Guia de preço · Starlink como contingência
Quanto custa integração de Starlink como contingência para provedores
Quanto custa integração de Starlink como contingência depende menos da antena e mais do que existe no POP e no núcleo antes dela: concentrador com IP fixo, roteamento dinâmico e o que precisa continuar no ar na queda. A conta junta equipamento e assinatura pagos ao fornecedor, o trabalho de túnel, rotas e teste, e o custo de manter a reserva viva; o valor da integração feita pela Táquion Tech fica em [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].
Resumo
- A conta tem três partes, a antena com a assinatura, o trabalho de integração e a manutenção da reserva ao longo dos meses.
- O CGNAT do satélite obriga a gerência a passar por um túnel até um ponto com IP fixo, e esse ponto entra no orçamento.
- Número de POPs, roteamento atual e o tráfego permitido na reserva explicam quase toda a diferença entre propostas.
- A economia vira prejuízo quando a reserva nunca é testada ou quando a antena fica fora do nobreak do rack.
Quanto custa integração de Starlink como contingência e o que entra na conta?
A integração custa a soma de três partes que raramente aparecem juntas na mesma proposta. Só uma delas, o trabalho de túnel, rotas e teste, é o serviço de integração propriamente dito.
A primeira parte é o kit do satélite e a assinatura mensal, contratados direto com o fornecedor. O preço de tabela muda com o plano, a região e a data, por isso vale conferir na página oficial no dia da compra [CONFIRMAR valor vigente]. Nenhum número de mercado com fonte oficial cobre o trabalho de integração, e por isso este guia não cita faixa em reais para ele.
A segunda parte é o trabalho técnico: escolher o ponto de chegada do túnel, escrever as rotas de reserva, dar prioridade ao tráfego essencial e derrubar o link principal de propósito para medir a troca. A Táquion Tech faz a integração de Starlink como contingência sem vender antena nem revender assinatura, e cobra só por esse trabalho.
A terceira parte é a que mais se esquece: manter a reserva funcionando. Ela inclui o servidor ou roteador que recebe os túneis, a energia extra no rack e um teste de queda repetido de tempos em tempos.
Por que o CGNAT do satélite pesa no preço
Nos planos residenciais, o terminal recebe um endereço compartilhado, atrás de CGNAT, e ninguém de fora consegue abrir conexão até o roteador do POP [CONFIRMAR nos termos do fornecedor]. O guia sobre como funciona o CGNAT explica por que um endereço desses não aceita acesso de entrada.
A saída é o roteador do POP abrir um túnel de dentro para fora até um equipamento do provedor que tenha IP público. Se esse equipamento já existe, a integração reaproveita; se não existe, montar o ponto de chegada vira um item a mais, às vezes com mensalidade própria de servidor ou de link.
- Concentrador pronto: roteador de borda ou servidor com IP fixo e folga para receber túneis de vários POPs.
- Concentrador novo: máquina virtual ou roteador dedicado, com custo mensal que continua depois da entrega.
- Plano com IP público: pode dispensar parte do túnel, mas costuma ter assinatura diferente [CONFIRMAR nos termos do fornecedor].
O que muda quanto custa integração de Starlink como contingência
Oito fatores explicam a distância entre duas propostas para a mesma quantidade de POPs. Cada linha da tabela traz a pergunta que o provedor pode responder antes de pedir orçamento.
| Fator | Pergunta antes de orçar | Onde o custo aparece |
|---|---|---|
| Quantidade de POPs | Quantos pontos precisam de reserva própria? | Túnel, rotas e janela de teste repetidos em cada um |
| Ponto de chegada | Já existe equipamento com IP público para receber túneis? | Configuração do concentrador e mensalidade dele |
| Roteamento de hoje | Os POPs usam rota estática, OSPF ou BGP? | Rede estática pede ajuste antes de a reserva funcionar |
| Roteador do POP | O modelo e a versão aceitam WireGuard ou IPsec? | Troca ou atualização do equipamento antes do túnel |
| Tráfego na reserva | Só gerência, gerência com RADIUS ou também clientes? | Regras de prioridade, limites e mais horas de teste |
| Energia no rack | O nobreak segura a antena pelo tempo da queda? | Bateria maior ou fonte separada para o terminal |
| Instalação física | Há céu livre e lugar para o mastro? | Visita, mastro e cabo até o rack |
| Teste periódico | Quem repete a queda simulada depois da entrega? | Horas recorrentes ou roteiro para a equipe da casa |
As quatro primeiras linhas dependem do estado da rede antes da integração começar. Um provedor que já tem roteamento dinâmico e um concentrador com folga paga bem menos trabalho por POP do que outro que vai montar tudo do zero.
Rota com teste de alcance ou protocolo dinâmico?
