Guia de preço · Migração de rádio para fibra
Quanto custa migração de rede de rádio para fibra: guia do provedor
Quanto custa migração de rede de rádio para fibra é a soma de três contas que andam em ritmos diferentes: o plano que define a ordem dos bairros, a obra com o projeto óptico de cada etapa e a transição na casa de cada assinante. O que mais afasta um orçamento do outro é quanto tempo as duas redes ficam ligadas juntas, e o valor do plano feito pela Táquion Tech fica em [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
Resumo
- O custo vem em três camadas, o plano de migração, a obra da fibra e a transição de cada assinante, com a troca do CPE.
- A ordem dos bairros muda o caixa, porque a etapa que se paga primeiro ajuda a financiar a seguinte.
- Enquanto rádio e fibra convivem, o provedor paga duas redes, e esse período precisa ter data para acabar.
- Adiar também tem preço, medido em cancelamentos para concorrentes e em planos maiores que o setor não entrega.
Quanto custa migração de rede de rádio para fibra e para onde vai o dinheiro?
O dinheiro vai para três camadas, e só a primeira é um serviço de planejamento. As outras duas, obra e transição, somam a maior parte do investimento e são orçadas por quem constrói e por quem vende equipamento.
A primeira camada é o plano: ler os setores de rádio, dar nota para cada região, montar a fila de obra e escrever o roteiro de troca. A Táquion Tech faz a migração de rede de rádio para fibra nessa camada e na integração da OLT ao núcleo que o provedor já usa, sem vender OLT, ONU nem cabo.
A segunda camada é a rede óptica de cada etapa, com projeto e construção. A lógica de preço do desenho óptico está no guia de quanto custa um projeto FTTH; aqui interessa como ela se divide em etapas quando o bairro já tem assinantes no rádio.
A terceira camada é a que não existe num provedor que nasce na fibra: a transição. Ela inclui a visita na casa, o equipamento novo, a retirada da antena do telhado e o tempo em que a equipe atende dois tipos de rede.
Plano de migração e obra não cabem no mesmo número
Um orçamento único para tudo esconde onde está o peso. O plano é feito uma vez e vale para a base inteira, enquanto a obra e a transição se repetem a cada bairro, com custos que mudam de uma região para outra.
Pedir os três valores separados ajuda a decidir o ritmo: o provedor pode aprovar o plano agora, construir a primeira etapa com caixa próprio e deixar as seguintes para quando a receita da fibra começar a entrar.
O que muda quanto custa migração de rede de rádio para fibra
A base de rádio que já existe decide quase todo o preço, por isso duas bases do mesmo tamanho recebem orçamentos distantes. A tabela lista nove dados que o provedor consegue levantar antes de pedir proposta.
| Fator | Dado para levantar | Em que camada pesa |
|---|---|---|
| Clientes por setor | Quantos assinantes cada setor de rádio atende | Plano e transição |
| Ocupação no pico | Gráfico de tráfego noturno de cada setor | Ordem da fila |
| Densidade da região | Clientes por quilômetro de rua a cabear | Obra |
| Concorrência de fibra | Ruas onde outro provedor já passou cabo | Ordem da fila e prazo |
| Gerência dos rádios | Se os setores têm gráficos centralizados ou não | Plano |
| Concentrador atual | Folga de CPU e licenças para mais sessões | Integração |
| Equipamento na casa | Se o roteador Wi-Fi do cliente é do provedor e serve na fibra | Transição |
| Tempo de convivência | Quantos meses cada setor fica ligado depois da obra | Transição |
| Áreas que ficam no rádio | Sítios e distritos onde o cabo não se paga | Plano e destino das torres |
Repare que só a densidade pesa direto na obra. As outras oito linhas vêm da base de rádio que já existe, e é por isso que o mesmo bairro pode custar mais para um provedor e menos para outro.
ONU com Wi-Fi ou ONU somada ao roteador que já está na casa?
A troca de CPE, o equipamento que fica na casa do assinante, é o item que mais se multiplica na transição. Há dois caminhos, e a escolha muda o custo por cliente e a qualidade do Wi-Fi depois da troca.
- ONU com Wi-Fi integrado: um aparelho só na casa e menos cabo, mas o roteador antigo vira sucata ou estoque.
- ONU simples com o roteador atual: aproveita o Wi-Fi que o cliente já tem, desde que ele aguente a velocidade do plano novo.
