Guia de preço · Climatização de sala técnica
Quanto custa projeto de climatização de sala técnica: preço e fatores
Quanto custa projeto de climatização de sala técnica é uma conta que segue o calor dos equipamentos, e não o tamanho do cômodo. Pesam a carga térmica medida, quantos aparelhos ficam de reserva, o arranjo dos racks em corredor quente e frio e a sala estar em uso ou ainda em obra.
Resumo
- A capacidade do ar sai da carga térmica, o calor que os equipamentos soltam, e não da regra de BTU por metro quadrado usada em escritórios.
- Cada aparelho de reserva acrescenta cálculo, controlador de revezamento e teste, e é o item que mais separa um projeto simples de um robusto.
- Arrumar os racks em corredor quente e corredor frio pode reduzir a capacidade necessária, mas exige mexer na posição dos equipamentos.
- Instalação, tubulação, dreno e manutenção periódica ficam com a empresa de refrigeração e chegam em orçamentos separados.
Quanto custa projeto de climatização de sala técnica e por que a conta começa nos watts?
O preço acompanha o trabalho de medir o calor da sala e desenhar o caminho para ele sair, e esse calor nasce da energia que os equipamentos consomem. Mais carga e mais exigência de reserva significam mais horas de cálculo, desenho e teste.
Sala técnica é o cômodo fechado onde ficam os equipamentos de rede e os servidores da empresa, ligados dia e noite. Quase toda a eletricidade que entra nesses aparelhos vira calor, e é esse calor que o ar-condicionado precisa tirar dali para nada desligar.
No projeto de climatização de sala técnica da Táquion Tech, a faixa para uma sala com até dois racks é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech]. O valor fechado vem por escrito depois da medição, e os aparelhos são cotados com o instalador que a empresa escolher.
Este guia não mostra faixa de mercado em reais, porque nenhuma fonte oficial publica preço para esse projeto. O que dá para mostrar com segurança é o que faz o esforço crescer ou encolher.
Carga térmica explicada sem fórmula
Carga térmica é a quantidade de calor que o ar precisa retirar da sala a cada hora. Ela soma o consumo dos equipamentos, a iluminação, quem trabalha lá dentro e o sol que bate nas paredes.
A unidade impressa no aparelho é o BTU/h, e a conversão é fixa: cada quilowatt consumido equivale a cerca de 3.412 BTU/h. Um rack que consome 3 kW pede, portanto, pouco mais de 10 mil BTU/h só para ele, antes de qualquer folga.
A regra de BTU por metro quadrado foi pensada para ambientes com pessoas e erra justamente onde mais importa. Num cubículo com equipamento denso, a área é pequena e o calor é grande.
Fatores que encarecem ou simplificam a climatização da sala técnica
Sete pontos explicam quase toda a diferença entre propostas: carga, crescimento, reserva, arranjo dos racks, tipo de aparelho, ambiente e número de salas. Cada um pede uma medição ou uma decisão que consome tempo.
| Fator | O que precisa ser medido ou decidido | Sinal de que o projeto vai exigir mais horas |
|---|---|---|
| Carga atual | Consumo real de cada equipamento ligado | Muitos equipamentos sem etiqueta ou com duas fontes |
| Crescimento | Quantos racks e servidores entram nos próximos anos | Empresa em expansão ou com troca de servidores prevista |
| Reserva | Quantos aparelhos assumem a carga se um parar | Sala que não pode desligar nem num fim de semana |
| Arranjo dos racks | Para onde sopram a frente e a traseira de cada rack | Racks virados para lados diferentes e vãos abertos |
| Tipo de aparelho | Split comum, ar de precisão ou refrigeração na fileira | Muita carga concentrada em poucos racks |
| Ambiente | Sol na parede, umidade, maresia e lugar da unidade externa | Sala no litoral com parede voltada para o oeste |
| Número de salas | Medição e planta próprias para cada local | Matriz com filiais ou duas salas no mesmo prédio |
A sala em uso tem um custo escondido: a medição precisa pegar horários diferentes, como a tarde mais quente e o pico de uso dos sistemas. Numa sala ainda em obra, a carga sai da lista de equipamentos e o trabalho fica mais no cálculo do que no campo.
O tipo de aparelho muda o projeto ou só a compra?
Muda os dois. Com splits em revezamento, o projeto se concentra em posição, controlador e religamento; com ar de precisão, aparelho feito para rodar sem parar e controlar a umidade, entram especificação mais detalhada e a checagem de assistência técnica na região.
A refrigeração na fileira, que sopra o ar frio entre os próprios racks, aparece quando poucos racks concentram muita carga. Em salas de empresa com poucos racks e carga moderada, o caminho costuma ser o split dedicado com reserva.
Corredor quente e corredor frio entram no preço?
