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Guia explicativo · Retrofit de rede

Como funciona retrofit de infraestrutura de rede: etapas para empresas

Como funciona retrofit de infraestrutura de rede: a rede atual é medida e mapeada, um projeto decide o que fica e o que sai, e a rede nova é montada ao lado da antiga, com as duas ligadas ao mesmo tempo. Cada setor passa para a rede nova numa janela fora do expediente, e só no fim os cabos mortos saem do forro.

Resumo

  • O retrofit começa com um certificador, que mede cada cabo e diz se ele ainda entrega a velocidade da sua categoria.
  • Antes de trocar, cada cabo é rastreado do painel até a tomada, porque quase sempre falta planta ou ela está velha.
  • Rede nova e rede antiga convivem no mesmo rack por semanas, até o último setor ser transferido.
  • A empresa recebe relatório de certificação, planta, mapa do rack e o registro do que foi aproveitado e retirado.

O que o teste dos cabos antigos mede?

O teste mede se cada cabo antigo ainda transmite dados na velocidade prometida pela categoria dele, e não só se ele acende a luz do switch. É essa medição que separa o retrofit de uma troca às cegas.

Muita rede antiga "funciona" e mesmo assim segura a empresa. O cabo conecta, mas perde pacotes, negocia velocidade menor ou cai quando alguém encosta na mesa. Para enxergar isso, o retrofit de infraestrutura de rede usa um aparelho de certificação, que compara cada trecho com os limites da norma.

O que o certificador mede em cada cabo e o que o resultado indica
MedidaO que éO que um resultado ruim indica
Mapa de fiosSe os oito fios chegam na ordem certa nas duas pontasConector montado errado ou par invertido
ComprimentoTamanho real do cabo, do painel à tomadaTrecho acima do limite ou emenda escondida no forro
Perda de inserçãoQuanto do sinal se perde no caminhoCabo velho, de qualidade baixa ou longo demais
Diafonia (NEXT)Quanto um par interfere no outroDestrançado demais no conector ou cabo esmagado
Perda de retornoQuanto do sinal volta refletidoEmenda, curva fechada ou conector de categoria diferente

O limite clássico de um canal de par trançado é de 100 metros, somando o cabo fixo e os cordões das pontas [CONFIRMAR na norma, ABNT NBR 14565]. Em rede antiga, não é raro achar trechos acima disso, feitos para alcançar uma mesa que mudou de lugar.

Testador simples ou certificador?

O testador simples, de luzinhas, só confirma continuidade: diz se os fios estão ligados. O certificador mede o desempenho em frequência e gera um relatório por ponto, que serve de prova do estado da rede.

No retrofit, o testador simples ajuda a rastrear cabos, mas a decisão de aproveitar ou trocar um ponto sai do relatório de certificação.

Como funciona retrofit de infraestrutura de rede, da primeira medição à entrega

O retrofit segue sete etapas, e a rede antiga só é desligada depois que a nova passou no teste em cada setor. As etapas de passagem de cabo acontecem com a empresa trabalhando; só as viradas pedem janela.

Caminho do retrofit, da rede antiga medida à rede nova entregue
  1. Etapa 1

    Medição

    Certificação de uma amostra ou de todos os pontos, fotos do rack e abertura do forro em pontos-chave.

  2. Etapa 2

    Mapeamento

    Cada cabo rastreado da porta do painel até a tomada, com a planta da rede reconstruída.

  3. Etapa 3

    Projeto e cronograma

    Destino de cada ponto, ordem dos setores e datas das janelas, aprovados pela empresa.

  4. Etapa 4

    Preparação

    Painéis novos no rack, ao lado dos antigos, e eletrocalhas revisadas para receber o cabo novo.

  5. Etapa 5

    Passagem e teste

    Cabos novos passados durante o expediente e certificados antes de qualquer virada.

  6. Etapa 6

    Viradas por setor

    Cada setor muda de painel numa janela combinada, com a rede antiga pronta para voltar.

  7. Etapa 7

    Limpeza e entrega

    Cabos mortos retirados, painéis antigos desmontados e documentação final entregue.

Entre as etapas 4 e 7, o rack abriga as duas redes ao mesmo tempo. Por isso a identificação dos painéis novos precisa ser diferente da antiga desde o primeiro dia.

