Guia de preço · Mudança de data center
Quanto custa mudança física de data center: guia para empresas
Quanto custa mudança física de data center depende muito mais do risco de um sistema não voltar do que da distância entre as salas. Pesam o número de equipamentos, as dependências entre os sistemas, a forma de mudar, a troca de endereços de rede e a janela em que a empresa aceita ficar parada.
Resumo
- O transporte costuma ser a etapa curta; inventário, ensaio e religação concentram as horas de trabalho e o risco.
- Mudar tudo de uma vez exige menos janelas, mas põe todo o risco numa noite só; mudar com réplica encurta a parada e soma custo temporário.
- Trocar os endereços IP dos servidores no destino obriga a revisar sistemas, acessos e filiais, e encarece o plano.
- Transportadora, seguro da carga, taxa da operadora e hora do fornecedor de software chegam em orçamentos separados.
Quanto custa mudança física de data center e por que o caminhão é a menor parte?
A mudança física de data center custa o plano, o preparo do destino, o ensaio, a janela e os testes, além do transporte contratado à parte. O trajeto leva horas; o que encarece é garantir que cada sistema volte a funcionar.
Mudança física de data center é levar os servidores, o armazenamento e os equipamentos de rede de uma sala para outra, seja numa troca de sede, seja na ida para um data center contratado. Desligar, embalar e carregar é a parte visível; descobrir de que cada sistema depende é a parte cara.
Na mudança física de data center da Táquion Tech, a faixa para uma sala de até dois racks na mesma cidade é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech]. O valor sai por escrito depois do inventário, e transportadora e seguro são cotados direto com quem faz o transporte.
Não há faixa de mercado em reais neste guia, porque nenhuma fonte oficial publica preço para esse serviço. O texto se concentra no que faz uma mudança exigir mais horas, mais janelas ou mais fornecedores.
Quem cobra o quê numa mudança de sala
Uma mudança de data center envolve pelo menos cinco fornecedores, e cada um manda a sua conta. Mapear todos antes evita descobrir uma cobrança na semana da mudança.
- Plano e condução: inventário, ordem de desligamento, ensaio, acompanhamento do dia e testes.
- Transportadora: embalagem, veículo, carga e descarga, com seguro contratado à parte [CONFIRMAR parceiro de transporte].
- Operadoras: mudança do link de internet para o endereço novo, com prazo e eventual taxa definidos por elas.
- Fornecedores de software: técnico do sistema de gestão disponível para testar no dia, muitas vezes fora do horário comercial.
- Obra da sala nova: elétrica, ar-condicionado e racks, feitos por quem executa o projeto da sala.
Linha do tempo de uma mudança de data center e onde o orçamento cresce
A mudança tem cinco momentos, e só um deles desliga equipamentos. O orçamento cresce nos momentos em que o inventário está incompleto ou o destino não está pronto.
Semanas antes
Inventário e dependências
Cada equipamento e cabo listado, com o que depende de quê. Encarece quando ninguém sabe o que um servidor faz.
Antes da data
Destino conferido
Energia, ar, racks e link na sala nova. Encarece quando a operadora atrasa ou o circuito não aguenta a carga.
Dias antes
Ensaio e backup restaurado
Restauração de teste dos sistemas críticos e roteiro revisado. Encarece quando o backup não restaura.
Janela
Desligar, transportar e remontar
Ordem de desligamento, etiquetas, embalagem e remontagem. Encarece com distância longa e madrugada.
Primeiro dia útil
Religação e testes
Cada sistema conferido por um usuário da área. Encarece quando um disco ou uma licença não volta.
Os três primeiros momentos acontecem com a empresa funcionando normalmente, e é neles que se gasta menos para evitar um problema caro na madrugada da janela.
Uma sala organizada encurta a primeira etapa. Se os racks atuais não têm etiqueta nem inventário, o guia sobre quanto custa organização de data center mostra como orçar essa arrumação antes de marcar a data.
