Guia explicativo · Climatização de sala técnica
Como funciona projeto de climatização de sala técnica: passo a passo
Como funciona projeto de climatização de sala técnica: primeiro se mede o consumo e a temperatura dos racks por alguns dias, depois se calcula o calor e a reserva, e só então os aparelhos são especificados e instalados. O projeto termina com um aparelho desligado de propósito, para provar que o outro segura a sala sozinho.
Resumo
- O ar de sala técnica trabalha sem parar e precisa retirar calor seco, o que muda a forma de ler a capacidade do aparelho.
- A fase mais longa é o mapa de temperatura, porque os registradores precisam pegar a tarde mais quente e o pico de uso.
- O dado do sensor de temperatura percorre controlador, monitoramento e celular, e cada elo desse caminho é testado.
- A empresa recebe o mapa de temperatura de antes e de depois, a memória de cálculo e o relatório do teste com um aparelho parado.
O que acontece dentro do ar-condicionado de uma sala técnica
O aparelho não cria frio: ele recolhe o calor do ar da sala e o leva para fora por um gás que circula entre a unidade interna e a externa. Numa sala técnica, esse ciclo roda dia e noite, sem as pausas de um escritório.
Sala técnica é o cômodo fechado onde ficam switches, servidores, nobreak e a chegada da internet. A Táquion Tech faz o projeto de climatização de sala técnica partindo desse funcionamento, porque cada peça do ciclo tem um ponto em que falha.
- Evaporador: a serpentina da unidade interna, onde o gás frio absorve o calor do ar que passa pelos racks.
- Compressor: fica na unidade externa e aperta o gás aquecido, para que ele consiga soltar o calor lá fora.
- Condensador: a serpentina externa com ventilador, que joga esse calor no ar da rua ou do telhado.
- Válvula de expansão: alivia a pressão do gás, que volta frio para a unidade interna e reinicia o ciclo.
Projeto de climatização de sala técnica exige olhar o ciclo inteiro, e não só a unidade interna. Uma unidade externa sob sol direto ou encaixada num vão sem ventilação perde rendimento justamente na tarde em que a sala mais precisa dela.
Por que o split de escritório rende menos numa sala de equipamentos?
Porque servidores e switches soltam calor seco, que só esquenta o ar, enquanto pessoas também soltam umidade. O aparelho de conforto gasta parte da capacidade tirando água do ar, trabalho de que a sala técnica quase não precisa.
Na ficha técnica, essa diferença aparece como capacidade sensível, a parte que de fato baixa a temperatura, menor que a capacidade total impressa na caixa [CONFIRMAR na ficha do fabricante]. O cálculo compara a carga da sala com a capacidade sensível, e não com o número grande da propaganda.
Como funciona projeto de climatização de sala técnica, fase a fase
São seis fases, e nenhum aparelho é escolhido antes da terceira. As duas primeiras só observam a sala, sem mexer em nada que esteja ligado.
- Inventário e consumo: lista de cada equipamento da sala com a corrente medida, que vira a base da conta de calor.
- Mapa de temperatura: registradores na frente e atrás dos racks, no alto e embaixo, gravando por alguns dias seguidos.
- Cálculo: carga térmica, folga para crescer, quantos aparelhos ficam de reserva e quanto tempo a sala aguenta sem ar.
- Desenho e especificação: posição dos aparelhos, sentido dos racks, dreno, controlador de revezamento e sensores.
- Instalação acompanhada: a empresa de refrigeração instala, e o projeto confere tubulação, dreno, religamento e controlador.
- Teste com um aparelho parado: um aparelho é desligado e a temperatura na entrada dos racks é registrada até estabilizar.
O mapa de temperatura é o que diferencia um projeto medido de um projeto estimado. Ele mostra onde o ar quente volta para a frente dos equipamentos, qual rack recebe menos ar e em que horário a sala chega perto do limite.
Quanto tempo cada fase ocupa?
O mapa de temperatura ocupa a maior parte do calendário, porque precisa de dias de registro, e não de horas. Cálculo e desenho vêm em seguida; inventário e teste costumam caber numa visita cada [PREENCHER prazos da Táquion Tech por fase].
A instalação não entra nessa conta, porque depende do instalador e da entrega dos aparelhos. Numa sala que já esquenta, vale combinar medidas provisórias enquanto o projeto anda, como fechar vãos do rack e afastar o que bloqueia a saída do ar.