Entram quando os racks precisam mudar de posição ou receber vedação para o ar frio não se misturar com o quente. Em troca, o arranjo pode reduzir a capacidade de ar necessária e a conta de energia.
Equipamentos de rede e servidores puxam ar pela frente e soltam pela traseira. No arranjo de corredor quente e corredor frio, as frentes dos racks ficam viradas umas para as outras e recebem o ar frio, enquanto as traseiras formam outro corredor, de onde o ar quente volta ao aparelho.
Saída do aparelho
Ar frio no corredor da frente
O aparelho entrega o ar frio no corredor para onde estão viradas as frentes dos racks.
Dentro do rack
Equipamento puxa e aquece o ar
Os ventiladores de cada equipamento puxam o ar pela frente e o aquecem ao passar pelas placas.
Corredor de trás
Ar quente sai pela traseira
As traseiras formam um corredor só de ar quente, sem cruzar com a entrada de outro rack.
Retorno
Ar quente volta ao aparelho
O aparelho recolhe esse ar, retira o calor e devolve ao corredor da frente.
Com racks virados para lados diferentes, a saída quente de um sopra na entrada do outro, e o termômetro da parede mostra uma sala fria enquanto os equipamentos esquentam por dentro.
Os racks da sua sala estão virados para lados diferentes?
No projeto de climatização, a temperatura é medida na frente e atrás de cada rack, o arranjo dos corredores é definido e só depois os aparelhos de ar são especificados.
Painel cego e vedação, detalhes que mudam a capacidade
Painel cego é a tampa que fecha os espaços vazios na frente do rack. Sem ele, o ar quente da traseira volta pela abertura e esquenta a entrada dos equipamentos de cima.
Vedar os vãos do rack, as passagens de cabo e a porta da sala ocupa pouco espaço na lista de materiais. Mesmo assim, é comum que essa falta explique um equipamento quente numa sala com ar de sobra.
Como escolher a reserva do ar: um aparelho, dois ou N+1?
A reserva adequada é a que mantém a sala abaixo do limite enquanto um aparelho está parado, pelo tempo que a assistência leva para chegar. Cada nível acima disso soma aparelho, controlador e teste ao projeto.
| Arranjo | Como funciona | O que acrescenta ao projeto | Faz sentido quando |
|---|---|---|---|
| Um aparelho | Um só aparelho cobre a carga | Cálculo e posição, sem revezamento | Os equipamentos podem desligar sem prejuízo |
| Dois em revezamento | Cada um cobre a carga sozinho e eles se alternam | Controlador, religamento automático e teste com um parado | A sala não pode esquentar num fim de semana |
| N+1 | N aparelhos dão conta da carga e um fica de reserva | Divisão da carga entre aparelhos e lógica de acionamento | Há vários racks e um aparelho só não cobre tudo |
O controlador de revezamento é o item que mais fica esquecido. Ele alterna os aparelhos para que se desgastem por igual e liga o reserva quando a temperatura sobe, algo que dois splits soltos não fazem por conta própria.
A norma ANSI/TIA-942 descreve níveis de redundância para data centers, inclusive na climatização, e ajuda a justificar a escolha diante da diretoria [CONFIRMAR na norma]. Já a faixa recomendada pela ASHRAE vale para o ar que entra nos equipamentos, e não para o ambiente [CONFIRMAR na norma].
Exemplo: duas salas com a mesma área e projetos diferentes
Uma imobiliária com um rack de rede e um hotel com servidores atrás da recepção podem ter salas do mesmo tamanho. Os casos abaixo, inventados para ilustrar, mostram por que o esforço do projeto segue caminhos diferentes.
| Ponto | Imobiliária com rack de parede | Hotel com sala atrás da recepção |
|---|---|---|
| Carga | Switch, roteador e nobreak pequeno | Dois servidores, gravador de câmeras, central telefônica e switches |
| Ar atual | Split doméstico que não religa depois da queda de luz | Um split antigo, sozinho, com a porta aberta para ajudar |
| Ambiente | Sala interna, sem sol direto | Parede voltada para o oeste e maresia |
| Reserva necessária | Nenhuma além do religamento e do alarme | Dois aparelhos em revezamento com controlador |
| Fator que pesou | Religamento automático e sensor com aviso no celular | Carga, sol da tarde e controle de umidade |
Na imobiliária, a dúvida principal era se o aparelho existente servia, e com religamento e alarme ele servia. No hotel, a porta aberta denunciava a falta de capacidade, e a maresia levou o projeto a prever medição de umidade, que acelera a corrosão de conectores.
Quanto custa uma tarde de verão com o ar parado?
Custa o tempo dos sistemas desligados, a visita de emergência da assistência e a vida útil perdida de baterias e equipamentos. A conta abaixo usa os números da sua empresa.
