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Guia de preço · Arquitetura anti-DDoS

Quanto custa projeto de arquitetura anti-DDoS: guia para provedores

Quanto custa projeto de arquitetura anti-DDoS depende de quantas operadoras, bordas e clientes com contrato de disponibilidade o desenho precisa cobrir, e de quanto histórico de ataques já existe para analisar. É um valor pago uma vez, separado da implantação e de qualquer mensalidade de proteção. O jeito seguro de avaliar o preço é olhar o trabalho que cada entrega exige e comparar com o custo de comprar a camada errada.

Resumo

  • O projeto anti-DDoS é pago uma vez e entrega o desenho; implantação, licença e limpeza de tráfego são contas à parte.
  • Operadoras de trânsito, pontos de saída e clientes com SLA são o que mais aumenta o trabalho do levantamento.
  • Sem exportação de NetFlow, o projeto depende de gráficos e relatos e leva mais horas para chegar aos mesmos limites.
  • O projeto de menor preço vira prejuízo quando existe só para justificar a venda de um equipamento.

Quanto custa projeto de arquitetura anti-DDoS?

O projeto é um serviço fechado, com valor escrito na proposta depois de uma conversa sobre a borda e os ataques recentes. Não há tabela pública de preço para esse tipo de trabalho, e por isso o caminho é entender o que move o valor.

Um ataque DDoS contra um único assinante pode lotar o link de trânsito e derrubar a cidade inteira que depende dele. O projeto decide, antes de qualquer compra, em que ponto cada tamanho de ataque será contido: na operadora, num serviço de limpeza ou na própria borda.

A Táquion Tech faz o projeto de arquitetura anti-DDoS com acesso só de leitura e entrega duas ou três opções de proteção, cada uma com custo estimado. Faixa de preço praticada pela Táquion Tech: [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].

Quem ainda está entendendo as camadas pode começar pelo guia sobre o que é anti-DDoS. Este texto trata só do dinheiro: o que encarece o desenho, como comparar propostas e quanto custa seguir sem ele.

Projeto, implantação e proteção contínua são três contas

O erro mais frequente na hora de orçar é misturar o desenho com o que vem depois dele. São três desembolsos com lógicas próprias, e cada um merece uma pergunta separada ao fornecedor.

  • Projeto: pago uma vez, entrega o desenho das camadas, os requisitos para as operadoras e o procedimento da equipe.
  • Implantação: coloca em produção o que foi escolhido, como detecção pelos fluxos, communities e filtros na borda.
  • Proteção contínua: licenças, mensalidade de limpeza de tráfego e horas de quem revisa limites, que voltam todo ano.

Das três, o projeto é a única que não se repete, e a conta das outras duas está no guia sobre quanto custa proteção DDoS. Um desenho bem feito continua valendo até a rede mudar de forma, seja com uma operadora nova, um POP novo ou a chegada de clientes empresariais.

O que encarece cada entrega do projeto anti-DDoS

O preço cresce com o trabalho que cada entrega exige, e esse trabalho depende mais do desenho da rede do que do tamanho da base. A tabela mostra o que pesa em cada etapa e o que o provedor pode adiantar para reduzir horas.

O que faz cada entrega do projeto de arquitetura anti-DDoS exigir mais trabalho
EntregaO que aumenta o trabalhoO que o provedor pode adiantar
Histórico de ataquesAtaques sem data, tamanho nem alvo registrados, só lembrados pela equipePrints dos gráficos dos links nos dias de queda, com horário
Mapa das operadorasCada operadora de trânsito e cada porta em IX com regras próprias de descarteContrato, contato técnico e página de communities de cada operadora
Folga dos linksLinks sem gráfico de pico confiável, medidos só pela média do diaGráfico de 30 dias de cada link, com o pico da noite
Separação de clientesEmpresas com SLA espalhadas em blocos misturados com residenciaisLista dos clientes com contrato de disponibilidade e o bloco de cada um
CGNATMuitos assinantes atrás de cada IP público, sem regra de distribuiçãoQuantidade de IPs públicos do pool e assinantes por IP
Procedimento da equipeNinguém definido para acionar a contenção à noite e no feriadoNomes e telefones de quem pode mexer na borda

Repare que nenhuma linha fala em número de assinantes. Um provedor pequeno com três operadoras, porta no IX.br e uma prefeitura com SLA pode exigir mais trabalho do que um provedor maior com uma operadora e base só residencial.

Por que não há faixa de mercado confiável para o projeto?

