Quanto custa implantação de clusters de virtualização para empresas
Quanto custa implantação de clusters de virtualização depende de quantos servidores entram no grupo, de onde ficam os discos e de quantos sistemas precisam mudar de lugar. A implantação é só uma das contas: servidores, licença da plataforma e suporte do fabricante são pagos à parte e pesam tanto quanto ela.
Resumo
- O orçamento tem quatro partes, implantação, servidores, licenças e contratos anuais, e cada uma vai para um fornecedor diferente.
- A folga para um servidor inteiro parado é o que mais encarece o hardware, e é ela que faz o cluster funcionar na quebra.
- O tipo de armazenamento compartilhado muda a rede, os testes e as horas de configuração.
- Proposta que esconde a licença anual da plataforma ou das máquinas virtuais parece menor e cresce depois.
Quanto custa implantação de clusters de virtualização e o que entra na conta?
Entram as horas de levantamento, desenho, montagem, migração e teste de falha, cobradas pelo prestador do serviço. Servidores, licenças e suporte do fabricante formam contas separadas, que a empresa paga direto a quem vende cada item.
Antes da conta, vale acertar os termos. Na virtualização, um servidor físico roda vários servidores virtuais, chamados de máquinas virtuais, cada um com o seu sistema, como o ERP, o banco de dados ou a pasta de arquivos. O programa que reparte o servidor entre essas máquinas é o hypervisor.
O cluster junta dois ou mais desses servidores físicos, chamados de nós, num grupo que se vigia. Se um nó para, os outros religam as máquinas virtuais dele, o que no mercado se chama de alta disponibilidade. Na implantação de clusters de virtualização, essa troca é testada com um servidor desligado de propósito antes da entrega.
A faixa da Táquion Tech para um cluster de três servidores é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech]. Não existe tabela oficial de mercado para esse serviço, e valores soltos na internet não dizem quantos sistemas foram migrados nem se o teste de falha entrou; por isso este guia não traz números em reais.
As quatro contas de um cluster
Separar as contas evita comparar a proposta de um prestador com a cotação de um revendedor de servidores. A tabela mostra quem recebe cada parte e quando ela é paga.
| Conta | O que paga | Quem recebe | Quando se paga |
|---|---|---|---|
| Implantação | Levantamento, desenho, montagem, migração e teste de falha | Prestador do serviço | Uma vez, no projeto |
| Servidores e discos | Os nós, os discos e, se houver, o storage central | Fabricante ou revenda | Uma vez, com troca a cada ciclo de garantia |
| Licenças | A plataforma de virtualização e os sistemas dentro das máquinas | Fabricante do software | Por ano ou por assinatura, conforme o fabricante |
| Contratos anuais | Suporte do fabricante, garantia estendida e acompanhamento | Cada fornecedor | Todo ano, enquanto o cluster existir |
A Táquion Tech não vende servidor nem licença. A especificação dos equipamentos sai da conta de memória, disco e processador dos seus sistemas, e a empresa compra de quem preferir.
O que muda o preço de um cluster de virtualização
O preço muda com a folga exigida para um nó parado, com o tipo de armazenamento e com a quantidade de sistemas a migrar. Plataforma escolhida, servidores aproveitados e horário das janelas completam a lista.
| Fator | Pergunta que o fornecedor precisa fazer | Por que mexe no valor |
|---|---|---|
| Folga para um nó parado | Quantos servidores podem parar sem derrubar os sistemas? | Cada nó precisa de memória sobrando para receber as máquinas do outro |
| Armazenamento compartilhado | Os discos ficam num storage central ou espalhados nos nós? | Discos distribuídos pedem rede própria entre os servidores e mais testes |
| Rede entre os nós | Existe switch com portas rápidas para o tráfego interno do cluster? | Sem ele, a cotação ganha switches e cabos que não estavam no plano |
| Plataforma | Proxmox, VMware ou Hyper-V, e por quê? | Cada uma tem instalação, migração e licença diferentes |
| Sistemas a migrar | Quantos sistemas mudam e quais têm banco de dados? | Cada um tem janela, teste com usuários e caminho de volta |
| Servidores atuais | Algum servidor que a empresa já tem entra no grupo? | Máquinas diferentes entre si exigem ajuste e limitam a troca automática |
| Horário das janelas | A empresa pode parar à noite, no sábado ou só de madrugada? | Trabalho fora do expediente custa mais hora por hora |
Repare que só os dois últimos fatores dependem do relógio. Os cinco primeiros são decisões de desenho, e é por isso que o levantamento dos sistemas vem antes de qualquer valor.
Por que a folga de um servidor inteiro pesa no orçamento?
