Quanto custa nuvem privada para provedores: guia de preço
Quanto custa nuvem privada para provedores depende, antes de tudo, de a plataforma servir só aos sistemas internos ou também a empresas clientes. Uso interno é um projeto de cluster com migração; venda a terceiros acrescenta isolamento, painel, endereços IP e uma equipe para atender quem paga pelo servidor.
Resumo
- A fase interna, com ERP, DNS, RADIUS e monitoramento, tem escopo fechado e costuma ser o primeiro orçamento.
- Vender servidores virtuais muda o projeto, porque cada cliente pede rede isolada, cotas, cópias e atendimento.
- O local da plataforma, POP próprio ou colocation, mexe em energia, acesso físico e mensalidade.
- A comparação justa com a nuvem pública soma três anos das duas opções, com o tráfego de saída incluído.
Quanto custa nuvem privada para provedores e o que forma o preço?
O preço é formado pelo projeto, pela montagem da plataforma e pela migração dos sistemas, com servidores e espaço físico pagos à parte. Se houver venda a clientes, entra uma segunda etapa, com custos que a fase interna não tem.
Nuvem privada é uma plataforma de máquinas virtuais montada em servidores que o próprio provedor controla. Ela reúne vários servidores num conjunto só, e cada sistema recebe uma fatia de processador, memória e disco, criada em minutos e copiada para outro local.
No provedor, os primeiros inquilinos dessa plataforma são os sistemas da casa: o ERP, que cadastra e cobra o assinante; o RADIUS, servidor que confere usuário e senha quando a conexão sobe; o DNS, que traduz nomes de sites; e o monitoramento. A nuvem privada para provedores começa por eles e só depois abre espaço para clientes.
A faixa da Táquion Tech para três servidores com uso interno é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech]. Não há tabela oficial de mercado para esse tipo de projeto, e por isso este guia não traz valores em reais; o que ele traz são as contas que fazem um orçamento ser maior que outro.
A fase interna e a fase comercial custam diferente
Tratar as duas fases como um projeto só costuma inflar o primeiro orçamento. A tabela separa o que cada uma pede.
| Fase | O que entra | O que gera custo novo |
|---|---|---|
| Interna | Cluster, armazenamento, cópia em outro local e migração de ERP, DNS, RADIUS e monitoramento | Cada sistema a migrar e cada servidor a mais |
| Piloto comercial | Rede isolada por cliente, cotas e teste com poucas empresas | Painel de acesso, endereços IP e contrato com o cliente |
| Oferta aberta | Planos, cobrança recorrente e atendimento a falhas | Equipe para chamados de clientes e crescimento do armazenamento |
A Táquion Tech trabalha com os sistemas internos primeiro e deixa a decisão de vender para depois que a plataforma provou estabilidade. Assim, o provedor paga pela fase comercial só se ela fizer sentido.
O que muda o preço da nuvem do provedor
Mudam o preço a criticidade dos sistemas internos, o local da plataforma, a cópia num segundo ponto e a decisão de vender. O crescimento previsto define quanto armazenamento entra desde o começo.
| Fator | Cenário enxuto | Cenário que pede mais projeto |
|---|---|---|
| Sistemas internos | Monitoramento, syslog e um DNS secundário | RADIUS e ERP, que param o assinante se caírem |
| Local da plataforma | Rack no POP principal, com energia e clima já resolvidos | Colocation, com acesso agendado e mensalidade própria |
| Segundo local | Cópias diárias num servidor em outro POP | Réplica pronta para assumir se o POP principal parar |
| Venda a clientes | Nenhuma, só uso interno | Redes isoladas, cotas, painel e endereços IP para cada empresa |
| Crescimento previsto | Capacidade para os sistemas atuais com folga | Espaço para clientes e sistemas novos como IPTV e VoIP |
| Quem vai operar | Equipe da casa com procedimentos escritos | Operação terceirizada, cotada como contrato separado |
O fator que mais surpreende é o segundo local. Uma nuvem inteira num POP só fica exposta a incêndio, alagamento ou falta longa de energia, e a cópia em outro ponto entra no orçamento como servidor, link e configuração.
