Quanto custa implantação de IPTV: guia de preço para provedores
Quanto custa implantação de IPTV é a soma de três contas que chegam de lugares diferentes: os direitos dos canais, a plataforma ou central que entrega o vídeo e a preparação da rede do provedor para levar esse vídeo sem travar. As duas primeiras costumam ser recorrentes e negociadas com fornecedores; a terceira é um projeto, e o preço dela depende do estado dos switches, das OLTs e do backbone.
Resumo
- Conteúdo, plataforma e rede são cobrados por fornecedores diferentes, e só a rede é um projeto com começo e fim.
- Entregar por multicast a partir de uma central exige mais trabalho na rede do que usar uma plataforma parceira.
- Switches sem IGMP snooping confiável e enlaces perto do limite são o que mais encarece a preparação da rede.
- Lançar TV numa rede despreparada custa cancelamentos de combo e chamados concentrados no horário dos jogos.
Quanto custa implantação de IPTV no provedor?
Não há um valor único, porque o IPTV junta custos de conteúdo, de plataforma e de rede, cada um com sua forma de cobrança. O que dá para fazer antes de pedir propostas é separar essas contas e entender o que move cada uma.
IPTV é a TV entregue pela rede IP do provedor, com cada canal viajando como um fluxo de vídeo contínuo até o decodificador ou o aplicativo do assinante. Diferente de uma página que carrega um pouco mais devagar, qualquer pedaço perdido desse fluxo aparece na tela como imagem congelada.
A implantação de IPTV custa mais quando o vídeo sai de uma central própria e precisa percorrer a rede inteira por multicast, e custa menos quando o provedor usa uma plataforma parceira que chega pela internet. Nos dois casos, o estado dos switches e do backbone pode dobrar o trabalho de preparação.
A Táquion Tech prepara a rede na implantação de IPTV para provedores e não vende central, decodificador nem conteúdo. Faixa de preço praticada pela Táquion Tech: [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
Quem cobra cada parte do IPTV
Antes de comparar números, vale saber quem manda cada conta. A tabela mostra as partes de um lançamento de TV e como cada uma costuma ser cobrada.
| Parte | Quem cobra | Forma de cobrança mais comum |
|---|---|---|
| Direitos dos canais | Programadoras ou a própria plataforma | Recorrente, por assinante ou por pacote [CONFIRMAR com os detentores dos direitos] |
| Plataforma ou central | Fornecedor de vídeo | Assinatura por cliente ou compra de equipamento com licença [CONFIRMAR com o fornecedor] |
| Decodificador ou aplicativo | Fornecedor do equipamento ou da plataforma | Por ponto de TV instalado, em compra ou comodato |
| Preparação da rede | Empresa de implantação | Projeto fechado, com piloto e documentação |
| Regularização | Órgãos reguladores e quem cuida da parte legal | Taxas e registros conforme o modelo [CONFIRMAR na norma] |
Só a quarta linha é trabalho de rede. Mesmo assim, ela decide se as outras três viram receita ou reclamação, porque o assinante não separa a culpa da plataforma da culpa do provedor.
O que muda o preço de preparar a rede para TV
Oito fatores explicam quase toda a diferença entre propostas de preparação de rede para IPTV. A tabela traz, para cada um, a pergunta que a sua equipe consegue responder antes do levantamento.
| Fator | Pergunta para a sua equipe | Por que muda o trabalho |
|---|---|---|
| Modelo de entrega | O vídeo vem de central própria ou de plataforma pela internet? | Central pede multicast do núcleo à ONU; plataforma pede banda e prioridade |
| IGMP nos switches | Os switches de agregação fazem snooping de forma confiável? | Sem isso, cada canal inunda todas as portas e pode exigir troca de equipamento |
| Fabricantes de OLT | Quantas marcas e versões de firmware existem na rede? | Cada fabricante tem sua receita de multicast e de perfil de ONU |
| Modelos de ONU | As ONUs em campo aceitam o perfil de multicast desejado? | Modelos antigos podem não aceitar e precisar de teste ou troca |
| Folga no backbone | Algum enlace ou anel já passa do uso confortável no pico? | Enlace no limite precisa de ajuste antes de receber a grade de canais |
| Grade e resolução | Quantos canais e em que resolução serão oferecidos? | Mais canais em alta resolução pedem mais conta de banda por enlace |
| Ponto de entrada | A central ou a plataforma entra num POP só ou em vários? | Cada ponto de entrada soma roteamento de multicast e testes |
| Tamanho do piloto | Quantos assinantes de teste e em quantas regiões? | Piloto maior mede mais situações e soma horas de acompanhamento |
O fator que mais surpreende é o segundo. Switch sem IGMP snooping funciona bem para internet, mas, com TV, entrega todos os canais em todas as portas, e a rede de acesso lota. O guia de configuração de storm control mostra uma das proteções que entram junto nessa revisão.