Porque o cluster só cumpre a promessa se os nós que sobram aguentarem tudo sozinhos. Isso significa comprar mais memória e processador do que a empresa usa num dia comum.
Uma conta simples mostra o efeito. Se os sistemas da empresa somam 300 GB de memória e o cluster tem três nós, cada nó precisa de pelo menos 150 GB livres para que dois deles carreguem tudo quando o terceiro parar. Com dois nós, cada um precisa caber os 300 GB inteiros.
Cortar essa folga é o jeito mais comum de reduzir a cotação, e também o motivo mais comum de cluster que não religa as máquinas na hora da quebra. Peça ao fornecedor a conta escrita, nó por nó.
Storage central ou discos distribuídos
O storage central é um equipamento só de discos, ligado a todos os servidores. Ele simplifica o desenho, mas precisa ser redundante, ou vira o novo ponto único de falha.
Nos discos distribuídos, cada servidor guarda uma parte dos dados e cópias das partes dos outros. Não há equipamento extra, mas a rede entre os nós precisa ser rápida e separada, e os testes de perda de disco entram no cronograma.
Licença da plataforma, o custo que volta todo ano
A licença é a parte do custo que se repete enquanto o cluster existir, e cada plataforma cobra por uma unidade diferente. Compare o gasto de cinco anos, e não só o do primeiro.
A diferença está no que o fabricante conta. Uma plataforma que cobra por processador físico não muda de preço quando o servidor novo tem mais núcleos; uma que cobra por núcleo encarece a cada troca por máquina mais potente.
| Plataforma | Unidade de cobrança | Quando o cluster cresce |
|---|---|---|
| Proxmox VE | Assinatura opcional por soquete de processador, por ano [CONFIRMAR na documentação] | Servidor com mais núcleos no mesmo soquete não muda a assinatura |
| VMware | Assinatura por núcleo, com mínimo por processador [CONFIRMAR na documentação] | Cada núcleo novo entra na conta da renovação |
| Hyper-V | Licença do Windows Server por núcleo, com edições diferentes [CONFIRMAR na documentação] | A edição define quantas máquinas virtuais cada servidor pode rodar |
Há ainda a licença do que roda dentro das máquinas virtuais. Um servidor Windows virtual continua precisando de licença, e alguns bancos de dados contam os núcleos do servidor físico inteiro [CONFIRMAR na documentação]. Essa conta costuma aparecer só depois da migração, quando o fornecedor do sistema pede a regularização.
Quer comparar plataformas pelo custo de cinco anos?
Na implantação de clusters de virtualização, um Especialista coloca licença, suporte e hardware de cada plataforma lado a lado antes de você decidir.
Exemplo: dois clusters com custos de implantação diferentes
Os dois casos abaixo são ilustrativos e não trazem valores. Eles mostram qual fator fez o trabalho crescer ou encolher em cada empresa.
| Situação | Distribuidora com venda todos os dias | Escritório com seis pessoas |
|---|---|---|
| Nós | Três servidores novos e iguais | Dois servidores e um pequeno desempate |
| Armazenamento | Discos distribuídos com rede própria | Cópia periódica de um nó para o outro |
| Sistemas | ERP, banco de dados, arquivos, e-mail e emissor de notas | Sistema contábil, arquivos e impressão |
| Servidores atuais | Desligados depois da migração | Um deles entra no cluster |
| Janelas | Madrugadas, porque a empresa fatura todo dia | Sábado à tarde, com o escritório fechado |
| Fator que pesou | Rede entre os nós e janelas de madrugada | Ajustes para aproveitar o servidor antigo |
Na distribuidora, o desenho é maior, mas previsível: servidores iguais aceitam a troca automática sem surpresas. No escritório, o projeto é menor, e o servidor reaproveitado exige conferir memória, garantia e compatibilidade antes de entrar no grupo.
Na prática, o que é o desempate de um cluster de dois nós?
É um terceiro voto, que pode ser um equipamento pequeno ou um serviço em outra máquina. Ele decide quem fica com os sistemas quando os dois servidores perdem contato um com o outro.
Sem esse voto, cada servidor pode achar que o outro morreu e tentar rodar as mesmas máquinas, ou os dois param para se proteger. É um item de custo baixo que muitas cotações esquecem.
Quanto custa continuar com um servidor só?
Custa o faturamento e o trabalho perdidos enquanto a peça quebrada não chega. A conta abaixo usa os números da sua empresa, e não médias de mercado.
- Receita por hora: divida o faturamento do mês pelas horas em que a empresa vende ou atende.
- Horas sem servidor: some o tempo de diagnóstico, entrega da peça e reinstalação na última parada, ou estime com o prazo da garantia.