Fatores que pesam no preço da mudança física de data center
Sete fatores explicam quase toda a diferença entre propostas, e cada um traz um risco que precisa ser tratado no plano. Quanto mais riscos, mais horas de preparo e de teste.
| Fator | Onde aparece no plano | Risco que ele traz |
|---|---|---|
| Equipamentos e discos | Etiqueta, foto e posição de cada aparelho e de cada disco | Disco trocado de posição que impede o servidor de subir |
| Dependências entre sistemas | Ordem de desligar e de religar | Sistema que sobe antes do banco de dados e trava |
| Forma de mudar | Número de janelas e equipamento temporário no destino | Todo o risco concentrado numa noite só |
| Endereços de rede | Revisão de sistemas, acessos e conexões das filiais | Estações e filiais que não acham o servidor no endereço novo |
| Distância | Deslocamento da equipe e tempo de estrada | Janela que estoura porque a carga chegou tarde |
| Idade dos equipamentos | Teste antes e plano para peça que não religa | Servidor antigo que não liga depois de esfriar |
| Horário da janela | Equipe na madrugada ou no fim de semana | Fornecedor de software indisponível para testar |
O fator dos endereços de rede merece atenção. Um endereço IP é o número que identifica cada servidor na rede, e quando ele muda no destino, cada sistema, atalho e conexão de filial que apontava para o número antigo precisa ser revisto.
De uma vez, em ondas ou com réplica, qual pesa menos no orçamento?
Mudar de uma vez costuma pedir menos horas, porque há uma janela só, mas concentra todo o risco nela. Em ondas, grupos de sistemas mudam em noites diferentes, e as duas salas precisam de um link entre elas enquanto isso dura.
Com réplica, os sistemas são copiados para o destino antes e a troca leva minutos por sistema. Essa forma depende de servidores virtualizados e de equipamento já instalado na sala nova, o que soma custo temporário de hardware ou de licença.
Ainda não sabe qual forma de mudar cabe na sua empresa?
Na mudança física de data center, o inventário mostra as dependências, a forma de mudar sai do tempo de parada aceito e o dia da janela é conduzido com plano de volta para cada sistema crítico.
Exemplo: duas mudanças com a mesma quantidade de servidores
Uma construtora que muda de prédio na mesma cidade e um atacadista que leva os servidores para um data center em outra cidade podem ter o mesmo número de máquinas. Os casos são fictícios e mostram qual fator mandou em cada orçamento.
| Ponto | Construtora trocando de sede | Atacadista indo para colocation |
|---|---|---|
| Equipamentos | Quatro servidores, storage e switches num rack | Quatro servidores virtualizados, storage e firewall |
| Destino | Prédio novo a poucos quilômetros, sala recém-montada | Data center contratado em outra cidade |
| Parada aceita | Um fim de semana inteiro | Minutos por sistema, porque o faturamento roda no sábado |
| Forma de mudar | De uma vez, com plano de volta | Com réplica, sistemas copiados antes da troca |
| Fator que mandou | Endereços IP fixos espalhados pelas estações e impressoras | Distância e equipamento temporário no destino |
Na construtora, o caminhão roda pouco, mas cada estação apontava para o servidor de projetos pelo número antigo, e a revisão dos endereços tomou mais horas que o transporte. No atacadista, a réplica evitou parar o faturamento, em troca de servidores emprestados no destino e de uma viagem a mais da equipe.
Quanto custa um servidor que não volta depois da mudança?
Custa as horas de sistema fora, a equipe parada, o fornecedor chamado às pressas e, no pior caso, a restauração de dados a partir do backup. Dá para estimar com os números da sua empresa antes de decidir quanto investir em plano.
- Sistema crítico fora: escolha o sistema que mais dói parar e estime quantas horas levaria para recuperá-lo sem plano.
- Equipe parada: multiplique essas horas pelas pessoas que dependem dele e pelo custo médio da hora.
- Receita perdida: some pedidos, notas ou atendimentos que deixam de acontecer nessas horas.
- Socorro fora de hora: acrescente a hora técnica do fornecedor de software ou do fabricante num domingo.
- Dados: pergunte quantas horas de trabalho se perdem se for preciso voltar ao último backup.
Compare esse total com o custo do ensaio e da restauração de teste. Quando o primeiro passa do segundo, o plano detalhado deixa de ser luxo e vira a forma mais em conta de reduzir o risco.
Seguro da carga, quem paga se algo quebrar no caminho?
Paga o seguro, se ele foi contratado com o valor real dos equipamentos e cobre a embalagem e o manuseio. Sem isso, o prejuízo de um storage danificado no transporte costuma ficar com a empresa.
- Valor declarado: liste os equipamentos com o valor de reposição, e não o valor contábil depreciado.
