Guia de preço · Retrofit de rede
Quanto custa retrofit de infraestrutura de rede: guia para empresas
Quanto custa retrofit de infraestrutura de rede depende de quanto da rede antiga passa no teste, de quantas viradas fora do expediente a troca vai exigir e de quanto cabo morto precisa sair do forro. Por isso o preço sério só aparece depois do levantamento: sem testar os cabos, ninguém sabe quantos pontos são de troca e quantos são de aproveitamento.
Resumo
- O levantamento testa cada cabo antigo e separa os pontos que ficam dos que precisam ser trocados.
- Ponto aproveitado custa menos que ponto novo, porque recebe só teste, conector e etiqueta.
- Cada virada à noite ou no fim de semana soma horas de equipe, mas é o que mantém a empresa funcionando.
- Tirar cabos abandonados do forro é lento e manual, e costuma ser o item que mais surpreende no orçamento.
Quanto custa retrofit de infraestrutura de rede e por que o teste vem antes do preço?
O preço vem da soma de pontos trocados, pontos aproveitados, viradas e limpeza do forro, e cada um desses números só aparece depois de testar a rede atual. Antes do teste, qualquer valor é estimativa.
O retrofit de infraestrutura de rede é a reforma da rede de cabos de um prédio que já está ocupado. A palavra vem da construção civil e quer dizer atualizar sem demolir: o cabeamento estruturado antigo é revisado, o que ainda atende fica, e o que limita a empresa é trocado em etapas.
No retrofit de infraestrutura de rede, o primeiro passo é medir cada cabo com um certificador, aparelho que diz se aquele trecho entrega a velocidade da categoria dele. A faixa da Táquion Tech por ponto trocado é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech], e o ponto aproveitado entra com valor menor.
Não há tabela oficial de preço para esse serviço. Valores por ponto encontrados em anúncios costumam se referir a instalação nova em sala vazia, sem teste do que existe nem retirada de cabo velho, e por isso não servem de referência para retrofit.
Ponto novo, aproveitado ou retirado
Todo ponto da rede antiga termina o retrofit em um destes três estados. A proposta que separa os três mostra com clareza onde está o dinheiro.
| Destino do ponto | O que acontece | O que mais pesa |
|---|---|---|
| Novo | Cabo novo do rack até a tomada, conector, porta no painel e certificação | Metros de cabo e passagem pelo forro |
| Aproveitado | Cabo antigo aprovado no teste recebe conector novo se preciso, etiqueta e registro | Teste e identificação |
| Retirado | Cabo sem uso sai do forro e da eletrocalha | Horas de trabalho manual em altura |
Uma rede em que metade dos cabos passa no teste tem um orçamento muito diferente de outra em que quase nenhum passa, mesmo com o mesmo número de mesas. O guia sobre quanto custa certificação de cabeamento explica o que o teste mede.
O que encarece um retrofit de rede
Encarecem a proporção baixa de cabos aprovados, o número de viradas e o forro lotado de cabos velhos. Setores que não podem parar e a categoria do cabo novo completam a conta.
| Fator | Por que mexe no preço | Pergunta que o levantamento responde |
|---|---|---|
| Cabos aprovados | Cada cabo aprovado deixa de ser ponto novo | Quantos pontos passaram no teste da própria categoria? |
| Número de viradas | Cada noite de troca mobiliza equipe e plano de volta | Quantos setores podem virar na mesma janela? |
| Forro ocupado | Cabo morto precisa sair antes de passar o novo | Quantas gerações de cabo existem acima do forro? |
| Equipamentos que não são computador | Câmeras, catracas e máquinas de cartão pedem teste na virada | O que mais usa a rede além das mesas? |
| Categoria do cabo novo | Cabo mais grosso pede eletrocalha com mais espaço | A eletrocalha atual comporta o cabo novo? |
| Estado do rack | Rack pequeno precisa ser trocado antes da primeira virada | Cabem os painéis novos e os switches de hoje? |
O rack é o armário de metal onde os cabos chegam ao painel de portas e aos switches. Quando ele não comporta o painel novo, a troca do rack vira a primeira etapa, e o restante do cronograma depende dela.
Por que a noite e o fim de semana pesam?
