Guia de processo · Speedtest Ookla
Como funciona implantação de servidor de speedtest Ookla no provedor
Como funciona implantação de servidor de speedtest Ookla: uma máquina com o software de teste da Ookla é ligada perto da borda, recebe endereço público e nome próprio, passa por teste de carga e só então é cadastrada no programa de hospedagem. Depois da aprovação, ela aparece no aplicativo e o assinante passa a medir o trecho da rede que o provedor controla.
Resumo
- No teste, o aplicativo escolhe um servidor próximo pelo atraso e abre várias conexões ao mesmo tempo para encher o link.
- O servidor roda o OoklaServer, um programa que atende essas conexões em portas próprias, liberadas no firewall.
- O teste de carga, com vários clientes simultâneos, vem antes do pedido, porque a análise da Ookla tem critério próprio.
- O suporte recebe um roteiro para pedir o teste ao assinante e ler o resultado do mesmo jeito em todo chamado.
O que acontece durante um teste de velocidade no aplicativo
O teste tem três medidas em sequência: atraso, download e upload, todas entre o aparelho do assinante e um servidor escolhido pelo aplicativo. Quem escolhe o servidor define que trecho da internet está sendo medido.
O Speedtest não mede a "internet" de forma abstrata. Ele mede o caminho entre o celular ou computador e um servidor específico, e qualquer gargalo nesse caminho, seja o Wi-Fi da casa, o trânsito ou a rede de outra empresa, entra no número final.
Aplicativo
Escolhe o servidor
Mede o atraso até alguns servidores próximos e fica com um de resposta rápida, que o usuário ainda pode trocar.
Atraso
Mede o tempo de ida e volta
Pequenas mensagens vão e voltam várias vezes para medir a latência e a variação entre elas.
Download
Enche o link no sentido do cliente
Várias conexões são abertas ao mesmo tempo e o servidor manda dados até a velocidade parar de subir.
Upload
Enche o link no sentido contrário
O aparelho passa a enviar dados ao servidor pelo mesmo método, e a média vira o número de upload.
Resultado
Mostra os números ao assinante
Atraso, download e upload aparecem na tela, com o nome do servidor usado, que o suporte precisa anotar.
O nome do servidor no resultado é a informação mais útil para o suporte. Sem ele, não dá para saber se o teste mediu a sua rede ou a de outra empresa.
A implantação de servidor de speedtest Ookla coloca esse destino dentro da sua rede. A Táquion Tech configura o servidor ligado perto da borda, para o teste atravessar só a fibra, a OLT, o concentrador e o backbone do provedor.
Por que o servidor dentro da rede muda o resultado?
Porque tira do caminho tudo o que o provedor não controla. Um teste contra um servidor de outra cidade soma o link de trânsito, o ponto de troca e a rede do outro lado, e qualquer um deles pode estar cheio naquela hora.
Com o servidor dentro de casa, um número baixo aponta para um trecho que a equipe consegue abrir e conferir. Um número bom, por outro lado, desloca a investigação para o Wi-Fi do assinante ou para o trânsito.
Como funciona implantação de servidor de speedtest Ookla, da conferência ao cadastro
A implantação de servidor de speedtest Ookla leva cinco etapas, e só a quarta não depende do provedor nem de quem instala. As três primeiras existem para que essa quarta passe na primeira tentativa.
- Conferência dos requisitos: link, porta, máquina, endereços e domínio são comparados com as regras atuais do programa de hospedagem [CONFIRMAR com a Ookla]. Peso no calendário: curto.
- Instalação: sistema operacional, software de teste, certificado e firewall configurados, com testes internos feitos de um ponto da própria rede. Peso no calendário: curto.
- Teste de carga: vários testes simultâneos, de POPs diferentes, mostram se a máquina e o enlace aguentam o pico. Peso no calendário: curto, mas pode pedir troca de porta.
- Cadastro na Ookla: o pedido sai com os dados do servidor e a análise segue o prazo e o critério da Ookla [CONFIRMAR com a Ookla]. Peso no calendário: o mais incerto.
- Monitoramento e entrega: alertas de disponibilidade e de uso de banda, documento da instalação e roteiro para o suporte. Peso no calendário: curto.
Os prazos em dias das etapas que dependem do provedor vão na proposta: [PREENCHER prazo típico das etapas de instalação e teste]. O prazo da análise não é prometido por ninguém além da própria Ookla.