Não existe tabela oficial de preço para projeto anti-DDoS, como existe para as taxas da Anatel ou para os blocos do Registro.br. Os números que circulam saem de quem vende o serviço ou o equipamento, e cada um inclui coisas diferentes.

Há também o projeto que aparece como cortesia na proposta de um equipamento. Nesse caso o desenho não some da conta: ele vem embutido no preço da caixa e tende a terminar sempre na mesma recomendação, que é comprar a caixa.

O peso de não ter coleta de fluxos

Sem NetFlow, sFlow ou IPFIX exportados, o Especialista não vê qual IP recebeu cada ataque nem de que tipo ele foi. O levantamento passa a depender de gráficos de interface e do relato da equipe, o que leva mais tempo e dá limites menos precisos.

Ligar a exportação de fluxos algumas semanas antes de pedir o projeto costuma encurtar o levantamento. O guia de implantação de sFlow mostra o caminho para os roteadores que não fazem NetFlow.

Exemplo: dois provedores pedindo o mesmo projeto

Dois provedores com bases parecidas podem receber propostas bem diferentes, e o motivo aparece quando se olha a borda de cada um. O exemplo não usa valores, só mostra qual fator pesou.

Os dois atendem cidades vizinhas e têm número parecido de assinantes. Ambos caíram com ataques nos últimos meses e pediram um projeto antes de aumentar o link de trânsito.

Dois provedores com bases parecidas que pediram projeto de arquitetura anti-DDoS
Ponto da redeProvedor AProvedor B
Operadoras de trânsitoUma, com community de descarte já testadaTrês, mais porta no IX, nenhuma testada
Pontos de saídaUm POP com um roteador de bordaDois POPs em cidades diferentes
Clientes com SLANenhumPrefeitura, hospital e dois links dedicados
Coleta de fluxosNetFlow exportado há mesesNenhuma, só gráficos de interface
HistóricoAtaques anotados com data e alvoLembrança da equipe e reclamações de assinantes

No provedor A, o projeto se resume a confirmar o descarte na operadora, fechar a borda e escrever quem aciona. No provedor B, o fator que mais pesou foram os clientes com SLA: eles obrigam a estudar limpeza externa, separar blocos e calcular a folga de três operadoras, além de montar a coleta antes de medir qualquer coisa. A mensalidade dessa limpeza, que vem depois do projeto, está detalhada no guia sobre quanto custa scrubbing.

Quer saber quanto trabalho o desenho da sua borda exige?

No projeto de arquitetura anti-DDoS, um Especialista lê a borda com acesso só de leitura e devolve escopo, prazo e valor por escrito antes de começar.

Pedir proposta de projeto de arquitetura anti-DDoS

Se a urgência é o ataque desta semana, e não o desenho, o roteiro de ataque DDoS no provedor mostra como achar o alvo e conter sem derrubar a cidade.

Quando o projeto de menor preço sai caro?

O projeto de menor preço sai caro quando entrega um desenho genérico, que não muda nada na rede real, ou quando serve de porta de entrada para uma venda. O prejuízo aparece no primeiro ataque depois da compra.

Sinais de que a proposta de projeto vai custar mais do que parece

  • A proposta não traz nenhuma opção de proteção sem compra de equipamento.
  • Quem desenha é o mesmo fornecedor que vende o aparelho indicado no desenho.
  • Não há levantamento das communities de descarte de cada operadora.
  • O desenho trata empresas com SLA e assinantes residenciais da mesma forma.
  • Não há procedimento escrito para a madrugada, com o nome de quem aciona.
  • O documento não cita a folga de cada link no horário de pico.

Duas marcas ou mais indicam um desenho que não foi feito para a sua borda. Peça a revisão do escopo antes de comparar o preço com outra proposta.

O caso mais caro é o do equipamento comprado antes do desenho. Uma caixa de filtragem dentro do POP só limpa o que cabe no link, e o ataque maior que ele chega já depois do gargalo; o guia como mitigar DDoS mostra por que a contenção precisa começar antes do link.

Outro prejuízo comum vem do desenho que manda descartar tudo por blackhole. Com CGNAT, cada IP descartado tira dezenas de assinantes do ar, e o provedor troca uma queda por ataque por uma queda causada pela própria proteção.

Quanto custa não ter o projeto de arquitetura anti-DDoS?

Seguir sem projeto custa em três frentes: quedas que se repetem, compras que não resolvem e link aumentado que recebe o mesmo ataque. A conta abaixo usa os números do seu provedor, não médias de mercado.

