Guia de preço · Sala de servidores
Quanto custa projeto de sala de servidores: guia para empresas
Quanto custa projeto de sala de servidores depende de quantos equipamentos a sala vai receber, de quanto tempo a empresa aguenta ficar sem sistema e de a sala ser nova ou uma reforma com tudo ligado. O projeto é uma conta separada da obra e dos equipamentos, e é ele que define o tamanho das outras duas.
Resumo
- O projeto é a primeira de três contas; depois dele vêm a obra elétrica e civil e a compra de nobreak, racks e ar-condicionado.
- O fator que mais move o preço é a redundância, ou seja, quanto da energia e do clima precisa ter reserva para a empresa não parar.
- Reformar uma sala com servidores ligados exige mais horas do que desenhar uma sala vazia, porque o trabalho vira etapas e janelas fora do expediente.
- Não há tabela oficial de preço para esse projeto, então as propostas se comparam pelo que cada uma mede, desenha e entrega.
Quanto custa projeto de sala de servidores e o que se compra com ele?
Entra o trabalho de levantar o que vai para a sala, calcular energia e calor e desenhar a planta com a lista de materiais. Obra e equipamentos ficam em contas à parte, cotadas com quem executa e com quem vende.
Uma sala de servidores é o cômodo onde ficam os computadores que rodam os sistemas da empresa, os switches que distribuem a rede interna e a chegada da internet. O projeto decide, antes de quebrar qualquer parede, onde cada coisa fica, de quanta energia a sala precisa e por onde o calor sai.
No projeto de sala de servidores da Táquion Tech, a faixa para uma sala de um a dois racks é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech], e o valor fechado sai por escrito depois da visita. Rack é o armário de metal padronizado em que os equipamentos são parafusados, um acima do outro.
Este guia não traz faixas de mercado em reais. Nenhum órgão oficial publica tabela para esse tipo de projeto, e os valores soltos na internet quase nunca dizem quantos equipamentos, circuitos e visitas foram considerados.
Projeto, obra e compras andam em orçamentos separados
Quem pede orçamento de uma sala costuma receber números que misturam desenho, execução e compras. Separar esses três orçamentos é o primeiro passo para comparar propostas de forma justa.
| Orçamento | Quem costuma cobrar | O que define o tamanho |
|---|---|---|
| Projeto | Quem mede, calcula e desenha a sala | Número de equipamentos, redundância e estado do local |
| Obra | Eletricista, técnico de ar-condicionado e equipe civil | Distância até o quadro elétrico, forro, piso e reforço de parede |
| Equipamentos | Revendas e fabricantes | Potência do nobreak, capacidade do ar e quantidade de racks |
Mesmo quando é o orçamento menor, o projeto decide o tamanho dos outros dois. Um nobreak, aparelho com baterias que mantém os servidores ligados quando a luz cai, escolhido grande demais pesa na compra; escolhido pequeno, precisa ser trocado antes do tempo.
O que muda o preço de um projeto de sala de servidores
Seis fatores explicam a maior parte da diferença entre um projeto e outro, e o mais pesado costuma ser a redundância. A tabela traz a pergunta que revela cada fator e o motivo de ele mexer no esforço.
| Fator | Pergunta que revela o fator | Por que mexe no esforço |
|---|---|---|
| Quantidade de equipamentos | Quantos servidores, switches, gravadores e centrais vão para a sala? | Cada equipamento é medido em consumo e calor antes de entrar no cálculo |
| Redundância | Quanto tempo a empresa aguenta sem sistema? | Reserva de energia e de clima dobra parte dos circuitos e dos cálculos |
| Estado do local | A sala está vazia ou já tem servidores funcionando? | Sala ocupada pede projeto em etapas, com janelas e plano de volta |
| Prédio | O quadro elétrico fica perto? O condomínio impõe regras? | Distâncias longas e aprovação do síndico acrescentam desenho e documentos |
| Crescimento previsto | Quantos equipamentos novos entram nos próximos anos? | Reservar espaço, circuito e capacidade de ar muda o dimensionamento |
| Documentos para terceiros | Seguradora, cliente ou auditoria pediram relatório? | Memorial descritivo e anexos levam horas de redação e revisão |
Repare que nenhum fator é o metro quadrado: o que pesa é o que fica ligado lá dentro e o quanto a empresa depende disso para trabalhar.
Redundância, a decisão que mais mexe no preço
Porque redundância é ter uma segunda via para o que não pode falhar, e cada segunda via precisa ser calculada, desenhada e testada. Na sala, isso vira dois aparelhos de ar que se revezam, dois circuitos ou um nobreak com folga para assumir a carga inteira.
No jargão, a sigla é N+1: N é o que a sala precisa para funcionar e o +1 é a peça reserva. A norma ANSI/TIA-942 organiza data centers em níveis de redundância, e salas de empresa costumam adotar só parte dessas regras [CONFIRMAR na norma].
