Como enviar dados para a Anatel: passo a passo para provedores
Como enviar dados para a Anatel: o provedor fecha uma data de corte, conta os acessos em serviço por município, tecnologia e velocidade, confere esse número com a rede e transmite o arquivo pelo sistema de coleta da agência, com o login da empresa. O envio é periódico e tem dia-limite, então o trabalho começa dias antes da data final. [CONFIRMAR na norma periodicidade, leiaute e sistema de coleta]
Resumo
- O envio parte de uma data de corte única, usada para tirar os números do sistema de cobrança, do concentrador e das OLTs.
- Os acessos vão separados por município, tecnologia de acesso e faixa de velocidade, no leiaute que a agência define. [CONFIRMAR na norma]
- Quem transmite precisa de login ativo da empresa no sistema da Anatel e de alguém da rede para conferir o número.
- Erro de envio quase sempre nasce no cadastro, como cancelado que segue navegando ou cliente sem código de município.
O que é o envio de dados à Anatel?
É a declaração periódica que o provedor faz à agência dizendo quantos acessos tem em serviço e onde eles estão. A agência usa esses números para medir o mercado, planejar políticas e fiscalizar quem presta o serviço. [CONFIRMAR na norma]
Todo provedor que presta SCM a assinantes entra nessa obrigação, mesmo os que operavam pela antiga dispensa de outorga. O porte muda o volume de linhas do arquivo, não a existência do envio. [CONFIRMAR na norma]
O envio em si é rápido: preencher ou subir um arquivo leva minutos. O que demora é chegar a um número que a rede confirme. Por isso, antes da transmissão, muitos provedores fazem a conferência de dados enviados à Anatel, que cruza cada contrato com a sessão e a ONU do cliente.
Os prazos do ano, junto com as demais obrigações, ficam reunidos no calendário regulatório para provedores, e o significado de cada campo está no guia sobre quais dados o provedor envia à Anatel. Este guia trata só da mecânica do envio: o que preparar, em que ordem fazer e onde costuma dar errado.
Quem transmite e com qual acesso
A transmissão é feita por uma pessoa da empresa com login no sistema de coleta da agência, vinculado ao CNPJ da prestadora. Sem esse acesso ativo, nada sai, e recuperar login perto do prazo é um atraso comum. [CONFIRMAR na norma forma de acesso]
Em muitos provedores, quem tem o login é o financeiro ou o contador. Não há problema nisso, desde que o número chegue a essa pessoa já conferido por alguém que enxerga a rede.
O sistema de coleta da agência
A coleta de acessos já passou por mais de um sistema ao longo dos anos; quem envia há muito tempo pode lembrar do antigo SICI. O nome e o endereço do sistema atual devem ser conferidos no portal da agência antes de cada ciclo. [CONFIRMAR na norma sistema vigente]
O que separar antes de começar
Separe o acesso ao sistema, a data de corte e as três extrações da rede antes de abrir qualquer formulário. Com isso em mãos, o envio vira conferência, e não garimpo de última hora.
Tenha isto pronto antes do dia do envio
- Login da empresa no sistema de coleta testado nesta semana, com senha atual.
- Data e hora de corte definidas e avisadas ao financeiro e ao técnico.
- Exportação do sistema de cobrança com contrato, plano, endereço e código do município.
- Lista de sessões ativas do concentrador ou do RADIUS na mesma data de corte.
- Lista de ONUs ativas por OLT, também na data de corte.
- Lista de clientes com IP fixo ou enlace dedicado, que não aparecem no PPPoE.
- Cópia do último envio, para comparar a variação de um ciclo para o outro.
Faltando dois itens ou mais, reserve um dia extra no cronograma. Os itens de rede são os que mais atrasam, porque dependem do técnico e não do financeiro.
A lista de clientes fora do PPPoE costuma ser esquecida. Empresa com IP fixo, link dedicado ou rádio ponto a ponto também é acesso em serviço e precisa entrar na conta. [CONFIRMAR na norma]
Como enviar dados para a Anatel: o passo a passo
São oito passos, da data de corte ao comprovante guardado. Os cinco primeiros acontecem dentro do provedor; só os três últimos envolvem o sistema da agência.
- Data de corte: escolha o dia e a hora que valem para todas as fontes, de preferência o último dia do período declarado. [CONFIRMAR na norma]
- Extração: tire do sistema de cobrança os contratos ativos e, da rede, as sessões e as ONUs ativas no mesmo horário.
- Cruzamento: ligue cada contrato à sua sessão e à sua ONU pelo login, pelo serial ou pelo MAC, e separe o que sobra dos dois lados.
