Quanto custa telemetria de equipamentos remotos por ponto e por mês
Quanto custa telemetria de equipamentos remotos se calcula ponto a ponto: cada gerador, bomba ou abrigo de equipamentos soma módulo de coleta, instalação no painel, energia de reserva e uma conexão que pode ter mensalidade. O tipo de equipamento, o sinal disponível no local e a decisão de só ler ou também comandar são o que mais afastam um orçamento do outro.
Resumo
- O valor tem uma parte por ponto, paga na instalação, e uma parte mensal, que segue enquanto a telemetria existir.
- Um abrigo de equipamentos de rede mede muito mais coisas que uma bomba, por isso custa mais por ponto.
- A frequência de envio pesa na mensalidade, principalmente em satélite e em planos cobrados por volume de dados.
- Comandar o equipamento à distância exige trava local e testes, e costuma entrar numa segunda etapa.
Quanto custa telemetria de equipamentos remotos: a conta começa em cada ponto
O orçamento soma o custo de equipar cada ponto e o custo de mantê-lo conectado todo mês. Dez pontos parecidos saem com valores próximos; dez pontos diferentes, não.
Telemetria é a leitura à distância do estado de um equipamento, feita sozinha e de tempos em tempos. Em vez de alguém ir até o poço, o gerador ou o abrigo de rede para conferir, um módulo lê o equipamento e manda as informações para um painel, com alerta quando algo sai do normal.
A telemetria de equipamentos remotos cobre o levantamento dos pontos, a medição de sinal em cada local, a instalação da coleta e a configuração dos alertas. A Táquion Tech não vende módulo, sensor nem chip, e a faixa de preço por ponto instalado é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
Ficha de custo de um ponto de telemetria
Antes de pedir propostas, vale montar a ficha de cada ponto com os itens abaixo, porque cada um pode ser simples num local e caro no outro.
- Leitura: o que será lido no equipamento, como contato de ligado e desligado, sinal de nível ou dados do controlador.
- Módulo de coleta: o aparelho que junta as leituras e transmite, especificado pelo número de entradas necessárias.
- Instalação no painel: montagem dentro do quadro da bomba ou do gerador, com o circuito desligado e bloqueado.
- Energia de reserva: bateria no módulo para avisar quando a energia do local cai.
- Conexão: chip de celular, rede de sensores própria, rádio ou satélite, escolhida pelo sinal medido no ponto.
- Plataforma e alertas: painel com todos os pontos, limites, contatos e aviso de ponto sem comunicação.
Os dados do controlador costumam usar Modbus, um protocolo industrial antigo e aberto que muitos geradores e inversores oferecem. Quando o equipamento não tem essa saída, a leitura vem de sensores extras, que somam custo ao ponto.
O que muda o preço de um equipamento para outro?
Cada tipo de equipamento tem um conjunto típico de medições e um item que encarece o ponto. A tabela ajuda o gestor a prever quais pontos da lista vão custar mais.
| Equipamento | O que costuma ser medido | O que encarece o ponto |
|---|---|---|
| Gerador | Partida, falha, horas de funcionamento, tensão da bateria e nível de diesel | Sensor de nível no tanque e leitura do controlador do gerador |
| Bomba de poço ou recalque | Ligada ou desligada, corrente do motor e pressão na saída | Comando remoto, que exige trava local e testes |
| Reservatório | Nível e transbordo | Ponto no alto do morro, sem energia e longe da bomba |
| Abrigo ou POP de rede | Energia da concessionária, retificador, baterias, temperatura e porta | Muitas grandezas no mesmo ponto e integração com o retificador |
| Painel solar e baterias | Geração, carga das baterias e falha do controlador | Leitura do inversor ou do controlador de carga [CONFIRMAR na documentação do fabricante] |
| Freezer ou compressor em cliente | Funcionamento, temperatura e falta de energia | Instalação fora da empresa, com acesso combinado com o cliente |
Repare que o equipamento mais caro nem sempre é o ponto mais caro. Um reservatório simples pode custar mais que uma bomba porque fica num lugar sem energia e sem sinal, e isso pesa mais que o número de medições.
POP e abrigo de telecom: muitas medições num ponto só
POP, ou ponto de presença, é o abrigo onde ficam equipamentos de rede longe da sede, muitas vezes no alto de um morro e com energia própria.
É o ponto com mais medições da lista: energia da rua, tensão do retificador, carga das baterias, temperatura, porta aberta e, quando há gerador, partida e combustível. O dimensionamento dessa energia é tema de quanto custa projeto de energia para POPs, e a opção por painel solar, de quanto custa energia solar para POPs.
Para o mesmo abrigo, a telemetria acrescenta o aviso que falta: saber, de longe, que as baterias estão descarregando antes de o POP cair.
Quanto custa a conexão de cada ponto por mês?
