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Guia de preço · DNS recursivo

Quanto custa implantação de DNS recursivo: guia para provedores

Quanto custa implantação de DNS recursivo depende menos do software, que é livre, e mais de onde a rede parte: DNS de terceiros, servidor antigo aberto para a internet ou nada. Pesam também o pico de consultas, o número de concentradores que entregam o endereço e as regras de segurança exigidas.

Resumo

  • O programa de DNS não cobra licença; o valor está em medir, configurar, fechar o acesso e migrar a base.
  • Refazer um BIND antigo em uso custa mais que partir do zero, porque a troca não pode derrubar ninguém.
  • Cada concentrador e cada pool que entrega o endereço do DNS soma uma etapa de migração.
  • DNS aberto e DNS de terceiros também têm preço, pago em banda, listas de bloqueio e controle perdido.

Quanto custa implantação de DNS recursivo e o que de fato se paga

Paga-se o trabalho de medir, desenhar, instalar em paralelo e migrar, além dos servidores, que são do provedor. O programa em si não entra na conta, porque as opções usadas por provedores são de código aberto.

O DNS recursivo é o servidor que recebe a pergunta do roteador do assinante, busca a resposta na internet e guarda o resultado em cache para os próximos. Montar um em produção envolve dimensionar pelo pico, liberar só os blocos da casa, ligar a validação DNSSEC e trocar o endereço entregue aos clientes sem queda.

Na implantação de DNS recursivo da Táquion Tech, o valor do serviço cobre medição, desenho, instalação, migração por grupos e painel de acompanhamento. Para um provedor com dois servidores, a faixa é [PREENCHER faixa de preço da Táquion Tech].

Existe preço de mercado para DNS recursivo?

Não existe tabela pública de órgão ou de fabricante para esse serviço, e os números que circulam em grupos de provedores misturam escopos muito diferentes. Um valor pode ser só a instalação de um programa numa máquina; outro pode incluir migração de cinco concentradores.

Sem fonte oficial, este guia não traz faixa em reais. O que dá para comparar com segurança é o escopo, e é para isso que servem a tabela de fatores e o checklist das próximas seções.

Se o programa é livre, onde está o custo?

O Unbound, o BIND, o PowerDNS Recursor e o Knot Resolver são distribuídos sem cobrança de licença. O custo aparece em quatro tarefas que nenhum programa faz sozinho.

  • Dimensionamento: medir quantas consultas por segundo a base faz no pico e escolher quantos servidores e quanta memória de cache.
  • Segurança: responder só para os blocos IPv4, IPv6 e a faixa do CGNAT, com limite de consultas por origem.
  • Migração: mudar o DNS entregue pelo PPPoE, pelo DHCP e pelo anúncio IPv6, grupo por grupo, com o servidor antigo ainda ligado.
  • Acompanhamento: gráfico de consultas, tempo de resposta e acerto de cache, para saber se a troca melhorou alguma coisa.

O que faz o orçamento de DNS recursivo subir ou descer

Sete perguntas sobre a sua rede explicam quase toda a diferença entre orçamentos. Responda cada uma antes de pedir proposta e você já sabe em que ponto da escala o seu caso fica.

Perguntas sobre a rede que mudam o preço da implantação de DNS recursivo
PerguntaResposta que simplificaResposta que dá mais trabalhoO que isso acrescenta
De onde o DNS parte hoje?Assinantes usam DNS público de terceirosServidor próprio antigo, em uso e aberto para foraFechar o acesso sem cortar a base e migrar com volta pronta
Quantas consultas por segundo no pico?Base pequena, um servidor folgado por POPBase grande, com picos de jogos e vídeoMais servidores, teste de carga e ajuste de memória
Quantos concentradores entregam o endereço?Um concentrador PPPoEVários, com perfis e pools diferentesUma etapa de migração e um teste por origem
A rede tem CGNAT e IPv6?Só IPv4 públicoCGNAT na faixa 100.64.0.0/10 e IPv6 em produçãoRegras de acesso e testes para cada faixa
Há ordens de bloqueio a aplicar?Nenhuma por enquantoLista recorrente que precisa de históricoEstrutura de lista em todos os servidores e registro de cada inclusão
Onde ficam os gráficos?Painel novo, entregue juntoIntegração ao Zabbix ou Grafana que o provedor já usaColeta, modelos e alertas ligados ao sistema existente
Servidor físico ou virtual?Máquina virtual num equipamento com folgaServidor novo para montar no rack do POPInstalação física e, às vezes, visita ao local

A primeira linha costuma decidir o tamanho da proposta. Sair do DNS de terceiros é uma troca planejada; sair de um servidor aberto que já está sendo usado em ataques é uma troca com pressa, e pressa sem plano de volta é o que derruba a navegação.

