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Guia explicativo · Colocation

Como funciona migração para colocation: etapas para empresas

Como funciona migração para colocation: primeiro a rede é montada e testada no data center escolhido, com links, firewall e VPN até o escritório; só depois os servidores saem da sala, numa janela combinada, e voltam a funcionar no rack alugado. A empresa recebe os sistemas conferidos pelos usuários, o mapa do rack novo e a lista de acessos.

Resumo

  • O primeiro trabalho acontece no destino, e não na sala da empresa; nenhum servidor sai antes de a rede de lá estar testada.
  • Com os servidores fora do prédio, os usuários passam a chegar aos sistemas por uma VPN, um túnel criptografado entre escritório e data center.
  • Há dois caminhos para mudar, levar os equipamentos de caminhão ou copiar os sistemas antes e virar a chave na janela.
  • A migração termina com alguns dias de acompanhamento, porque parte dos problemas só aparece com a empresa toda trabalhando.

Como funciona migração para colocation: o que sai da sala e o que muda na rede

Saem da sala os servidores, o storage e, às vezes, o firewall; ficam no escritório os computadores, os telefones e quem usa os sistemas. Entre os dois lados passa a existir um caminho de rede que antes não precisava existir.

Colocation é alugar espaço num data center de terceiros para instalar equipamentos próprios. O prédio cuida de energia, refrigeração e portaria; tudo que roda dentro do rack continua sendo responsabilidade da empresa.

Na migração para colocation, a mudança de caminhão é a parte mais visível, mas não a mais longa. O trabalho maior é refazer o caminho de rede, para que o usuário abra o sistema de gestão no dia seguinte sem perceber que o servidor mudou de cidade.

O que muda na rede quando os servidores saem do prédio?

Quatro coisas mudam, e todas precisam estar resolvidas antes da janela. Cada uma tem um teste próprio na véspera.

  • Endereços: os servidores passam a usar endereços IP do bloco do data center, e o que estava gravado com o endereço antigo precisa ser achado.
  • Túnel: a VPN liga o firewall do escritório ao firewall do rack, e é por ela que o tráfego interno passa a andar.
  • Nomes: o DNS, sistema que traduz nomes em endereços, passa a apontar cada sistema para o lugar novo.
  • Gerência remota: a placa de gerência de cada servidor, que permite ligar e ver a tela à distância, ganha acesso próprio e protegido.

A placa de gerência segue um padrão chamado IPMI, e os fabricantes dão nomes comerciais a ela. É ela que evita chamar o técnico do data center para apertar um botão de madrugada.

As etapas da migração, na ordem em que acontecem

A migração anda em sete etapas, e a mudança física é só a quinta. A etapa mais longa costuma ser a preparação do destino, porque depende da entrega dos links pelas operadoras.

Caminho da migração, da sala da empresa ao rack alugado funcionando
  1. Etapa 1

    Inventário

    Cada equipamento, o que roda nele, quanto consome, quanto espaço ocupa e de que outros sistemas depende.

  2. Etapa 2

    Escolha e contrato

    Data centers comparados, contrato assinado pela empresa e lista de pessoas autorizadas a entrar.

  3. Etapa 3

    Destino pronto

    Rack, réguas de energia, cross-connects, links, firewall e VPN instalados e testados sem nenhum servidor.

  4. Etapa 4

    Plano da janela

    Ordem de desligamento e de religamento, etiquetas, plano de volta e aviso aos usuários.

  5. Etapa 5

    Mudança

    Equipamentos desligados, embalados, transportados, montados no rack alugado e religados na ordem.

  6. Etapa 6

    Conferência

    Usuários de cada área abrem seus sistemas a partir do escritório e confirmam que está tudo lá.

  7. Etapa 7

    Acompanhamento

    Alguns dias de atenção redobrada aos alertas, até a operação normal confirmar que nada ficou para trás.

As etapas 1 a 4 acontecem com a empresa funcionando normalmente. A rotina só é afetada na etapa 5, e mesmo assim fora do expediente.

O prazo do seu caso sai escrito depois do inventário [PREENCHER prazo típico da Táquion Tech]. Em termos relativos, o inventário e o plano da janela são curtos, a escolha do data center depende da agenda de visitas, e o destino pronto espera as operadoras.

Como funciona migração para colocation no dia da mudança?

