Guia explicativo · Sala de servidores
Como funciona projeto de sala de servidores: etapas para empresas
Como funciona projeto de sala de servidores: começa por uma conversa sobre o que a empresa não pode perder, passa pela visita com medição de cada equipamento ligado e termina com planta, cálculos e lista de materiais prontos para a obra. Depois da obra, um teste com a energia desligada de propósito confirma se a sala aguenta o que foi desenhado.
Resumo
- O projeto segue seis etapas, e nenhuma delas mexe na sala atual antes de a empresa aprovar a planta.
- A medição com os equipamentos trabalhando separa um projeto de verdade de uma estimativa feita pela etiqueta da fonte.
- A empresa prepara a lista do que vai para a sala, o acesso ao quadro elétrico e a resposta sobre quanto tempo aguenta parada.
- No fim, ela recebe planta, memorial de cálculo, lista de materiais e o relatório do teste de queda de energia.
O que acontece por dentro de uma sala de servidores
Por dentro, a sala é uma cadeia: a energia entra pelo quadro, passa pelo nobreak, alimenta os servidores e sai quase toda como calor, que o ar-condicionado precisa retirar. O projeto dimensiona cada elo para que nenhum fique mais fraco que os outros.
Uma sala de servidores é o cômodo fechado onde ficam os computadores que rodam os sistemas da empresa, os switches da rede interna e a chegada da internet. A Táquion Tech cuida de energia, calor, cabos e acesso no mesmo projeto de sala de servidores, como partes de uma conta só.
O elo central é o nobreak, aparelho com baterias que mantém os equipamentos ligados quando a energia da rua falha. Ele recebe a energia de um circuito exclusivo da sala e a entrega às réguas de tomada do rack, o armário de metal onde os equipamentos ficam parafusados.
- Energia: quadro, circuito exclusivo, nobreak e réguas do rack; o projeto calcula a corrente de cada trecho e a autonomia das baterias.
- Calor: praticamente toda a energia consumida pelos equipamentos vira calor na sala, e o ar-condicionado precisa retirar a mesma quantidade.
- Cabos: chegada das operadoras, ligação da sala com os andares e organização dentro do rack, com caminho próprio por eletrocalha.
- Acesso e alarme: porta com controle de entrada, sensores de temperatura e aviso no celular quando a energia ou o ar falham.
Projeto de sala de servidores é, por isso, uma sequência de contas encadeadas. Sem o consumo, não se escolhe o nobreak; sem os equipamentos definidos, não se calcula o calor; sem o calor, o ar-condicionado vira palpite.
Por que o consumo decide o tamanho do ar-condicionado?
Porque cada watt que um servidor puxa da tomada sai dele como calor, numa troca quase completa. Um watt equivale a cerca de 3,41 BTU por hora, a unidade dos aparelhos de ar, e é essa conversão que transforma a medição elétrica em número de climatização.
O cálculo térmico completo, com pessoas, iluminação e sol na parede, fica no projeto de climatização. No projeto da sala, o que importa é que o número de partida venha de medição, e não da potência impressa na fonte.
Como funciona projeto de sala de servidores, etapa por etapa
São seis etapas, da conversa inicial ao teste de entrega, e cada uma depende do resultado da anterior. A obra só começa na quinta, com a planta aprovada pela empresa.
Etapa 1 · Conversa
Definir o que não pode parar
Lista dos sistemas da empresa, quanto tempo cada um aguenta fora do ar e planos de crescimento.
Etapa 2 · Visita
Levantar a sala e o prédio
Medidas, quadro elétrico, caminho dos cabos, janelas, canos e chegada das operadoras.
Etapa 3 · Medição
Medir o consumo real
Corrente de cada equipamento trabalhando, no horário de uso normal, anotada no inventário.
Etapa 4 · Cálculo e desenho
Transformar números em planta
Circuitos, nobreak, autonomia, carga térmica, posição dos racks e lista de materiais.
Etapa 5 · Obra
Acompanhar quem executa
Visitas combinadas para conferir circuitos, eletrocalhas e ar antes de o forro fechar.
Etapa 6 · Entrega
Desligar a energia de propósito
Teste de queda de energia, conferência dos alarmes e entrega do caderno do projeto.
Entre a etapa 4 e a 5 há uma pausa que depende só da empresa: aprovar a planta e cotar obra e materiais com quem preferir.
As etapas não pesam igual no calendário, e os prazos em dias entram na proposta [PREENCHER prazos da Táquion Tech por etapa]. Em termos relativos, a divisão costuma ser esta:
- Rápidas: conversa, visita e entrega cabem cada uma numa reunião, num meio período ou numa janela combinada.
- Intermediária: a medição precisa pegar o uso normal dos sistemas, às vezes em mais de um horário.
- Mais longa: cálculo e desenho, em que quase nada depende da empresa além de responder dúvidas.
