Engenharia de redes para provedores de todo o Brasil e empresas de Santa Catarina.Engenharia de redes para provedores e empresas

Guia de decisão · XGS-PON

XGS-PON vale a pena? Critérios para decidir no seu provedor

XGS-PON vale a pena quando o provedor já tem demanda por planos acima de 1 Gbps, portas GPON cheias no pico ou clientes empresariais pedindo subida alta. Sem nenhum desses sinais, organizar as portas GPON e preparar a rede para a troca costuma render mais do que comprar placas de 10 Gbps agora.

Resumo

  • [object Object]
  • Os critérios que mais pesam são os planos pedidos, a ocupação das portas no pico e a concorrência na cidade.
  • [object Object]
  • Em área nova, deixar a rede passiva pronta para os 10 Gbps quase sempre compensa, mesmo começando em GPON.

Quando o XGS-PON vale a pena e quando ainda não

O XGS-PON vale a pena quando a porta GPON virou o limite do que o provedor vende. Se o limite ainda está no comercial, no Wi-Fi do cliente ou no uplink, a placa nova não resolve.

A pergunta costuma chegar depois de um concorrente anunciar plano de 2 Gbps. Antes de responder, vale separar o que é demanda real do que é medo de ficar para trás, porque as duas pedem respostas diferentes. Quem ainda está se familiarizando com a tecnologia encontra o básico no guia de o que é XGS-PON.

Na prática, o provedor tem quatro caminhos, e nenhum deles exige trocar a rede inteira de uma vez. O projeto de rede XGS-PON parte justamente dessa escolha, rota por rota, antes de qualquer compra.

  • Ficar no GPON e organizar: redistribuir clientes entre portas, revisar perfis e preparar a rede passiva para a troca futura.
  • XGS-PON em portas escolhidas: levar os 10 Gbps só aos bairros ou prédios com demanda, convivendo com o GPON na mesma fibra.
  • XGS-PON em toda área nova: construir os próximos bairros já com a eletrônica de 10 Gbps nas portas.
  • XGS-PON só para empresas: portas com divisão pequena dedicadas a polos comerciais e prédios corporativos.

Os critérios que decidem a troca

Oito critérios resolvem a maior parte das decisões, e cada um pende para um lado. A tabela mostra para onde cada resposta empurra a escolha.

Tabela de decisão entre continuar no GPON e levar o XGS-PON à rede
CritérioPende para continuar no GPONPende para o XGS-PON
Planos mais vendidosAté 500 ou 600 Mbps1 Gbps ou mais, com pedidos de 2 Gbps
Ocupação das portas no picoFolga larga na maioria das portasPortas encostando no limite mesmo depois de redistribuir
Concorrência na cidadeNinguém vende acima de 1 GbpsConcorrente já anuncia planos multigigabit
Perfil dos clientesResidencial, com pouca subidaEmpresas, prédios e clientes que enviam muito dado
OLT atualChassi sem slot ou sem placa de 10 Gbps disponívelChassi aceita placa XGS-PON ou combinada
Uplink e concentradorSaída da OLT e concentrador já no limiteFolga para a soma dos planos novos
Potência das rotasRotas com folga curta mesmo em GPONRotas com margem para a perda da junção
Área em questãoRede antiga, com caixas cheias e sem registroÁrea nova ou rede bem documentada

Repare que vários critérios não falam da porta PON. Uplink, concentrador e registro da rede costumam decidir se o XGS-PON entrega o que promete ou só muda o gargalo de lugar.

Que critério pesa mais?

O critério mais forte é a ocupação das portas no pico, porque mostra se a banda já falta hoje. Concorrência e planos pedidos dizem se vai faltar amanhã.

Se a porta está cheia e lenta à noite, mas tem poucos clientes de planos altos, a causa pode estar em outra parte da rede. O guia de internet lenta no horário de pico ajuda a separar porta, uplink e trânsito.

Qual opção vence em cada cenário?

Cada um dos quatro caminhos vence num cenário e perde em outro. A tabela resume o caso em que cada opção ganha e o sinal de que ela foi mal escolhida.