- Tempo até o limite: pergunte em quantos minutos a sala passa do limite sem ar; esse é o prazo para alguém agir.
- Tempo até a assistência: compare com quanto a empresa de refrigeração leva para chegar numa sexta à noite ou num feriado.
- Sistemas que desligam: liste o que para quando os equipamentos se desligam para se proteger do calor.
- Horas sem sistema: multiplique a diferença entre os dois prazos pelas pessoas paradas e pelo custo da hora delas.
- Desgaste: some a troca antecipada das baterias do nobreak, que perdem vida útil em sala quente [CONFIRMAR com o fabricante].
Se o tempo até a assistência passa do tempo até o limite, a sala depende de sorte. Um aparelho de reserva com revezamento fecha essa diferença; para acompanhar a temperatura com histórico, o guia de análise preditiva de falhas mostra como a curva subindo avisa antes da parada.
Itens que a proposta de climatização deixa de fora
A Táquion Tech não vende nem instala aparelhos de ar: calcula, desenha e confere o que foi instalado. A execução e parte da elétrica chegam em orçamentos de outros fornecedores.
- Instalação e tubulação: feitas por empresa de refrigeração habilitada, com orçamento próprio.
- Circuito elétrico do ar: cada aparelho pede circuito dedicado, executado pelo eletricista.
- Ar na autonomia: manter o ar ligado na falta de luz exige gerador ou nobreak maior, tema da instalação de nobreaks.
- Manutenção periódica: limpeza de filtros e revisão dos aparelhos, com contrato separado.
- Plano de manutenção: a Lei 13.589/2018 exige o PMOC em edifícios de uso público e coletivo [CONFIRMAR na norma].
Em POP de provedor, a energia do ar costuma ser o ponto mais sensível; o guia sobre quanto custa projeto de energia para POPs trata dessa conta.
Como comparar quanto custa cada projeto de climatização de sala técnica
As propostas se separam pelas medições que prometem e pelo teste que fazem na entrega. Leve estas perguntas a cada fornecedor e compare as respostas por escrito.
O que cada proposta de climatização de sala técnica precisa responder
- A carga térmica foi calculada pelo consumo medido ou pela área da sala?
- Quanto de folga para crescimento entrou no cálculo, e para quantos anos?
- Quantos aparelhos assumem a sala se um parar, e quem aciona o reserva?
- Os aparelhos voltam a ligar sozinhos depois de uma queda de energia?
- Onde ficam os sensores de temperatura e umidade, e para quem vai o alarme?
- O dreno passa longe dos racks e do quadro elétrico?
- Na entrega, um aparelho será desligado de propósito para medir a sala?
Resposta vaga à primeira pergunta é sinal de projeto feito por metro quadrado. Nesse caso, peça a memória de cálculo antes de comparar preços.
Se a sala inteira ainda vai ser desenhada, o guia sobre quanto custa projeto de sala de servidores mostra como orçar espaço, energia e clima juntos. Para um rack de rede no andar, veja quanto custa montagem de sala técnica.
Perguntas frequentes
Quantos BTUs precisa uma sala técnica com um rack?
Depende de quanto o rack consome, e não da metragem. Cada watt medido vira cerca de 3,41 BTU/h, e sobre esse número entram iluminação, sol, folga para crescer e um aparelho de reserva.
Dá para aproveitar o ar-condicionado que a sala já tem?
Muitas vezes dá, desde que a capacidade cubra a carga medida e o aparelho volte a ligar sozinho depois da queda de energia. O projeto confere esses dois pontos antes de indicar qualquer compra.
A sala técnica precisa de ar ligado o tempo todo?
Precisa manter a entrada de ar dos equipamentos dentro da faixa recomendada a qualquer hora, porque eles ficam ligados de madrugada e no fim de semana. Por isso o ar de sala técnica trabalha em regime contínuo, diferente do ar de escritório.
Climatização de sala técnica precisa de manutenção mensal?
A frequência depende do aparelho e do ambiente, e salas no litoral tendem a pedir limpeza mais frequente por causa da maresia [CONFIRMAR com o fabricante]. Em edifícios de uso coletivo, o plano de manutenção pode ser obrigatório pela regra do PMOC [CONFIRMAR na norma].
Abrigo de POP de provedor também precisa de projeto de climatização?
Precisa, porque o abrigo é fechado, recebe sol e guarda OLTs e baterias que aquecem. A conta segue a mesma lógica, com atenção redobrada à energia do ar quando a luz cai e ao alarme remoto.
Fontes
- British thermal unit (Wikipédia em inglês): definição do BTU e conversão entre watts e BTU por hora
- Computer room air conditioner (Wikipédia em inglês): aparelhos de precisão para salas de computadores e arranjo de corredores
- TIA-942 (Wikipédia em inglês): níveis de redundância de infraestrutura, inclusive de climatização