- Caso misto: roteadores recentes ficam, os antigos saem, e o roteiro de campo diz qual regra seguir em cada casa.
Antes de decidir, vale contar quantos roteadores da base são do provedor e quantos aguentam os planos da fibra. Com gerência remota por TR-069, essa contagem sai do sistema; o guia sobre gerência de CPEs com TR-069 mostra o que dá para ler à distância.
Migrar bairro por bairro ou a base inteira de uma vez?
Por bairro, na maioria dos provedores, porque cada etapa começa a pagar a próxima e a equipe de campo não estoura. A migração inteira de uma vez só faz sentido com base pequena e concentrada ou crédito aprovado para a obra toda.
Na migração por etapas, a ordem é a decisão que mais mexe no dinheiro. Começar pelo bairro com setor lotado e concorrente chegando segura clientes que iam sair; começar pelo bairro mais fácil de cabear deixa a obra simples e o retorno lento.
Quer ver a fila de bairros com a conta aberta?
Na migração de rede de rádio para fibra, um Especialista dá nota para cada região, mostra por que uma vem antes da outra e separa o custo de plano, obra e transição.
Exemplo: dois bairros disputando o primeiro lugar da fila
Imagine um provedor com dinheiro para uma etapa e dois candidatos. Os dois têm quantidade parecida de assinantes no rádio, mas a conta de cada um é bem diferente.
| Item | Bairro A | Bairro B |
|---|---|---|
| Setor de rádio | Lotado toda noite | Com folga no pico |
| Concorrência | Fibra de outro provedor nas ruas | Nenhuma por enquanto |
| Casas por quilômetro | Lotes estreitos, casas próximas | Chácaras espalhadas |
| Roteadores na casa | Maioria antiga, troca total | Maioria recente, só ONU |
| Fator que mais pesou | Clientes em risco de cancelar | Metros de cabo por assinante |
O bairro A tem transição mais cara por casa, mas segura receita que estava indo embora. O bairro B tem transição simples e obra longa demais para a base que atende, e talvez nem deva sair do rádio tão cedo; o guia sobre como levar fibra para área rural ajuda nessa avaliação.
O ritmo da equipe de campo também é custo
Cada troca leva uma visita, e a quantidade de visitas por dia limita o tamanho da etapa. Etapa maior que a equipe vira fila de assinantes esperando, com obra pronta e receita parada.
Uma conta simples evita isso: divida os assinantes da etapa pelas trocas que a equipe faz por dia. O resultado em dias úteis é o tempo mínimo da etapa, antes de qualquer imprevisto.
Quanto custa manter rádio e fibra ligados ao mesmo tempo?
Custa a energia, o aluguel e a manutenção das torres que ainda atendem poucos clientes, somados ao suporte em dois tipos de rede. Esse custo é normal no começo e vira desperdício quando o setor não tem data para desligar.
Durante a convivência, cada setor parcialmente migrado continua gastando como se estivesse cheio. A torre pede energia, o rádio pede visita quando falha e o canal segue ocupado, mesmo que só restem alguns assinantes nele.
- Torres e energia: aluguel de espaço, conta de luz e baterias dos sites que seguem no ar.
- Suporte em dobro: atendentes e técnicos precisam diagnosticar rádio e fibra, com roteiros diferentes.
- Estoque duplo: peças de reposição para rádios e para ONUs no mesmo almoxarifado.
- Estações licenciadas: enlaces em faixa licenciada seguem com cadastro e taxas enquanto estiverem ativos [CONFIRMAR na norma].
Para reduzir esse período, o plano marca uma data de desligamento para cada setor e diz o que acontece com quem ainda estiver nele. Os rádios bons que sobram podem virar reserva de enlace ou atender a zona rural.
Quanto custa adiar a migração?
Adiar custa os clientes que saem para a fibra de outro provedor e os planos maiores que o rádio não consegue vender. A conta usa os números da sua base, e cada provedor chega a um resultado diferente.
- Cancelamentos: conte quantos assinantes saíram nos últimos seis meses citando velocidade ou fibra do concorrente.
- Receita perdida: multiplique esse número pelo valor médio da mensalidade e pelos meses que eles ainda ficariam.
- Planos que não vende: estime quantos clientes pediriam um plano maior se o setor aguentasse.
- Visitas no setor lotado: some as idas técnicas por reclamação de lentidão nos setores mais cheios.
- Lado a lado: ponha o total de um ano ao lado do custo da primeira etapa, somando plano, obra e transição.
