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Passo a passo · Pontos de acesso

Quantos pontos de acesso preciso? A conta explicada para empresas

Quantos pontos de acesso preciso sai de duas contas feitas separadamente: uma pela área a cobrir, corrigida pelo tipo de parede, e outra pelo número de aparelhos conectados no horário mais cheio. Você fica com o maior dos dois resultados, soma os quartos e as áreas externas quando existirem e confirma a quantidade com a medição no local.

Resumo

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  • Paredes de concreto podem cortar pela metade a área de cada ponto, nas referências do estimador [CONFIRMAR com medição].
  • Em salão cheio, a conta por pessoas costuma vencer a conta por área, e o imóvel pequeno pede muitos pontos.
  • Pontos de mais no mesmo canal também atrapalham, porque passam a disputar o ar entre si.

Quantos pontos de acesso preciso? A resposta curta

Você precisa de pontos suficientes para cobrir a área e para atender os aparelhos do pico, o que for maior. Em escritório, a área costuma decidir; em salão, auditório e restaurante cheio, decidem as pessoas.

O ponto de acesso é o aparelho, geralmente no teto, que transmite o Wi-Fi para os celulares e notebooks em volta dele. Ele não serve o prédio inteiro: cobre um raio limitado e reparte o tempo de transmissão entre todos que estão conectados nele.

Por isso a pergunta tem duas metades. Uma é de alcance, "o sinal chega à última mesa?", e a outra é de capacidade, "o ponto dá conta de todo mundo conectado ao mesmo tempo?". O projeto de Wi-Fi por segmento para negócios responde as duas a partir da rotina de cada tipo de negócio.

Cobertura e capacidade, os dois limites de cada ponto

Cobertura é a área em que o sinal chega forte o bastante para navegar. Ela diminui com paredes, portas metálicas, vidro espelhado e até com pessoas, porque o corpo humano absorve parte do sinal.

Capacidade é quantos aparelhos o ponto atende sem ficar lento. Ela depende do modelo, da geração do Wi-Fi e do uso: dez pessoas em chamada de vídeo pesam mais do que trinta lendo mensagens.

Como calcular quantos pontos de acesso preciso, passo a passo

Faça a conta por área e a conta por pessoas, cada uma com as referências da tabela, e fique com a maior. Em hotel, some os pontos dos quartos; em área externa, faça uma conta à parte.

  1. Meça a área por andar: use a planta ou meça os ambientes que precisam de sinal, sem contar o que não precisa.
  2. Classifique as paredes: drywall e ambiente aberto, tijolo comum ou concreto e laje.
  3. Conte as pessoas do pico: o número de pessoas no momento mais cheio, não a média do dia.
  4. Conte os aparelhos: multiplique as pessoas pelos aparelhos que cada uma usa, em geral de um a três.
  5. Faça a conta por área: divida a área de cada andar pela área que um ponto cobre com aquele tipo de parede.
  6. Faça a conta por aparelhos: divida os aparelhos pelo número que cada ponto atende com qualidade.
  7. Fique com o maior: o mesmo ponto cobre a área e atende as pessoas, então as contas não se somam.
  8. Some quartos e áreas externas: quartos de hotel e áreas abertas entram como contas próprias.
Referências de partida usadas no estimador de pontos de acesso da Táquion Tech [CONFIRMAR com medição]
ReferênciaEscritórioHotelSalão ou auditório
Área por ponto, sem paredes120 m²150 m²200 m²
Aparelhos ativos por ponto253040
Ajuste para tijolo75% da área75% da área75% da área
Ajuste para concreto50% da área50% da área50% da área

As referências acima são as do estimador de pontos de acesso, que faz essas contas sozinho a partir da área, das paredes, das pessoas e dos quartos. Elas servem para dar a ordem de grandeza, e cada valor real depende do modelo do aparelho e da medição [CONFIRMAR].

Exemplo: escritório de dois andares

Um escritório tem 600 m² em dois andares iguais, paredes de tijolo e 60 pessoas no pico, cada uma com um notebook e um celular, em média 1,5 aparelho conectado ao mesmo tempo.

