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Guia de preço · Recuperação de desastres

Quanto custa recuperação de desastres: guia de preço para empresas

Quanto custa recuperação de desastres é decidido por duas metas: em quanto tempo cada sistema precisa voltar e quanto trabalho a empresa aceita perder. Quanto mais curtas as metas, mais pronto precisa estar o site secundário, e é ele que move a maior parte do orçamento.

Resumo

  • O preço junta análise de impacto, montagem do local reserva, roteiro de volta e ensaios com a equipe.
  • O RTO diz em quanto tempo o sistema volta; o RPO diz quanto se perde. Encurtar qualquer um dos dois exige mais estrutura.
  • Um site secundário frio custa pouco para manter e devolve a empresa em dias; um quente devolve em horas e custa todo mês.
  • A análise de impacto mostra quanto vale cada hora parada, e é essa conta que justifica ou corta cada item da proposta.

Quanto custa recuperação de desastres e o que está sendo comprado?

Compra-se a capacidade de voltar a operar depois de perder a sala, o servidor principal ou os dados para um ataque. Isso inclui decisões escritas, um lugar reserva preparado e a prova, por ensaio, de que o roteiro funciona.

Desastre, aqui, é qualquer evento que deixa a estrutura principal inutilizável por mais tempo do que a empresa aguenta: incêndio, alagamento, furto de equipamentos, queda prolongada de energia ou um ataque que embaralha os servidores. O plano responde onde os sistemas voltam, em que ordem e quem faz cada passo.

Na recuperação de desastres, o valor do serviço sai depois da análise de impacto. A faixa da Táquion Tech é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech], e servidores, nuvem ou espaço em colocation do local reserva são contratados à parte, conforme as metas aprovadas.

Não existe tabela oficial de preço para esse serviço. Por isso este guia não traz faixas de mercado em reais e se concentra nas escolhas que fazem o mesmo plano custar pouco ou muito.

Por que o preço não é o mesmo do backup?

O backup guarda os dados; a recuperação decide o que fazer com eles quando não há mais servidor para restaurar. A cópia é a matéria-prima, e o plano é a estrutura e o roteiro que a transformam em operação.

Por isso o orçamento da recuperação parte do backup que já existe. Se as cópias nunca foram testadas, o guia sobre quanto custa backup de servidores mostra como orçar essa base antes, para o plano não ser construído sobre cópias que talvez não voltem.

RTO e RPO, as duas metas que definem o preço

RTO é o tempo máximo que um sistema pode ficar fora do ar; RPO é a quantidade de dados que se aceita perder, medida em tempo. As duas metas são definidas por sistema e aprovadas pela direção, porque cada uma tem um custo.

Um exemplo deixa os termos concretos. Se o ERP tem RTO de quatro horas e RPO de trinta minutos, ele precisa estar funcionando quatro horas depois do desastre, com no máximo meia hora de lançamentos perdidos. Com RTO de dois dias e RPO de um dia, a mesma empresa gasta muito menos para cumprir a meta.

Como as metas de RTO e RPO mudam o que precisa estar pronto no local reserva
Meta escolhidaO que precisa existirOnde o custo aparece
RTO de diasCópias guardadas fora e um roteiro para montar servidoresQuase só no plano e nos ensaios
RTO de horasServidores reserva ligáveis, com rede e acessos prontosEquipamento ou nuvem reservados e atualizações
RPO de um diaUma cópia externa por noiteEspaço de armazenamento externo
RPO de minutosRéplica contínua dos dados para o local reservaLink dedicado, licença de réplica e monitoramento

Por que cada hora a menos de RTO custa mais?

Porque encurtar a volta exige deixar mais coisa pronta antes do desastre. Para voltar em dias, basta saber montar; para voltar em horas, os servidores reserva já precisam existir, ligados ou prontos para ligar.

O erro comum é pedir RTO curto para todos os sistemas. A conta fica razoável quando só os sistemas que faturam recebem metas curtas, e o servidor de arquivos antigos, por exemplo, aceita esperar alguns dias.

Site secundário frio, morno ou quente: qual cabe no orçamento?