Funciona como uma lista lida em voz alta: cada equipamento só é desligado quando o anterior foi conferido, e cada um só é religado na ordem das dependências. Firewall e rede primeiro, depois servidor de domínio, banco de dados e, por fim, os sistemas que dependem deles.

Cada cabo sai com etiqueta dos dois lados e cada servidor ganha foto da traseira antes de ser desligado. No destino, a montagem reproduz as ligações a partir das fotos, e o roteiro da mudança física de data center define o transporte e o plano de volta.

Mudança física ou réplica antes da janela: qual caminho seguir?

Na mudança física, os mesmos equipamentos viajam e a empresa fica parada durante o transporte. Na réplica, os sistemas são copiados antes para servidores já instalados no destino, e a janela serve só para a última cópia e a troca de endereços.

Comparação entre os dois caminhos para levar os sistemas ao data center
PontoMudança físicaRéplica antes da janela
O que viajaOs servidores atuais, no caminhãoOs dados, pela rede, antes do dia
Tempo paradoDesligamento, estrada e religamentoA última cópia e a troca de endereços
Risco principalDisco ou fonte que não volta depois do transporteDiferença de dados entre a cópia e a origem
ExigeCópia recente e transporte cuidadosoServidores no destino e link rápido entre os lados
Combina comEquipamentos novos e empresa que aceita parar uma noiteSistemas que não aguentam parada longa

A réplica é mais simples quando a empresa já usa virtualização, porque cada sistema é uma máquina virtual que pode ser copiada inteira. Quando os servidores são antigos, muitas empresas aproveitam a migração para virtualizar no destino, e a implantação de clusters de virtualização entra no mesmo cronograma.

Ainda não sabe qual caminho cabe nos seus sistemas?

Na migração para colocation, um Especialista faz o inventário, aponta quais sistemas aguentam viajar e quais pedem réplica, e deixa a rede do destino testada antes da janela.

Pedir proposta de migração para colocation

Em que etapa sai o orçamento da migração?

O valor fechado sai depois do inventário, porque é ali que se sabe quantos equipamentos vão e qual caminho cada um segue. O que pesa nessa conta está no guia sobre quanto custa migração para colocation.

O que a empresa separa antes e o que fica com ela depois?

A empresa prepara acessos, cadastro e decisões, e recebe sistemas funcionando com a documentação do lugar novo. Sem o cadastro no data center pronto, a janela simplesmente não começa.

O que deixar pronto do lado da empresa

  • Senhas de administrador de servidores, firewall e storage, ou o contato de quem as tem.
  • Nomes e documentos de quem pode entrar no data center, enviados com a antecedência que ele pede.
  • Contato do fornecedor do sistema de gestão, para conferir se a licença depende do endereço ou do equipamento.
  • Uma cópia completa e testada de cada servidor, feita perto da data da mudança.
  • Aviso aos usuários sobre a janela e sobre quem procurar na manhã seguinte.
  • Uma pessoa de cada área disponível para conferir o sistema logo depois do religamento.

A cópia recente é o item que não pode faltar. O guia sobre como funciona backup de servidores mostra como ela é feita e testada.

Documentos entregues no fim da migração e quando cada um é usado
DocumentoO que contémQuando é usado
Mapa do rack alugadoPosição de cada equipamento e de cada régua de energiaPara pedir uma tarefa física ao técnico do data center
Tabela de endereçosEndereço antigo e novo de cada sistemaPara achar um sistema que parou de conversar com outro
Guia de acessosVPN, gerência remota e regras de entrada no prédioQuando alguém da empresa precisa ir ou acessar
Contatos do data centerSuporte, abertura de chamado e serviço de mãos remotasNum alarme fora do expediente
Relatório de conferênciaSistemas testados e quem confirmou cada umPara encerrar a migração e comparar depois

A Táquion Tech não tem data center próprio nem vende equipamento [CONFIRMAR oferta]. O contrato do espaço é assinado pela empresa, e a migração entrega o que é preciso para operar o rack alugado sem depender de quem o montou.

Problemas típicos em cada etapa e como se percebem

Cada etapa tem um problema típico, e quase todos dão sinal antes da janela se alguém olhar. A tabela mostra onde cada um nasce.