- Correção: resolva cancelado ativo, cliente sem município e plano com velocidade que não existe mais, antes de somar.
- Totais: agrupe os acessos por município, tecnologia e faixa de velocidade, no formato pedido pela agência. [CONFIRMAR na norma leiaute]
- Transmissão: entre no sistema de coleta com o login da empresa e suba o arquivo ou preencha os campos.
- Validação: leia as mensagens de erro do sistema e corrija linha por linha, sem forçar valores para passar.
- Comprovante: guarde o recibo do envio, o arquivo enviado e a planilha do cruzamento numa pasta com a data.
O passo do cruzamento é o que separa um envio defensável de um número copiado. Para contar as sessões ativas direto do banco de contabilidade do RADIUS, uma consulta simples já ajuda; o arquivo final segue o leiaute vigente, mostrado abaixo só como ilustração.
-- Sessões PPPoE ativas na data de corte (tabela radacct do FreeRADIUS)
SELECT COUNT(DISTINCT username) AS acessos_ativos
FROM radacct
WHERE acctstoptime IS NULL;
-- Sessões ativas por perfil de velocidade, para conferir as faixas
SELECT g.groupname, COUNT(DISTINCT a.username) AS clientes
FROM radacct a
JOIN radusergroup g ON g.username = a.username
WHERE a.acctstoptime IS NULL
GROUP BY g.groupname
ORDER BY clientes DESC;
# Exemplo ilustrativo de arquivo de acessos (campos fictícios)
CNPJ;ANO;MES;COD_IBGE;TECNOLOGIA;VELOCIDADE;ACESSOS
00000000000000;2026;10;4202008;FTTH;300 Mbps;1180
00000000000000;2026;10;4202008;Radio;50 Mbps;64
Repare que a consulta conta logins com sessão aberta, e não contratos. É justamente essa diferença que aparece quando o número do sistema de cobrança é comparado com a rede.
Vai enviar e não sabe se o número fecha?
A conferência de dados cruza contratos, sessões e ONUs na mesma data de corte e entrega os totais por município, tecnologia e velocidade, prontos para a sua equipe enviar.
Qual é o prazo de envio de dados da Anatel?
O prazo de envio de dados à Anatel segue a periodicidade da coleta de acessos, com um dia-limite depois do fim de cada período declarado. O dia exato e a frequência vêm do regulamento de coleta em vigor. [CONFIRMAR na norma]
Há duas datas que muita gente confunde. A data de corte é o retrato da base, ou seja, o dia em que os acessos são contados. O prazo de envio é o último dia para transmitir esse retrato à agência. [CONFIRMAR na norma]
Quem deixa tudo para o dia-limite descobre os problemas sem tempo de resolver. Um cronograma interno, contado para trás a partir do prazo, evita essa corrida.
| Quando | O que fazer | Quem faz |
|---|---|---|
| Fim do período declarado | Registrar a data de corte e tirar as três extrações | Técnico de rede e financeiro |
| Dias seguintes ao corte | Cruzar contratos, sessões e ONUs e listar as diferenças | Técnico de rede ou apoio externo |
| Uma semana antes do prazo | Corrigir cadastro e fechar os totais por município | Financeiro, com validação técnica |
| Três dias antes do prazo | Testar o login e transmitir o arquivo | Quem tem o acesso ao sistema |
| Depois do envio | Guardar recibo, arquivo e planilha do cruzamento | Responsável regulatório |
E se o prazo de envio passar?
Envie assim que possível e guarde a prova da data em que transmitiu. Atraso ou falta de envio pode gerar questionamento e processo, e o histórico de envios em dia pesa a favor do provedor. [CONFIRMAR na norma]
Se o atraso veio de um problema no sistema da agência, registre telas com data e hora. Esse registro ajuda a explicar o atraso se houver cobrança depois.
Exemplo: o fechamento de um provedor de fibra e rádio
Um caso hipotético mostra onde o número muda entre o sistema de cobrança e o envio. Os valores servem só para ilustrar a ordem das correções.
Imagine um provedor que atende duas cidades com fibra e uma área rural com rádio. O sistema de cobrança mostra 2.400 contratos ativos no último dia do mês, e esse seria o número enviado se ninguém conferisse.
- Sessões no concentrador: 2.290 logins com sessão aberta, ou seja, 110 contratos sem conexão naquela hora.
- Cancelados ativos: 35 desses contratos já tinham pedido cancelamento, mas o bloqueio no RADIUS não aconteceu.
- Clientes fora do PPPoE: 18 empresas com IP fixo não aparecem nas sessões, mas são acessos em serviço.