Site secundário é o lugar onde os sistemas voltam enquanto a estrutura principal é refeita. Frio, morno e quente indicam quanto dele fica pronto antes do desastre, e cada nível troca custo mensal por tempo de volta.

O que fica pronto e o que se paga em cada tipo de site secundário
TipoPronto antes do desastreGasto recorrenteRisco principal
FrioEspaço, cópias externas e roteiroArmazenamento e revisão do planoVolta lenta se faltar equipamento na hora
MornoServidores reserva instalados, sem dados do diaEquipamento parado, energia e atualizaçõesReserva desatualizada não liga quando precisa
QuenteRéplica rodando em paralelo, quase em tempo realEquipamento, licenças, link e monitoramentoA réplica também copia exclusões e erros

Muitas empresas misturam os tipos: o ERP em réplica quente, o e-mail num site morno na nuvem e os arquivos de consulta num esquema frio. A mistura costuma ser o ponto em que o plano cumpre as metas sem pagar réplica para tudo.

Quer metas de volta que caibam no orçamento?

Na recuperação de desastres, um Especialista calcula o impacto de cada sistema, propõe RTO e RPO para a direção aprovar e monta o local reserva no nível que cada sistema precisa.

Pedir proposta de recuperação de desastres

Onde o site secundário pode ficar

O local reserva precisa estar longe o bastante para não ser atingido pelo mesmo evento. As opções mais comuns têm custos de natureza diferente.

  • Filial da empresa: aproveita um espaço que já existe, mas depende do link e da energia de lá.
  • Colocation: espaço alugado em data center, com energia e climatização do prédio; veja a migração para colocation.
  • Nuvem: sem equipamento parado, com cobrança pelo uso, que sobe muito quando tudo é ligado no desastre.

Fatores que mudam o preço da recuperação de desastres

Além das metas e do tipo de site, o preço muda com o número de sistemas críticos, com as dependências entre eles e com o estado do backup atual. Ensaios e rede no local reserva completam a conta.

Fatores que aumentam ou reduzem o custo de um plano de recuperação de desastres
FatorAumenta o custo quandoReduz o custo quando
Sistemas críticosDezenas de sistemas exigem volta rápidaDois ou três sistemas concentram o faturamento
DependênciasO ERP depende de banco, domínio e integrações externasOs sistemas funcionam sozinhos
Backup atualAs cópias nunca foram restauradasJá existe cópia externa testada
Rede no local reservaÉ preciso link novo, firewall e VPN para filiaisO local reserva já está ligado à rede da empresa
Licenças duplicadasO fabricante cobra licença também do servidor reservaA licença cobre o uso em contingência [CONFIRMAR com o fabricante]
Ensaios por anoCada área precisa participar de vários ensaiosUm ensaio anual cobre os sistemas principais

Exemplo: quanto custa recuperação de desastres em dois cenários

Os dois casos são ilustrativos e não trazem valores. Eles mostram qual fator decidiu o tamanho do plano em cada empresa.

Exemplo ilustrativo de dois planos de recuperação e o fator que mais pesou
SituaçãoClínica com prontuário eletrônicoLoja online com ERP e marketplace
Sistemas críticosProntuário e agendaERP, loja, integração com marketplaces e notas
Metas pedidasVolta no dia seguinte, perda de poucas horasVolta em horas, perda de minutos
Site secundárioFrio, em colocation com cópias externasQuente para o ERP, morno para o resto
Fator que pesouEnsaio com a equipe e roteiro impressoRéplica contínua e link dedicado

A clínica aceita reagendar pacientes por um dia, então o dinheiro vai para o roteiro e para o ensaio. A loja perde vendas a cada minuto fora do ar, e a réplica contínua passa a custar menos que a parada.

Quanto custa uma parada longa sem plano?

Custa o faturamento perdido, as pessoas sem trabalhar e, depois, os clientes que não voltam. A conta abaixo é a mesma que a análise de impacto faz, com os números da sua empresa.

  1. Receita por hora de cada sistema: quanto a empresa deixa de faturar por hora com aquele sistema fora.
  2. Custo de pessoas paradas: quem depende do sistema vezes o custo da hora de trabalho.
  3. Tempo de volta sem plano: quantos dias levaria comprar servidor, reinstalar e restaurar sem roteiro.
  4. Multas e contratos: penalidades por atraso de entrega ou por descumprir prazo prometido a clientes.
  5. Comparação: some tudo e confronte com o custo anual do plano e do local reserva.