Um servidor ou dois: quando a economia não compensa

Um servidor só reduz o orçamento, mas transforma cada atualização em parada da base inteira. Dois servidores, em equipamentos e energia diferentes, é o mínimo que permite manter o DNS sem janela de madrugada.

Espalhar esses servidores por POPs, com troca automática entre eles, já é outro projeto. O guia sobre quanto custa alta disponibilidade de DNS separa essa conta.

Na prática: DNS de terceiros ou servidor aberto, qual sai mais caro de trocar?

O servidor aberto em uso sai mais caro de trocar, mesmo numa base menor. A comparação abaixo mostra por quê, sem valores, só pelo trabalho que cada caso pede.

O provedor C entrega aos assinantes um DNS público de uma grande empresa de internet, por um concentrador só, e ainda não tem CGNAT. O provedor D tem um BIND instalado há anos, que responde para qualquer endereço da internet, três concentradores, CGNAT em parte da base e IPv6 em teste.

  1. Provedor C: instala os servidores, aquece o cache, troca o DNS do concentrador para um pool pequeno, confere os números e segue para o resto da base.
  2. Provedor D: primeiro fecha o acesso de fora sem cortar os próprios clientes, depois monta os servidores novos em paralelo e migra três concentradores e duas faixas de endereço.
  3. O que pesou: o ponto de partida. O provedor D tem um servidor que precisa de correção imediata e mais caminhos por onde o endereço chega ao assinante.
  4. O que ficou igual: o teste feito de uma rede externa, provando que o DNS novo não responde para quem não é cliente.

Não sabe se o seu DNS responde para a internet?

Na implantação de DNS recursivo, um Especialista testa o servidor atual de fora da rede, mede as consultas da base e entrega a proposta com o ponto de partida já identificado.

Pedir proposta de implantação de DNS recursivo

Uma proposta que trate os dois casos com o mesmo escopo está errando em um deles. No provedor D, quem pula o fechamento do servidor antigo deixa a origem do problema ligada durante toda a migração.

Quanto custa adiar a implantação de DNS recursivo?

Ficar como está também gera despesa, só que ela vem espalhada em outras linhas do caixa. Separe a conta conforme o seu caso: DNS aberto ou DNS de terceiros.

Um DNS que responde para a internet é usado em ataques de amplificação: alguém manda consultas pequenas com o endereço da vítima e o seu servidor devolve respostas grandes para ela. O guia de ataque DDoS no provedor mostra como esse tráfego aparece nos gráficos.

A conta de um DNS aberto

Use os números do seu monitoramento e do seu atendimento. Cada linha abaixo é uma multiplicação simples.

  1. Banda de saída gasta: some o tráfego que o servidor de DNS enviou para fora da sua rede no último mês e compare com o que você paga por megabit de trânsito.
  2. IPs em lista de bloqueio: conte os dias em que algum bloco seu ficou listado e os chamados de e-mail recusado que vieram nesse período.
  3. Horas de equipe: some o tempo gasto respondendo a avisos de abuso e tirando endereços de listas.

O passo a passo para sair dessas listas está no guia de IP do provedor em blacklist. Sem fechar o DNS, o endereço volta para a lista na semana seguinte.

A conta de depender do DNS de terceiros

Aqui a despesa é menos visível, porque o DNS de fora funciona. O custo aparece em controle e em qualidade.

  • Caches de vídeo: alguns caches de conteúdo usam a origem da consulta de DNS para escolher de onde servir, e os caches dentro da rede podem ser pouco usados.
  • Bloqueios: sem servidor próprio, não há onde aplicar uma ordem de bloqueio de domínio nem como provar que foi aplicada [CONFIRMAR na norma].
  • Diagnóstico: quando o assinante reclama que um site não abre, você não tem registro nenhum para olhar.

O que costuma ficar fora do orçamento de DNS e aparece depois

Seis itens costumam aparecer só depois da assinatura. Nenhum deles é raro, e todos cabem numa pergunta antes de fechar.