- Sem redundância: um nobreak e um ar; qualquer falha para a sala até alguém trocar a peça.
- Reserva no clima: dois aparelhos que se revezam, porque o calor é a falha que mais aparece no verão.
- Reserva em energia e clima: dois caminhos para cada coisa, quando uma tarde parada custa mais que a reserva.
Sala nova ou reforma com tudo ligado
Desenhar uma sala vazia é trabalho de prancheta; reformar uma sala em uso é trabalho de logística. Cada troca de quadro, de tomada ou de rack precisa caber numa janela em que a empresa aceite ficar sem sistema.
Por isso, o projeto de reforma traz um capítulo a mais, com a ordem das etapas e o que fazer se uma delas der errado. Quando os servidores precisam trocar de lugar, esse plano conversa com a mudança física de data center.
Na prática: dois projetos de sala de servidores lado a lado
Um escritório de advocacia que muda de sede e uma distribuidora que reforma a sala sem parar a expedição mostram esforços opostos para o mesmo serviço. Os cenários são inventados para ilustrar e não trazem preço.
| Ponto | Advocacia em sede nova | Distribuidora com sala em uso |
|---|---|---|
| O que vai para a sala | Um servidor de documentos, firewall e dois switches | Três servidores, sistema de gestão, emissão de notas e gravador de câmeras |
| Local | Sala vazia, ainda em obra, com forro aberto | Sala ocupada, com equipamentos ligados o dia inteiro |
| Quanto tempo aguenta parada | Uma tarde, desde que fora de prazo processual | Quase nada, porque a expedição roda em dois turnos e depende da nota emitida |
| Redundância pedida | Um nobreak com folga e um ar com religamento automático | Dois aparelhos de ar e nobreak com autonomia para desligar tudo com segurança |
| Fator que pesou | Crescimento previsto, com espaço e circuito para um segundo rack | Projeto em etapas, com janelas noturnas e plano de volta |
No escritório, a obra aberta deixa passar eletrocalha e circuito sem quebrar nada, e o esforço se concentra em prever o rack que ainda não existe. Na distribuidora, o desenho é simples; o que consome horas é encaixar cada troca num domingo sem travar a emissão de notas da segunda de manhã.
Vai montar ou reformar a sala de servidores?
No projeto de sala de servidores, cada equipamento é medido antes do desenho e a redundância sai do tempo que a sua empresa aguenta parada. Planta e lista de materiais ficam prontas para cotar com quem você quiser.
Quanto custa projeto de sala de servidores pequena, com um rack só?
O projeto de sala de servidores custa menos com um rack só, mas não deixa de existir: mesmo um rack de parede precisa de circuito próprio, nobreak dimensionado e saída para o calor. O projeto curto é o que tira o servidor de dentro do almoxarifado.
Para empresas pequenas, vale perguntar antes se todos os servidores físicos ainda fazem falta. Com a virtualização de servidores, duas ou três máquinas antigas podem virar uma, e a sala encolhe junto com a conta de energia.
Quando o menor preço sai caro na sala de servidores?
Sai caro quando o projeto pula a medição ou a redundância, e a conta aparece em sistema parado e em obra refeita. Dá para estimar esse risco com os números da própria empresa.
O projeto mais curto costuma dimensionar tudo pela etiqueta dos equipamentos e não pergunta quanto tempo a empresa aguenta parada. A economia aparece na proposta; o prejuízo, no primeiro verão ou na primeira queda de energia longa.
- Horas paradas por ano: some as paradas que já aconteceram por calor, queda de luz ou disjuntor desarmado.
- Pessoas sem trabalhar: multiplique essas horas pelo número de funcionários que dependem do sistema.
- Custo da hora: aplique o custo médio da hora de trabalho da equipe, com encargos.
- Receita que não entrou: acrescente vendas, atendimentos ou exames que deixaram de acontecer nessas horas.
- Obra refeita: estime quanto custaria abrir de novo forro, parede ou quadro para corrigir um circuito mal previsto.
Se o resultado de um único ano passa do valor do projeto, a dúvida deixa de ser se vale pagar por ele. Para registrar essas paradas com dados, o guia sobre como monitorar a rede da empresa mostra o que acompanhar.
Evite estes atalhos na hora de orçar a sala
Esses descuidos não estão na sala, e sim na forma de orçar. Cada um parece economia na hora de assinar.
Atalhos que encarecem a sala depois
- Dimensionar pela etiqueta da fonte: o número impresso é o máximo da fonte, não o consumo real, e distorce nobreak e ar.
- Orçar só a sala de hoje: o primeiro servidor novo não cabe no nobreak nem no circuito, e a obra recomeça.
- Tirar o ar do projeto: o aparelho comprado à parte ignora a carga real e a energia disponível na sala.