Peso relativo de cada etapa e quem da empresa participa
EtapaDuração relativaQuem da empresa participa
MediçãoCurtaAlguém que libere acesso ao rack e ao forro
MapeamentoMédia, maior quando não há plantaOs setores, para confirmar quem usa cada ponto
Projeto e cronogramaCurtaO gestor que aprova a ordem e as datas
PreparaçãoCurta a médiaNinguém, salvo autorização de acesso
Passagem e testeA mais longaOs setores, que convivem com escada e forro aberto
Viradas por setorUma janela por setor ou grupo de setoresUm responsável da empresa, presente ou ao telefone durante a janela
Limpeza e entregaMédiaO gestor, que confere e recebe a documentação

O prazo de cada etapa varia com o número de pontos e o acesso ao forro; o do seu caso vai na proposta [PREENCHER prazo típico da Táquion Tech].

Como funciona retrofit de infraestrutura de rede quando não existe planta?

Sem planta, a etapa de mapeamento cresce. Um gerador de tom é ligado na porta do painel, e uma sonda percorre as tomadas até achar o sinal; cada par encontrado vira uma linha na planilha e um traço na planta.

É também no mapeamento que aparecem os pontos mortos, ligados no painel mas sem tomada do outro lado, e as emendas escondidas no forro. Esses achados mudam o projeto antes da primeira compra de cabo.

O que a empresa prepara para o retrofit

A empresa prepara informação sobre quem usa a rede, acesso aos espaços e um calendário de janelas. Quanto mais completa a lista de equipamentos ligados, menor a chance de surpresa na manhã seguinte a uma virada.

O que deixar pronto antes da primeira virada

  • Lista dos setores com o horário em que cada um pode ficar sem rede.
  • Inventário do que usa a rede além dos computadores, como telefone IP, câmera, relógio de ponto, catraca e impressora.
  • Acesso ao forro, ao rack e às salas fechadas, com chave ou acompanhante.
  • Autorização da administração do prédio para trabalho à noite ou no fim de semana.
  • Contato de quem cuida dos sistemas, da telefonia e das câmeras, para testar junto na janela.
  • Aviso aos funcionários sobre o dia da troca e o que conferir ao chegar.

O inventário de equipamentos que não são computador é o item que mais evita problema. Uma catraca esquecida só se revela quando a fila se forma na portaria.

Quer começar pela medição da rede atual?

No retrofit de infraestrutura de rede, um Especialista certifica os cabos, reconstrói a planta e monta com a sua equipe a ordem das viradas.

Pedir proposta de retrofit de infraestrutura de rede

Em que momento sai o valor do retrofit?

O valor fechado depende da medição e do mapeamento, porque são eles que mostram quanto se aproveita. O que pesa nesse valor está detalhado no guia sobre quanto custa retrofit de infraestrutura de rede.

Erros comuns em cada etapa e como a empresa percebe

Cada etapa tem uma falha típica, e quase todas se denunciam por um sintoma que o gestor consegue ver. A tabela liga o erro ao sintoma, para a empresa cobrar a correção cedo.

Falha típica de cada etapa do retrofit e o sintoma visível na empresa
EtapaFalha típicaSintoma que aparece
MediçãoTestar só com testador de continuidadePontos aprovados que continuam lentos depois da troca
MapeamentoPular pontos de salas fechadasUma sala inteira fica sem rede depois da virada
ProjetoNão prever espaço de painel no rackPainéis novos amarrados fora do rack
PassagemCabo novo apertado na eletrocalha lotadaPontos novos reprovados na certificação
ViradaCordão ligado na porta errada do switchComputador cai na rede de visitantes ou sem acesso ao sistema
LimpezaCabo antigo cortado sem conferirUma câmera ou um telefone para dias depois

O que conferir na manhã seguinte a uma virada

A primeira manhã depois de cada janela é o teste real. Vale ter alguém do setor conferindo uma lista curta logo na chegada.

  • Rede: cada computador abre o sistema da empresa e a internet.
  • Telefone: ramais registrados e com tom de discagem.
  • Impressão: as impressoras do setor aparecem na rede.
  • Câmeras e acesso: gravador recebendo imagem e catraca liberando a entrada.

Se algo falhar, a correção costuma ser trocar um cordão de porta no rack. Quando a lentidão continua depois do retrofit, o guia sobre rede da empresa lenta ajuda a ver se o gargalo saiu do cabo e foi para o switch ou o link.