Porque a hora de trabalho fora do expediente custa mais e porque cada virada exige uma equipe completa, mesmo quando o setor é pequeno. Juntar setores na mesma noite reduz o número de mobilizações, mas aumenta o que fica em risco se algo der errado.
Em empresas que funcionam de segunda a sábado, como clínicas e lojas, as janelas são poucas e curtas. Nesses casos, o cronograma é estendido para caber nelas, e a proposta precisa dizer quantas janelas foram previstas.
Exemplo: quanto custa retrofit de infraestrutura de rede em dois casos
Os casos abaixo são ilustrativos e não trazem valores. Eles mostram como o resultado do teste e as janelas disponíveis decidem o tamanho do orçamento.
| Situação | Escritório de advocacia em prédio comercial | Supermercado de bairro |
|---|---|---|
| Rede atual | Cabos Cat5e de uma única obra, com planta antiga | Cabos de várias reformas, sem planta |
| Resultado do teste | Maioria dos pontos aprovada | Poucos pontos aprovados e muitas emendas |
| Forro | Limpo, com poucos cabos mortos | Três gerações de cabo sobre os caixas |
| Janelas | Noites de semana e sábados livres | Só algumas horas de madrugada, loja aberta todo dia |
| Equipamentos sensíveis | Telefones e impressoras | Caixas, balanças, câmeras e máquinas de cartão |
| Fator que pesou | Troca do rack e dos painéis | Retirada de cabo velho e número de janelas |
No escritório, a maior parte dos cabos fica, e o gasto se concentra no rack e na identificação. No supermercado, quase tudo é ponto novo, o forro precisa ser limpo antes, e as janelas curtas obrigam a dividir a troca em muitas madrugadas, cada uma com teste dos caixas antes de a loja abrir.
Quer saber quanto da sua rede dá para aproveitar?
No retrofit de infraestrutura de rede, um Especialista testa os cabos atuais, entrega o relatório do que passou e monta o cronograma de viradas com a sua equipe.
Retrofit completo ou por etapas?
O completo vale quando o espaço está vazio ou em reforma e o forro já vai ser aberto. Por etapas vale quando a empresa não pode parar, mesmo que o total saia um pouco maior por causa das mobilizações repetidas.
- Completo: concentra o trabalho em poucos dias e dispensa a convivência entre rede velha e nova; exige o prédio livre.
- Por etapas: divide o valor ao longo do cronograma e mantém a rede antiga como reserva; soma mais janelas.
- Só o que falha: resolve os pontos que caem e adia o resto; a falta de planta e de folga continua.
Para o caixa da empresa, a opção por etapas tem uma vantagem pouco lembrada: o valor pode ser pago por fase, e a primeira fase mostra na prática como o prédio se comporta antes de comprometer o orçamento inteiro.
Como é uma noite de virada
A virada é o momento em que um setor deixa a rede antiga e passa para a nova. Os cabos novos já estão passados e testados antes dessa noite.
- Conferir a lista do setor: cada mesa, câmera e equipamento com o ponto antigo e o ponto novo anotados.
- Trocar no rack: os cordões passam das portas antigas para as novas, um painel por vez.
- Testar cada ponto: computador, telefone e equipamento ligado e navegando antes de seguir.
- Guardar a volta: a rede antiga fica ligada até o fim da janela, pronta para receber o setor de volta.
- Registrar: planta e planilha atualizadas com o que mudou naquela noite.
Quanto custa adiar o retrofit?
Custa em chamados repetidos, em horas de técnico procurando cabo e em velocidade paga que não chega às mesas. A conta abaixo usa os números da sua empresa.
- Chamados de rede: conte quantos chamados por mês envolvem ponto caindo, cabo com mau contato ou tomada morta.
- Tempo de cada chamado: estime quanto da visita vai só para descobrir por onde o cabo passa.
- Pessoas paradas: multiplique o tempo dos chamados pelo número de pessoas sem rede e pelo custo da hora delas.
- Velocidade desperdiçada: compare a internet contratada com o que as mesas recebem num teste dentro da rede.
- Compras travadas: liste equipamentos novos, como pontos de acesso Wi-Fi, que não rendem por causa do cabo.