Antes de culpar o rádio, vale confirmar que o gargalo está mesmo no setor. O guia sobre internet lenta no horário de pico separa o setor cheio do link de saída e do concentrador.
O que a proposta de migração costuma deixar de fora
Ficam de fora, quase sempre, os itens que acontecem na rua e na casa do assinante. Eles não são escondidos de propósito, mas surgem como surpresa quando ninguém pergunta por eles antes.
- Postes: contrato com a distribuidora e regras de ocupação para a fibra aérea [CONFIRMAR na norma]; veja o levantamento de postes.
- Equipamento: OLT, ONUs e roteadores, comprados à parte; o guia de quanto custa uma OLT mostra o que pesa nessa compra.
- Retirada das antenas: subir no telhado para tirar a antena antiga, que nem sempre cabe na mesma visita.
- Baixa de estações: enlaces licenciados desligados podem precisar de baixa no cadastro da Anatel [CONFIRMAR na norma].
- Comunicação com o cliente: aviso, agendamento e campanha, que são do comercial e não do plano técnico.
Erros comuns que encarecem a migração
A obra correndo na frente do plano é a origem da maioria destes erros. Eles surgem nos primeiros bairros e se repetem nos seguintes quando ninguém corrige a regra.
Decisões que voltam como custo
- Escolher o primeiro bairro pela facilidade da obra, e não pelo risco de perder clientes.
- Criar um login novo para a fibra e deixar o mesmo contrato com dois cadastros.
- Retirar a antena antes de o assinante navegar pela ONU.
- Comprar ONU com Wi-Fi para todos sem saber quantos roteadores da base ainda servem.
- Deixar setores com poucos clientes no ar sem data para desligar.
- Fechar etapa maior do que a equipe de campo consegue instalar.
Checklist para comparar propostas de migração
Ponha as propostas lado a lado camada por camada, com a mesma lista de setores e o mesmo destino para quem fica no rádio. Um valor total sem divisão não deixa ver o que está sendo pago.
Itens que a proposta de migração precisa responder
- Separa o valor do plano, da obra e da transição, ou diz quais camadas não estão incluídas.
- Explica o critério da fila de bairros e mostra a nota de cada região.
- Diz se a OLT entra no concentrador e no RADIUS atuais ou se cria um núcleo novo.
- Define a regra de troca de CPE, casa por casa.
- Marca uma data de desligamento para cada setor de rádio.
- Diz o que acontece com assinantes que ficam fora do alcance do cabo.
- Entrega relatório por etapa, com clientes migrados e pendentes.
Se a fila, a regra de CPE ou a data de desligamento ficarem em branco, essas decisões caem sobre a sua equipe no meio da obra. Cobre as três antes de aprovar a primeira etapa.
Na integração, o detalhe que mais evita retrabalho é manter o login de cada assinante. O guia sobre como integrar a OLT ao ERP mostra como o cadastro acompanha a porta PON de cada contrato.
Perguntas frequentes
A troca de rádio para fibra pode ser feita sem visita na casa?
Não. A fibra precisa chegar até a casa e a ONU precisa ser instalada no lugar do rádio. O que dá para evitar é a segunda visita, quando a antena sai na mesma ida em que a fibra é ligada.
Quem paga a ONU na migração, o provedor ou o assinante?
É uma decisão comercial do provedor, e a maioria trata o equipamento como comodato, como já fazia com o rádio. O plano técnico só define que equipamento entra em cada casa.
Vale migrar uma área rural com poucos assinantes?
Muitas vezes não, porque os metros de cabo por cliente ficam altos demais. Nesses casos, o rádio segue atendendo e pode ser ligado à fibra por uma torre, numa rede híbrida.
O que fazer com as torres que ficam sem clientes?
Algumas viram ponto de enlace de reserva ou de atendimento rural, e outras são desmontadas para cortar aluguel e energia. O plano indica o destino de cada uma e a data.
Dá para financiar a migração em etapas?
Dá, e a divisão por bairros ajuda, porque cada etapa tem custo e retorno próprios. A viabilidade econômica de rede mostra se a conta fecha antes de pedir o crédito.
Fontes
- Fiber to the x (Wikipédia em inglês): tipos de rede de fibra até a casa e até o prédio, usados como destino da migração
- Fixed wireless (Wikipédia em inglês): acesso fixo sem fio, o modelo da maior parte das bases de rádio de provedores regionais