Exemplo: o retrofit de uma escola com dois blocos

O caso é ilustrativo e acompanha uma escola particular com bloco administrativo, bloco de salas e laboratório de informática. Ele mostra como o calendário escolar define as janelas.

  1. Medição: a certificação mostra que o bloco administrativo, cabeado numa reforma recente, passa quase inteiro; o bloco de salas tem cabos de várias épocas, emendas e trechos longos demais.
  2. Mapeamento: sem planta, cada tomada é rastreada com gerador de tom. Aparecem pontos mortos no laboratório e um switch esquecido dentro do forro de um corredor.
  3. Projeto: o administrativo mantém os cabos e ganha identificação nova. O bloco de salas recebe cabo novo, e o switch do forro sai para o rack.
  4. Passagem: os cabos novos do bloco de salas são passados à tarde, depois das aulas, com a rede antiga atendendo as turmas da manhã.
  5. Viradas: a secretaria vira num sábado; o bloco de salas e o laboratório viram no recesso, quando não há aula.
  6. Limpeza e entrega: os cabos antigos do bloco de salas saem do forro, e a escola recebe a planta dos dois blocos com o mapa do rack.

O ponto que mais pesou não foi o cabo, e sim o switch escondido no forro. Sem o mapeamento, ele teria sido desligado na limpeza e derrubado metade do laboratório no primeiro dia de aula.

O que a empresa recebe no fim do retrofit?

A empresa recebe a rede nova certificada e um conjunto de registros que mostra o antes e o depois. Esses registros permitem que qualquer técnico mantenha a rede sem refazer o mapeamento.

Registros entregues no fim do retrofit e o uso de cada um
RegistroO que mostraQuando a empresa vai usar
Relatório de certificaçãoResultado de cada ponto novo e aproveitadoEm garantia, auditoria ou nova reclamação de lentidão
Relatório de aproveitamentoQuais cabos antigos ficaram e com que resultadoPara planejar a próxima troca
Planta da redeTrajeto e posição de cada pontoMudança de layout ou reforma
Mapa do rackPorta do painel ligada a cada porta do switchTrocar um equipamento ou mudar uma mesa
EtiquetasMesmo código na tomada, no cabo e no painelAchar um ponto sem abrir o forro
Fotos antes e depoisRack e forro nas duas fasesMostrar o estado entregue a quem vier depois

A identificação segue um padrão de etiquetas reconhecido no mercado, como o da ANSI/TIA-606 [CONFIRMAR na norma]. A Táquion Tech certifica os pontos novos e os aproveitados e não deixa cabo morto ligado ao painel na entrega.

Retrofit ou só organização do rack?

Se os cabos passam na certificação e o problema é o rack emaranhado, a organização de rack resolve sem mexer no forro. O retrofit entra quando o problema está nos cabos, nos caminhos ou na falta de planta.

Para entender as partes da rede que o retrofit atravessa, o guia de como funciona o cabeamento estruturado explica cada uma. Quando o armário atual não serve, vale ler também como funciona a montagem de sala técnica.

Perguntas frequentes

Dá para aproveitar cabos de categorias diferentes na mesma rede?

Dá, desde que cada ponto atenda ao uso dele. Um ponto Cat5e aprovado serve a um computador de escritório, enquanto o ponto do Wi-Fi novo pode receber cabo de categoria maior.

A empresa fica sem internet durante o retrofit?

Não durante o expediente. A internet e a rede antiga continuam funcionando, e cada setor fica fora só durante a própria janela de virada.

O que acontece com os switches antigos?

Ficam, se atendem a velocidade e a quantidade de portas da rede nova. A troca só entra quando o switch limita a rede, e a compra fica com a empresa.

Precisa abrir o forro inteiro para o retrofit?

Não. O forro é aberto nos pontos de passagem e nos trechos onde há cabo para retirar, e fechado ao fim de cada etapa.

Como saber se um ponto aproveitado vai durar?

O relatório de certificação mostra a folga de cada ponto em relação ao limite. Pontos aprovados com pouca folga ficam anotados para a próxima troca.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

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Fontes

  1. Cable tester (Wikipédia em inglês): diferença entre o testador de continuidade e os aparelhos que medem desempenho do cabo
  2. ANSI/TIA-568 (Wikipédia em inglês): norma de cabeamento que define categorias, limites de canal e parâmetros de desempenho

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