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Guia de preço · Colocation

Quanto custa migração para colocation: guia de preço para empresas

Quanto custa migração para colocation se divide em duas contas: a da mudança, paga uma vez, e a do data center, paga todo mês. A primeira depende de quantos equipamentos vão e de quanto tempo a empresa pode parar; a segunda depende do espaço, da energia contratada e das conexões com as operadoras.

Resumo

  • A migração tem custos únicos, como projeto, transporte e ativação de links, e custos mensais pagos ao data center.
  • A energia contratada costuma pesar mais na mensalidade do que o espaço, por isso o consumo real precisa ser medido antes.
  • Os usuários continuam no escritório, então o link até o data center vira um custo novo e indispensável da empresa.
  • A comparação justa é com o custo da sala própria em alguns anos, contando baterias, ar-condicionado e quedas.

Quanto custa migração para colocation e quais contas aparecem?

Aparecem três contas: o serviço de migração, a mensalidade do data center e alguns custos únicos de instalação. Cada uma vai para um fornecedor diferente, e misturá-las é o que mais confunde a comparação.

Colocation é alugar espaço num data center de terceiros para instalar os servidores da própria empresa. O prédio passa a cuidar de energia, climatização, gerador e segurança física; os equipamentos e os sistemas continuam sendo seus.

Na migração para colocation, o valor do serviço sai depois do levantamento de equipamentos, consumo e links. A faixa da Táquion Tech é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech], e a mensalidade do espaço é negociada e paga direto ao data center escolhido.

Preços de colocation publicados por data centers mudam com a cidade, a energia e o prazo do contrato, e não há tabela oficial de referência. Por isso este guia não traz faixas de mercado em reais e mostra como cada conta é formada.

Custos únicos e custos mensais da migração

Separar o que é pago uma vez do que vira mensalidade ajuda a calcular em quanto tempo a mudança se paga.

Custos únicos e mensais de uma migração de servidores para colocation
ItemTipo de custoQuem costuma cobrar
Levantamento, comparação e planoÚnicoQuem conduz a migração
Transporte e seguro da cargaÚnicoTransportadora especializada
Instalação de links e cross-connectsÚnico, às vezes com taxa de ativaçãoOperadora e data center
Espaço em rackMensalData center
Energia contratadaMensal, com cobrança se passar do limiteData center
Links e cross-connects ativosMensalOperadora e data center
Mãos remotasPor hora ou por pacoteData center

Mãos remotas é o nome do serviço em que um técnico do data center faz uma tarefa física simples, como religar um servidor ou trocar um cabo, a pedido da empresa [CONFIRMAR com o data center].

Como o data center cobra espaço e energia?

O espaço é cobrado em unidades de rack, frações de rack ou racks inteiros; a energia, por potência reservada ou por consumo medido. Na maioria dos contratos, a energia define a faixa da mensalidade mais do que o espaço.

A altura dos equipamentos é medida em U, unidade de pouco mais de 4 cm [CONFIRMAR na norma]. Um servidor comum ocupa de um a dois U, e muitos data centers alugam meio rack ou um quarto de rack para empresas pequenas.

A energia aparece no contrato em quilowatts (kW) ou em ampères por circuito. Contratar pouco gera cobrança extra ou desligamento; contratar demais paga por uma potência que nunca será usada.

Por que medir o consumo antes de pedir proposta?

Porque a etiqueta da fonte do servidor mostra a potência máxima, não o consumo do dia a dia. Medir com o equipamento em uso dá o número que vai para o contrato, com folga para crescer.

A medição pode ser feita pelo nobreak ou por régua de energia com medidor, durante alguns dias de operação normal. Com esse dado, duas propostas de data centers diferentes passam a ser comparáveis.

Virtualizar antes de mudar reduz a mensalidade?

Reduz quando há vários servidores antigos com pouca carga. Com virtualização, eles viram máquinas virtuais em um ou dois servidores novos, que ocupam menos U e consomem menos energia.