A etapa que não depende de quem instala
O cadastro é uma decisão da Ookla, tomada com regras que mudam com o tempo. O que está ao alcance da implantação é chegar nessa etapa com o servidor estável, testado e com os dados conferidos.
Se a análise voltar com pendência, como certificado ou nome fora do padrão, o ajuste é feito e o pedido é reenviado. Cada rodada soma dias ao calendário, e é por isso que a conferência inicial pesa tanto.
O que o provedor deixa pronto antes da instalação?
O provedor separa a máquina, um ponto de ligação perto da borda, endereços públicos e um nome de domínio. Com isso pronto, a instalação começa no mesmo dia do acesso.
Deixe pronto antes de liberar o acesso
- Uma máquina física ou virtual dedicada ao teste, com placa de rede na velocidade combinada.
- Uma porta livre no switch ou roteador de borda, com o enlace até a borda maior que a porta do servidor.
- Um endereço IPv4 público e um IPv6 só para o servidor, fora do CGNAT.
- Um nome no domínio do provedor, como speedtest.exemplo.com.br, apontado para esses endereços.
- Acesso administrativo à máquina e de leitura no roteador de borda.
- O nome e o contato de quem responde pelo servidor no cadastro da Ookla.
O item que mais atrasa é a porta na borda. Se não houver porta livre, ela precisa ser resolvida antes da instalação, porque é ela que limita o que o servidor consegue medir.
Quanto o projeto custa depende justamente dessa máquina, da porta e da velocidade vendida, e o guia sobre quanto custa implantação de servidor de speedtest Ookla mostra cada fator. Aqui, o que importa é que a conferência dos requisitos venha antes de qualquer compra.
Instalação e teste de carga, comando por comando
A instalação cabe em poucos comandos, e o teste de carga usa uma segunda ferramenta para simular vários clientes. O exemplo usa Linux, endereços de documentação e as portas descritas pela Ookla.
# 1. Firewall (nftables): portas do OoklaServer em TCP e UDP
nft add rule inet filter input tcp dport { 5060, 8080 } accept
nft add rule inet filter input udp dport { 5060, 8080 } accept
# 2. Instalação com o script do programa de hospedagem
./ooklaserver.sh install
./ooklaserver.sh start
ss -tulpn | grep -E ':5060|:8080'
# 3. No servidor de teste (203.0.113.80): iPerf em modo servidor
iperf3 -s -D
# 4. De um POP distante: 8 conexões paralelas, download e upload
iperf3 -c 203.0.113.80 -P 8 -t 30 -R
iperf3 -c 203.0.113.80 -P 8 -t 30
iperf3 -c 2001:db8:80::80 -P 8 -t 30 -R
O iPerf entra só para a carga: ele imita vários testes ao mesmo tempo e mostra se a soma chega perto da porta. Rodar o mesmo teste de dois POPs ao mesmo tempo revela se o gargalo está no servidor ou num enlace do backbone.
Quer o servidor provado com carga antes do cadastro?
Um Especialista instala o servidor na sua borda, simula vários testes ao mesmo tempo de POPs diferentes e só envia o pedido à Ookla com os números em mãos.
Onde a implantação costuma travar e como perceber cedo
Cada etapa tem um ponto de tropeço conhecido, e quase todos aparecem num teste antes de chegar ao assinante. A tabela liga o problema ao sinal que o denuncia.
| Etapa | O que trava | Sinal que denuncia |
|---|---|---|
| Conferência | Máquina comprada sem a placa ou o processador pedidos | A lista de requisitos não fecha antes da instalação |
| Instalação | Porta bloqueada num firewall do caminho, além do da máquina | O teste interno funciona de um POP e falha de outro |
| Instalação | Nome de domínio sem a entrada de IPv6 | O servidor responde por IPv4 e some para quem navega em IPv6 |
| Teste de carga | Enlace entre o switch e a borda menor que a porta do servidor | Um teste isolado chega ao máximo e vários juntos dividem a velocidade |
| Cadastro | Certificado ou nome fora do padrão pedido | O pedido volta com pendência [CONFIRMAR com a Ookla] |
| Depois da entrega | Servidor fora do ar sem ninguém perceber | Os testes voltam a mostrar servidores de outras redes |
O último caso é o mais traiçoeiro, porque o assinante não vê erro nenhum: o aplicativo só escolhe outro servidor. Por isso os alertas de disponibilidade fazem parte da entrega, e o guia de como fazer monitoramento de rede mostra como encaixá-los no painel da equipe.