Caso em que cada opção vence e sinal de escolha errada
OpçãoVence quandoSinal de que foi a escolha errada
Ficar no GPON e organizarA demanda por planos altos ainda é pequena e as portas têm folgaClientes cancelando para levar 2 Gbps no concorrente
Portas escolhidasA demanda está concentrada em alguns bairros ou prédiosPlacas novas ociosas porque ninguém comprou o plano
Toda área novaO provedor vai construir bairros e quer evitar troca de ONU depoisONUs de 10 Gbps instaladas em casas que só compram 300 Mbps
Só para empresasHá polo comercial ou prédios corporativos perto da rede residencialPortas empresariais misturadas com clientes residenciais sem controle

A opção das portas escolhidas é a mais usada por quem já tem rede GPON grande, porque aproveita a fibra e os splitters e só troca a eletrônica onde a demanda paga. O que essa convivência exige do POP está no guia de coexistência de GPON com XGS-PON.

Quer saber quais ruas já aguentam 10 Gbps?

No projeto de rede XGS-PON, um Especialista refaz a conta de potência com a junção dos sinais e entrega o mapa das rotas prontas e das que pedem ajuste.

Pedir proposta de projeto de rede XGS-PON

Exemplo: dois provedores, duas decisões

Dois provedores fizeram a mesma pergunta no mesmo ano e chegaram a respostas opostas. O fator que pesou foi diferente em cada um.

  • Provedor do interior: vende até 600 Mbps, tem portas com folga e nenhum concorrente acima de 1 Gbps. Decidiu ficar no GPON, redistribuir clientes e deixar margem de potência nas rotas novas.
  • Provedor do litoral: tem prédios com muitos planos de 1 Gbps, portas cheias à noite e concorrente anunciando 2 Gbps. Levou o XGS-PON aos prédios e manteve o GPON nas casas.

No primeiro caso, a ocupação das portas mostrou que a banda não faltava. No segundo, a concorrência e a concentração de planos altos fizeram a placa nova se pagar com os clientes que já existiam.

O que entra na conta além da placa da OLT

A placa XGS-PON é só a parte mais visível do investimento. ONUs, uplink, concentrador e o lado do cliente costumam somar tanto quanto ela.

  • Placa e módulos: porta exclusiva ou combinada, com módulos da classe que a rota precisa.
  • Junção dos sinais: elemento de coexistência no POP quando a placa não é combinada, com perda a mais no caminho.
  • ONUs: a ONU de 10 Gbps custa mais que a GPON, e esse valor se multiplica por cada cliente migrado.
  • Uplink da OLT: a saída para o núcleo precisa acompanhar várias portas de 10 Gbps.
  • Concentrador e CGNAT: a soma dos planos novos no pico passa por eles e pode exigir mais capacidade.
  • Casa do cliente: roteador com porta multigigabit e Wi-Fi atual, sem os quais o plano não aparece no teste.

Para a placa e a OLT em si, o guia de quanto custa uma OLT mostra os fatores que mudam o preço do equipamento.

O custo de esperar também entra na conta

Adiar o XGS-PON tem custo quando há clientes indo embora por falta de plano. Essa conta se faz com os números do próprio provedor.

  1. Clientes perdidos: conte os cancelamentos dos últimos meses em que o motivo foi plano mais rápido no concorrente.
  2. Receita perdida: multiplique esse número pelo valor médio da mensalidade e pelos meses que um cliente costuma ficar.
  3. Comparação: ponha esse total ao lado do investimento nas portas que atenderiam esses bairros.

Se a receita perdida em um ano chega perto do investimento, esperar sai mais caro do que trocar. Se fica longe, organizar o GPON e acompanhar a demanda é a decisão mais segura.

XGS-PON vale a pena para a sua rede hoje?

Um teste de seis perguntas mostra se a sua rede está pronta para o XGS-PON ou se precisa de ajustes antes. Responda com dados da gerência e do comercial, não de memória.

Marque o que é verdade no seu provedor hoje

  • Há pedidos frequentes de planos acima de 1 Gbps que o comercial não consegue atender.
  • Algumas portas GPON ficam perto do limite todas as noites, mesmo com os clientes bem distribuídos.
  • O chassi da OLT aceita placa XGS-PON ou combinada sem troca de equipamento.
  • O uplink da OLT e o concentrador têm folga para a soma dos planos novos no pico.
  • As rotas dos bairros candidatos têm margem de potência registrada no projeto.
  • Existe um roteador de cliente homologado para entregar a velocidade multigigabit.