Quanto custa implantação de IPTV em cada modelo de entrega
O modelo de entrega muda o tipo de trabalho, e não só o tamanho. Por isso duas propostas para modelos diferentes não devem ser comparadas como se fossem a mesma coisa.
- Central própria: roteamento de multicast com PIM onde preciso, IGMP em switches e OLTs, VLAN de TV e perfil nas ONUs.
- Plataforma parceira: prioridade para o tráfego da plataforma, conta de trânsito no pico e, quando existe, cache perto do assinante.
- Modelo misto: canais abertos por multicast e conteúdo sob demanda pela plataforma, somando as duas listas.
Na central própria, o custo de rede pesa mais no começo e cresce pouco com a base. Na plataforma parceira, a preparação é menor, mas cada assinante a mais assistindo puxa um fluxo próprio pelo trânsito.
Como estimar a banda antes de pedir proposta
Uma conta simples, feita com os números do fornecedor de vídeo, já mostra se o backbone aguenta. Ela não substitui o levantamento, mas evita surpresa na primeira reunião.
- Taxa por canal: peça ao fornecedor a taxa de cada canal em cada resolução [CONFIRMAR com o fornecedor].
- Grade inteira: multiplique pelo número de canais; com multicast, esse é o peso máximo em cada enlace que leva todos os canais.
- Plataforma: estime quantos assinantes assistem ao mesmo tempo no pico e multiplique pela taxa de um fluxo.
- Folga: compare o resultado com o uso atual de cada enlace no horário de pico e veja quanto sobra.
Na prática: duas redes com a mesma grade de canais
Dois provedores com a mesma grade, o mesmo modelo de central e bases parecidas receberam propostas bem diferentes. O que separou os dois foi o estado da rede camada 2 e do backbone.
| Item | Provedor C | Provedor D |
|---|---|---|
| Modelo e grade | Central própria, mesma grade | Central própria, mesma grade |
| Switches de agregação | Recentes, com IGMP snooping testado | Antigos, com snooping instável em parte deles |
| OLTs | Um fabricante, firmware uniforme | Dois fabricantes, versões diferentes |
| Backbone | Anel com folga no pico | Um trecho do anel perto do limite |
| ONUs em campo | Modelo único, perfil de multicast aceito | Três modelos, um sem suporte confirmado |
A proposta do provedor D saiu mais alta, e quase toda a diferença veio da camada 2 e do backbone. Foi preciso revisar os switches, ajustar o trecho do anel antes da TV e testar cada modelo de ONU, além de manter duas receitas de multicast nas OLTs.
Para o provedor D, a saída foi separar o trabalho: primeiro a rede camada 2 e o trecho do anel, depois a implantação de TV. O lançamento atrasou algumas semanas, mas começou sobre uma rede que não ia travar no primeiro jogo.
Os switches e o anel do seu provedor aguentam a grade de canais?
Um Especialista confere switches, OLTs, ONUs e folga do backbone e mostra o que precisa ser feito antes de o primeiro canal entrar no ar.
Quanto custa lançar TV numa rede despreparada?
Lançar sem preparar a rede custa em cancelamento, em chamados e em reputação, e quase tudo se concentra nas noites de jogo e de final de novela. A conta abaixo usa os números do seu provedor.
- Assinantes do combo: anote quantos clientes têm TV no plano e qual a diferença de mensalidade em relação ao plano só de internet.
- Cancelamentos: estime quantos desistem da TV ou do provedor depois de uma noite de canal travando.
- Chamados no pico: conte quantos chamados de TV chegam numa noite ruim e multiplique pelo custo de atender cada um.
- Efeito na internet: some as reclamações de navegação lenta que aparecem quando a TV disputa a mesma fila.
- Total: multiplique cancelamentos pela mensalidade perdida em um ano e some o custo dos chamados.
O último item costuma ser esquecido. Sem fila separada, o vídeo e a navegação brigam pelo mesmo espaço, e o assinante reclama da internet, e não da TV. O guia sobre internet lenta no horário de pico ajuda a separar uma coisa da outra.