- Cobertura: confira se o seguro vale para carga, descarga e o trecho dentro do prédio.
- Dados fora do seguro: nenhuma apólice devolve os dados, por isso o backup conferido viaja separado da carga.
Cobranças que chegam depois da mudança
As cobranças que mais surpreendem vêm de fornecedores que não estavam na conversa, como operadora e software. Elas raramente aparecem na proposta de quem conduz a mudança.
- Link no endereço novo: a operadora define prazo e eventual taxa de mudança, e o link precisa estar ativo antes da janela.
- Bloco de IP fixo: se a operadora entrega outro endereço público, firewall, VPN das filiais e acessos externos precisam de ajuste.
- Licença presa ao hardware: alguns sistemas exigem reativação quando o servidor muda de rede ou de placa.
- Técnico do software no fim de semana: a hora fora do expediente costuma ter valor próprio no contrato do fornecedor.
- Descarte: equipamentos que não vão para a sala nova precisam de destino e de discos apagados.
- Rotina de cópias no destino: o agendamento de backup depois da mudança é tema do backup de servidores.
A Táquion Tech não faz o transporte nem vende equipamento: conduz o plano, acompanha a janela e confere cada sistema no destino. Se a sala nova ainda está no papel, o guia sobre quanto custa projeto de sala de servidores mostra como orçar o destino antes da mudança.
Quando o destino é um data center contratado, a escolha do espaço e do contrato acontece na migração para colocation, e a mudança física entra depois, já com rack e energia reservados.
O que pedir para saber quanto custa a mudança física de data center
Peça por escrito o que será inventariado, como a janela vai correr e o que acontece se um sistema não subir. Sem esses três pontos, duas propostas não são comparáveis.
Itens que a proposta de mudança física de data center precisa trazer
- Inventário de equipamentos, discos, cabos e sistemas, com mapa de dependências.
- Forma de mudar escolhida e o tempo de parada previsto para cada sistema.
- Conferência da sala de destino com data, antes da janela.
- Restauração de teste do backup dos sistemas críticos antes de desligar.
- Ordem escrita de desligamento e de religamento.
- Plano de volta para cada sistema crítico, com o tempo que leva.
- Quem acompanha a embalagem, o transporte e a remontagem.
- Testes com um usuário de cada área no primeiro horário útil.
- Relatório final com diagrama e inventário da sala nova.
Proposta que fala em caminhão e horas de técnico, mas não em backup restaurado e plano de volta, está cotando um frete. Peça esses itens antes de comparar valores.
A identificação dos cabos e racks na sala nova pode seguir o padrão da ANSI/TIA-606, o que evita refazer as etiquetas depois [CONFIRMAR na norma].
Perguntas frequentes
Quanto tempo a empresa fica parada numa mudança de data center?
Depende da forma de mudar: de uma vez, a parada é de horas; com réplica, cai para minutos por sistema. O tempo previsto para cada sistema precisa estar escrito na proposta [PREENCHER duração típica da janela].
Dá para mudar os servidores em dia útil?
Dá para mudar sistemas que tenham réplica ou que não sejam usados no horário, mas a janela principal costuma ficar para a noite ou o fim de semana. A escolha depende do que a empresa aceita deixar fora e por quanto tempo.
Os servidores podem ir no carro da equipe de TI?
Podem, mas o risco fica todo com a empresa, porque não há seguro de carga nem embalagem adequada. Para storage e servidores com muitos discos, transportadora com seguro é a opção mais segura.
Precisa trocar os endereços IP na mudança?
Nem sempre. Se a rede interna for recriada igual no destino, os endereços podem continuar os mesmos; o que costuma mudar é o IP público entregue pela operadora, que pede ajuste no firewall e nos acessos externos.
Vale aproveitar a mudança para trocar equipamentos antigos?
Muitas vezes vale, porque servidor antigo é justamente o que mais arrisca não religar depois de desligado. Trocar ou virtualizar antes da mudança reduz o número de máquinas a transportar e o risco da janela.
Fontes
- Data center (Wikipédia em inglês): o que compõe um data center e os sistemas de energia, clima e rede que mudam junto
- Backup (Wikipédia em inglês): cópias de segurança e restauração, inclusive a regra 3-2-1
- IP address (Wikipédia em inglês): o que é o endereço IP e por que a troca afeta sistemas e acessos