Quando a internet ficou mais rápida e a rede interna não acompanhou, o gargalo costuma estar em cabos e switches antigos. O guia sobre rede da empresa lenta ajuda a separar defeito de cabo, de switch e de link antes de decidir pelo retrofit.
Erros comuns que encarecem o retrofit
Os erros abaixo não aparecem na assinatura do contrato. Eles surgem nas primeiras viradas e viram aditivo ou chamado.
Atalhos que voltam como custo
- Orçar pelo número de mesas: sem teste, a proposta presume troca total ou aproveitamento demais.
- Deixar o cabo velho no forro: a eletrocalha lota e o próximo técnico não sabe qual cabo está vivo.
- Esquecer o que não é computador: catraca, relógio de ponto e câmera param na segunda de manhã.
- Trocar o switch sem necessidade: muitos switches atuais atendem bem a rede nova.
Como comparar propostas de retrofit de rede
Compare se a proposta foi feita com teste da rede atual e se separa pontos novos, aproveitados e retirados. Também confira quantas viradas estão previstas e o que é entregue no fim.
O que cada proposta de retrofit precisa trazer
- Número de pontos testados e quantos passaram no teste da própria categoria.
- Quantidade de pontos novos, aproveitados e retirados, em linhas separadas.
- Categoria do cabo novo e o motivo da escolha.
- Número de viradas previstas, com datas, horários e setores de cada uma.
- Plano de volta para a rede antiga em cada virada.
- Retirada de cabos abandonados incluída e o destino do material [CONFIRMAR destinação].
- Certificação dos pontos novos e relatório entregue.
- Planta, etiquetas e mapa do rack no padrão da norma de identificação [CONFIRMAR na norma, ANSI/TIA-606].
Proposta sem número de pontos testados foi feita sem olhar dentro dos cabos. Peça o relatório do levantamento antes de comparar valores.
A Táquion Tech faz o levantamento com teste antes de propor e deixa a rede antiga ligada até a nova passar no teste de cada setor. Se o switch atual atende, ele fica, porque a empresa não vende equipamento.
O que fica fora da proposta e aparece depois
O retrofit trata da rede que já existe. Alguns pedidos surgem durante a obra e têm orçamento próprio.
- Pontos em áreas sem rede: mesas novas seguem a instalação de pontos de rede.
- Sala nova para o rack: quando o armário atual não serve, entra a montagem de sala técnica.
- Redes separadas nos switches: câmeras, visitantes e financeiro em redes próprias, na segmentação de rede.
- Forro e pintura: obra civil fica com a empresa ou com a reforma.
Para estimar esses extras, veja quanto custa montagem de sala técnica e, se o cabo novo for Cat6A, quanto custa cabeamento categoria 6A.
Perguntas frequentes
Cabo Cat5e aprovado no teste precisa ser trocado no retrofit?
Não, se 1 Gbps atende o uso da empresa nos próximos anos. Para pontos de acesso Wi-Fi novos, que pedem mais banda e energia pelo cabo, costuma valer levar cabo novo só até eles.
O retrofit pode ser feito com a empresa trabalhando normalmente?
Pode. Os cabos novos são passados durante o dia com a rede antiga ligada, e só a troca de cada setor acontece fora do expediente, numa janela combinada.
Quanto tempo leva o levantamento da rede antiga?
Depende do número de pontos e do acesso ao forro e ao rack. O prazo típico vai na proposta [PREENCHER prazo do levantamento], e o relatório sai antes do orçamento final.
Dá para fazer o retrofit de um andar e deixar o resto para depois?
Dá, e é comum quando o orçamento é dividido por ano. O importante é que o projeto e a identificação valham para o prédio todo, para os andares seguintes seguirem o mesmo padrão.
A retirada dos cabos velhos é obrigatória?
É boa prática de organização e de segurança contra incêndio, porque cabo sem uso só acumula material no forro [CONFIRMAR na norma a exigência aplicável]. Ela também libera espaço para os cabos novos.
Fontes
- Retrofitting (Wikipédia em inglês): origem do termo retrofit e a ideia de atualizar uma estrutura sem demoli-la
- Category 5 cable (Wikipédia em inglês): o que o cabo Cat5e suporta e por que muitas redes antigas usam essa categoria