Prioridade de vídeo é parte do preço, não extra
Dar ao vídeo uma fila própria é o que impede um download pesado de congelar o canal do vizinho. Quando essa parte fica fora da proposta, o provedor descobre a falta no primeiro fim de semana com muita gente em casa.
Como montar essas filas sem prejudicar a navegação está no guia de configuração de filas de tráfego, que vale para os dois modelos de entrega.
Erros comuns: o que fica fora da proposta de IPTV
A proposta de rede mais enxuta pode deixar de fora itens que aparecem depois como custo ou como atraso no lançamento. Alguns nem são de rede, mas travam a venda do plano da mesma forma.
Evite lançar sem resposta para estes pontos
- Direitos dos canais: a rede pronta não autoriza distribuir conteúdo sem contrato com quem detém os direitos [CONFIRMAR com os detentores dos direitos].
- Outorga para TV: o modelo de distribuição pode exigir licença além da outorga de internet [CONFIRMAR na norma].
- Switches a trocar: a revisão pode concluir que parte da agregação não suporta multicast, e o equipamento entra à parte.
- Perfil nas ONUs da base: aplicar o perfil de TV em milhares de ONUs é outro trabalho, ligado ao provisionamento.
- Medição depois do lançamento: sem painel de perda por canal, cada reclamação vira palpite.
Sobre a parte legal, o SeAC, Serviço de Acesso Condicionado, é tratado pela Lei 12.485/2011, e o enquadramento de cada modelo de IPTV precisa ser conferido antes do anúncio [CONFIRMAR na norma]. A outorga SCM cobre a internet, e o que falta para TV deve ser verificado com quem cuida da área regulatória.
Como comparar propostas de implantação de IPTV?
Compare o que cada proposta entrega na rede, e não só o valor final. O checklist abaixo vale para qualquer empresa, inclusive a Táquion Tech.
Itens para conferir em cada proposta de preparação para IPTV
- Traz a conta de capacidade por canal, por enlace e por porta PON.
- Diz quais switches e OLTs serão configurados e quais precisam de troca ou ajuste.
- Informa como cada modelo de ONU em campo será testado com o perfil de TV.
- Inclui fila de prioridade para o vídeo e limite de canais por cliente na OLT.
- Prevê piloto com assinantes de teste no horário de pico, com perda e troca de canal medidas.
- Entrega painel de tráfego de TV e documentação de cada equipamento.
- Tem plano de volta para cada janela de mudança no núcleo ou na OLT.
Se três itens ou mais ficarem sem resposta, a proposta ainda não está completa para comparar. Peça ao fornecedor que preencha o que falta antes de decidir.
Um cuidado final é sobre o piloto. Teste feito de manhã prova muito pouco; o que conta é o comportamento da rede quando a base inteira está assistindo e navegando ao mesmo tempo.
Perguntas frequentes
Plataforma parceira sai mais em conta que central própria?
No começo costuma sair, porque dispensa central e codificadores e pede menos trabalho na rede. Com a base crescendo, a conta pode virar, já que cada assinante assistindo puxa um fluxo próprio pelo trânsito.
O provedor paga pelos canais separadamente da implantação?
Sim, os direitos dos canais são negociados com programadoras ou já vêm no contrato da plataforma [CONFIRMAR com os detentores dos direitos]. A preparação da rede é um serviço à parte, cobrado por quem faz a implantação.
Preciso trocar meus switches para oferecer TV?
Só se eles não fizerem IGMP snooping de forma confiável ou estiverem no limite de capacidade. O levantamento testa cada switch de agregação antes de indicar qualquer troca.
O piloto de IPTV entra no preço da implantação?
Deve entrar, porque é ele que prova que a rede aguenta o pico antes da venda. Confira na proposta quantos assinantes de teste e quantas noites de medição estão previstos.
Dá para começar a TV por uma região só?
Dá, e reduz o investimento inicial na rede. A região escolhida serve de piloto ampliado, e as outras entram depois, com a mesma receita de configuração.
Fontes
- Lei nº 12.485/2011 (Serviço de Acesso Condicionado): lei que trata da TV por assinatura no Brasil, citada na parte regulatória
- RFC 4541: IGMP and MLD snooping switches: como os switches devem tratar os pedidos de canal para não inundar todas as portas
- RFC 3376: Internet Group Management Protocol, versão 3: protocolo que o decodificador usa para entrar e sair de um canal