- Pessoas paradas: multiplique as horas pela quantidade de funcionários sem sistema e pelo custo da hora de cada um.
- Trabalho refeito: acrescente pedidos, notas e lançamentos que precisaram ser digitados de novo.
- Compare: ponha esse total ao lado do custo do cluster dividido pelos anos de uso dos servidores.
Servidores dão sinais antes de quebrar, como erro de disco e temperatura alta. O guia de análise preditiva de falhas mostra como ler esses avisos enquanto o cluster não chega.
Evite estes cortes que fazem o menor preço sair caro
Alguns cortes reduzem a proposta e anulam o motivo de ter um cluster. A lista mostra os mais comuns.
Cortes que tiram a proteção do cluster
- Nós sem folga: a cotação cai, e os sistemas não cabem nos servidores que sobram.
- Storage sem redundância: três servidores dependem de um único equipamento de discos.
- Rede do cluster dividida com os usuários: no horário de pico, o grupo acha que um nó morreu.
- Sem teste de falha: a configuração parece pronta e só é provada no dia da quebra real.
- Cluster no lugar do backup: arquivo apagado e vírus se copiam para todos os nós.
Como comparar propostas de cluster de virtualização
Compare se cada proposta mostra a conta de folga, separa as quatro contas e descreve o teste de falha. Preço sem lista de sistemas migrados não pode ser comparado com nenhum outro.
O que uma proposta de cluster precisa deixar escrito
- Lista dos sistemas que serão migrados, com a ordem e a janela de cada um.
- Conta de memória e processador que prova a folga para um nó parado.
- Tipo de armazenamento e o que acontece se ele falhar.
- Plataforma escolhida, com a licença anual estimada para cinco anos.
- Switches e cabos da rede entre os nós, inclusos ou cotados à parte.
- Caminho de volta para cada sistema, com o servidor antigo preservado.
- Teste de falha com o tempo de retorno medido, sistema por sistema.
- Documentação, senhas e orientação da equipe na entrega.
Se faltarem a conta de folga e o teste de falha, a proposta orça uma instalação, e não um cluster. Peça os dois antes de comparar valores.
O que costuma ficar fora e aparece depois
Alguns itens não fazem parte da implantação, mas surgem logo depois dela. Saber deles antes evita a sensação de que o projeto ficou mais caro do que o combinado.
- Energia: três servidores no mesmo rack pedem nobreak dimensionado para todos, na instalação de nobreaks.
- Cópias fora do cluster: a rotina de cópias e a restauração testada ficam no backup de servidores.
- Rack e cabos: servidores novos num armário lotado pedem a organização vista no guia de quanto custa organização de rack.
- Licenças dos sistemas: Windows virtual e banco de dados com regra própria, cobrados pelo fabricante de cada um.
- Acompanhamento: alertas de disco e memória depois da entrega, que o guia de quanto custa NOC para empresas ajuda a orçar.
Se a lentidão é o que levou a empresa a pensar em cluster, confira antes se o problema não está na rede; o guia sobre rede da empresa lenta separa as causas.
Perguntas frequentes
Dá para começar com dois servidores e crescer depois?
Dá. O cluster de dois nós funciona com um desempate, e um terceiro servidor pode entrar depois, de preferência igual aos outros, para dividir a carga e dispensar o desempate.
O valor muda se a empresa já tiver servidores?
Pode mudar para os dois lados. Servidores com garantia e memória suficiente reduzem a compra, mas máquinas diferentes entre si exigem mais ajuste e testes, o que soma horas à implantação.
Cluster de virtualização tem mensalidade?
A implantação é cobrada uma vez. Os custos que voltam são a licença ou assinatura da plataforma, o suporte do fabricante, se contratado, e o acompanhamento, se a empresa quiser terceirizar.
A empresa fica parada durante a mudança para o cluster?
Não de forma geral. O cluster é montado ao lado dos servidores atuais, e cada sistema muda numa janela curta fora do expediente, com o servidor antigo pronto para voltar se algo falhar.
Nuvem pública não sai mais em conta do que montar um cluster?
Depende do uso. Sistemas que rodam o mês inteiro costumam custar mais por hora na nuvem pública, enquanto cargas curtas ou sazonais combinam com ela; a comparação certa soma cinco anos das duas opções.
Fontes
- High-availability cluster (Wikipédia em inglês): o que é um cluster de alta disponibilidade, nós, quórum e o risco de dois nós sem desempate
- Hypervisor (Wikipédia em inglês): o programa que reparte um servidor físico entre várias máquinas virtuais
- High Availability (documentação do Proxmox VE): requisitos do fabricante para troca automática de máquinas entre nós