- Município trocado: 140 clientes da área rural estavam cadastrados com o código da sede.
- Tecnologia antiga: 60 clientes migrados para fibra seguiam marcados como rádio no cadastro.
Depois das correções, o total muda pouco, mas a divisão por município e por tecnologia muda bastante. É essa divisão que a agência compara entre um ciclo e outro, e que costuma gerar pergunta quando oscila sem motivo.
Se um dia chegar um ofício questionando os números, o guia de notificação da Anatel para provedor mostra como organizar a resposta com a planilha do cruzamento.
Erros comuns ao enviar dados de acessos
Os erros mais comuns vêm de usar uma fonte só e de tratar o envio como tarefa do financeiro. Quase todos se repetem no ciclo seguinte se a causa no cadastro não for corrigida.
Evite
- Enviar o total do sistema de cobrança sem comparar com sessões e ONUs.
- Extrair cada fonte num dia diferente e depois tentar fechar a conta.
- Ajustar o número à mão para ficar parecido com o ciclo anterior.
- Deixar o login do sistema de coleta com uma única pessoa, sem cópia segura.
- Esquecer clientes corporativos com IP fixo, que não passam pelo PPPoE.
- Apagar a planilha do cruzamento depois que o envio foi aceito.
Um erro menos visível é corrigir o total e não o processo. Se o cancelamento no financeiro não dispara o bloqueio na rede, o cancelado ativo volta no próximo ciclo e o retrabalho se repete.
Como corrigir um envio que já foi feito
Quando o erro aparece depois da transmissão, o caminho é a retificação pelo próprio sistema de coleta, dentro das regras que ele permitir. Guarde o motivo da correção junto com o arquivo novo. [CONFIRMAR na norma regras de retificação]
Envio pela equipe ou com apoio técnico: como decidir
A equipe da casa dá conta quando o cadastro e a rede já conversam e o cruzamento é rotina. O apoio técnico vale quando ninguém consegue explicar a diferença entre o sistema e o concentrador.
Saber como enviar dados para a Anatel exige duas competências que raramente estão na mesma pessoa: acesso ao cadastro e leitura da rede. Por isso a decisão não é sobre quem aperta o botão, e sim sobre quem confere.
- Equipe própria: funciona quando o técnico extrai sessões e ONUs sozinho e o financeiro corrige o cadastro no mesmo ciclo.
- Apoio na primeira vez: faz sentido quando o provedor nunca cruzou as fontes ou trocou de sistema de cobrança há pouco.
- Apoio recorrente: compensa quando a base cresce rápido, há vários concentradores e o técnico não tem tempo no fim do mês.
A Táquion Tech confere os dados com acesso somente leitura, entrega os totais e a lista de diferenças, e deixa a transmissão com a sua empresa, que é quem responde pelo envio. A regularização do provedor costuma vir antes quando a empresa ainda está fora do cadastro da agência.
Perguntas frequentes
Qual o prazo para enviar os dados de acessos à Anatel?
O prazo segue a periodicidade da coleta de acessos definida no regulamento, com um dia-limite após o fim de cada período. Confira a data no regulamento em vigor e comece o cruzamento logo depois da data de corte. [CONFIRMAR na norma]
Provedor com poucos assinantes também precisa enviar dados?
Sim, a obrigação vale para quem presta o serviço, independentemente do porte. Um provedor pequeno tem menos linhas no arquivo, mas precisa enviar no mesmo ciclo. [CONFIRMAR na norma]
Posso enviar o número que aparece no sistema de cobrança?
Pode, mas o risco é alto, porque o sistema conta contratos e não conexões. Cancelados ativos, clientes fora do PPPoE e municípios trocados só aparecem quando o número é comparado com a rede.
O que acontece se o provedor não enviar os dados?
A falta de envio pode levar a questionamento da agência, processo e sanção, conforme o regulamento. Também deixa o provedor sem histórico para mostrar numa fiscalização ou numa venda. [CONFIRMAR na norma]
A Táquion Tech faz o envio no lugar do provedor?
Não. A Táquion Tech entrega os totais conferidos e a lista de diferenças, e a transmissão fica com a empresa, pelo login dela no sistema da agência. Assim o envio continua sob responsabilidade de quem presta o serviço.
Fontes
- Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), portal oficial: regulamentos de coleta de dados, sistemas de envio e orientações às prestadoras.
- Painel de dados de acessos da Anatel: números de acessos publicados a partir dos dados enviados pelas prestadoras.
- FreeRADIUS, documentação oficial: tabelas de contabilidade (radacct) usadas na contagem de sessões ativas.