O caminho do dado de temperatura, do sensor ao celular
A leitura sai do sensor na entrada do rack, passa pelo controlador que decide qual aparelho liga e chega ao monitoramento, que avisa uma pessoa. O projeto define o limite de cada elo e testa o caminho inteiro.
1 · Leitura
Sensor na entrada do rack
Mede o ar que entra nos equipamentos, e não o ar perto do teto ou do controle remoto.
2 · Decisão local
Controlador de revezamento
Alterna os aparelhos por tempo e liga o reserva quando a temperatura passa do primeiro limite.
3 · Registro
Sistema de monitoramento
Guarda a curva de cada sensor e compara com o segundo limite, mais alto que o do controlador.
4 · Aviso
Alerta para uma pessoa
Mensagem para o responsável e para um substituto, com o nome da sala e a leitura atual.
5 · Ação
Alguém vai até a sala
Com o histórico em mãos, a pessoa sabe se foi um aparelho, a energia ou uma porta aberta.
Os dois limites existem para separar o problema que o controlador resolve sozinho do problema que precisa de gente. Se o reserva ligou e a temperatura caiu, o aviso serve de registro; se continuou subindo, é chamado.
A referência para o limite é o ar que entra no equipamento. A ASHRAE recomenda uma faixa para essa entrada, e o projeto ajusta os dois limites dentro dela conforme a reserva disponível [CONFIRMAR na norma]. O registro pode ir para a implantação de Zabbix que a empresa já tenha ou para um painel novo.
Ninguém fica sabendo quando a sala esquenta de madrugada?
No projeto de climatização, os sensores, o controlador e o aviso no celular são especificados junto com os aparelhos e testados na entrega, com um deles desligado de propósito.
A curva que avisa antes da falha
Uma temperatura que sobe meio grau por semana costuma indicar filtro sujo ou gás baixo, bem antes de o aparelho parar. O guia de análise preditiva de falhas mostra como ler essas tendências.
O que a empresa separa antes e o que fica com ela no fim
Antes, a empresa separa informações sobre os equipamentos, o aparelho atual e o prédio. No fim, fica com as medições, os cálculos e a prova de que a reserva funciona.
As duas listas abaixo cabem numa conversa de meia hora com quem cuida da TI e da manutenção predial. O que faltar vira pergunta na primeira visita.
Antes da medição
Quanto mais a empresa souber sobre o aparelho que já existe, menos tempo a visita gasta descobrindo. Use a lista para conferir.
Informações para ter em mãos no primeiro dia
- Marca, capacidade e idade do ar-condicionado atual, com a nota da última manutenção.
- Se o aparelho volta a ligar sozinho depois que a energia cai e retorna.
- Lista dos equipamentos da sala e quais deles não podem desligar em hipótese nenhuma.
- Lugar possível para a unidade externa e regra do condomínio para fachada e dreno.
- Horários em que a sala já apresentou equipamento reiniciando ou porta aberta para refrescar.
- Pessoa que vai receber os alertas e um substituto para férias e fins de semana.
Se os dois primeiros itens ficarem sem resposta, a visita começa testando o aparelho atual. Sem o último, o alarme é instalado sem ninguém para atender.
No fim do projeto
O que a empresa recebe serve para a instalação de agora e para a próxima ampliação da sala. Cada documento responde a uma pergunta que alguém vai fazer no futuro.
- Mapa de temperatura de antes e de depois: mostra, por rack e por altura, o efeito do que foi feito.
- Memória de cálculo: consumo medido, carga térmica, capacidade sensível exigida e folga adotada.
- Especificação dos aparelhos: capacidade, religamento, controlador e sensores, para cotar com qualquer instalador.
- Planta da sala: posição dos aparelhos, sentido dos racks, caminho do dreno e lugar de cada sensor.
- Relatório do teste: curva da temperatura com um aparelho parado e prova de que os avisos chegaram.
Erros de cada fase e o sintoma que denuncia
Cada fase tem um erro que se repete em salas técnicas, e quase todos aparecem como sintoma meses depois. Reconhecer o sintoma ajuda a voltar à fase em que o problema nasceu.
- Medição de um dia só: a sala é medida numa manhã fresca; o sintoma é equipamento reiniciando na primeira tarde de verão.