A forma de trocar de caminho muda as horas de trabalho e a confiança na reserva. Há dois desenhos comuns, e a escolha depende do que a rede já usa.
- Rota com teste de alcance: o roteador testa um endereço pela rota principal e, se ele some, ativa a rota pelo túnel. É rápido de montar, mas cada POP fica com uma regra própria.
- Protocolo dinâmico: OSPF ou BGP sobre o túnel, com custo alto, assume sozinho e devolve o tráfego quando a principal volta. Exige mais desenho no começo e escala melhor com muitos POPs.
O guia de configuração de OSPF mostra como o custo de rota mantém o túnel parado até ele ser necessário. Em rede com vários POPs, esse é o desenho que costuma compensar.
Exemplo: dois POPs com a mesma antena e contas diferentes
Com a mesma antena e o mesmo plano, dois POPs podem pedir quantidades de trabalho muito distantes. O que separa as contas é a rede que já existe e o que precisa passar pela reserva.
| Item | POP do distrito A | POP do distrito B |
|---|---|---|
| Roteamento | OSPF já rodando entre os POPs | Rotas estáticas escritas à mão |
| Ponto de chegada | Roteador de borda com IP fixo e folga | Nenhum, precisa ser montado |
| Roteador do POP | Versão que já aceita WireGuard | Modelo antigo, sem túnel moderno |
| Na reserva | Só gerência e monitoramento | Gerência, RADIUS e dois clientes empresariais |
| Fator que mais pesou | Teste de queda e ajuste de MTU | Ponto de chegada e troca do roteador |
O distrito A recebe a reserva quase como um acréscimo à rede que já roda. No distrito B, metade do trabalho acontece antes de a antena ser ligada, e a proposta precisa deixar isso separado para o provedor entender o que está pagando.
Quer saber em qual cenário seus POPs estão?
Na integração de Starlink como contingência, um Especialista lê o roteamento e o ponto de chegada antes de orçar, e a proposta separa o que é preparo da rede e o que é a reserva.
O detalhe do MTU que aparece no teste
Todo túnel acrescenta cabeçalho ao pacote, e o espaço útil dentro dele diminui. Sem ajuste de MTU e de MSS, a gerência abre, mas páginas e transferências grandes travam no meio.
Esse ajuste leva pouco tempo quando é previsto e muitas horas quando é descoberto durante uma queda real. Por isso vale perguntar se ele está no escopo antes de assinar.
Quanto custa ficar sem reserva no POP isolado?
Custa as horas em que o POP fica invisível, a viagem do técnico para descobrir o que caiu e os clientes que cancelam depois. A conta abaixo usa os números do seu provedor, e não uma média de mercado.
- Assinantes do POP: anote quantos clientes dependem daquele ponto e a receita mensal somada deles.
- Horas no escuro: some quanto tempo o POP ficou sem gerência nas quedas dos últimos doze meses.
- Viagens: conte quantas vezes alguém dirigiu até o POP só para começar o diagnóstico e quanto custou cada ida.
- Clientes que saíram: veja quantos cancelamentos vieram nas semanas seguintes a uma queda longa.
- Contratos com prazo: confira se algum cliente empresarial tem desconto ou multa por indisponibilidade.
- Comparação: some tudo e ponha ao lado do custo de um ano de assinatura somado ao da integração.
Muitos provedores descobrem que uma única queda longa num distrito custa mais que a reserva inteira. Outros percebem que o POP raramente cai e que o dinheiro rende mais num segundo caminho terrestre, como um enlace de rádio ponto a ponto para outra torre.
Quando vale outra reserva no lugar do satélite
O satélite compensa onde não existe outra rota por terra ou onde cabo e rádio passam pelo mesmo ponto de risco. Em POP urbano com cobertura de duas operadoras celulares, uma reserva por 4G pode resolver a gerência com menos trabalho.
Quando o que se quer é carregar a base inteira no pico, o satélite não é o caminho, porque a capacidade é compartilhada. Nesse caso, a conversa passa a ser sobre eliminação de pontos únicos de falha no backbone.
O que costuma ficar fora da proposta e aparecer depois
Os itens que aparecem depois são quase sempre físicos ou recorrentes, e não técnicos. Pergunte por cada um antes de comparar valores, para saber quem paga e quando.
- Mastro e fixação: suporte no telhado ou na torre, cabo até o rack e passagem pela parede.
- Energia: bateria maior ou segunda fonte para a antena continuar ligada quando a queda vem da rede elétrica.
- Mensalidade do ponto de chegada: servidor ou link com IP fixo que segue sendo pago depois da entrega.
- Assinatura parada: planos pausados para economizar podem demorar a voltar justo no dia da queda [CONFIRMAR nos termos do fornecedor].
