novo na OLT podem mudar uma resposta que o fluxo espera. A integração com SGP exige um dono depois de pronta, seja alguém da casa treinado, seja um acompanhamento contratado [CONFIRMAR oferta].
Se a decisão for trocar de sistema no futuro, a integração não se perde inteira: os perfis padronizados e o desenho dos eventos servem de base para a migração de ERP de provedor.
Perguntas frequentes
O financeiro do SGP precisa mudar para integrar a rede?
Não. Régua de cobrança, boletos e notas continuam iguais, e a integração só passa a levar a situação do contrato até o RADIUS.
Dá para integrar só o RADIUS primeiro e a OLT depois?
Dá, e é um começo comum quando a versão do SGP já atende como RADIUS. A ativação da ONU e o Wi-Fi pelo ACS entram em seguida, cada um com seu teste na OLT piloto.
A integração funciona com o SGP hospedado fora do POP?
Funciona, desde que exista um caminho seguro entre o sistema e a gerência das OLTs e dos concentradores, em geral por VPN. A forma de acesso de cada instalação do SGP deve ser conferida com o fornecedor [CONFIRMAR na documentação do fornecedor].
O que acontece se a OLT estiver fora do ar na hora da instalação?
O fluxo registra a falha e avisa o suporte, sem deixar meia configuração aplicada. Quando a OLT volta, o evento é repetido, ou o suporte segue o roteiro manual.
Precisa trocar as ONUs que já estão instaladas?
Não. As ONUs atuais são conferidas contra o cadastro, e só as que fogem do perfil do plano recebem correção de VLAN ou de perfil. As de contratos já cancelados saem da OLT para liberar portas.
Fontes
- RFC 2865: Remote Authentication Dial In User Service (RADIUS): padrão do servidor que libera o login e aplica a velocidade decidida no SGP
- TR-069 (Wikipédia em inglês): protocolo pelo qual o ACS regrava o Wi-Fi da ONU nova numa troca de equipamento
- ITU-T G.988: ONU management and control interface (OMCI): padrão de gerência da ONU pela OLT, base dos perfis que o fluxo aplica em cada marca