- Sensor no lugar errado: o termômetro fica perto do aparelho; a parede mostra sala fria enquanto o switch do alto do rack esquenta.
- Conta pela capacidade total: a carga é comparada ao número da caixa; a sala aguenta no inverno e não no verão.
- Dreno sobre o rack: a mangueira passa pelo caminho mais curto; o sintoma é água pingando depois de uma obstrução.
- Controlador esquecido: dois aparelhos sem revezamento; um gasta sozinho e o outro não liga quando precisa.
- Teste pulado: a entrega acontece sem desligar nenhum aparelho; a reserva só é posta à prova numa falha real.
O sintoma quase nunca aponta a causa diretamente. Um switch quente pode ser falta de capacidade, ar quente voltando pela frente ou um sensor mal posicionado, e por isso o mapa de temperatura vale mais que a troca apressada de aparelho.
Quando vale estender a medição por mais dias?
Vale quando a sala muda muito de carga ao longo da semana, como num laboratório com máquinas que rodam em lote, ou quando a parede recebe sol só em parte do dia. Também vale se o problema relatado acontece em datas irregulares.
Numa sala com carga estável e sem sol, alguns dias de registro costumam bastar. Estender a medição sem motivo só atrasa o projeto.
Na prática: como funciona projeto de climatização de sala técnica num laboratório
Um laboratório de análises com dois racks e um split antigo mostra como as fases se encadeiam. O caso é ilustrativo e não traz números de capacidade.
O laboratório reclamava de um servidor que reiniciava no meio da tarde, sempre nos dias mais quentes. O primeiro palpite era trocar o servidor; o inventário mostrou que ele estava no alto do rack, logo acima do nobreak.
O mapa de temperatura, gravado por uma semana, mostrou que o ar frio entrava pela frente do primeiro rack e saía quente direto na entrada do segundo, virado para o lado oposto. A carga total cabia no aparelho existente; o problema era o caminho do ar e a parede oeste, que esquentava depois do almoço.
O desenho virou o segundo rack, fechou os vãos com tampas, acrescentou um aparelho de reserva com controlador e colocou sensores na entrada de cada rack. Na entrega, com o aparelho antigo desligado, o novo segurou a sala, e o aviso de teste chegou ao responsável e ao substituto.
A empresa ficou com o mapa de antes e de depois e com uma memória de cálculo que diz quanto calor ainda cabe na sala. Para entender por que propostas para a mesma sala variam tanto, o guia sobre quanto custa projeto de climatização de sala técnica explica os fatores. Se a sala inteira ainda vai ser desenhada, veja como funciona projeto de sala de servidores.
Perguntas frequentes
Quantos sensores de temperatura uma sala técnica precisa ter?
Pelo menos um na entrada de ar de cada rack, de preferência na altura em que fica o equipamento mais sensível. Em racks cheios, um sensor no alto e outro embaixo mostram se o ar frio chega ao topo.
Desligar um aparelho no teste coloca os equipamentos em risco?
O teste é feito com alguém na sala, em horário combinado, acompanhando a temperatura na entrada dos racks. Se ela passar do limite, o aparelho é religado na hora, e o resultado já mostra que a reserva não basta.
A medição de temperatura atrapalha o uso da sala?
Não. Os registradores são pequenos, ficam presos nas portas ou nas laterais dos racks e não exigem desligar nada. A equipe de TI só precisa evitar mudá-los de lugar durante os dias de gravação.
Quem configura o revezamento e o religamento dos aparelhos?
O instalador liga o controlador e o religamento seguindo a especificação, e o projeto confere o funcionamento na entrega. Os limites de temperatura e os destinatários dos avisos são definidos com a empresa.
O que muda no projeto se a sala ganhar mais racks depois?
A memória de cálculo mostra quanto calor ainda cabe na sala com a reserva funcionando. Se a carga nova passar disso, a revisão parte do mapa existente, sem refazer a medição inteira.
Fontes
- Vapor-compression refrigeration (Wikipédia em inglês): ciclo de refrigeração com evaporador, compressor, condensador e válvula de expansão
- Computer room air conditioner (Wikipédia em inglês): aparelhos para salas de computadores e a diferença em relação ao ar de conforto
- Data center (Wikipédia em inglês): referências de temperatura do ar na entrada dos equipamentos