Conta do escritório com as referências do estimador [CONFIRMAR com medição]
Área por andar ........ 600 m² / 2 andares = 300 m²
Área por ponto ........ 120 m² x 75% (tijolo) = 90 m²
Pontos por área ....... 300 / 90 = 3,3 -> 4 por andar -> 8 pontos
Aparelhos no pico ..... 60 pessoas x 1,5 = 90 aparelhos
Pontos por aparelhos .. 90 / 25 = 3,6 -> 4 pontos
Resultado ............. o maior: 8 pontos

Aqui a área decide: quatro pontos dariam conta das pessoas, mas não levariam sinal a todas as salas dos dois andares.

Exemplo: salão de eventos lotado

Um salão de 400 m², sem paredes internas, recebe 300 convidados numa festa, com a mesma média de 1,5 aparelho por pessoa.

Conta do salão de eventos com as referências do estimador [CONFIRMAR com medição]
Área por ponto ........ 200 m² (sem paredes)
Pontos por área ....... 400 / 200 = 2 pontos
Aparelhos no pico ..... 300 pessoas x 1,5 = 450 aparelhos
Pontos por aparelhos .. 450 / 40 = 11,25 -> 12 pontos
Resultado ............. o maior: 12 pontos

Agora as pessoas decidem, e com folga: dois pontos cobririam o salão vazio, mas travariam assim que os convidados abrissem a câmera do celular.

Quantos pontos de acesso preciso em cada tipo de negócio

Cada segmento tem uma conta que costuma pesar mais, e saber qual evita o erro mais comum de cada um. A tabela resume o que decide a quantidade e o ponto de atenção.

O que decide a quantidade de pontos de acesso em cada tipo de negócio
NegócioO que costuma decidirPonto de atenção
EscritórioÁrea e paredesSalas de reunião com chamadas de vídeo simultâneas
Hotel ou pousadaQuartos e paredesPorta e banheiro entre o corredor e a cama
Restaurante ou barPessoas no picoMaquininha disputando a rede com o salão cheio
LojaÁrea do salão e do depósitoLeitor de código de barras no estoque
EscolaPessoas por salaTurma inteira conectando no mesmo minuto
Galpão ou indústriaÁrea e alturaPrateleiras metálicas e equipamento adequado ao ambiente
EventoPessoas no picoRede montada e desmontada no mesmo dia

Em hotel, a conta dos quartos é a que mais engana, porque um ponto no corredor parece cobrir vários quartos e não chega ao fundo de nenhum. O guia sobre Wi-Fi do hotel caindo mostra o que acontece quando a capacidade fica curta numa noite cheia.

Quer a quantidade certa para o seu tipo de negócio?

No Wi-Fi por segmento, um Especialista conta os aparelhos do seu pico, mede as paredes e define quantos pontos de acesso vão e onde cada um fica.

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Áreas externas entram numa conta separada

Piscina, pátio, píer e estacionamento não têm paredes, mas têm distância, chuva e sol. O ponto externo usa caixa protegida e antena própria, e a área que cobre depende muito do terreno e da altura de instalação.

Para esses casos, veja o Wi-Fi para áreas externas e, perto da água, o Wi-Fi para marinas.

Por que a conta só por metro quadrado engana?

Porque o metro quadrado não enxerga paredes, pessoas nem vizinhos, e esses três fatores mudam a quantidade mais do que a área. Dois imóveis do mesmo tamanho podem precisar de quantidades bem diferentes.

  • Paredes: a mesma área em drywall e em concreto pode pedir o dobro de pontos, como mostra a tabela de referências.
  • Pessoas: um salão pequeno lotado pede mais pontos que um escritório grande quase vazio.
  • Vizinhos: em prédio comercial, as redes das outras salas ocupam os canais e reduzem o que cada ponto entrega.
  • Faixa usada: a faixa de 5 GHz é mais rápida, mas alcança menos que a de 2,4 GHz, e o projeto conta com ela.

Altura também conta. Em galpão com pé-direito alto, o ponto instalado lá em cima perde sinal até o chão, e em casas e pousadas de vários níveis cada andar costuma pedir os seus próprios pontos.

