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Guia explicativo · MK-Auth

Como funciona integração com MK-Auth: servidor, MikroTik e corte

Como funciona integração com MK-Auth: antes de qualquer ajuste, a base do sistema é copiada e restaurada num servidor de teste; depois o servidor é fechado para a internet e cada concentrador MikroTik passa a autenticar, limitar a velocidade e cortar a sessão pelo que está no cadastro. Como o MK-Auth roda dentro do provedor, a máquina faz parte do trabalho tanto quanto a rede.

Resumo

  • O MK-Auth roda num servidor do próprio provedor e responde ao RouterOS a cada login PPPoE.
  • A cópia restaurada com sucesso é sempre o primeiro passo, antes de tocar no servidor ou nos concentradores.
  • No MikroTik, a integração mexe em três lugares, os servidores RADIUS, a desconexão remota e os perfis PPP.
  • O provedor recebe a rotina de cópia, a lista de acessos e o passo a passo para reerguer o servidor.

Por que o MK-Auth muda a ordem do trabalho?

Porque o sistema roda numa máquina do próprio provedor, e um erro nela para a autenticação da base inteira. Por isso a integração começa pela máquina e só depois chega aos concentradores.

O MK-Auth é um ERP de provedor instalado num servidor local e muito usado com concentradores MikroTik [CONFIRMAR na documentação do fornecedor]. Ele guarda clientes, planos e cobranças e faz o papel de servidor RADIUS: cada login PPPoE que chega ao concentrador é perguntado a ele.

Na integração com MK-Auth, a Táquion Tech faz a cópia e a restauração antes de qualquer comando no servidor ou no RouterOS. Num sistema em nuvem, o fornecedor cuida da máquina; aqui, se ela para, nenhum cliente novo conecta até alguém reerguê-la.

O que muda na integração quando o sistema roda no próprio provedor
PontoMK-Auth instalado no provedorSistema hospedado pelo fornecedor
MáquinaAtualização, disco e acesso são do provedorFicam com o fornecedor do sistema
Caminho até a redeCurto, dentro da rede de gerênciaAtravessa a internet até cada POP
Maior riscoPerder o servidor sem cópia restaurávelPerder o link até a nuvem
Primeiro passoCópia testada da baseCaminho fechado e teste de queda do link

A lógica de eventos comum a qualquer sistema de gestão está em como funciona integração com ERP de provedor. Este guia trata do que é próprio de quem roda o MK-Auth em casa.

Como funciona integração com MK-Auth, etapa por etapa

São cinco etapas, e cada uma só começa quando a anterior deixou um resultado conferido. O peso relativo de cada uma no tempo total aparece na última coluna.

Etapas da integração com MK-Auth e o resultado que libera a etapa seguinte
EtapaO que aconteceResultado que libera a próximaPeso no tempo
1. Cópia e restauraçãoBanco e configurações copiados para outro local e restaurados num servidor de testeSistema de teste abrindo com os clientes e planos da baseCurto, ou longo se não houver cópia
2. LeituraVersão do sistema operacional, disco, serviços abertos e concentradores anotadosLista do que corrigir, aprovada pelo provedorCurto
3. Fechamento do servidorPainel, SSH e banco restritos à gerência ou VPN, senhas trocadas e atualização em janelaPainel inacessível de fora e acesso da equipe funcionandoMédio
4. ConcentradoresSegredo próprio, desconexão remota, velocidade pelo plano e perfis locais limpos em cada MikroTikLogin, corte e velocidade conferidos com cliente de testeO mais longo
5. EntregaRelatório do que mudou, rotina de cópia agendada e passo a passo de restauraçãoEquipe capaz de restaurar o servidor sem ajudaCurto

O prazo total depende do número de concentradores e do estado da máquina [PREENCHER prazo típico da Táquion Tech]. Os fatores de valor ficam no guia de quanto custa integração com MK-Auth.

O que o provedor deixa pronto antes da primeira etapa

A primeira etapa depende de acessos e de um lugar para a cópia ficar. Sem eles, nada mais anda.

  • Acesso ao servidor: VPN ou rede de gerência até a máquina do MK-Auth e um usuário com permissão de administrador.
  • Destino da cópia: outro servidor, um armazenamento na rede ou um serviço externo, nunca o mesmo disco.
  • Máquina de teste: um servidor ou uma máquina virtual onde a cópia possa ser restaurada sem afetar a base.
  • Lista de concentradores: endereço, versão do RouterOS e POP de cada MikroTik que autentica no sistema.
  • Cliente de teste: um login por concentrador, com plano vendido hoje, que possa ser bloqueado à vontade.