  1. Quedas: some as horas de queda por ataque nos últimos seis meses e multiplique pelo número de assinantes atrás do link afetado.
  2. Cancelamentos: conte quantos assinantes saíram nas semanas seguintes às quedas e multiplique pela mensalidade e pelos meses que ainda ficariam.
  3. Equipe: some as horas de técnico acordado de madrugada e o suporte externo pago durante os ataques.
  4. Compras: liste o que foi comprado ou contratado por causa dos ataques e se aquilo segurou o ataque seguinte.

A calculadora de custo de queda de rede faz a parte das quedas e dos cancelamentos com os seus números. Compare o total do semestre com o valor da proposta de projeto: é essa diferença que mostra se o desenho se paga.

Dobrar o trânsito parece proteção, mas um ataque maior que os dois tamanhos derruba o link do mesmo jeito. O link maior muda o valor da fatura mensal, enquanto o ponto de contenção continua indefinido.

O desenho define quanta folga faz sentido ter e qual parte do ataque fica com a operadora. O guia DDoS: como evitar mostra a preparação que acompanha essa decisão.

Como comparar propostas de projeto anti-DDoS

Mande a mesma descrição da borda a todos os fornecedores e peça que respondam pelas mesmas entregas. Só com o escopo lado a lado o preço passa a dizer alguma coisa.

  1. Descrição da borda: operadoras, capacidade de cada link, roteadores, CGNAT e se há exportação de fluxos.
  2. Clientes sensíveis: quantos têm contrato de disponibilidade e em quais blocos estão.
  3. Entregas: peça a lista de documentos do fim do projeto, com diagrama, opções com custo e procedimento.
  4. Acesso: confirme que o levantamento é só de leitura e que nada muda sem aprovação.
  5. Independência: pergunte se o fornecedor vende, ou recebe comissão por, algum equipamento citado.

Com as respostas, monte uma linha por fornecedor e uma coluna por entrega. Uma proposta mais alta que traz o procedimento e o mapa das operadoras pode sair mais em conta do que outra que entrega só um diagrama.

Erros comuns ao orçar o projeto

Os erros de orçamento vêm de comparar números sem comparar o que está por trás deles. Estes quatro aparecem com frequência em provedores regionais.

Evite ao orçar o projeto anti-DDoS

  • Somar projeto e implantação: uma proposta que junta as duas coisas não se compara com outra que só desenha.
  • Ignorar a segunda operadora: cada contrato novo de trânsito traz regras de descarte próprias para mapear.
  • Pular o histórico: sem dados dos ataques, os limites do desenho saem de valores padrão, e não da sua rede.
  • Esquecer o RTBH: o descarte disparado pela borda costuma ser a camada de menor custo, como mostra a configuração de RTBH.

Perguntas frequentes

O projeto anti-DDoS é cobrado por hora ou por valor fechado?

O mais comum é valor fechado, calculado sobre o escopo levantado na primeira conversa. Pergunte o que acontece se o levantamento revelar uma borda maior do que a descrita.

Provedor pequeno precisa pagar por um desenho de proteção?

Precisa ter o desenho, mesmo que simples, porque o ataque derruba a base pequena do mesmo jeito. Em redes com uma operadora e sem clientes com SLA, o projeto tende a ser curto.

O valor do projeto inclui o equipamento de proteção?

Não deveria incluir, e a Táquion Tech não vende equipamento. O projeto diz se vale comprar algo e compara essa compra com opções que usam a borda e as operadoras que você já tem.

Depois de quanto tempo o projeto precisa ser refeito?

Quando a rede muda de forma, por exemplo com uma operadora nova, um POP novo ou a chegada de clientes com SLA. Sem essas mudanças, o desenho continua valendo e só os limites de detecção são revistos.

Dá para usar o projeto com outra empresa implantando?

Dá, porque o desenho traz requisitos escritos para as operadoras e os fornecedores. A implantação pode ficar com a sua equipe, com a Táquion Tech ou com outra empresa.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

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Fontes

  1. Recomendações para melhorar o cenário de ataques DDoS (CERT.br): recomendações do CERT.br para redes e provedores reduzirem o impacto de ataques distribuídos de negação de serviço
  2. RFC 7999: BLACKHOLE Community: community padrão para pedir descarte às operadoras, uma das camadas que o projeto mapeia em cada contrato de trânsito
  3. DDoS mitigation (Wikipédia em inglês): visão geral das técnicas de contenção, como descarte, filtragem e centros de limpeza de tráfego

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