Pontos de mais também atrapalham

Colocar pontos sobrando parece seguro, mas pontos vizinhos no mesmo canal disputam o ar entre si, efeito chamado de interferência cocanal. A rede fica lenta mesmo com sinal cheio em todo lugar.

O projeto equilibra quantidade, potência e canal: cada ponto cobre a sua área, com pouca sobra nas bordas. Por isso a quantidade certa é a que a medição confirma, não a maior possível.

Erros comuns ao definir a quantidade de pontos

O erro mais comum é contar só a área e esquecer o pico de aparelhos. O segundo é posicionar os pontos onde é fácil instalar, e não onde as pessoas estão.

Evite

  • Contar a área do imóvel e ignorar quantas pessoas se conectam no pico.
  • Usar a média do dia em vez do momento mais cheio.
  • Colocar todos os pontos no corredor para economizar cabo.
  • Esquecer depósito, garagem, área externa e salas de reunião.
  • Somar a conta por área com a conta por pessoas, dobrando os pontos.
  • Instalar pontos sobrando sem ajustar canal e potência.

Quando o Wi-Fi atual já existe e a dúvida é se faltam pontos, comece pelos ajustes de lugar, canal e potência do guia de como melhorar o Wi-Fi da empresa. Às vezes o problema é posição, não quantidade.

Quando a estimativa basta e quando é preciso medir

A estimativa basta para prever o tamanho do projeto e conversar sobre orçamento; para comprar e instalar, é preciso medir. A medição confirma a quantidade e a posição de cada ponto.

Marque o que vale para o seu imóvel

  • Há paredes de concreto, laje ou estrutura metálica.
  • O pico passa de algumas dezenas de pessoas no mesmo ambiente.
  • Existem áreas externas que precisam de sinal.
  • O imóvel tem vários andares ou níveis.
  • A empresa fica num prédio comercial com muitas redes vizinhas.
  • Maquininhas, leitores ou telefones dependem do Wi-Fi.

Uma marca já pede atenção à estimativa. Com duas ou mais, a medição no local deixa de ser detalhe e passa a decidir o projeto.

A medição no local, o site survey, registra o sinal real em cada ambiente e as redes vizinhas que disputam o canal. A Táquion Tech faz essa medição antes de definir a quantidade de pontos, em negócios do litoral de Santa Catarina [CONFIRMAR área de atendimento].

Com a quantidade em mãos, o passo seguinte é o orçamento. O guia sobre quanto custa Wi-Fi para empresa mostra como a quantidade de pontos entra na conta junto com cabo e equipamento.

Perguntas frequentes sobre quantos pontos de acesso preciso

Quantos metros quadrados um ponto de acesso cobre?

Não há um número fixo, porque paredes, altura e modelo mudam o alcance. O estimador da Táquion Tech parte de 120 a 200 m² por ponto sem paredes e reduz essa área com tijolo e concreto [CONFIRMAR com medição].

Quantas pessoas um ponto de acesso aguenta?

Depende do modelo, da geração do Wi-Fi e do que as pessoas fazem. As referências do estimador vão de 25 a 40 aparelhos ativos por ponto, e chamadas de vídeo reduzem esse número [CONFIRMAR com medição].

Um roteador potente substitui vários pontos de acesso?

Não substitui, porque potência maior não aumenta a capacidade e o celular continua transmitindo fraco de volta. Vários pontos com potência ajustada atendem mais gente, em mais salas, com menos interferência.

Wi-Fi 6 reduz o número de pontos necessários?

Pode reduzir a conta por aparelhos, porque o Wi-Fi 6 reparte melhor o tempo de transmissão. A conta por área muda pouco, já que as paredes continuam as mesmas.

Repetidor conta como ponto de acesso na conta?

Não deve contar. O repetidor divide o tempo de ar com o aparelho principal, então acrescenta alcance, mas tira capacidade de quem está perto dele.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

Conheça a equipe da Táquion Tech

Fontes

  1. Site survey (Wikipédia em inglês): o que é a medição no local para redes sem fio e o que ela registra.
  2. Co-channel interference (Wikipédia em inglês): por que transmissores vizinhos no mesmo canal reduzem o desempenho da rede.

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Thiago ManoelResponsável técnico