O caminho de um login e de um corte entre MK-Auth e MikroTik

No login, o MikroTik pergunta e o MK-Auth responde com velocidade e endereço; no corte, é o MK-Auth que chama o MikroTik para derrubar a sessão. O diagrama mostra os dois sentidos.

Login PPPoE e corte por atraso entre o MK-Auth e um concentrador MikroTik
  1. 1 · Login

    Cliente conecta

    O roteador do cliente abre a sessão PPPoE no concentrador MikroTik do POP.

  2. 2 · Pergunta

    RouterOS consulta o MK-Auth

    O concentrador manda usuário e senha ao servidor, assinados com o segredo daquele equipamento.

  3. 3 · Resposta

    Plano devolvido

    O MK-Auth aceita o login e devolve o endereço e o limite no atributo Mikrotik-Rate-Limit, que vira uma fila dinâmica.

  4. 4 · Corte

    Status muda para bloqueado

    O MK-Auth envia um pedido de desconexão ao RouterOS, que derruba a sessão aberta na mesma hora.

  5. 5 · Aviso

    Página de pagamento

    Na reconexão, o bloqueado recebe endereço ou lista que leva a navegação à página de aviso [CONFIRMAR na documentação do fornecedor].

Se o passo 4 falhar, o status muda no sistema e o cliente segue navegando até reiniciar o roteador. É a falha mais comum em MK-Auth antigo, e quase sempre está na desconexão remota desligada.

O corte do seu MK-Auth derruba a sessão na hora?

Um Especialista confere a desconexão remota em cada MikroTik, limpa os perfis locais e testa o corte com cliente de teste.

Pedir proposta de integração com MK-Auth

Exemplo: o que se configura em cada MikroTik

O bloco mostra a parte do RouterOS que a integração ajusta, com o servidor do MK-Auth num endereço de documentação. O segredo é exclusivo de cada concentrador.

Concentrador MikroTik autenticando no MK-Auth e aceitando desconexão só do servidor (RouterOS, exemplo) [CONFIRMAR na versão do equipamento]
# Servidor do MK-Auth (192.0.2.10), com segredo exclusivo deste concentrador
/radius add service=ppp address=192.0.2.10 secret=SEGREDO-POP-NORTE src-address=192.0.2.1 timeout=1s
# PPP autenticando e contabilizando pelo RADIUS, com atualização a cada 5 minutos
/ppp aaa set use-radius=yes accounting=yes interim-update=5m
# Pedido de desconexão aceito na porta 3799
/radius incoming set accept=yes port=3799
# A porta 3799 só aceita o servidor do MK-Auth
/ip firewall filter add chain=input protocol=udp dst-port=3799 src-address=192.0.2.10 action=accept
/ip firewall filter add chain=input protocol=udp dst-port=3799 action=drop

Depois desse ajuste, os perfis PPP locais com limite próprio são removidos ou zerados, para não passarem por cima do que o MK-Auth manda. A limpeza acontece em janela, porque mexe em clientes conectados.

O restante do endurecimento do RouterOS, como serviços e acessos de gerência, está no guia de como proteger o MikroTik.

Cópia que volta: como funciona o teste de restauração

O teste pega a cópia, sobe num servidor separado e confere se o sistema abre com a base completa. Só a cópia que passou por esse teste conta como pronta.

  1. Cópia: banco e arquivos de configuração do MK-Auth exportados e enviados para o destino combinado.
  2. Servidor de teste: máquina separada, sem ligação com os concentradores, na mesma versão do sistema [CONFIRMAR na documentação do fornecedor].
  3. Restauração: a cópia é carregada e o sistema é aberto pelo painel, como se fosse o servidor principal.
  4. Conferência: número de clientes, planos e logins comparado com a produção, e um cliente de teste conferido por amostra.
  5. Registro: data, tamanho da cópia, tempo total da restauração e o que precisou de ajuste anotados no relatório.

O tempo total da restauração é um número precioso. Ele diz quanto tempo a base ficaria sem autenticar se o servidor parasse hoje e ajuda a decidir se vale ter um segundo servidor pronto.

E se o servidor nunca teve cópia?

Então a primeira etapa cresce, porque a cópia precisa ser criada e testada antes de tudo, mesmo que o pedido fosse só corrigir o corte. Mexer num servidor sem cópia arrisca a base inteira por um ajuste pequeno.