- Pular o teste de entrega: sem desligar a energia de propósito, ninguém sabe se o nobreak segura o que promete.
Custos vizinhos que a proposta de projeto não cobre
Ficam fora, em geral, os problemas do prédio que só surgem na visita e os serviços vizinhos à sala. Conhecer essa lista evita surpresa no meio da obra.
- Entrada de energia do prédio: se ela não comporta a carga nova, a adequação depende da concessionária ou do condomínio.
- Aterramento: a ligação dos racks ao terra do prédio é tratada no aterramento de equipamentos.
- Dreno e unidade externa do ar: o caminho da água e o lugar do aparelho externo seguem as regras do condomínio.
- Chegada das operadoras: tubulação até a rua e passagem da fibra costumam ser cobradas pela operadora ou por terceiros.
- Pontos de rede das estações: os cabos até as mesas pertencem ao projeto de cabeamento, não ao da sala.
- Mudança dos servidores: desligar, transportar e religar os equipamentos na sala nova é outro serviço.
Os pontos das mesas têm guia próprio: veja quanto custa projeto de cabeamento estruturado. Se o rack atual vai para a sala nova sem identificação, o guia sobre quanto custa organização de rack ajuda a orçar a arrumação antes da mudança.
A Táquion Tech não vende racks, nobreaks nem aparelhos de ar, e a lista de materiais sai com especificação para a empresa cotar onde preferir. A execução elétrica segue a ABNT NBR 5410, de instalações de baixa tensão, sob responsabilidade de quem executa a obra [CONFIRMAR na norma].
O que conferir antes de assinar o projeto da sala
Compare o que cada proposta mede, desenha e entrega, e não só o valor final. Duas propostas com preços distantes muitas vezes descrevem trabalhos diferentes.
Itens para conferir em cada proposta de projeto de sala
- Medição do consumo real de cada equipamento, e não só a soma das etiquetas.
- Cálculo de carga térmica, o calor que a sala gera e que o ar precisa retirar.
- Nível de redundância de energia e clima por escrito, com o motivo da escolha.
- Planta com posição dos racks, corredores e espaço reservado para crescer.
- Circuitos separados para servidores e para o ar-condicionado.
- Lista de materiais com especificação suficiente para cotar em mais de uma revenda.
- Quantidade de visitas de acompanhamento da obra incluídas no valor.
- Teste de queda de energia na entrega, com o resultado registrado.
Proposta que não fala em medição nem em redundância está cotando uma sala genérica. Peça esses dois pontos por escrito antes de colocar os valores lado a lado.
Quando vale pagar o projeto e quando a sala nem deveria existir
Vale pagar quando a empresa depende de sistemas que precisam ficar perto dos usuários, como câmeras, telefonia e arquivos pesados. Quando quase tudo já roda pela internet, o dinheiro rende mais em outro lugar.
Nesse caso, a comparação é com o colocation, em que os servidores ficam num data center alugado, e com a nuvem. Muitas empresas terminam com uma sala menor para o que precisa ficar no prédio e o resto fora dele.
Perguntas frequentes
O projeto de sala de servidores precisa de visita presencial?
Para medir o consumo e fechar o valor, a visita é o caminho mais seguro. No litoral de Santa Catarina ela é feita no local; em outras cidades, o projeto pode partir de fotos e medições enviadas pela equipe da empresa [CONFIRMAR].
Dá para pagar só o projeto e contratar a obra com outra empresa?
Dá, e esse é o arranjo mais comum. Planta e lista de materiais servem para cotar obra e equipamentos com qualquer fornecedor, e as visitas combinadas conferem se a execução seguiu o desenho.
Quem responde pela parte elétrica da sala de servidores?
O cálculo de cargas e circuitos faz parte do projeto, e a execução fica com profissional habilitado, com a responsabilidade técnica que a obra exigir [CONFIRMAR parceiro elétrico e emissão de ART]. Quem mexe no quadro segue as regras de segurança da NR-10 [CONFIRMAR na norma].
Quanto tempo depois do projeto a sala fica pronta?
Depende da obra e do prazo de entrega dos equipamentos que a empresa comprar. O projeto em si leva [PREENCHER prazo do projeto] depois da visita.
O projeto inclui o monitoramento de temperatura da sala?
Inclui a especificação dos sensores de temperatura e do alarme de falta de energia, com o lugar de cada um. A compra dos sensores e a configuração dos avisos no celular entram na lista de materiais e na execução.
Fontes
- Server room (Wikipédia em inglês): o que é uma sala de servidores e os cuidados com energia, clima e acesso
- TIA-942 (Wikipédia em inglês): norma que organiza a infraestrutura de data centers em níveis de redundância
- Uninterruptible power supply (Wikipédia em inglês): como o nobreak mantém os equipamentos ligados na falta de energia