Depende do sinal disponível no local, e por isso a conexão é escolhida ponto a ponto, depois da medição. Na mesma frota é comum ter pontos com chip, pontos em rede própria e um ou outro por satélite.
| Situação do ponto | Conexão que costuma servir | O que confirmar antes |
|---|---|---|
| Sinal de celular forte do lado de fora do painel | Chip de dados de celular IoT | Se o sinal continua bom com a porta do painel metálico fechada |
| Sinal fraco dentro do abrigo | Chip com antena externa no telhado ou no poste | Altura da antena, cabo e proteção contra surto |
| Vários pontos a poucos quilômetros de um ponto alto da empresa | Rede de sensores própria com gateway | Cobertura medida em campo em todos os pontos |
| Visada livre até uma torre da empresa | Rádio até a sede | Mata que pode crescer no caminho e altura do mastro |
| Nenhum sinal e céu aberto | Satélite com poucas mensagens por dia | Custo por mensagem ou por volume no plano [CONFIRMAR no plano da operadora] |
Celular IoT é o nome das versões de rede celular feitas para aparelhos que mandam pouco dado, como LTE-M e NB-IoT. Rede de sensores própria é a LoRaWAN, cujo custo está em quanto custa implantação de rede LoRaWAN; a comparação de tecnologias antes da compra aparece em quanto custa projeto de conectividade IoT.
Quer saber qual conexão funciona em cada ponto?
Na telemetria de equipamentos remotos, um Especialista mede o sinal em cada local, escolhe a conexão de cada ponto e mostra o custo mensal antes da instalação.
Frequência de envio: o detalhe que multiplica a mensalidade
Mandar leitura a cada minuto quase nunca traz informação nova e, em planos por volume ou por mensagem, multiplica a conta.
- Leituras por dia: divida 1.440 minutos pelo intervalo de envio; a cada 15 minutos, são 96 envios por dia.
- Volume do mês: multiplique os envios diários por 30 e pelo tamanho de cada mensagem informado pelo fabricante do módulo.
- Plano: compare o volume com a franquia do chip ou com o preço por mensagem do satélite.
- Eventos: acrescente os envios extras de alarme, que acontecem só quando algo muda.
Uma regra que costuma equilibrar custo e informação é enviar leituras de rotina em intervalo longo e mandar o alarme na hora em que o estado muda.
Exemplo: doze poços num município e três abrigos na serra
Uma frota grande de pontos simples e uma frota pequena de pontos carregados de medições chegam a orçamentos parecidos por motivos opostos. O fator decisivo foi diferente em cada caso.
- Doze poços e reservatórios num município: dez pontos têm sinal de celular, e dois ficam num vale sem cobertura, resolvidos com rádio até um reservatório vizinho. Mede-se bomba ligada, corrente e nível. Pesaram os dois pontos sem sinal e o deslocamento entre poços, mais que as medições.
- Três abrigos de rede na serra: cada abrigo tem retificador, baterias, porta e gerador, e um deles só tem céu aberto. Cada ponto mede mais de dez grandezas, e o terceiro abrigo usa satélite com envio espaçado. Pesaram o número de medições por ponto e a integração com o retificador.
Na primeira frota, o valor cresceu com a quantidade e a geografia; na segunda, com a complexidade de cada ponto. Dividir o total pelo número de pontos e comparar com outra proposta leva a conclusão errada nos dois casos.
Só leitura ou também comando: quando vale ligar à distância?
Comandar vale quando a viagem até o ponto custa caro e o equipamento já tem proteção local contra uso errado. Na maioria dos projetos, a leitura vem primeiro e o comando entra depois do ponto piloto.
Ler é seguro: no pior caso, a leitura atrasa. Comandar é diferente, porque um comando no momento errado pode secar um poço, estourar uma tubulação ou partir um gerador com alguém mexendo nele.
- Vale comandar: bomba de recalque longe da sede, com boia e pressostato no local, que hoje exige viagem para religar.
- Vale comandar: partida de teste do gerador, desde que o painel tenha modo automático e bloqueio de manutenção.
- Fica só na leitura: equipamento sem trava local, ponto com conexão instável ou máquina sem confirmação de execução.
O comando soma itens ao ponto: relé de saída, confirmação de que o equipamento obedeceu e testes com a equipe no local. A montagem dentro do quadro elétrico segue a NR-10 [CONFIRMAR na norma], e a lógica de comando do painel fica com o integrador elétrico.
A trava fica no equipamento
Nenhum aplicativo substitui boia, pressostato ou chave de manutenção no local. Se a proteção não existe no painel, ela entra no orçamento do integrador antes de qualquer comando remoto.
Quanto custa uma viagem só para conferir o equipamento?