- Fora do relógio do projeto: a obra, que depende de quem executa e da entrega do que foi comprado.
Como é feita a medição do consumo
A medição usa um alicate amperímetro, que lê a corrente sem desligar nada, ou o medidor da própria régua do rack, quando ela tem um. O número é colhido no horário em que os sistemas trabalham de verdade, e não de madrugada.
A etiqueta da fonte informa o máximo que ela consegue entregar, não o que o servidor gasta. Somar etiquetas costuma inflar o nobreak e o ar; medir mostra a carga real e faz da folga uma decisão, e não um acidente.
O que a empresa prepara antes da visita?
A empresa prepara a lista do que vai para a sala, o acesso aos lugares que o Especialista precisa ver e uma resposta honesta sobre quanto tempo aguenta sem sistema. Com isso, a visita rende e a medição não precisa ser repetida.
Separe antes do dia da visita
- Lista dos equipamentos que vão para a sala, mesmo resumida: servidores, switches, firewall, gravador de câmeras e central telefônica.
- Planta do andar ou do prédio, se existir, com a posição do quadro elétrico.
- Acesso liberado ao quadro elétrico, ao forro e ao lugar previsto para a unidade externa do ar.
- Contato do síndico ou da administração do prédio, quando a sala fica em condomínio.
- Contratos das operadoras de internet, para saber por onde chega cada fibra.
- Histórico de paradas: quando a sala desligou, por quanto tempo e por qual motivo aparente.
- Planos dos próximos anos: filiais, contratações, câmeras novas ou sistemas que vão sair para a nuvem.
Com cinco itens ou mais em mãos, a visita costuma bastar para fechar o levantamento. Sem a lista de equipamentos ou sem acesso ao quadro, a medição vira uma segunda ida ao local.
Quer tirar os servidores do armário com um roteiro claro?
No projeto de sala de servidores, um Especialista conduz as seis etapas, mede cada equipamento ligado e entrega planta e lista de materiais para a sua empresa cotar onde quiser.
A pergunta que define a reserva de energia e de clima
Quanto tempo a empresa aguenta sem os sistemas é a pergunta que mais muda o desenho. Uma hora parada num escritório pequeno é incômodo; numa clínica de agenda cheia, é prejuízo no mesmo dia.
A resposta decide se a sala terá um ou dois aparelhos de ar, um nobreak com folga ou dois caminhos de energia. Grandes data centers usam a ANSI/TIA-942 para classificar esse nível de reserva; numa sala de empresa, ela serve de referência para escolher o que duplicar [CONFIRMAR na norma].
Erros que aparecem em cada etapa e como perceber
Cada etapa tem um erro típico, e quase todos deixam rastro nos documentos antes de virar sala parada. Saber onde olhar permite ao gestor cobrar a correção enquanto ainda custa pouco.
Os erros se agrupam em três momentos: antes do desenho, no desenho e na obra. Em cada um, o sinal aparece num papel que a empresa já recebeu.
Na conversa e na visita, o que fica sem pergunta
O erro mais comum é ninguém definir quanto tempo a empresa aguenta parada. Percebe-se quando a proposta não diz, em lugar nenhum, se haverá reserva de energia ou de clima.
Na visita, o esquecido costuma ser o caminho da fibra das operadoras. Se a planta não mostra por onde a internet chega à sala, o cabo vai atravessar o forro pendurado.
Na medição e no desenho, números sem origem
Consumo copiado da etiqueta ou medido de madrugada contamina todo o resto. O sinal é um inventário sem data, sem horário e sem valor por equipamento.
No desenho, o erro clássico é ligar ar e servidores no mesmo circuito. Basta olhar o diagrama: se a sala inteira sai de um disjuntor só, a partida do compressor pode derrubar tudo junto.
Evite estas mudanças no meio da obra
A obra é a fase em que o projeto mais se perde, porque as decisões passam a ser tomadas em pé, dentro da sala.
Mudanças na obra que desfazem o projeto
- Trocar o modelo do nobreak: a autonomia e a corrente de saída foram calculadas para o equipamento especificado.
- Comprar ar doméstico sem religamento: depois de uma queda de luz, o aparelho fica parado até alguém apertar o botão.
- Mudar o rack de lugar: os corredores da frente e de trás e a saída do ar quente foram desenhados para a posição original.
- Fechar o forro antes da conferência: o que ficou por cima deixa de poder ser visto sem quebrar.
Exemplo: uma escola tira o servidor do almoxarifado
Uma escola particular com secretaria, câmeras e laboratório mostra o projeto do começo ao fim. O caso é ilustrativo e serve para ver o encadeamento das etapas, não para estimar prazos.