Se um concentrador também perdeu a configuração, o guia sobre recuperar configuração do MikroTik mostra os caminhos antes de refazer tudo do zero.

Erros comuns em cada etapa e o sinal que deixam

Cada etapa tem um atalho tentador que cobra a conta depois. A tabela mostra o atalho e o sinal que aparece quando ele foi tomado.

Atalhos que comprometem a integração com MK-Auth e o sinal de cada um
AtalhoEtapaSinal de que aconteceu
Cópia no mesmo discoCópia e restauraçãoA cópia some junto com o servidor quando o disco falha
Cópia nunca restauradaCópia e restauraçãoNa hora da necessidade, o arquivo está vazio, incompleto ou é de outra versão
Painel liberado para foraFechamento do servidorTentativas de login de endereços estranhos no registro do sistema
Atualizar sem plano de voltaFechamento do servidorServiço que não sobe depois da janela e ninguém sabe voltar
Mesmo segredo em todos os MikroTikConcentradoresUm vazamento vale para a rede inteira, sem saber de qual equipamento saiu
Ajustar a fila do cliente à mãoConcentradoresVelocidade certa hoje e errada na próxima reconexão

Quando os sintomas chegam todos de uma vez, com clientes caindo juntos, o problema deixa de ser de integração e vira emergência. O guia sobre PPPoE caindo para todos os clientes mostra a ordem de verificação.

O que o provedor recebe no fim da integração com MK-Auth?

O provedor recebe o servidor fechado e copiado, os concentradores obedecendo ao cadastro e os documentos para manter tudo assim. O mais importante é o passo a passo de restauração, escrito para a equipe.

  • Relatório do que mudou: cada ajuste no servidor e em cada concentrador, com data e resultado do teste.
  • Rotina de cópia: onde a cópia fica, com que frequência roda e como conferir se rodou.
  • Passo a passo de restauração: o caminho para reerguer o MK-Auth numa máquina nova, com o tempo medido no teste.
  • Lista de acessos: usuários do servidor, do painel e dos concentradores, com o acesso do fornecedor removível quando o provedor pedir.

A integração com MK-Auth exige repetir o teste de restauração de tempos em tempos, porque uma cópia que funcionava pode falhar depois de uma atualização. Quem faz esse teste depois da entrega fica combinado por escrito [CONFIRMAR oferta].

Os registros de conexão saem da contabilização que o MK-Auth recebe dos concentradores e precisam ser guardados pelo prazo legal [CONFIRMAR na norma]. A rotina de cópia inclui esses registros.

Perguntas frequentes

Dá para rodar o MK-Auth em máquina virtual?

Dá, e isso facilita a cópia e a restauração, porque a máquina inteira pode ser copiada além do banco [CONFIRMAR na documentação do fornecedor]. A mudança segue o mesmo teste de restauração antes de os concentradores apontarem para a máquina nova.

Quanto tempo o servidor fica fora durante a integração?

Na maior parte do trabalho, nenhum, porque cópia, leitura e testes não param o sistema. A atualização do servidor e a limpeza de perfis acontecem em janela de pouco uso, com plano de volta.

Um segundo servidor do MK-Auth vale a pena?

Vale quando o tempo medido no teste de restauração é maior do que o provedor aceita ficar sem autenticar. O teste dá esse número, e a decisão fica com o provedor.

O RouterOS 7 muda alguma coisa na integração?

Os conceitos são os mesmos, mas alguns comandos e padrões mudaram entre as versões 6 e 7 [CONFIRMAR na versão do equipamento]. Por isso a versão de cada concentrador é anotada na leitura e o teste é feito em cada um.

A equipe do provedor consegue manter tudo depois?

Consegue, com a rotina de cópia, o passo a passo de restauração e a lista de acessos. O que mais se perde com o tempo é o teste periódico da cópia, que precisa ter um dono na equipe.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

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Fontes

  1. RADIUS no RouterOS (documentação MikroTik): atributo Mikrotik-Rate-Limit, servidores cadastrados e recebimento de pedidos de desconexão
  2. RFC 5176: Dynamic Authorization Extensions to RADIUS: pedido de desconexão que o MK-Auth envia ao concentrador no corte por atraso
  3. RFC 2865: Remote Authentication Dial In User Service (RADIUS): troca de pergunta e resposta entre o RouterOS e o servidor a cada login PPPoE

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