Custa o combustível, as horas da equipe e o risco de a falha acontecer logo depois da visita. A tabela mostra como calcular com os números da própria empresa.
| O que se perde | Conta com os seus números |
|---|---|
| Viagens de conferência | Viagens por mês x quilômetros por viagem x custo do quilômetro, mais as horas de quem dirige |
| Reservatório que secou | Horas sem água x clientes, animais ou linhas afetados x prejuízo por hora |
| Gerador que não partiu | Horas sem energia na última queda x prejuízo por hora no local atendido |
| POP que caiu por bateria | Assinantes ou filiais afetados x horas fora x valor da hora para cada um |
| Diesel sem controle | Litros comprados por mês x diferença entre o consumo esperado e o real |
Muitas empresas descobrem que a primeira linha sozinha paga a telemetria de vários pontos. As outras linhas são as que doem quando acontecem, e o guia de análise preditiva de falhas mostra como o histórico das leituras avisa antes de a bomba ou o gerador parar.
Para câmaras frias e salas técnicas dentro da própria empresa, a conta muda de forma, e o guia de quanto custa monitoramento de ambientes com sensores trata desse caso.
Quanto custa telemetria de equipamentos remotos depois de instalada?
Depois da instalação ficam os custos de conexão, plataforma, baterias dos módulos e visitas quando o painel é mexido. Alguns itens ficam fora da proposta de propósito, porque têm outro dono.
- Conexão mensal: chip ou satélite contratado direto com a operadora, em nome da empresa.
- Plataforma: assinatura por ponto ou por conta, quando não se usa um servidor próprio.
- Bateria do módulo: troca periódica, conforme a ficha do fabricante [CONFIRMAR na ficha do fabricante].
- Painel mexido: quando o eletricista troca o quadro ou o controlador, a coleta precisa ser refeita e testada.
- Rede antiga: módulos 2G e 3G param quando a operadora desliga essas redes [CONFIRMAR prazo das operadoras].
- Conserto do equipamento: bomba, gerador e motor seguem com a manutenção que a empresa já contrata.
Para comparar propostas de telemetria, confira se cada uma mostra
- A lista de pontos com o que será medido em cada um.
- O sinal medido no local e a conexão escolhida para cada ponto.
- O custo mensal por ponto, somando conexão e plataforma.
- O intervalo de envio de rotina e como os alarmes são enviados.
- O aviso de ponto que parou de se comunicar.
- A bateria do módulo e quanto tempo ela segura o aviso de falta de energia.
- Como cada ponto fala com o servidor sem porta aberta na internet.
Sem o custo mensal por ponto e sem o aviso de ponto mudo, duas propostas não são comparáveis. Peça os dois itens antes de olhar o total da instalação.
Erros que fazem a telemetria custar duas vezes
Os erros abaixo parecem economia na instalação e voltam como visita, troca de módulo ou falha sem aviso.
Evite ao contratar telemetria
- Comprar módulo 2G ou 3G porque sobrou no estoque do distribuidor por menos.
- Medir o sinal com o celular do técnico e não dentro do painel fechado.
- Deixar o módulo sem bateria própria, mudo justamente quando a energia cai.
- Configurar envio a cada minuto num ponto por satélite.
- Ligar a bomba pelo aplicativo sem boia ou pressostato no local.
A Táquion Tech entrega a ficha de cada ponto com fotos, endereço e configuração, para que qualquer técnico encontre o problema sem depender de quem instalou.
Perguntas frequentes
Dá para aproveitar a telemetria que já vem no gerador?
Às vezes, quando o fabricante oferece aplicativo próprio ou saída de dados aberta. O cuidado é não acabar com um aplicativo por marca, sem visão única de todos os pontos e sem aviso de ponto mudo.
Telemetria funciona em ponto sem energia elétrica?
Funciona com painel solar e bateria, porque o módulo consome pouco. O dimensionamento considera os dias nublados seguidos da região e a frequência de envio escolhida.
Posso começar só pelos pontos mais críticos?
Pode, e costuma ser o caminho mais seguro. Os pontos cuja falha custa mais entram primeiro, no mesmo padrão que depois será usado no resto da frota.
A telemetria serve para abrigos de provedor de internet?
Serve, e é um dos usos em que ela mais se paga, porque o abrigo concentra energia, baterias e equipamentos longe da sede. Para o provedor, acompanhar esses dados ao lado da rede costuma passar pelo NOC.
Quanto tempo leva para a telemetria se pagar?
Depende de quantas viagens e falhas ela evita, e cada empresa faz essa conta com os próprios números. Somar um ano de viagens de conferência costuma ser o primeiro passo.
Fontes
- Telemetry (Wikipédia em inglês): conceito de medição à distância e transmissão automática de dados de equipamentos.
- Modbus (Wikipédia em inglês): protocolo aberto usado por controladores de geradores, inversores e painéis de bombas.
- LTE-M (Wikipédia em inglês): versão da rede celular para aparelhos de baixo consumo que mandam poucos dados.