Com quatro marcas ou mais, a rede está pronta e a demanda existe. Com duas ou três, comece pelos itens que faltam; com uma ou nenhuma, o GPON bem organizado ainda atende o seu mercado.

A margem de potência é o item mais esquecido. Sem a conta de cada rota, não há como saber se a perda da junção dos sinais cabe no módulo escolhido, e o guia de cálculo de orçamento de potência óptica mostra como fazê-la.

Erros comuns na decisão pelo XGS-PON

Os erros de decisão quase sempre vêm de olhar só a porta PON ou só o concorrente. Os cinco abaixo aparecem com frequência em provedores de todos os tamanhos.

  • Decidir pelo anúncio do concorrente: o plano de 2 Gbps do vizinho só pesa se os seus clientes estão pedindo ou saindo.
  • Trocar a rede toda de uma vez: migrar todas as portas gasta com ONU em casas que não compram plano alto.
  • Ignorar o uplink: portas de 10 Gbps penduradas numa saída já cheia deixam os clientes novos tão lentos quanto antes.
  • Vender antes de testar o roteador: o cliente mede no Wi-Fi e conclui que o plano não entrega.
  • Construir área nova sem margem: rede passiva sem folga de potência obriga obra quando o XGS-PON chegar.

A Táquion Tech trabalha essa decisão a partir da rede que já existe: confere a potência de cada rota, aponta as portas candidatas e entrega o projeto com o que precisa mudar antes da compra das placas.

Perguntas frequentes

Vale a pena montar rede nova direto em XGS-PON?

Vale quando a área terá muitos planos altos ou clientes empresariais desde o início. Se a demanda inicial é de planos menores, começar em GPON com a rede passiva calculada para os 10 Gbps adia o investimento sem fechar a porta.

Provedor pequeno precisa de XGS-PON?

Só se os clientes dele pedem planos acima de 1 Gbps ou se há empresas que precisam de subida alta. Para a maioria dos provedores pequenos, organizar as portas GPON resolve por mais algum tempo.

Dá para começar o XGS-PON com poucos clientes?

Dá, porque a porta convive com o GPON na mesma fibra e atende só quem migrar. O provedor pode ligar uma porta combinada num prédio ou bairro e expandir conforme as vendas.

Quanto tempo o GPON ainda vai durar?

O GPON segue atendendo bem planos de até algumas centenas de megabits e continua sendo fabricado em larga escala. O que encurta a vida dele em cada rede é a velocidade com que os planos altos crescem naquela cidade.

Qual o primeiro passo para decidir pelo XGS-PON?

Levantar a ocupação de cada porta no horário de pico e a margem de potência das rotas candidatas. Com esses dois dados, a decisão sai de números da rede, e não do anúncio do concorrente.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

Conheça a equipe da Táquion Tech

Fontes

  1. ITU-T G.9807.1: XGS-PON: taxas simétricas de 10 Gbit/s e classes de potência do XGS-PON
  2. ITU-T G.984.5: bandas de extensão do GPON: faixas de comprimento de onda reservadas para a convivência com sistemas futuros
  3. 10G-PON (Wikipédia em inglês): visão geral dos padrões de 10 Gbps e da adoção do XGS-PON

Leia também sobre o assunto

Outros guias que costumam ajudar no mesmo tipo de problema.

Decida o XGS-PON com a conta da sua rede na mão

Potência de cada rota refeita com a junção dos sinais, portas candidatas apontadas e lista do que ajustar antes da compra. Um Especialista entrega o projeto para você decidir com segurança.

Falar com o André Comercial, no WhatsApp

Fale com a Táquion Tech

Quer um Especialista olhando a sua rede?

Deixe seus dados e um Especialista chama você no WhatsApp para entender o caso.

Um Especialista responde em até 45 minutos.

Pedido recebido. Protótipo: no site final, a pessoa vai para a página de obrigado e o pedido chega no WhatsApp ou e-mail da Táquion Tech.
Foto de Thiago Manoel
Thiago ManoelResponsável técnico