Por que vender servidor virtual muda o projeto?
Porque o cliente externo não pode enxergar os sistemas do provedor nem os de outros clientes. Esse isolamento, que o mercado chama de multilocação, exige redes separadas, permissões e cotas para cada empresa.
Há também o endereçamento: cada servidor de cliente costuma precisar de um IP público, e IPv4 é recurso escasso e pago. O guia sobre quanto custa IPv4 mostra de onde vem esse custo e por que ele entra na conta da oferta.
Nuvem privada ou nuvem pública: a conta de três anos
Some três anos de cada opção com os números do seu provedor, incluindo tráfego e operação. A privada tende a vencer com sistemas ligados o tempo todo, e a pública com cargas curtas.
Nuvem pública é a plataforma de um grande fornecedor, alugada por hora de uso. Ela cobra também o tráfego de saída, isto é, os dados que deixam a nuvem rumo à internet ou à rede do provedor, item que pesa quando o sistema conversa com milhares de assinantes.
- Fatura atual: pegue os últimos doze meses da nuvem pública, com máquinas, discos e tráfego, e multiplique por três.
- Projeto e servidores: some a implantação e os servidores, que se pagam uma vez nesse período.
- Custo do local: acrescente energia e clima do POP, ou a mensalidade do colocation, por 36 meses.
- Operação: inclua as horas da equipe que cuida da plataforma, ou o contrato de quem fizer isso por você.
- Compare as duas somas: e lembre que, na privada, os servidores seguem úteis depois do terceiro ano.
Quer a conta da nuvem privada feita com os seus sistemas?
Na nuvem privada para provedores, um Especialista levanta o consumo de cada sistema e entrega o desenho com o custo de cada opção de local lado a lado.
Exemplo: dois provedores e duas nuvens com custos diferentes
Os dois casos são ilustrativos e não trazem valores. Eles mostram como a decisão de vender e o local mudaram o tamanho do projeto.
| Situação | Provedor que só organiza a casa | Provedor que vende servidores |
|---|---|---|
| Objetivo | Tirar ERP, DNS, RADIUS e Zabbix de servidores velhos | Uso interno e servidores para empresas da cidade |
| Local | Rack no POP principal | Colocation na capital e cópia no POP |
| Servidores | Três nós, com servidores atuais aproveitados | Três nós novos e espaço para mais dois |
| Clientes | Nenhum | Piloto com algumas empresas antes da oferta aberta |
| Fator que pesou | Ordem de migração dos sistemas críticos | Isolamento por cliente, IPs e painel de acesso |
No primeiro provedor, o projeto termina quando o último sistema interno migra e o teste de falha passa. No segundo, a fase interna é igual, mas a comercial acrescenta meses de piloto e uma equipe que atende os clientes.
Quais sistemas do provedor entram primeiro na nuvem?
Entram primeiro os que podem parar sem que o assinante perceba, e por último os que autenticam a conexão. Essa ordem deixa a plataforma provar estabilidade com risco baixo.
- Primeiro: monitoramento, syslog e ferramentas internas, que não derrubam ninguém se precisarem voltar.
- Depois: o DNS, migrando um servidor do par de cada vez, como mostra o guia de quanto custa alta disponibilidade de DNS.
- Em seguida: o ERP, numa janela de pouco uso, com o servidor antigo pronto para voltar.
- Por último: o RADIUS, de preferência com um segundo servidor para o caso de a nuvem parar.
Quanto custa manter os sistemas em servidores soltos?
Custa o tempo em que o assinante não reconecta quando o servidor do RADIUS ou do ERP quebra. A conta usa os números da sua base e da sua última parada.
- Assinantes afetados: quantos tentam reconectar numa hora comum, depois de queda de energia ou troca de roteador.
- Horas fora: quanto tempo levou a última troca de servidor, do diagnóstico à reinstalação do sistema.
- Chamados gerados: quantas ligações e mensagens o atendimento recebeu nesse período.
- Cancelamentos: quantos assinantes saíram nas semanas seguintes citando a queda.
- Retrabalho: horas da equipe refazendo cadastros, cobranças ou configurações perdidas.