- Monitoramento: alerta de quando a reserva assume, que depende de alguém olhar o painel; veja o monitoramento de rede.
- Novos testes: quem repete a queda simulada daqui a alguns meses e quanto isso custa.
Regras de uso e repasse que mudam o desenho
O contrato do plano pode limitar o uso da conexão para atender clientes de terceiros, e isso define se a reserva leva só gerência ou também tráfego de assinantes [CONFIRMAR nos termos do fornecedor]. A regra vale para cada plano, e a leitura precisa ser feita antes da compra.
Entregar acesso a assinantes por uma conexão contratada de outra empresa também toca as regras da Anatel sobre a prestação do serviço de comunicação multimídia [CONFIRMAR na norma]. Quem cuida da outorga do provedor deve olhar esse ponto antes de a reserva carregar tráfego de clientes.
O terminal usado no Brasil também precisa ter homologação da Anatel [CONFIRMAR na norma]. A verificação de homologação de equipamentos evita comprar um kit importado que não pode ser usado na rede do provedor.
Erros comuns: quando a economia vira prejuízo na reserva
Os erros que mais custam são cortes feitos para baixar o orçamento que deixam a reserva muda no dia em que ela é chamada. Quase todos só aparecem na primeira queda de verdade.
Cortes que saem caros depois
- Tirar a queda simulada do escopo para fechar a proposta com valor menor.
- Ligar a antena numa tomada comum, fora do nobreak que alimenta o roteador.
- Deixar o túnel chegar num equipamento sem folga de processamento para vários POPs.
- Mandar todo o tráfego de assinantes pela reserva, sem limite e sem prioridade para a gerência.
- Aceitar troca de rota manual, que depende de alguém acordado para entrar no roteador.
- Pular o alerta de entrada da reserva, e descobrir dias depois que o principal estava caído.
O último erro é silencioso: a reserva funciona tão bem que ninguém percebe a queda do link principal. O guia de implantação de Prometheus mostra como montar um alerta para quando o tráfego passa a sair pelo túnel.
Como comparar propostas de integração por satélite
Compare propostas com a mesma lista de POPs, o mesmo tráfego na reserva e as mesmas exclusões escritas. Sem isso, um valor menor costuma significar uma entrega menor.
Confira em cada proposta de reserva por satélite
- Diz onde o túnel termina e se o ponto de chegada está incluído ou é por conta do provedor.
- Informa o tipo de túnel e o protocolo de rota que será usado em cada POP.
- Lista o que passa pela reserva e o limite de tráfego de cada grupo.
- Inclui o ajuste de MTU e MSS dentro do túnel.
- Prevê uma queda simulada com tempo de troca medido e registrado.
- Entrega a configuração e um roteiro para a equipe repetir o teste.
- Deixa claro que antena, assinatura e mastro estão fora do valor.
Proposta que não responde a três itens ou mais tende a esconder trabalho que vai voltar como cobrança extra. Peça cada resposta por escrito antes de decidir.
Se a reserva também precisa proteger o gateway dos clientes num POP com dois roteadores, o guia de configuração de VRRP ajuda a entender o que mais entra no desenho.
Perguntas frequentes
A assinatura do satélite entra no valor da integração?
Não. Antena e assinatura são contratadas direto com o fornecedor, e a integração cobre o túnel, as rotas e o teste. Na comparação, some os dois custos para ver o total do primeiro ano.
Preciso de plano com IP público para usar como reserva?
Não necessariamente, porque o túnel aberto de dentro para fora resolve a gerência atrás de CGNAT. Um plano com IP público pode simplificar o desenho, mas costuma ter outro preço [CONFIRMAR nos termos do fornecedor].
Integrar vários POPs de uma vez sai mais em conta por ponto?
Costuma sair, porque o ponto de chegada e o desenho das rotas são feitos uma vez e servem para todos. O que se repete em cada POP é o túnel, a regra de tráfego e a janela de teste.
Quanto custa manter a reserva depois de pronta?
O custo recorrente é a assinatura, a mensalidade do ponto de chegada quando ele é novo e o teste periódico. Se a equipe da casa repete o teste com o roteiro entregue, a parte de horas técnicas cai.
Starlink como contingência serve para POP que já tem duas fibras?
Serve se as duas fibras seguem pela mesma estrada ou pelos mesmos postes, porque um único acidente derruba ambas. Se elas têm rotas realmente separadas, o satélite vira uma terceira camada e o ganho é menor.
Fontes
- RFC 6598, IANA-Reserved IPv4 Prefix for Shared Address Space: faixa 100.64.0.0/10 reservada para CGNAT de operadoras, o tipo de endereço que impede acesso de entrada
- Starlink (Wikipédia em inglês): visão geral da constelação em órbita baixa e do serviço de acesso por satélite