A troca soma o custo de servidores novos e da migração dos sistemas, então a conta precisa olhar alguns anos de mensalidade. A implantação de clusters de virtualização é orçada à parte.

Com os servidores fora, cada usuário do escritório passa a acessar os sistemas pela internet ou por um link dedicado. Esse link, e um segundo de outra operadora, viram custos mensais que não existiam com a sala própria.

No data center, as operadoras se conectam ao rack por um cross-connect, o cabo que liga o seu equipamento ao equipamento da operadora dentro do prédio. Cada cross-connect costuma ter mensalidade própria, cobrada pelo data center [CONFIRMAR com o data center].

Do lado da empresa, o link precisa aguentar todos os usuários abrindo o sistema ao mesmo tempo. Antes de culpar o link ou o data center por lentidão, vale ler o guia sobre rede da empresa lenta, que ajuda a achar o gargalo.

Se o único link do escritório cair, a empresa para mesmo com os servidores funcionando no data center. A redundância de links entra no orçamento como item próprio.

Quer comparar data centers pelo custo do mês inteiro?

Na migração para colocation, um Especialista mede o consumo, soma espaço, energia, cross-connects e links de cada opção e prepara a rede no destino antes da mudança.

Pedir proposta de migração para colocation

Fatores que mudam o preço da migração para colocation

O serviço de migração fica mais caro com mais equipamentos, menos tempo de parada permitido e mais rede para montar no destino. Distância e documentação atual completam a conta.

Fatores que aumentam ou reduzem o trabalho de migrar servidores para colocation
FatorEncarece quandoPesa menos quando
EquipamentosHá storage, vários servidores e equipamentos pesadosDois ou três servidores e o firewall
Parada permitidaO sistema de vendas só pode parar minutosA empresa aceita parar um fim de semana
DependênciasSistemas conversam entre si e com filiaisCada sistema funciona sozinho
Rede no destinoFirewall, VPN e links novos precisam ser montadosO firewall atual vai junto sem mudanças
Documentação atualNinguém sabe o que roda em cada servidorInventário e senhas estão atualizados
Regras do data centerEntrada só com agendamento e acompanhanteAcesso livre com cadastro prévio

Exemplo: quanto custa migração para colocation em dois casos

Os casos abaixo são ilustrativos e não trazem valores. Eles mostram qual fator decidiu o tamanho da migração em cada empresa.

Exemplo ilustrativo de duas migrações para colocation e o fator que mais pesou
SituaçãoEscritório de advocaciaIndústria com três filiais
EquipamentosDois servidores e um firewallDoze equipamentos, com storage
Parada aceitaSábado inteiroPoucas horas, fora do turno da fábrica
Rede no destinoVPN para o escritórioVPN para três filiais e dois links
Fator que pesouComparação de data centers e contratoOrdem de desligamento e rede das filiais

No escritório, a mudança cabe numa janela e o trabalho maior é escolher bem o contrato. Na indústria, a janela curta obriga a copiar sistemas antes e a ensaiar o desligamento, seguindo o roteiro da mudança física de data center.

Quanto custa continuar com a sala própria?

Custa as baterias, o ar-condicionado e a energia da sala, mais as quedas que ela provoca e as horas de quem cuida dela. A conta abaixo compara alguns anos de sala própria com alguns anos de colocation, com os seus números.

  1. Reinvestimento à vista: some o que a sala vai pedir nos próximos anos, como baterias, ar-condicionado e quadro elétrico.
  2. Energia da sala: estime a parte da conta de luz gasta com servidores e com o ar que os resfria.
  3. Quedas por causa da sala: conte as paradas por falta de energia ou calor e multiplique pelo custo da hora parada.
  4. Horas de cuidado: anote quem testa bateria, limpa filtro e atende alarme, e quanto tempo isso toma.
  5. Comparação: confronte o total com as mensalidades de colocation e links, mais a migração, no mesmo período.