Multiplicar essas linhas pelo custo de cada chamado e pela receita mensal de cada assinante dá o preço de uma quebra. Ponha esse número ao lado do projeto dividido pelos anos de uso dos servidores.
Erros que deixam a nuvem mais cara que os servidores antigos
Alguns desvios de planejamento transformam a economia esperada em despesa. Os mais comuns aparecem na lista.
Desvios que encarecem a nuvem do provedor
- Comprar para o futuro inteiro de uma vez: servidores ociosos por anos perdem garantia antes de serem usados.
- Preço de servidor virtual sem as cópias: o plano vendido ao cliente não cobre o espaço do backup.
- Ignorar energia e clima do POP: a nuvem concentra calor e consumo num rack que não foi feito para isso.
- RADIUS sem segundo servidor: uma parada da plataforma desconecta toda a base de uma vez.
Como comparar propostas de nuvem privada para provedores
Compare se a proposta separa a fase interna da comercial, diz onde a plataforma fica e descreve a cópia em outro local. Valor único para tudo, sem fases, não permite saber o que está sendo pago.
Pontos que a proposta de nuvem privada precisa responder
- Quais sistemas internos migram, em que ordem e com que janela.
- Onde a plataforma fica, POP próprio ou colocation, e quem paga o espaço.
- Quantos servidores e quanto armazenamento, com a folga para um servidor parado.
- Onde ficam as cópias e em quanto tempo uma máquina inteira é restaurada.
- Se a fase comercial está inclusa, cotada à parte ou fora do escopo.
- Como os clientes ficam isolados uns dos outros e dos sistemas do provedor.
- Quem opera a plataforma depois da entrega e com quais procedimentos.
Se a proposta não separa as fases e não diz onde ficam as cópias, ela não pode ser comparada com outra. Peça esses pontos por escrito antes de olhar o valor.
O que costuma ficar fora da proposta e chega depois
A implantação cobre plataforma e migração. Os itens abaixo aparecem logo depois e têm conta própria.
- Espaço no data center: mensalidade do rack, contratada na migração para colocation.
- Servidores e discos: comprados pelo provedor, já que a Táquion Tech não vende equipamento.
- Regras para vender hospedagem: tributação, contrato e LGPD do serviço a clientes [CONFIRMAR na norma].
- Operação contínua: chamados de clientes e alertas, que podem seguir o modelo do guia de quanto custa NOC terceirizado.
Se a plataforma escolhida for o Proxmox VE, o guia de quanto custa implantação de Proxmox traz o preço oficial da assinatura por soquete e como ele entra na conta.
Perguntas frequentes
Dá para começar a nuvem com os servidores que o provedor já tem?
Às vezes. Servidores parecidos entre si, com garantia e memória suficiente, entram no cluster; máquinas muito diferentes limitam a troca automática e costumam ficar para tarefas secundárias.
O provedor precisa de licença para vender servidor virtual?
Hospedagem não é o mesmo serviço que a conexão de internet e pode ter enquadramento, tributação e contrato próprios [CONFIRMAR na norma]. Vale ouvir quem cuida da parte fiscal e jurídica antes de abrir a oferta.
Nuvem privada exige equipe dedicada no provedor?
Para uso interno, a equipe da casa costuma dar conta com procedimentos escritos. Com clientes externos, alguém precisa atender falhas e pedidos, da casa ou contratado.
A nuvem privada pode ficar no mesmo rack da borda?
Pode, desde que energia, clima e espaço tenham sido calculados para os servidores. Mesmo assim, as cópias precisam ir para outro local, porque um problema no POP atingiria a borda e a nuvem juntas.
Em quanto tempo a nuvem privada se paga?
Depende de quanto o provedor gasta hoje com nuvem pública e com quebras de servidor. A conta de três anos, com os números da sua operação, mostra o ponto em que a plataforma passa a compensar.
Fontes
- The NIST Definition of Cloud Computing (NIST SP 800-145): definição oficial de nuvem privada, pública e híbrida e das características de uma nuvem
- Cloud computing (Wikipédia em inglês): modelos de implantação de nuvem e custos de operação
- Multitenancy (Wikipédia em inglês): isolamento de vários clientes na mesma plataforma