  • Ajuste no RADIUS: quando o endereço do DNS vem do perfil do assinante, a troca passa pelo servidor de autenticação, tratado na implantação de RADIUS.
  • Servidores: físicos ou virtuais, são do provedor; a proposta deve dizer o tamanho, mas raramente inclui a máquina.
  • Redundância entre POPs: dois servidores no mesmo local não cobrem a queda do POP inteiro.
  • Manutenção do programa: atualizações de segurança do software de DNS seguem acontecendo depois da entrega, e alguém precisa aplicá-las.
  • Lista de bloqueio contínua: a estrutura vem pronta, mas cada nova ordem precisa ser incluída por alguém.
  • DNS autoritativo: hospedar os domínios dos clientes empresariais é outro serviço, com outras regras.

Os gráficos entregues no projeto valem pouco se ninguém olha. O guia de implantação de Prometheus mostra uma forma de guardar esses números junto com o resto da rede.

A Táquion Tech não vende servidor nem licença, e a indicação de máquina sai da conta de consultas por segundo e de memória de cache, sem marca preferida.

Erros comuns na contratação: quando a economia vira prejuízo

A economia vira prejuízo quando o orçamento corta o teste de fora da rede, a faixa do CGNAT ou a migração em grupos. São cortes invisíveis no papel e muito visíveis no primeiro dia.

  • Liberar só o IPv4 público: depois do CGNAT, os assinantes consultam a partir da faixa 100.64.0.0/10 e ficam sem resposta.
  • Esquecer o IPv6: o cliente com IPv6 recebe o DNS por outro caminho, e o servidor precisa atender por ele.
  • Trocar todos os pools na mesma noite: se algo falha, ninguém sabe qual concentrador causou.
  • Desligar o DNS antigo cedo demais: assinantes que não reconectaram continuam apontando para ele por dias.
  • Não medir antes: sem número do DNS antigo, não há como mostrar que o novo responde mais rápido.

Confira na proposta de implantação de DNS recursivo

  • A medição de consultas por segundo no pico e o número de servidores que ela justifica.
  • As faixas que poderão consultar, incluindo CGNAT e IPv6.
  • O limite de consultas por origem e o teste feito de uma rede externa.
  • A ordem de migração, concentrador por concentrador, com o DNS antigo ligado.
  • Onde ficam os gráficos e quem recebe os alertas.
  • A estrutura para lista de bloqueio, se o provedor precisar.
  • O que é serviço e o que é máquina, em linhas separadas.

Uma proposta que deixe três desses itens em branco não pode ser comparada com outra completa. Peça o escopo detalhado antes de olhar o valor.

Perguntas frequentes

Quantos assinantes um servidor de DNS recursivo aguenta?

Depende das consultas por segundo que a base faz no pico e da memória disponível para cache, e não só do número de assinantes. Por isso a medição inicial vem antes do orçamento, e o número de servidores sai dela.

Vale a pena manter o DNS do Google ou da Cloudflare no provedor?

Funciona, mas o provedor abre mão do controle de bloqueios, dos registros para diagnóstico e de parte do ganho dos caches de conteúdo. Para bases pequenas pode servir por um tempo; com a rede crescendo, o DNS próprio passa a se pagar.

A implantação de DNS recursivo tem mensalidade?

O projeto é cobrado uma vez, com documentação e painel na entrega. Despesas mensais só existem se o provedor contratar acompanhamento dos alertas ou manutenção contínua dos servidores.

O DNS próprio deixa a navegação mais rápida?

Costuma reduzir o tempo antes de a página começar a abrir, porque a resposta sai do cache dentro da rede. O ganho real aparece na comparação do tempo de resposta medido antes e depois da troca.

Dá para reaproveitar o BIND antigo na implantação?

Dá, se a versão estiver em suporte, se a validação DNSSEC puder ser ligada e a configuração for conhecida pela equipe. Quando nenhuma das duas coisas é verdade, montar servidores novos em paralelo costuma dar menos trabalho que consertar o antigo.

Thiago Manoel

Responsável técnico da Táquion Tech · Registro profissional [PREENCHER]

Mais de 15 anos em operações de rede, com gestão de infraestruturas de TI, administração de data centers e condução de equipes em migrações de TI e telecomunicações, com foco em alta disponibilidade e segurança.

A Táquion Tech é uma empresa de engenharia de redes de Balneário Camboriú (SC) que projeta, opera e dá suporte a redes de provedores de internet e de empresas.

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Fontes

  1. RFC 5358, Preventing Use of Recursive Nameservers in Reflector Attacks: recomenda que o servidor recursivo atenda só aos clientes da própria rede
  2. RFC 4033, DNS Security Introduction and Requirements: introdução ao DNSSEC e à validação das respostas assinadas
  3. Unbound (NLnet Labs): página do fabricante do Unbound, servidor recursivo de código aberto

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