O resultado costuma separar os sistemas em três grupos: os que justificam réplica, os que cabem num site morno e os que podem esperar. Num ataque, o tempo de volta também inclui conferir se a cópia está limpa; o guia sobre provedor invadido descreve o que vem antes de restaurar.

Erros que encarecem a recuperação de desastres

Algumas decisões parecem economizar e acabam pagando duas vezes, uma no plano e outra no dia do desastre.

Escolhas que saem caras depois

  • RTO curto para tudo: a réplica de sistemas pouco usados consome o orçamento dos críticos.
  • Plano sem ensaio: a primeira tentativa de volta acontece no pior dia, sem tempo medido.
  • Roteiro só na rede da empresa: se o servidor some, o plano some junto.
  • Servidor reserva esquecido: sem as mesmas atualizações do principal, ele não liga quando precisa.

Como comparar propostas de recuperação de desastres

Compare as metas que cada proposta assume, o local reserva previsto e como o tempo de volta será comprovado. Proposta que promete prazo sem ter visto os sistemas está vendendo um número, não um plano.

O que cada proposta de recuperação precisa deixar claro

  • RTO e RPO por sistema, e não um prazo único para a empresa toda.
  • Tipo de site secundário para cada grupo de sistemas.
  • Ordem de volta, respeitando as dependências entre sistemas.
  • Quem declara o desastre e quem executa cada etapa.
  • Rede, links e acessos previstos no local reserva.
  • Número de ensaios por ano e modelo do relatório de tempos.
  • Data da revisão do plano e o que dispara uma revisão antes dela.

Se a proposta não separa metas por sistema, todos os sistemas estão sendo tratados como críticos ou nenhum está. Peça esse detalhamento antes de comparar valores.

O que fica fora da proposta e volta como extra

Alguns custos ficam fora do serviço de planejamento por natureza. Vale saber deles antes de aprovar o orçamento.

  • Equipamento e nuvem do local reserva: contratados por você, e a Táquion Tech não vende servidores.
  • Mensalidade do colocation: paga direto ao data center escolhido.
  • Contenção de um ataque em curso: é a resposta a incidentes, antes de restaurar.
  • Rotina diária de cópias: se ainda não existe, entra como projeto anterior ao plano.

O plano também precisa de dono depois da entrega, com revisões e ensaios no calendário. Práticas de operação como as do guia sobre ITIL na operação de rede ajudam a manter o roteiro vivo.

Perguntas frequentes

Empresa pequena precisa de recuperação de desastres?

Precisa de um plano do tamanho dela. Para poucos sistemas, um site frio com cópias externas testadas e um roteiro impresso já muda o tempo de volta, sem estrutura parada custando todo mês.

A nuvem dispensa o plano de recuperação?

Não dispensa. Sistemas na nuvem também ficam fora por erro, exclusão ou ataque à conta, e alguém precisa saber em que ordem e onde eles voltam.

Qual a diferença entre RTO e RPO na prática?

O RTO conta o tempo até o sistema funcionar de novo; o RPO conta o trabalho que se perde, olhando para trás a partir do desastre. Um sistema pode ter RTO longo e RPO curto, ou o contrário.

Com que frequência o plano precisa ser ensaiado?

Pelo menos uma vez por ano e depois de mudanças grandes de sistema, de local ou de equipe. A frequência fica escrita no plano e entra no custo anual.

Seguro empresarial cobre a recuperação de dados?

Algumas apólices cobrem parte dos custos de um incidente, com regras próprias [CONFIRMAR com a seguradora]. O seguro paga depois, mas não devolve os sistemas nem o tempo parado.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

Conheça a equipe da Táquion Tech

Fontes

  1. Disaster recovery (Wikipédia em inglês): definições de RTO, RPO e dos tipos de site de recuperação
  2. NIST SP 800-34 Rev. 1, Contingency Planning Guide: guia público de planejamento de contingência para sistemas de informação

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