Quando a sala ainda é nova, a conta costuma favorecê-la por alguns anos. Quando baterias e ar vencem juntos, ou o prédio tem energia ruim, o colocation tende a ganhar; o projeto de sala de servidores ajuda a orçar a alternativa de reformar.

Erros que encarecem a migração para colocation

Alguns descuidos não aparecem na proposta e cobram a conta nos primeiros meses de contrato.

Descuidos que pesam depois da mudança

  • Levar servidor que podia ser desligado: cada equipamento ocioso paga espaço e energia todo mês.
  • Mudar sem cópia recente: um disco que não volta do transporte vira perda de dados.
  • Contratar sem visitar: regras de acesso e estado do prédio só aparecem no local.
  • Sem folga de espaço: crescer depois pode exigir rack em outro corredor, com cross-connect novo.

Como comparar propostas de migração e de data center

Compare a migração pelo que ela entrega pronto no destino, e o data center pela conta do mês inteiro. Preço de rack sem energia, cross-connect e mãos remotas não serve de comparação.

O que conferir antes de fechar a migração

  • Inventário de equipamentos que vão e dos que serão desligados.
  • Consumo medido e energia contratada com folga escrita.
  • Custo mensal total de cada data center, com cross-connects e links.
  • Preço e regra de uso das mãos remotas.
  • Rede, VPN e acesso remoto testados antes do dia da mudança.
  • Ordem de desligamento, transporte e religamento, com plano de volta.
  • Prazo mínimo, aviso prévio e multa de saída do contrato.

Se a proposta do data center não traz energia e cross-connects, a mensalidade real ainda é desconhecida. Peça a conta completa antes de decidir.

O que costuma ficar fora da proposta e aparecer depois

Alguns custos só aparecem perto da mudança ou nos primeiros meses. Pergunte por eles antes de assinar.

  • Transporte e seguro: contratados com transportadora especializada [CONFIRMAR parceiro de transporte].
  • Equipamento novo no destino: firewall ou switch comprados à parte, e a Táquion Tech não vende equipamento.
  • Cópias no novo local: veja quanto custa backup de servidores.
  • Revisão jurídica do contrato: fica com o advogado da empresa.

O colocation também pode servir de local reserva num plano de continuidade, em vez de receber os servidores principais. O guia sobre quanto custa recuperação de desastres mostra como esse uso muda a conta.

Perguntas frequentes

Dá para contratar só uma parte de um rack?

Dá, e é comum para empresas com poucos servidores. Muitos data centers alugam meio rack, um quarto de rack ou algumas unidades, com energia proporcional [CONFIRMAR com o data center].

Quanto tempo a empresa fica parada na mudança?

Depende do número de equipamentos, da distância e de os sistemas serem copiados antes. Com rede pronta no destino e ordem de religamento definida, a parada costuma caber numa janela fora do expediente.

Preciso ir ao data center para resolver problemas?

Quase tudo se resolve por acesso remoto, configurado antes da mudança. Para tarefas físicas, o data center oferece técnicos locais, cobrados conforme o contrato.

Colocation e nuvem são a mesma coisa?

Não são. No colocation os servidores são da empresa e ficam num prédio alugado; na nuvem, a empresa aluga capacidade de máquinas que pertencem ao fornecedor.

A migração muda o endereço IP dos sistemas?

Normalmente muda, porque os links passam a ser do data center. Sistemas acessados por nome, VPNs e regras de firewall precisam ser ajustados antes, e isso entra no plano da migração.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

Conheça a equipe da Táquion Tech

Fontes

  1. Colocation centre (Wikipédia em inglês): o que é colocation e como espaço, energia e conexões são oferecidos
  2. 19-inch rack (Wikipédia em inglês): a unidade de altura U usada para medir o espaço em rack

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