A escola tem um servidor de arquivos, o sistema acadêmico, um gravador de câmeras e dois switches dentro do almoxarifado, ao lado do material de limpeza. Em dias quentes o servidor reinicia sozinho, e na última queda de luz a secretaria ficou sem sistema até o dia seguinte.
| Etapa | O que se descobriu | Decisão tomada |
|---|---|---|
| Conversa | A direção aguenta uma manhã sem sistema, mas não perder gravações nem travar a rematrícula | Reserva no clima e nobreak com tempo para desligar tudo em ordem |
| Visita | Antiga coordenação com janela para o oeste; a fibra chega pela fachada oposta | Película e bloqueio na janela e tubulação nova para a operadora |
| Medição | Os equipamentos somam bem menos que as etiquetas, e o gravador é o que mais consome | Nobreak e ar menores do que o orçamento antigo previa |
| Cálculo e desenho | Cabe um rack de piso, com espaço livre para um segundo | Circuito exclusivo e dois aparelhos de ar que se revezam |
| Obra | A eletrocalha ia passar sob um cano do banheiro do andar de cima | Trajeto corrigido antes de o forro fechar |
| Entrega | Com a energia cortada num sábado, o nobreak segura e o alarme chega à direção | Sala aceita, com o relatório anexado ao caderno |
No fim, a escola tem o caderno do projeto e alguém capaz de explicar cada escolha. Se a direção quiser entender de onde vem o valor de cada proposta, o guia sobre quanto custa projeto de sala de servidores separa projeto, obra e equipamentos.
O que a empresa recebe no fim do projeto
A empresa recebe um caderno com planta, memorial de cálculo, lista de materiais e relatório do teste de entrega. São documentos para quem executa a obra hoje e para quem vai cuidar da sala nos próximos anos.
- Planta da sala: posição dos racks, corredores livres, eletrocalhas, ar-condicionado, sensores e espaço reservado para crescer.
- Memorial de cálculo: consumo medido, corrente de cada circuito, autonomia do nobreak e carga térmica, com a origem de cada número.
- Lista de materiais: especificação suficiente para cotar em mais de uma revenda, sem marca imposta.
- Diagrama dos circuitos: quais tomadas saem de qual disjuntor e o que fica ligado ao nobreak.
- Relatório do teste: quanto tempo o nobreak segurou, se o ar voltou sozinho e se os alarmes chegaram.
O memorial de cálculo é o documento que mais faz falta anos depois. Quando entra um servidor novo, ele mostra quanto ainda cabe no nobreak e no ar sem refazer a conta do zero.
A Táquion Tech não indica marca por comissão: a lista traz especificação, e a compra fica com a empresa. A parte elétrica é executada por profissional habilitado, seguindo a ABNT NBR 5410 e com a responsabilidade técnica que a obra pedir [CONFIRMAR na norma e emissão de ART].
Como funciona projeto de sala de servidores quando a sala já está em uso?
Funciona com as mesmas etapas, mas o desenho ganha um plano de transição: a ordem das trocas, as janelas fora do expediente e o que fazer se uma troca falhar. A medição fica até mais simples, porque tudo já está ligado.
Quando os equipamentos precisam trocar de cômodo, o plano conversa com a mudança física de data center. Já os cabos até as mesas seguem outro roteiro, explicado no guia de como funciona o cabeamento estruturado.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva um projeto de sala de servidores do início ao fim?
O desenho leva [PREENCHER prazo do projeto] depois da visita, e a etapa mais longa é a de cálculo e planta. A obra entra no calendário à parte, porque depende de quem executa e da entrega dos equipamentos comprados.
A empresa precisa parar os sistemas para a medição?
Não. O alicate amperímetro lê a corrente com os equipamentos funcionando, e a medição só faz sentido no horário de uso normal. Parada só acontece na obra e no teste de entrega, em janelas combinadas.
Dá para fazer o projeto sem visita, só com fotos?
Fora do litoral de Santa Catarina, o projeto pode partir de fotos, medidas e leituras enviadas pela equipe da empresa [CONFIRMAR]. Nesse caso, a qualidade da medição depende de quem está no local seguir um roteiro de leitura.
Quem executa a obra depois que a planta fica pronta?
A empresa contrata eletricista, técnico de ar-condicionado e, se preciso, equipe civil de sua escolha. Quem desenhou acompanha em visitas combinadas [PREENCHER quantidade de visitas] e confere se a execução seguiu a planta.
O teste de queda de energia pode danificar algum equipamento?
O teste é feito em janela combinada, com cópia de segurança em dia e o desligamento automático dos servidores configurado antes. Melhor achar a falha num sábado combinado do que numa queda real na segunda.
Fontes
- Server room (Wikipédia em inglês): a sala de servidores como ambiente com energia, clima e acesso controlados
- TIA-942 (Wikipédia em inglês): classificação de data centers por nível de reserva de energia e clima
- British thermal unit (Wikipédia em inglês): conversão de watt para BTU por hora usada no cálculo de calor