Do pedido ao primeiro chamado: como funciona implantação de servidor de speedtest Ookla na prática
Um provedor hipotético que vende planos de fibra de até 1 Gbps e recebe muitos chamados de velocidade mostra o caminho completo. O servidor de teste mais próximo dos seus assinantes ficava em outra cidade.
- Conferência: o Especialista confirma uma máquina virtual no hipervisor do POP principal, com placa de 10 Gbps, e encontra uma porta livre no switch ligado à borda.
- Instalação: o servidor recebe 203.0.113.80 e 2001:db8:80::80, o nome speedtest.exemplo.com.br e o certificado; as portas são liberadas na máquina e no firewall da borda.
- Carga: o teste com iPerf de dois POPs ao mesmo tempo mostra a soma limitada pelo enlace entre o switch e a borda, que é trocado por um de capacidade maior antes de seguir.
- Cadastro: o pedido é enviado com os dados conferidos e volta aprovado depois da análise da Ookla [CONFIRMAR com a Ookla].
- Primeiro chamado: um assinante reclama de 300 Mbps num plano de 1 Gbps; o teste por cabo contra o servidor novo dá a velocidade cheia, e o problema é localizado no Wi-Fi da casa.
O ganho principal do exemplo está no último passo. Sem o servidor dentro da rede, aquele chamado provavelmente viraria visita técnica, porque o teste contra o servidor de outra cidade não separava a casa da rede.
O que o suporte recebe para usar o servidor no dia a dia
O suporte recebe o servidor no aplicativo, os alertas e um roteiro de teste que todo atendente segue igual. A equipe técnica recebe também o relatório do teste de carga e o documento da instalação.
- Roteiro de teste: pedir o teste por cabo, escolher o servidor do provedor pelo nome e anotar atraso, download, upload e servidor usado.
- Relatório de carga: quantos testes simultâneos o servidor sustentou e onde apareceu o limite.
- Alertas: aviso quando o servidor sai do ar ou quando o uso de banda chega perto da porta.
- Documento da instalação: endereços, nome, portas, certificado e o passo a passo de atualização.
Com o roteiro, o print que chega pelo WhatsApp passa a trazer o nome do servidor, e o N1 já sabe se o teste mediu a rede da casa ou a de outra empresa.
E quando o teste no servidor interno também mostra lentidão?
Aí o problema está dentro da rede, e o horário ajuda a achar o trecho. Lentidão só à noite costuma ser enlace ou concentrador no limite, e o guia de internet lenta no horário de pico mostra onde olhar primeiro.
Se o teste interno dá velocidade cheia e o externo cai, o gargalo está fora, no trânsito. O guia de link de trânsito saturado explica como confirmar essa diferença.
Perguntas frequentes
O servidor de teste precisa ficar ligado o tempo todo?
Precisa, porque o aplicativo só sugere servidores que estão respondendo. Servidor que cai com frequência pode sair da lista da Ookla [CONFIRMAR com a Ookla], e enquanto está fora os testes voltam para outras redes.
Dá para colocar mais de um servidor de teste em POPs diferentes?
Dá, e faz sentido quando a rede atende cidades distantes entre si. Cada servidor passa pela mesma instalação, teste de carga e cadastro, e o aplicativo tende a sugerir o mais próximo de cada assinante.
O assinante consegue escolher o servidor do provedor no aplicativo?
Consegue, pela opção de trocar o servidor antes de iniciar o teste. O roteiro do suporte ensina isso ao cliente, para o teste sempre usar o mesmo destino.
Atualizar o software do servidor tira ele do aplicativo?
A atualização derruba o serviço por pouco tempo, e o aplicativo usa outro servidor enquanto isso. Vale fazer fora do horário de pico e conferir os alertas depois.
O servidor de teste também serve para o NOC medir a rede?
Serve como destino de referência, principalmente com o iPerf instalado ao lado. O NOC consegue medir cada POP até a borda sem depender do aplicativo nem do aparelho do assinante.
Fontes
- Ookla, Host a Speedtest Server: programa de hospedagem de servidores de teste, com requisitos e condições atuais
- iPerf: ferramenta de medição de banda entre dois pontos, usada no teste de carga do exemplo