Problema típico de cada etapa da migração para colocation e o sinal que o denuncia
EtapaO que dá erradoComo se percebe
InventárioEndereço antigo gravado dentro de um sistemaDepois da mudança, o sistema abre mas não acha o banco de dados
ContratoCadastro de acesso enviado em cima da horaA equipe chega com o caminhão e a portaria não libera a entrada
Destino prontoCross-connect pedido tarde à operadoraNa véspera, o link do data center ainda não existe
Destino prontoCabo de força com plugue diferente das réguas do rackServidores montados e sem como ligar
MudançaTrilho do servidor que não encaixa no rack alugadoEquipamento apoiado sobre outro, sem ventilação correta
ConferênciaServidor antigo que não liga depois de esfriarDisco ou fonte falha no primeiro religamento em anos

O cabo de força merece atenção: réguas de data center costumam usar conectores do padrão IEC 60320, como C13 e C19, e não a tomada de parede [CONFIRMAR com o data center]. Conferir isso no destino pronto evita a pior noite da migração.

Os primeiros dias depois da mudança

Alguns problemas só aparecem com a empresa inteira trabalhando, como lentidão no horário de pico ou uma rotina que roda só no fim do mês. Por isso o acompanhamento fica ativo por alguns dias.

Lentidão nesse período quase nunca é do data center. O guia sobre rede da empresa lenta ajuda a separar link, VPN e rede interna, e a redundância de links evita que uma queda do escritório pare o acesso aos sistemas.

Exemplo: uma transportadora levando quatro servidores para o data center

O caso abaixo é ilustrativo e acompanha uma transportadora com quatro servidores, do inventário ao fim do acompanhamento. Ele mostra como os dois caminhos de mudança podem conviver.

  1. Inventário: a sala tem o servidor do sistema de fretes, o banco de dados, o servidor de arquivos e um servidor antigo que só gera relatórios; o sistema de fretes não pode parar em dia útil.
  2. Contrato: a direção escolhe um data center com duas operadoras no prédio e envia o cadastro de três pessoas autorizadas.
  3. Destino pronto: o rack recebe réguas, firewall novo e dois cross-connects; a VPN com o escritório é testada com um computador de teste.
  4. Caminhos: fretes e banco de dados são virtualizados num servidor novo já instalado no destino e replicados durante a semana; arquivos e relatórios viajam no caminhão.
  5. Janela: no sábado, a última réplica é feita, os endereços mudam e os dois servidores físicos são levados, montados e religados na ordem.
  6. Conferência e acompanhamento: na segunda, o financeiro emite fretes e o operacional abre os arquivos; na primeira semana, os alertas mostram um relatório agendado ainda apontando para o endereço antigo, que é corrigido.

A transportadora ficou sem sistema de fretes por poucas horas de sábado. O colocation também pode servir de local reserva em vez de casa principal, e o guia sobre como funciona recuperação de desastres mostra esse outro uso.

Perguntas frequentes

A empresa precisa mandar alguém ao data center no dia da mudança?

Precisa ter alguém cadastrado e disponível, mesmo que a montagem fique com a equipe da migração. Muitos data centers só liberam a entrada de quem está na lista de autorizados do contrato.

Os usuários percebem diferença depois da migração?

Se a rede foi bem dimensionada, a rotina continua igual. Sistemas muito pesados podem ficar mais lentos se o link do escritório for pequeno, e isso é avaliado no inventário.

O firewall da empresa vai junto para o data center?

Depende do desenho. Muitas vezes o escritório mantém um firewall e o rack recebe outro, e a VPN entre os dois substitui o cabo que antes ligava a sala aos computadores.

Como fica a cópia de segurança depois da mudança?

A rotina de cópia é refeita para o lugar novo, e a cópia externa passa a ficar fora do data center. Assim, um problema no prédio alugado não leva junto as cópias.

Dá para voltar atrás se algo der errado na janela?

Dá, desde que o plano de volta tenha sido escrito antes. Na réplica, basta manter os servidores antigos ligados; na mudança física, o plano define até que hora ainda compensa religar tudo na sala original.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

Conheça a equipe da Táquion Tech

Fontes

  1. Colocation centre (Wikipédia em inglês): definição de colocation e do que o prédio oferece ao cliente
  2. IEC 60320 (Wikipédia em inglês): padrão dos conectores C13 e C19 usados em réguas de energia de rack
  3. Intelligent Platform Management Interface (Wikipédia em inglês): padrão de gerência remota que permite ligar e acessar o servidor à distância

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Thiago ManoelResponsável técnico